Episódio 22 – A noite no barco (contado por Anita)




A viagem de Coari a Manaus dura quase dezoito horas. Uma noite inteira de rio, motor baixo e escuridão. O barco estava quase vazio naquela semana. Poucas redes penduradas, poucos passageiros. Eu e Jairo tínhamos combinado que ele ficaria em Coari resolvendo umas coisas da escola e eu iria sozinha resolver um documento na capital. Subi no barco no final da tarde, com uma mala pequena e uma toalha.
Escolhi de propósito o canto mais afastado do convés superior. Amarei a rede longe das outras, perto da proa, onde o vento batia mais forte e quase ninguém passava. O sol foi descendo, o rio ficou escuro e as luzes do barco acenderam fracas. Aos poucos as conversas foram morrendo. A maioria dos poucos passageiros já dormia.
Por volta das dez da noite eu levantei, enrolei a toalha na cintura e fui até o banheiro do fundo. A porta não trancava direito. Entrei, tirei a toalha e abri o chuveiro. A água era fria, mas boa. Lavei o corpo devagar, de propósito deixando a porta entreaberta. Qualquer um que passasse pelo corredor estreito podia me ver nua debaixo da água: seios molhados, barriga, a buceta com o pelo já crescido, as coxas brilhando. Fiquei ali mais tempo do que precisava, passando a mão entre as pernas, me tocando sem pressa. Ninguém apareceu. Quando saí, voltei para a rede ainda só de toalha, o corpo úmido, o cheiro de sabão misturado com o cheiro do rio.
Na madrugada o barco estava ainda mais silencioso. O motor ronronava baixo. Quase todas as redes estavam ocupadas por gente dormindo. Eu não aguentei. Levantei, deixei a toalha na rede e fiquei completamente nua. O vento quente da madrugada bateu nos seios, na barriga, entre as pernas. Caminhei devagar pela área de lazer do convés, o chão de madeira sob os pés descalços, o corpo inteiro à mostra sob as luzes fracas. O rio corria escuro dos dois lados. Eu sentia o ar passar pela buceta, pelos mamilos endurecidos. Estava excitada só de estar nua naquele espaço semi-público, com gente dormindo a poucos metros.
Foi então que ouvi passos.
Dois homens. Passageiros que eu tinha visto de relance no embarque. Um mais alto, de uns trinta anos, outro um pouco mais novo, por volta dos vinte e cinco. Eles vinham conversando baixo e pararam quando me viram. Os olhos desceram pelo meu corpo nu de uma vez só. Eu não corri. Não me cobri. Fiquei parada, o vento batendo, esperando a reação deles.
O mais alto falou primeiro, a voz rouca:
— Moça… você tá pelada.
— Tô — respondi, simples. — O barco está quase vazio. Achei que ninguém ia ver.
Eles se entreolharam. O mais novo engoliu seco. Eu vi o volume crescer nas calças dos dois. Em vez de me afastar, dei um passo na direção deles.
— Se quiserem… podem ficar.
Não precisei falar mais nada.
O mais alto se aproximou primeiro. Passou a mão pelos meus seios, desceu pela barriga e enfiou dois dedos entre as pernas. Eu já estava molhada. Ele gemeu baixo. O outro veio por trás, colou o peito nas minhas costas e apertou a bunda. Em segundos as mãos dos dois estavam em todo lugar. Eu desci o zíper da calça do mais alto e tirei o pau duro. Ajoelhei ali mesmo no convés e chupei, sentindo o gosto de homem, enquanto o outro tirava a roupa atrás de mim.
Me viraram de frente para o corrimão. O mais alto enfiou de uma vez, fundo, segurando minha cintura. O pau dele era grosso e entrava fácil. Eu gemia baixo para não acordar ninguém, as mãos agarradas na madeira. O mais novo se posicionou na minha frente e enfiei o pau na minha boca. Os dois me usavam ao mesmo tempo: um metendo com força por trás, o outro fodendo minha garganta. O barco balançava leve, o motor mascarava os sons molhados.
Trocamos de posição várias vezes. Deitei no chão de madeira, as pernas abertas, e o mais novo me comeu enquanto eu chupava o outro. Depois o mais alto me pôs de quatro e meteu fundo de novo, gozando dentro de mim com um gemido abafado. O sêmen escorreu quente pela coxa. O mais novo não aguentou ver aquilo: enfiou logo em seguida e também gozou fundo, enchendo ainda mais.
Ficamos os três ofegantes no convés, eu nua e cheia de porra, eles com as calças ainda pelas coxas. O vento continuava batendo no meu corpo molhado. Longe, alguém tossiu numa rede. Ninguém tinha acordado de verdade.
Eu me levantei devagar, o sêmen escorrendo pela perna, e falei baixo:
— Vou voltar para a rede.
Eles só acenaram, ainda sem fôlego. Voltei andando nua pelo convés, passei por algumas redes dormindo e me deitei. Não me limpei. Deixei o cheiro e o líquido dos dois homens em mim até o amanhecer.
Quando o sol nasceu no meio do rio, eu ainda estava nua na rede, o corpo marcado pela noite, e a viagem para Manaus ainda tinha algumas horas pela frente.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Episódio 22 – A noite no barco (contado por Anita)

Codigo do conto:
270522

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
23/08/2026

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