Os dias seguintes foram uma mistura deliciosa de rotina e tensão sexual constante.
As mensagens mudaram de tom. Já não havia mais o jogo de inocência. Agora era direto, carinhoso e safado ao mesmo tempo.
Rafael mandava fotos do próprio corpo suado depois da academia, a camisa colada no peito, o short marcando o volume.
“Treinei perna hoje. Tô andando torto. Imagina se fosse você me abrindo de novo.”
Lucas respondia com fotos mais discretas: a barriga deitada na cama, a mão escondendo o pau duro debaixo do lençol.
“Tô assim desde que você mandou a foto. Culpa sua.”
Às vezes as conversas viravam longas e profundas. Rafael falava da família no interior, de como tinha saído de casa cedo e da pressão de ser o “homão” o tempo todo. Lucas contava sobre a solidão do home office, sobre como tinha se acostumado a não esperar nada de ninguém até Rafael aparecer com aquele sorriso confiante e aquelas mensagens que o deixavam sem chão.
Numa noite, quase duas da manhã, Rafael escreveu:
“Sabe o que mais me deixa louco? Não é só o sexo. É o jeito que você me olha quando tá me engolindo. Como se eu fosse a melhor coisa que já te aconteceu. Eu nunca me senti tão… desejado e cuidado ao mesmo tempo.”
Lucas demorou alguns minutos para responder, o coração batendo forte:
“Porque você é. Eu fico com medo de me apegar rápido demais. Mas eu já tô.”
A resposta veio imediata:
“Então se apega. Eu tô aqui.”
Na quinta-feira, Lucas pediu mercado de novo. Dessa vez não foi desculpa. Queria ver Rafael. Queria o cheiro dele, a voz, o corpo.
Rafael chegou por volta das 21h, ainda de uniforme, mas com o sorriso que já não era só de entregador. Entrou, deixou as sacolas na cozinha e, antes mesmo de Lucas falar qualquer coisa, o puxou pela cintura e o beijou com fome. O beijo foi molhado, urgente, cheio de saudade acumulada em quatro dias.
— Quatro dias sem te tocar foi uma tortura — murmurou Rafael contra a boca dele. — Eu batei punheta todo dia pensando no seu cuzinho me sugando.
Lucas gemeu e apertou o pau dele por cima da calça do uniforme.
— Eu também. Tô com saudade de sentir você dentro.
Rafael sorriu safado.
— Então vamos resolver isso. Mas hoje eu quero mais tempo. Quero te comer devagar. Quero te ouvir gemer meu nome até a voz ficar rouca.
Subiram para o quarto sem nem guardar as compras. Rafael tirou a camisa do uniforme no caminho, revelando o peito bronzeado e os ombros definidos. Lucas passou as mãos por ele com vontade, beijando o pescoço, lambendo a clavícula, sentindo o gosto de suor leve e sabonete.
No quarto, Rafael empurrou Lucas deitado na cama e se ajoelhou entre as pernas dele. Tirou a camiseta e o short de Lucas com calma, beijando cada pedaço de pele que aparecia. Quando o pau de Lucas saltou livre, Rafael não chupou imediatamente. Ficou olhando, passando o polegar pela cabeça molhada, espalhando o pré-gozo.
— Bonito pra caralho — murmurou. — E todo meu agora.
Só então baixou a cabeça e engoliu. A boca quente e úmida desceu até a base de uma vez só. Lucas arquejou, as mãos nos cabelos curtos de Rafael. Rafael chupava com vontade, mas sem pressa, usando a língua na veia de baixo, chupando só a cabeça com força, descendo de novo até engasgar de leve. Saliva escorria pelo pau e pelas bolas. De vez em quando ele parava só para olhar Lucas nos olhos enquanto masturbava devagar.
— Eu adoro te ver assim — disse, a voz rouca. — Todo entregue. Todo meu.
Lucas puxou-o para cima e o beijou com gosto da própria boca. Depois virou Rafael de costas e desceu o corpo. Tirou a calça e a cueca dele de uma vez. O pau grosso e escuro bateu contra a barriga. Lucas lambeu da base até a cabeça, depois engoliu o máximo que conseguiu. Rafael gemeu alto, a mão firme na nuca de Lucas, mas sem forçar.
— Isso… porra, sua boca me deixa louco.
Lucas chupou com dedicação, babando, usando a mão no que não cabia. De vez em quando subia só para lamber as bolas e voltar a engolir. Rafael estava tremendo quando o puxou de novo para cima.
— Se continuar eu gozo. E eu quero gozar dentro de você de novo.
Rafael pegou o lubrificante e a camisinha na gaveta (Lucas tinha comprado depois da primeira vez). Preparou o pau com calma, depois deitou Lucas de barriga para baixo, erguendo o quadril com uma almofada embaixo. Beijou a nuca, as costas, a curva da bunda. Abriu as nádegas e passou a língua no cuzinho já sensível. Lucas soltou um gemido longo e abafado no travesseiro.
— Rafael… porra…
A língua entrou, quente e molhada, chupando, lambendo, abrindo. Rafael ficou ali um bom tempo, até Lucas estar se rebolando contra a boca dele. Só então passou o gel e introduziu dois dedos, abrindo com cuidado, procurando o ponto que fazia Lucas tremer.
— Tá pronto pra mim? — perguntou, a voz baixa e rouca.
— Tô. Me fode. Por favor.
Rafael se posicionou e empurrou. A cabeça entrou devagar. Lucas mordeu o travesseiro, o corpo se abrindo aos poucos. Rafael entrou centímetro por centímetro, gemendo a cada avanço, até estar completamente enterrado. Parou, beijando as costas de Lucas, acariciando os flancos.
— Tão apertado… tão quente… você me deixa maluco.
Começou a se mover. Estocadas profundas e lentas no início, o pau saindo quase todo e entrando até as bolas. O som úmido enchia o quarto. Rafael mudava o ângulo até achar o ponto certo e aí acelerava, metendo com precisão, a mão segurando o quadril de Lucas com força.
— Fala pra mim — pediu, ofegante. — Fala o que tá sentindo.
— Tô sentindo você me abrindo… tão fundo… porra, Rafael, continua…
Rafael puxou Lucas para ficar de quatro e meteu mais forte. Uma mão foi à frente e envolveu o pau de Lucas, masturbando no mesmo ritmo das estocadas. Lucas gemia sem parar, o corpo tremente.
— Eu quero te ver gozar com meu pau dentro — disse Rafael, a voz embargada de tesão. — Quero sentir você me apertar.
Não demorou. Lucas gozou com um grito abafado, jatos quentes sujando o lençol, o cuzinho se contraindo forte em volta do pau de Rafael. Rafael gemeu alto e acelerou ainda mais, metendo fundo e rápido através do orgasmo de Lucas, prolongando cada contração.
Quando as tremedeiras diminuíram, Rafael tirou o pau, tirou a camisinha e se deitou de costas.
— Senta em mim — pediu, a voz rouca. — Quero te ver me fodendo.
Lucas obedeceu. Montou em Rafael, guiou o pau de novo para dentro e desceu devagar. Os dois gemeram juntos quando ele sentou até o fundo. Lucas começou a se mexer, subindo e descendo, o pau duro de novo balançando. Rafael segurava a cintura dele, empurrando para cima no ritmo, os olhos escuros fixos no rosto de Lucas.
— Assim… porra, você é lindo cavalgando meu pau.
Lucas se inclinava para beijá-lo de vez em quando, a língua molhada, os gemidos se misturando. Rafael sentia o orgasmo chegando de novo e avisou:
— Vou gozar… posso dentro de novo?
— Pode. Me enche.
Rafael segurou a cintura de Lucas com força e gozou fundo, o pau pulsando, o corpo inteiro tremendo. Lucas continuou se mexendo devagar até o último espasmo, depois caiu sobre o peito dele, os dois ofegantes e suados.
Ficaram abraçados por um longo tempo. Rafael acariciava as costas de Lucas, beijava o ombro, o cabelo.
— Eu gosto de você — murmurou de repente, a voz baixa. — Não é só sexo. Eu gosto do jeito que você ri das minhas piadas ruins. Do jeito que você fica quieto quando tá pensando. Do jeito que você me olha depois de gozar.
Lucas ergueu o rosto. Os olhos estavam úmidos, mas o sorriso era genuíno.
— Eu também gosto de você. Mais do que eu planejava.
Rafael beijou a testa dele.
— Então a gente continua. Sem pressa. Mas sem fingir que é só putaria.
— Sem fingir.
Passaram o resto da noite se acariciando, conversando baixo, às vezes beijando devagar. Rafael chupou o pau de Lucas de novo, mais calmo, só para sentir o gosto, e Lucas retribuiu, engolindo até o fundo enquanto olhava nos olhos dele. Não gozaram de novo. Só se deram prazer, devagar, carinhosos e safados ao mesmo tempo.
Quando finalmente dormiram, estavam entrelaçados, o peito de Rafael colado nas costas de Lucas, a mão dele descansando sobre o coração do outro.
daniel8