A casa de praia em Tabuba estava lotada desde o dia 28. Familiares de todos os lados, crianças gritando, tias comandando a cozinha, tios discutindo futebol com voz alta. Tony chegou no final da tarde do dia 29, dirigindo a caminhonete com a mulher ao lado e o som ligado alto. Trinta e um anos de idade (quase trinta, como ele gostava de corrigir), casado há quatro, corpo largo de academia constante, peito largo, ombros pesados, barba sempre por fazer e um jeito de andar que ocupava espaço. Mulherengo assumido, safado de carteirinha, marrento pra caralho. Olhava pra mulher bonita do mesmo jeito que olhava pra um carro novo: com vontade de usar. Miguel tinha 18 anos completos havia pouco. Magro, alto, pele morena que dourava fácil, cabelo escuro bagunçado e um jeito quieto de quem ainda não sabia muito bem o espaço que ocupava. Nunca tinha sido próximo do primo mais velho. Tony era o primo que aparecia nas festas de família, contava vantagem, ria alto, passava o braço nas mulheres e sumia. Miguel sempre observava de longe. Na primeira noite, na varanda cheia, Tony já estava no terceiro copo de whisky quando viu Miguel passar carregando uma caixa de gelo. O short caía baixo demais na cintura, a camiseta branca colava no peito pelo suor. Tony parou no meio da frase que contava pra um tio e soltou, alto o suficiente pra Miguel ouvir: — Eita porra… o menino cresceu pra caralho. Olha o tamanho desse pirralho. Miguel sentiu o rosto esquentar, mas não parou. Continuou andando. Tony riu, aquele riso de quem sabe que incomoda. — Tá fugindo, Miguelzinho? Vem cá, deixa o primo ver se tu virou homem de verdade. Miguel fingiu não escutar. Entregou a caixa e sumiu pra dentro. Mas o comentário ficou girando na cabeça o resto da noite. No dia seguinte, na praia, Tony estava de sunga escura, o corpo inteiro à mostra: peito peludo, barriga definida sem ser seca demais, coxas grossas, o volume marcado sem nenhum pudor. Ficava deitado de óculos escuros, a mulher ao lado passando protetor, enquanto ele observava tudo e todos. Quando Miguel saiu do mar, a água escorrendo, a sunga preta colada, Tony tirou os óculos e soltou, alto: — Caralho, Miguel. Tá querendo dar trabalho pra prima, é? Com esse corpo aí qualquer uma cai. Miguel passou a mão no cabelo molhado, tentando parecer indiferente. — Para, Tony. Tô só nadando. — Só nadando o caralho. Tá se exibindo. Eu, se fosse solteiro… A mulher de Tony deu um tapa no braço dele, rindo. — Tony, para de ser safado. — Tô elogiando o primo, mulher. Olha o tamanho desse menino. Cresceu pra porra. Miguel sentou longe, o coração batendo mais rápido do que admitia. Tentava não corresponder. Abaixava a cabeça, fingia mexer no celular, mas sentia o olhar de Tony queimando na pele. Ao longo dos dias, Tony não parava. Era provocação constante, sempre no limite do aceitável na frente da família. Na cozinha, quando Miguel ia pegar água, Tony se aproximava por trás, o peito quase encostando nas costas dele, e falava baixo: — Cuidado pra não derramar, menino. Ou derrama logo de uma vez, que eu ajudo a limpar. Miguel engolia em seco, a voz saindo mais fina: — Tony, para. Tem gente. — Tem gente o caralho. Tô só conversando com o primo. Você tá nervosinho pra caralho hoje, hein? Tá precisando de uma… ajuda? Miguel saía andando rápido, o short já marcando um pouco mais do que deveria. Tony ria sozinho, satisfeito. Numa tarde de sol forte, enquanto a família estava espalhada, Tony encontrou Miguel sozinho na área da piscina, deitado numa espreguiçadeira. Sentou na espreguiçadeira ao lado, as pernas abertas, a sunga marcando o volume sem nenhum disfarce. — Tá se escondendo de mim, Miguelzinho? — Não tô me escondendo de ninguém. — Mentira. Toda vez que eu chego perto você foge. Tá com medo do primo? Miguel manteve os olhos fechados, tentando parecer calmo. — Não tenho medo de você, Tony. — Então por que fica vermelho toda vez que eu falo merda? Olha pra mim. Miguel abriu os olhos. Tony estava olhando direto, o sorriso marrento no rosto, a mão descansando na própria coxa, perto demais do volume. — Você é casado — murmurou Miguel. — E daí? Casado não é morto. Eu olho pra quem eu quero. E agora eu tô olhando pra você. Cresceu gostoso pra porra, menino. Esse corpinho magro, essa bundinha marcada… caralho. Miguel sentiu o pau latejar dentro da sunga. Tentou se cobrir com a toalha, mas Tony notou e riu baixo. — Tá durinho já? Só de eu falar? Que inocente mentiroso. — Não tô. — Tá sim. Eu vejo. E eu gosto de ver. Continua fingindo que não tá se derretendo, que eu continuo falando. Miguel se levantou rápido e entrou na casa, o rosto queimando. Tony ficou deitado, satisfeito, a mão passando distraída pelo próprio pau por cima da sunga. Na noite do dia 30, depois do jantar, a casa estava barulhenta. Tony bebeu mais. Encontrou Miguel no corredor escuro do segundo andar, quando o menino ia pro quarto. — Chega aqui — mandou, a voz baixa e firme. Miguel parou, o coração disparado. — Tony, alguém pode vir. — Ninguém vai vir. Vem cá. Miguel deu dois passos. Tony o puxou pelo braço até uma reentrância do corredor, longe da luz. O corpo grande e quente de Tony encheu o espaço. O cheiro de whisky, perfume caro e suor masculino. — Você fica se fazendo de santo o dia inteiro — murmurou Tony, a boca perto demais do ouvido de Miguel. — Mas eu vejo o jeito que você me olha quando acha que eu não tô vendo. Eu vejo o short marcando. Eu vejo você se mordendo pra não responder. Miguel tentou recuar, mas a parede estava atrás. — Eu não… eu não tô te olhando assim. — Mentira. Você tá se derretendo. E eu gosto. Gosto de te ver assim, todo nervoso, todo durinho, fingindo que não quer. A mão grande de Tony desceu e apertou a bunda de Miguel por cima do short, forte, possessiva. Miguel soltou um suspiro traído. — Tony… — Fala baixo. Ou grita. Tanto faz. Eu quero te foder, Miguel. Quero te abrir nessa cama, quero ouvir você gemendo meu nome enquanto eu meto fundo. E você vai deixar. Porque tá se derretendo por mim desde o primeiro dia. Miguel tremia. Tentava manter a voz firme. — Você é casado. Eu sou seu primo. — E daí? Ninguém precisa saber. Eu quero. Você quer. Para de fingir. Tony beijou o pescoço de Miguel, mordeu de leve, chupou a pele. A mão ainda apertava a bunda, os dedos apertando a carne. Miguel soltou um gemido baixo, a cabeça caindo pra trás apesar de si mesmo. — Para… alguém vai ouvir… — Então fica quieto e deixa o primo te tocar. A mão de Tony desceu pela frente do short de Miguel e apertou o volume duro. Miguel arquejou, as pernas fraquejando. — Olha só. Todo molhadinho já. Que inocente mentiroso. Tony tirou a mão, deu um tapa leve na bunda de Miguel e se afastou, o sorriso marrento no rosto. — Vai pro quarto. Amanhã a gente continua essa conversa. E da próxima vez eu não vou só apertar. Miguel ficou parado no corredor, o pau latejando, a respiração descontrolada, tentando juntar os pedaços da inocência que Tony estava destrocando de propósito. No dia 31, a tensão estava insuportável. Tony provocava o tempo todo. No almoço, quando Miguel passava, Tony falava alto o suficiente pra ele ouvir: — Esse menino tá precisando de uma trepada pra ficar menos nervoso. Olha a cara dele. A família ria, achando que era só o Tony sendo o Tony. Miguel baixava a cabeça, o rosto quente. No final da tarde, enquanto todo mundo preparava a virada, Tony encontrou Miguel sozinho na despensa, pegando copos. Entrou, fechou a porta atrás de si e encostou o corpo grande no de Miguel, prendendo-o contra a prateleira. — Chega de brincadeira — murmurou no ouvido. — Eu quero te comer hoje. Depois da meia-noite. Quarto dos fundos, segundo andar. Você vai estar lá. Miguel engoliu em seco, a voz saindo fraca: — Tony… eu não sei… — Você sabe. Você tá se derretendo. Eu sinto o pau duro encostando em mim agora. Para de fingir que é inocente. Eu vou te foder até você esquecer o próprio nome. E você vai pedir mais. Tony apertou o quadril contra a bunda de Miguel, o volume grosso e duro marcado. Miguel soltou um gemido abafado. Tony riu baixo, mordeu a orelha dele e saiu da despensa como se nada tivesse acontecido, deixando Miguel tremendo, o short marcado, a respiração descontrolada. A virada chegou. Fogos, gritos, champagne, abraços. No meio da confusão, Miguel subiu. O coração batia tão forte que doía. O quarto dos fundos estava escuro. Ele entrou, trancou a porta e esperou. Tony chegou dez minutos depois, o cheiro de bebida e desejo. Fechou a porta, travou, e avançou. — Tirou a roupa — mandou, a voz grave, sem espaço pra discussão. Miguel obedeceu, as mãos tremendo. Ficou nu. Tony olhou de cima a baixo, o sorriso marrento e faminto. — Caralho. Mais gostoso ainda sem roupa. Vem cá. Tony puxou Miguel pela nuca e beijou com força, língua invadindo, dentes arranhando. A mão grande desceu e apertou a bunda com vontade, os dedos entrando no meio, pressionando o cuzinho seco. Miguel gemeu dentro da boca dele, o corpo se derretendo apesar de todas as tentativas de resistência. — Ainda vai fingir que não quer? — provocou Tony, a boca no pescoço, a mão masturbando o pau de Miguel com firmeza. — Fala. Fala que quer o primo te comendo. — Tony… porra… — Fala direito. — Eu quero… eu quero que você me foda. Tony riu, satisfeito, e empurrou Miguel de quatro na cama. Cuspiu no cuzinho, passou a língua com vontade, chupou, abriu com os polegares. Miguel tremia, gemendo abafado no travesseiro. Tony abriu o próprio short, tirou o pau grosso e pesado, colocou a camisinha que tinha trazido no bolso, passou saliva e lubrificante que Miguel nem viu de onde veio, e se posicionou. — Agora você vai sentir o que é homem de verdade — murmurou, e empurrou. A cabeça entrou devagar. Miguel mordeu o travesseiro, o corpo se abrindo. Tony avançou centímetro por centímetro, gemendo baixo, até estar completamente enterrado. — Aperta gostoso pra caralho… seu cuzinho foi feito pra meu pau. Começou a meter. Estocadas profundas, fortes, o quadril batendo na bunda de Miguel com força. A mão grande segurava a cintura, a outra ia à frente e masturbava o pau de Miguel no mesmo ritmo. Tony falava sem parar, a voz rouca e marrenta: — Isso… rebola nesse pau. Me toma inteiro. Você tava se derretendo o dia todo só pra isso, né? Pra sentir o primo te abrindo. Miguel gemia, o corpo inteiro entregue, as tentativas de inocência destruídas a cada estocada. Tony acelerou, metendo fundo, beijando as costas, mordendo o ombro, declarando safadezas no ouvido: — Que cuzinho gostoso… aperto perfeito… eu vou gozar fundo em você e você vai pedir de novo amanhã. Miguel gozou primeiro, o corpo se contraindo forte, o pau jorrando no lençol. Tony gemeu alto e gozou logo em seguida, as estocadas perdendo o ritmo, o pau pulsando dentro da camisinha enquanto ele enterrava até o fim. Ficaram ofegantes. Tony saiu, tirou a camisinha, jogou no lixo e deitou ao lado, o corpo grande e quente. Passou a mão pela bunda ainda sensível de Miguel e apertou.
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