. 5. Paciente Thais - Posse número: 7564

. 5. Paciente Thais - Posse número: 7564
Data e local de nascimento: 06/05/1997 / Castanheira - MT
Altura: 1.70
Quadril: 90
Cintura: 67
Busto: 94
Pés: 37
***
Thais faz terapia duas vezes por semana.
Na primeira sessão, contou o que a estava conduzindo a um transtorno imensurável, desses que roubam o sono sem fazer barulho.
Tudo começou quando o marido disse que tinham um grande problema.
Disse sem rodeios, como quem já ensaiou a frase muitas vezes antes de dizê-la em voz alta.
A solução, segundo ele, seria um empréstimo.
Já havia até marcado a entrevista.
Chegaram cedo.
Esperaram quase meia hora numa sala excessivamente silenciosa, onde o tempo parecia calculado para aumentar a ansiedade.
Quando o secretário finalmente os conduziu, Thais já sentia que não estavam ali para pedir nada — estavam ali para serem lidos.
Ao entrarem, o marido estendeu a mão.
Ela ficou suspensa no ar.
O homem não retribuiu o gesto.
Limitou-se a observá-la de cima a baixo, com um semblante calmo demais para ser casual, atraente demais para ser neutro.
— Estamos aqui visando um empréstimo… — começou o marido.
— Não — interrompeu o homem. — Você está aqui por desespero.
Então veio a narrativa, dita sem pressa, sem acusações, sem elevação de voz.
Cada dado colocado com precisão cirúrgica.
O desvio.
O valor exato.
A conta estrangeira.
O prazo impossível.
A mentira que quase colou.
Thais sentiu o corpo esfriar quando ouviu seu próprio nome ser incluído na equação.
Não como cúmplice ativa, mas como parte necessária do mecanismo.
— Eu não sei de nada disso… — tentou dizer.
— Não minta — respondeu ele, com a mesma tranquilidade. — Você sempre soube que havia algo errado. E foi sua conta que permitiu que o dinheiro saísse do país.
Culpa, ali, não era uma questão moral.
Era apenas técnica.
Quando ele se levantou para fazer a ligação, Thais percebeu que não respirava direito.
Não por medo apenas, mas por algo mais difícil de admitir: a sensação de estar sendo totalmente vista.
— Para resolver o problema, vocês precisam de cinco milhões e duzentos mil reais — disse ao retornar. — Com isso, o dinheiro reaparece, o lucro justifica a espera e a história se sustenta.
— Existe a chance disso acontecer? — perguntou o marido, quase sem voz.
— Estão dispostos a fazer negócios?
— Faríamos qualquer coisa…
Foi nesse momento que Thais percebeu a própria expectativa.
Não a do desfecho financeiro, mas a do olhar que voltava a pousar sobre ela.
Vestia um vestido vermelho, justo demais para ser inocente, curto demais para passar despercebido.
Sabia exatamente o efeito que causava.
E, pela primeira vez, teve a nítida impressão de que aquilo não era um detalhe — era parte do acordo antes mesmo de ser dito.
Ela não foi convidada a falar.
E, ainda assim, estava no centro da conversa.
Desde então, Thais não dorme em paz.
Não pelo crime.
Não pelo dinheiro.
Mas pela clareza brutal daquele instante em que entendeu que o problema nunca foi o empréstimo —
foi o tipo de moeda que estava sendo considerada.
Dante me olha por alguns segundos que parecem calculados, como se estivesse medindo não o meu corpo, mas a minha resistência.
— Levante-se.
Obedeço sem saber por quê.
Talvez porque tudo ali já estivesse acontecendo antes mesmo da ordem.
— Tire a roupa.
Olho para o meu marido.
Ele evita meus olhos por um instante breve demais para ser negação.
Fico suspensa, presa entre o que ainda sou e o que já estou sendo empurrada a me tornar.
Dante não altera o tom.
— Se não for assim, nada acontece. E você sabe que ele não se importa, desde que o problema seja resolvido.
As palavras não são ameaça.
São constatação.
Olho novamente para o meu marido.
Ele não fala.
Apenas balança a cabeça, num gesto curto, quase imperceptível, como quem autoriza algo que não quer ver.
Sinto o corpo estremecer — não só de medo, mas da confusão insuportável entre vergonha e algo que me recuso a nomear.
Começo a me despir devagar, como se cada peça fosse uma tentativa de ganhar tempo.
Fico apenas com o que ainda me dá a ilusão de escolha.
— A roupa toda — diz Dante.
Não há impaciência.
Isso é o que mais me desorganiza.
Tiro o restante e estendo a peça para o meu marido.
Ele a recebe como quem segura um objeto estranho, sem saber onde colocar.
— Ficarei lá fora… — ele diz, já se levantando.
— Negativo — responde Dante. — Vocês estão juntos nisso.
É nesse instante que algo se rompe de vez.
Não no corpo, mas no lugar onde eu ainda acreditava existir separação entre culpa, amor e sobrevivência.
Ali entendo que não se trata de sexo.
Nem de dinheiro.
Nem de desejo.
Trata-se de atravessar um limite sabendo exatamente onde ele está —
e sabendo também que, depois dele, nada volta a ocupar o mesmo lugar.

Dante se levanta, pega uma almofada, a joga no chão, a sua frente, fica parado e abaixa sua calça pondo para fora um gigantesco pênis ereto, e diz:
- A almofada é para você não machucar os joelhos.
Olhei para meu marido que se mantinha calado e com a cabeça para baixo. Me aproximei, me ajoelhei, em seguida segurei aquele pênis magnifico e o coloquei em minha boca. No início me senti uma puta, mas diante da situação e com meu marido ao lado assistindo a tudo e permitindo, me senti livre de tudo, moral, pudor, desejos proibidos etc.
Era impossível introduzi-lo em minha boca pelo tamanho, mas o lambi e chupei com vontade. Fiquei um bom tempo e ele não gozou.
Segurou meu braço e me levantou. Sentou-se no sofa e me mandou colocar seu pênis. Quando me ajeitei, sentada sobre seu colo tentei introduzir ele diz:
- Aí não, atras...
- Não, eu não faço sexo anal, muito menos com um pau desse tamanho.
- Isso não é um pedido...
Fiquei roxa só em pensar em como seria. Ele o esfrega em minha buceta e o lambuzando todo, coloca na entrada do meu cu. Eu estava me apoiando com meus braços nas margens do sofá. Ele segura minhas mãos e tira meu apoio. Senti aquela coisa enorme entrando dentro de mim. Gritei desesperadamente. Com ele todo em mim ficamos parados, e aos poucos a dor foi diminuindo. Ele com a mão esquerda acaricia minha mama e com a direita a minha buceta. Meu clitóris começa a se manifestar com satisfação, senti o maior orgasmo que já senti em minha vida.
Quando me recompus, olhei direto para o meu marido que nos estava observando diretamente. Dante tira seu membro de dentro de mim, lentamente e me pega no colo me colocando deitada em sua mesa. Pega lenços umedecidos e faz uma higiene pessoal. Afasta minhas pernas, as dobras e introduz agora aquela coisa enorme em meu canal vaginal. Começa a movimentar, e não sei dizer quantas vezes eu gozei. Posso garanti que inúmeras vezes. De repente o sinto diferente e olhando para ele, o vejo me observando e percebo que seu pau estava pulsando e em seguida sinto seu orgasmo quente me inundando.
Ele sai de dentro de mim e me pega no colo me colocando no sofa onde meu marido estava. Perguntei onde ficava o banheiro. Ele diz:
- Não, ira para casa do jeito que está.
Me levantei para me vestir, escorria pelas minhas pernas, chegava ao chão. Em pouco tempo, meu vestido já estava melado.
Dante se aproxima e diz:
- Seus problemas estão resolvidos, já fiz o deposito na conta da empresa.
- Mas eu não lhe dei a conta. Diz meu marido.
- Mantenha sua história e todos acreditarão...
Saímos da sala mais espantados do que entramos, eu toda esporrada, meu marido assistido eu ter feito todas as formas de sexo com outro homem, ouvindo que um deposito foi feito. Achávamos que tínhamos sido enganados. Porém meu marido recebe um recado pelo seu Whatzapp, lhe agradecendo pela sua boa administração, com pedido formais de desculpas pela desconfiança dos associados.
Após o banho meu marido percebeu em mim uma tatuagem em minha virilha direita. Tatuagem que nunca tive.
Na primeira semana, eles quase não falaram sobre o que aconteceu.
Não por acordo explícito, mas porque qualquer palavra parecia grande demais para caber entre eles.
Nos primeiros dias, o marido agia como se estivesse resolvendo um problema técnico.
Falava pouco, mas estava estranhamente funcional.
Dormia, acordava cedo, atendia ligações fora do horário.
O corpo seguia em frente como se tivesse sido autorizado a esquecer.
Thais, ao contrário, permanecia no tempo suspenso daquele instante.
Dormia mal.
Acordava com o corpo cansado, como se tivesse atravessado algo físico, mesmo sem conseguir nomear o que exatamente havia sido atravessado.
Eles dividiam o mesmo espaço com uma cautela nova.
Não havia brigas.
Não havia carinho.
Havia uma espécie de neutralidade forçada, como se qualquer afeto pudesse abrir uma pergunta perigosa demais.
Na cama, permaneciam distantes.
O marido evitava tocá-la — não por respeito, mas por desconforto.
Thais percebia isso com clareza e, paradoxalmente, sentia-se ainda mais exposta.
A ausência de toque não a protegia; apenas confirmava que algo irreversível havia se instalado entre eles.
Durante o dia, ele evitava cruzar o olhar quando ela passava.
À noite, ela o observava dormir, tentando reconhecer naquele rosto algum sinal de arrependimento, culpa ou medo.
Encontrava apenas cansaço.
No quarto dia, ela tentou iniciar uma conversa.
Não sobre o ocorrido, mas sobre algo banal.
O tom saiu errado.
Ele respondeu curto demais.
A tentativa morreu ali.
A partir daí, Thais começou a se calar.
Não por submissão, mas porque percebeu que qualquer palavra sua parecia deslocada — como se estivesse sempre dizendo algo tarde demais.
O marido, por sua vez, passou a demonstrar uma estranha forma de cuidado.
Comprava coisas.
Perguntava se ela precisava de algo.
Evitava perguntas profundas.
Era um cuidado que não pedia reciprocidade —
apenas silêncio.
Ao final da primeira semana, nenhum dos dois era mais exatamente quem havia entrado naquela sala.
Mas também não eram estranhos completos.
E isso talvez fosse o mais perturbador:
continuavam juntos, não por amor renovado, nem por ruptura declarada,
mas por um pacto mudo —
o de não tocar no que ainda não sabiam como suportar.
Na terapia, Thais disse apenas:
“Ele age como se nada tivesse acontecido.
E eu acordo todos os dias como se ainda estivesse lá.”
***
CONTINUA...


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Nome do conto:
. 5. Paciente Thais - Posse número: 7564

Codigo do conto:
251304

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
07/01/2026

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