Boa noite, diário.
A novela acabou de terminar e eu tô aqui, de pijama rosa, deitada de bunda pra cima na cama, coberta da cintura para baixo, porque tá um frio da porra. Peguei um chá de ervas quente para ver se esquenta as tripas, porque corpo eu já esquentei com um macho mais cedo, aqui nesta cama.
Escrevendo agora, fiquei lembrando da Flávia… ela sumiu completamente. Nunca mais apareceu, nunca mais ligou, nunca mais nada. Tá igual à Natália, que também evaporou. É foda, porque nesse corre de puta, não dá pra confiar em ninguém, ainda mais em outras garotas de programa. Uma hora são suas melhores amigas, na outra já tão falando mal de você, ou sumindo como se nunca tivessem dividido um vibrador contigo em um quarto do hotel.
Sei lá, tô meio cansada dessa rotina de merda. De manhã é faculdade, correria com professor enchendo o saco, e de tarde já é cliente, sexo, putaria… sempre a mesma coisa. Rende grana, claro, mas também suga sua alma. Eu tô pensando sério em dar um tempo nos programas nas férias de julho, dar uma respirada, dormir sem hora, viver sem ficar na função de agradar macho o tempo todo.
Ah, e sábado agora vou chamar a Vanessa pra sair comigo, espero que àquela vaca esteja disponível. Quero tomar umas, rir, dançar até cansar, chupar o pau de um cara no banheiro da boate e fingir que minha vida é outra, pelo menos por umas horas.
Diário, preciso te contar essa também. Era (14:15) da tarde, quando meu celular apitou com um SMS. Abri e estava escrito assim:
“Boa tarde, senhorita Lara. Meu nome é Níkolas, vi seu perfil no site e quero te contratar por duas horas, aqui na Avenida das Nações Unidas, 13.301. Você está disponível?”
Gostei da abordagem do tal Níkolas. Direto e sem enrolação, do jeito que eu gosto. Nem pensei muito, tô precisando de grana mesmo. Já respondi na lata, mandei o valor por duas horas e deixei claras minhas condições: sexo, só de preservativo.
Minutos depois, ele reenviou a mensagem aceitando tudo, pedindo só para eu não demorar. O tiozão estava doido pra dar umazinha.
Diário: Corri para o banho, água quentinha, lavei minha “menina”, o cuzinho, já imaginando o rolê. Saí, me sequei rápido, passei um creme cheirosinho e fui escolher a roupa.
Peguei meu vestido vermelho justoe par de sapatos vermelhos. Soltei o cabelo, passei maquiagem com destaque pros olhos e um batom vermelho pra fechar a conta. Botei um par de brincos e pronto: personagem montada.
Peguei minha bolsa, desci e chamei o primeiro táxi que passou. Todo mundo que passava na calçada ficava me olhando, fiquei até com vergonha. Também, uma mulher alta, de 1,79 de altura, toda de vermelho, às três horas da tarde.
Em menos de 20 minutos (acho), estava na frente do hotel, do endereço que o Níkolas mandou, pronta pra mais um programa.
Ao chegar, passei pela porta e cheguei na recepção daquele hotel chique, desfilando a minha beleza, com a maior naturalidade do mundo. Tudo mentira, na verdade, meu coração batia na garganta. — Toda vez que vou atender a um cliente, fico nervosa, até hoje, não acostumei, é impressionante, caro diário.
Subi, parei na porta do número 663, que ele mandou, arrumei o vestido e respirei fundo. Toquei a campainha, ajeitei o cabelo e fiquei esperando. Essa é a pior parte, porque você não sabe o que, e quem vai encontrar.
Quando a porta abriu… a cara do cliente foi impagável. O homem era alto, careca e barrigudo. Ficou parado me olhando de cima a baixo, com um sorrisinho sacana. Tipo, não acreditando que eu tinha ido mesmo. Ele ficou sem falar por uns segundos, me olhando. Ele abriu um sorriso e falou em voz baixa:
— “Nossa… você é muito mais linda pessoalmente.”
Fui simpática… Dei uma risadinha e respondi:
— “Ainda bem que você não se decepcionou, né?”
A gente ainda ficou trocando mais duas ou três palavras ali na porta, mas não demorou. Ele deu um passo pra frente, e eu já encostei minha mão no peito dele. Foi aí que rolou o primeiro beijo na boca, cheio de vontade.
De longe, ele não era dos mais belos homens que já atendi. Todavia, me deixou com tesão. Sei lá, não sei explicar. Acho que sou tarada, ou uma ninfomaníaca.
Níkolas me segurou pela cintura e eu apertava o ombro dele. Logo as mãos dele subiram e desceram pelo meu corpo, e as minhas também não ficaram paradas no corpo dele.
O começo foi apressado demais. Nem deu tempo de conversar, dele me oferecer algo para beber. A gente se beijava como se conhecêssemos há anos. Teve até aquela coisa de não pensar muito e esquecer que ainda estava com a porta escancarada. Aí ele riu, me puxou pela mão e me levou pra dentro, trancando a porta.
E dentro, diário… já dá pra imaginar. Ele voltou a me beijar muito, me apertando toda com força. O cliente estava cheiroso! E eu de vestido vermelho, recebendo aquele fogo, aquele carinho todo.
A suíte? Confortável demais, cara de homem que tem muito dinheiro e gosta de ostentar. A cama era grande, lençóis claros bem esticados, TV grande, frigobar, janela fechada, que não deixava passar a luz natural, ar-condicionado ligado na temperatura gostosa.
Na mesa, tinha uma garrafa de vinho aberta, duas taças nos esperando. Tudo arrumado do jeito certo pra receber.
Diário, vou abrir o jogo: eu estava empolgada pra esse encontro de mais cedo. Queria transar, ganhar dinheiro e vazar dali. Por isso, vesti o vestido vermelho, me arrumei toda, cheguei animada.
O problema é que você não sabe quem vai encontrar. Só que, quando a coisa começou a rolar, tive umas quebras de expectativa.
O Níkolas me abraçava tão forte, que eu ficava praticamente colada, presa no corpo dele, sem espaço nenhum. Ele ficou doidinho por mim. Queria beijar sem parar. E eu, no começo, até gostei. Logo senti um detalhinhoque não me agradou: o hálito do cliente cheirava a uísque. Não vou mentir, não foi agradável. Bateu aquela travada dentro de mim, mas segui no papel.
Aí teve um momento em que ele me abraçou por trás, me puxando pela cintura, e começou a me bolinar, fazendo como se fosse uma dança sensual, só que sem música nenhuma tocando. Senti o pau dele endurecendo na bunda. Fiquei rebolando bem devagar para animá-lo ainda mais.
Do nada, pegou minha mão direita e enfiou dentro da calça jeans dele, guiando meus dedos até o seu pênis, querendo que eu ficasse alisando ali, masturbando meio no desespero.
Confesso, não curto quando o cara faz isso de forma tão afobada. Gosto de eu fazer no meu tempo, do meu jeito. Mas segurei a onda.
Na real, eu sei muito bem o porquê de eu estar ali. Sou garota de programa, não é sobre meu prazer, o que eu quero. É sobre dar prazer ao cliente que paga. Então, não reclamei, só fui fazendo o que ele queria, alisando, acarinhando, masturbando devagar.
O cacete do cliente não era dos maiores, tipo 15 cm? Por vezes, ele pegava meu rosto e virava pra me beijar de novo. E toda vez que o hálito de uísque batia no meu estômago, eu tinha que segurar o enjoo e continuar como se nada tivesse acontecido.
Por dentro, eu detestava, mas por fora, mantive o personagem Lara.
Diário, vou te contar o que rolou depois…
O Níkolas não desgrudava de mim. Me tocava nos meus seios, passava as mãos pelo meu corpo todo, sem parar nem um segundo, com a mão no pau dele pra fora da sua calça, apertando, masturbando, do jeito que ele queria, porque o homem não desgrudava de mim.
E aí, do nada, ele ejaculou, direto no meu vestido. Não vou negar, fiquei puta da vida. Afastei-o e reclamei:
— “Porra, caralho, cara… você gozou no meu vestido? Ainda vou embora depois, olha a situação que você me deixou.”
Ele ficou desesperado, meio sem graça, respirando fundo, e logo pediu desculpas, muitas desculpas, com medo de que eu fosse embora. — Disse que me daria o mesmo valor do vestido no final pra compensar o estrago. Paguei no vestido: 130,00. E ele pagou!
Na hora, fiquei muito puta. Porém, respirei fundo, me acalmei, dei aquele sorriso amarelo e falso, e resolvi tirar o vestido ali mesmo, pra não ter mais risco de outro acidente. Fiquei só de calcinha, meia-calça preta e sapatos, parada na frente dele. Vi nos olhos do safadinho, que ficou ainda mais excitado me vendo daquele jeito.
Depois da confusão toda do vestido e com a garantia do ressarcimento. Respirei fundo, vesti a personagem de volta e me atirei nos braços do Níkolas, beijando-o com vontade, como se nada tivesse acontecido. Dava pra ver que o coroa me queria. Ele se agarrou no meu corpo, mas comigo no controle.
Empurrei o tarado até o sofá da suíte e o deitei ali, me jogando por cima dele. Níkolas ficava me elogiando, falando que eu era linda demais, que eu era cheirosa e gostosa. Não pude dizer o mesmo dele, porque estaria mentindo.
Comecei a roçar meu corpo no dele, devagar, do jeito que sei fazer, pra ele sentir meus seios encostando no seu peitoral. O cliente fechava os olhos e respirava acelerado. Aproveitei e dei outro beijo selvagem, com língua mordida e aquela encenação, que deixa qualquer homem maluco.
Depois desci… primeiro pelo peitoral, depois pela barriga, e continuei até chegar na rola dele. Dei uma pausa só pra cheirar, sempre faço isso. E, pra minha surpresa, não tinha cheiro de nada. — Isso me deixou até mais animada, porque é raro achar cliente assim, limpo de verdade.
Foi aí que comecei o oral. Chupei bem gostoso! Coloquei toda a minha técnica nesse oral. Lambi a glande, dei beijinhos, cuspi, masturbei. Mamei nos seus testículos enquanto batia punheta no seu pau. Tudo pra deixar o cara satisfeito de verdade. Fiz de tudo um pouco. Fiquei um bom tempo assim, me dedicando, fazendo tudo o que tinha que ser realizado. Níkolas não gozou. Ficou só nos gemidos, excitado, respirando rápido, mas sem gozar.
Diário, depois daquele oral sem final feliz, ele preferiu mudar o cenário. Níkolas pegou um preservativo, me puxou pela mão, me levou para o banheiro da suíte. Era bonito e espaçoso, luz clara, cheiro de sabonete Dove.
Apoiei na pia e fiquei rebolando a bunda no seu pau, comigo o olhando pelo espelho. Com aquele olhar de safadinha, sabendo o que ia rolar. O cliente me surpreendeu, diário: me colocou sentada na beira da pia e se abaixou entre minhas pernas. Tirou minha calcinha e foi me chupando com tudo, com bastante vontade.
Não esperava que ele fosse me lamber ali. O cara se dedicou tanto, me chupou tanto. Sua língua experiente entrava na minha “menina”. Eu me arrepiei inteira, porque Níkolas foi nota dez no requisito oral. Quando desci da pia, ele tirou a minha meia-calça e o par de sapatos. Pegou na minha mão e me levou para o interior do box do banheiro.
Níkolas ligou o chuveiro e a água desceu quentinha no nosso corpo, misturando-se com o nosso fogo no rabo. Molhados, ele me puxou para mais uma sessão de beijos. Suas mãos passearam pelos meus seios, descendo, subindo, descendo.
Ele chupou os meus peitos, com muita vontade. Eu me apoiei na parede gelada do box, deixando-o mamar, fazendo carinho em sua cabeça. Após, o cliente desceu, beijando minha barriga, a cintura, até chegar à minha “menina”. Ficou ajoelhado, coloquei uma das pernas apoiada em seu ombro, enquanto era chupada lá.
Gemi alto, segurando na cabeça dele, me deliciando com o momento. O incentivava a me chupar mais e mais fundo.
O cliente obedecia, estocando mais fundo sua língua no fundo da minha “menina”. A todo instante, falava que me queria, que queria me foder. Mas antes de transarmos, eu me ajoelhei, chupando-o por mais um tempinho. Aproveitei, colocando o preservativo nele.
Levantei-me e ele me pegou por trás, me estocando muito rápido, me encostando na parede. Senti o golpe, senti seu “menino” entrar completamente. Os ruídos de pele contra pele e gemidos iam longe.
Ouvia tanta coisa dele. O cliente me xingava, depois me elogiava, me enchia de beijos, de lambidas. Suas mãos não pararam, pareciam terem motores. Uma coisa é certa: a pegada do coroa era foda, a cada estocada, fazia meu corpo espremer contra a parede. Suas belas mãos grandes seguravam meus seios, os quadris, apertando-os com força, enquanto eu tentava me agarrar à parede, tentando permanecer de pé, até chegar o momento em que ele pediu meu cu.
Não neguei, quando ele enviou a mensagem, era o pacote completo.
— Por favor, vai devagar — foi o meu único pedido a ele.
Abri as nádegas pra facilitar. Níkolas me posicionou outra vez, e desta vez, seu “menino” entrou em meu ânus. Ele foi cordial e cuidadoso no começo. Não vou mentir. Doeu um pouquinho no início! — Mas o show tinha que continuar.
Com o tempo, ele acelerou o ritmo, fodendo-me com voracidade. — Ainda bem que o pau do cliente não era tão grande e grosso.
Eu me entreguei completamente, gemendo alto, pedindo mais, apertando o pênis do cliente com os músculos do ânus.
Não mais que cinco minutos após. Níkolas avisou que ia gozar, que não aguentava mais segurar. Conclusão: Ele gozou no preservativo, apertando meus quadris, efetuando suas últimas estocadas no meu ânus.
Ele tirou de dentro e me abraçou por trás. Ficamos buscando o ar dentro daquele nevoeiro. A água continuou caindo sobre nós, lavando os nossos pecados.
Diário, quando tudo terminou, virei pra ele e perguntei:
— “E aí, Senhor Níkolas… gostou?”
O coroa ainda estava em êxtase do pré-gozo, com aquele sorriso bobalhão no rosto. Começou a me elogiar demais. Dizendo: “que eu era linda, incrível, que nunca viveu uma experiência assim”.
Porra, fiquei besta de tanto elogio. Rindo, meio no personagem, sem graça, mas satisfeita de ter cumprido bem o meu papel.
Meu ânus ficou muito dolorido, depois. Fomos para o banho. Ele me abraçou demais, beijando meu pescoço, chupando meus seios, ainda quisesse mais. Tive que chupá-lo, com receio dele pedir meu cu outra vez. Me ajoelhei e o chupei por cinco, seis minutos, até o tiozinho gozar dentro da minha boca. O gosto de seu sêmen, na minha língua, não foi dos melhores. Claro, não engoli, cuspi tudinho no chão e lavei a boca rapidinho, e levantei.
Com o cliente mais calmo. Saímos enrolados em roupões brancos, voltando para o quarto. Ele fez questão de abrir uma garrafa de espumante que estava gelando no balde de gelo, dizendo querer comemorar aquele encontro comigo.
Ficamos conversando muito, sentados na cama, bebendo e falamos de tudo: viagens, sexo, trabalho, música, até futebol entrou no meio.
Mas num papo, que foi destaque: ele soltou que queria me levar pra Nova Iorque em julho. Na hora, engasguei com a taça. Eu até poderia topar, afinal, o cachê que pedi foi alto — dez mil reais.
Mas tinha um problema enorme: eu não tenho passaporte. Expliquei isso pra ele, meio sem graça. O cliente ficou claramente triste, deu uma respirada de desapontamento. Porém, não quis deixar perecer ali. Então prometi que iria dar um jeito, que iria correr atrás e tirar meu passaporte. Ele sorriu, pra manter a fantasia de pé.
O tiozão me chupou toda na cama por um tempo, depois pagou meu cachê, mais o acidente com o vestido. Pagou também meu táxi de volta. E assim terminou meu encontro com o cliente Níkolas.
Bebida, sexo, cu doendo, sêmen com gosto de merda, espumante e promessa de viagem para Nova Iorque.
— É, a vida, às vezes, parece roteiro de novela, né? — Só que sei muito bem o papel que tô interpretando.
Com amor, com sono, com sonho, beijos.
Fernanda, ou Lara.
Que garota linda, sem palavras
seus contos são tão maravilhosos quanto vc, descobri seus contos agora e estou amando ler um a um
Tesão. S2 Betto o admirador do que é belo S2
Votadissimo para melhor escritora do site! O cara foi meio fraco né ! E as fotos hein! Lara Lara sua danadinha!
Amamos o conto. Beijos do casal Théo e Luna.
O CONTO SEMPRE SENSACIONAL, + AS FOTOS, BOQUIABERTA, FER - ARRASSOU