Dante se levanta, pega uma almofada, a joga no chão, a sua frente, fica parado e abaixa sua calça pondo para fora um gigantesco pênis ereto, e diz:
- A almofada é para você não machucar os joelhos.
Olhei para meu marido que se mantinha calado e com a cabeça para baixo. Me aproximei, me ajoelhei, em seguida segurei aquele pênis magnifico e o coloquei em minha boca. No início me senti uma puta, mas diante da situação e com meu marido ao lado assistindo a tudo e permitindo, me senti livre de tudo, moral, pudor, desejos proibidos etc.
Era impossível introduzi-lo em minha boca pelo tamanho, mas o lambi e chupei com vontade. Fiquei um bom tempo e ele não gozou.
Segurou meu braço e me levantou. Sentou-se no sofa e me mandou colocar seu pênis. Quando me ajeitei, sentada sobre seu colo tentei introduzir ele diz:
- Aí não, atras...
- Não, eu não faço sexo anal, muito menos com um pau desse tamanho.
- Isso não é um pedido...
Fiquei roxa só em pensar em como seria. Ele o esfrega em minha buceta e o lambuzando todo, coloca na entrada do meu cu. Eu estava me apoiando com meus braços nas margens do sofá. Ele segura minhas mãos e tira meu apoio. Senti aquela coisa enorme entrando dentro de mim. Gritei desesperadamente. Com ele todo em mim ficamos parados, e aos poucos a dor foi diminuindo. Ele com a mão esquerda acaricia minha mama e com a direita a minha buceta. Meu clitóris começa a se manifestar com satisfação, senti o maior orgasmo que já senti em minha vida.
Quando me recompus, olhei direto para o meu marido que nos estava observando diretamente. Dante tira seu membro de dentro de mim, lentamente e me pega no colo me colocando deitada em sua mesa. Pega lenços umedecidos e faz uma higiene pessoal. Afasta minhas pernas, as dobras e introduz agora aquela coisa enorme em meu canal vaginal. Começa a movimentar, e não sei dizer quantas vezes eu gozei. Posso garanti que inúmeras vezes. De repente o sinto diferente e olhando para ele, o vejo me observando e percebo que seu pau estava pulsando e em seguida sinto seu orgasmo quente me inundando.
Ele sai de dentro de mim e me pega no colo me colocando no sofa onde meu marido estava. Perguntei onde ficava o banheiro. Ele diz:
- Não, ira para casa do jeito que está.
Me levantei para me vestir, escorria pelas minhas pernas, chegava ao chão. Em pouco tempo, meu vestido já estava melado.
Dante se aproxima e diz:
- Seus problemas estão resolvidos, já fiz o deposito na conta da empresa.
- Mas eu não lhe dei a conta. Diz meu marido.
- Mantenha sua história e todos acreditarão...
Saímos da sala mais espantados do que entramos, eu toda esporrada, meu marido assistido eu ter feito todas as formas de sexo com outro homem, ouvindo que um deposito foi feito. Achávamos que tínhamos sido enganados. Porém meu marido recebe um recado pelo seu Whatzapp, lhe agradecendo pela sua boa administração, com pedido formais de desculpas pela desconfiança dos associados.
Após o banho meu marido percebeu em mim uma tatuagem em minha virilha direita. Tatuagem que nunca tive.
Na primeira semana, eles quase não falaram sobre o que aconteceu.
Não por acordo explícito, mas porque qualquer palavra parecia grande demais para caber entre eles.
Nos primeiros dias, o marido agia como se estivesse resolvendo um problema técnico.
Falava pouco, mas estava estranhamente funcional.
Dormia, acordava cedo, atendia ligações fora do horário.
O corpo seguia em frente como se tivesse sido autorizado a esquecer.
Thais, ao contrário, permanecia no tempo suspenso daquele instante.
Dormia mal.
Acordava com o corpo cansado, como se tivesse atravessado algo físico, mesmo sem conseguir nomear o que exatamente havia sido atravessado.
Eles dividiam o mesmo espaço com uma cautela nova.
Não havia brigas.
Não havia carinho.
Havia uma espécie de neutralidade forçada, como se qualquer afeto pudesse abrir uma pergunta perigosa demais.
Na cama, permaneciam distantes.
O marido evitava tocá-la — não por respeito, mas por desconforto.
Thais percebia isso com clareza e, paradoxalmente, sentia-se ainda mais exposta.
A ausência de toque não a protegia; apenas confirmava que algo irreversível havia se instalado entre eles.
Durante o dia, ele evitava cruzar o olhar quando ela passava.
À noite, ela o observava dormir, tentando reconhecer naquele rosto algum sinal de arrependimento, culpa ou medo.
Encontrava apenas cansaço.
No quarto dia, ela tentou iniciar uma conversa.
Não sobre o ocorrido, mas sobre algo banal.
O tom saiu errado.
Ele respondeu curto demais.
A tentativa morreu ali.
A partir daí, Thais começou a se calar.
Não por submissão, mas porque percebeu que qualquer palavra sua parecia deslocada — como se estivesse sempre dizendo algo tarde demais.
O marido, por sua vez, passou a demonstrar uma estranha forma de cuidado.
Comprava coisas.
Perguntava se ela precisava de algo.
Evitava perguntas profundas.
Era um cuidado que não pedia reciprocidade —
apenas silêncio.
Ao final da primeira semana, nenhum dos dois era mais exatamente quem havia entrado naquela sala.
Mas também não eram estranhos completos.
E isso talvez fosse o mais perturbador:
continuavam juntos, não por amor renovado, nem por ruptura declarada,
mas por um pacto mudo —
o de não tocar no que ainda não sabiam como suportar.
Na terapia, Thais disse apenas:
“Ele age como se nada tivesse acontecido.
E eu acordo todos os dias como se ainda estivesse lá.”
***
CONTINUA...