. PACIENTES RICARDO E NICOLE - INSEGURANÇA

Ricardo estava em acompanhamento havia cerca de treze meses. Desde o início, trazia consigo uma insegurança persistente, quase estrutural, e uma desconfiança difusa, dirigida a todos e a ninguém em particular. Era desses homens que vivem em estado de vigilância, como se o mundo estivesse sempre prestes a lhe retirar algo.
Trabalhava com finanças — lidava diariamente com números, riscos, previsões. Talvez por isso buscasse tanto controle também fora do escritório. Precisava antecipar perdas, mapear ameaças, proteger-se de cenários que, muitas vezes, existiam apenas em sua imaginação.
Casara-se havia oito meses. A nova vida ainda estava em fase de ajuste, aprendendo seus próprios contornos. O filho morava com o casal, trazendo à casa uma presença constante que misturava responsabilidade e afeto, mas também exigia dele um papel para o qual ainda não se sentia inteiramente preparado.
Quando surgiu a necessidade de viajar por duas semanas, a esposa se opôs. Não queria a separação temporária, temia o afastamento, talvez pressentisse que a distância ampliaria fissuras já existentes. Houve conflitos. Conversas truncadas. Silêncios longos.
Ricardo, contudo, decidiu partir.
Não foi uma decisão simples. Carregava nela a culpa, o dever profissional e a afirmação de uma autonomia frágil. Viajar, naquele momento, não era apenas deslocar-se geograficamente — era um gesto de independência, mas também uma fuga sutil da tensão doméstica.
Partiu apesar da resistência dela.
E deixou para trás uma casa atravessada por ressentimentos não elaborados, um casamento ainda em construção e um filho que aprenderia, mais uma vez, que os adultos também partem quando não sabem permanecer.
No consultório, essa viagem não apareceria apenas como compromisso de trabalho. Surgiria como sintoma: expressão concreta de um homem dividido entre a necessidade de controle e o medo profundo de vínculo — alguém que confia pouco, ama com cautela e se afasta justamente quando é mais necessário ficar.
Em toda a casa havia câmeras.
Não eram apenas dispositivos de segurança; eram extensões de sua ansiedade. Olhos eletrônicos espalhados pelos cômodos, atentos às rotinas, aos silêncios, aos pequenos deslocamentos. Ricardo as instalara com o argumento da proteção, mas, no fundo, eram um antídoto precário contra a própria desconfiança.
Mesmo à distância, durante a viagem, podia assistir ao que ocorria dentro do lar. Bastava tocar a tela do celular e ali estavam a sala, a cozinha, o corredor, o quarto. Observava a esposa preparar o café, o filho cruzar o ambiente, a luz mudar ao longo do dia. A casa continuava existindo sem ele — e isso o inquietava.
Assistia não como quem cuida, mas como quem vigia.
A tecnologia lhe oferecia uma ilusão de presença. Permitira-se partir, mas não se autorizara a ausentar-se. Permanecia ligado por fios invisíveis, tentando controlar o imprevisível através de imagens fragmentadas.
Cada movimento era interpretado, cada ausência de movimento levantava suspeitas. O que deveria trazer tranquilidade apenas ampliava o ruído interno. Quanto mais observava, mais confirmava a crença de que algo poderia escapar ao seu controle.
No consultório, esse detalhe ganharia peso.
As câmeras não falavam apenas de segurança doméstica. Revelavam uma arquitetura psíquica baseada na vigilância constante, na dificuldade de confiar e na incapacidade de tolerar o vazio. Ricardo não suportava a ideia de não saber. O desconhecido lhe era intolerável.
Assim, mesmo longe, continuava prisioneiro da própria casa.
Porque, para ele, estar distante não significava estar separado. Significava apenas trocar o corpo pelo olhar — e transformar o lar em palco permanente de sua angústia.
Já no segundo dia, algo lhe chamou a atenção nas imagens.
A esposa circulava pela casa vestida de maneira diferente — apenas uma camiseta, descalça, sem os hábitos cotidianos que ele reconhecia como “normais”. Para muitos, seria um detalhe irrelevante. Para Ricardo, tornou-se um sinal. Seu pensamento começou a se organizar em torno daquela pequena ruptura de padrão.
Pouco depois, viu o filho de dezoito anos atravessar a casa sem roupas.
A cena foi breve, quase banal em qualquer leitura desapaixonada: um jovem deslocando-se pelo próprio espaço doméstico, talvez recém-saído do banho, talvez indiferente à presença das câmeras. Mas, para Ricardo, não houve banalidade. Seu sistema interno de alerta se ativou imediatamente.
A partir dali, tudo ganhou outra tonalidade.
As imagens passaram a ser revistas em sequência. Ele ampliava, retrocedia, observava ângulos, tentava reconstruir uma narrativa. O que antes era vigilância tornou-se investigação. Cada gesto era reinterpretado, cada mudança de comportamento ganhava peso simbólico. A mente, já inclinada à suspeita, começou a preencher lacunas com hipóteses.
Não conseguia mais distinguir fatos de significados.
No consultório, ficaria claro: não era o modo como a esposa se vestia, nem a passagem do filho pela casa, que o desorganizavam. Era a impossibilidade de tolerar ambiguidades. Ricardo precisava que o mundo obedecesse a uma lógica rígida, previsível. Quando isso falhava, sua angústia encontrava saída na construção de cenários.
A viagem, as câmeras, as imagens fragmentadas — tudo convergia para o mesmo ponto: um homem distante fisicamente, mas emocionalmente capturado por telas, tentando sustentar o controle enquanto sua confiança se dissolvia.
Ali, mais uma vez, aparecia o núcleo de seu sofrimento: a dificuldade profunda de confiar, de suportar o desconhecido e de aceitar que, mesmo vigiando, há coisas que não se podem dominar.
Havia apenas um cômodo fora do alcance das câmeras: o quarto do filho.
Ricardo sabia disso desde o início. Fora uma concessão prática, talvez um gesto de respeito à privacidade do jovem. Mas agora, aquele único ponto cego tornava-se insuportavelmente visível em sua mente.
Foi justamente ali que viu a esposa entrar.
A imagem mostrava apenas o instante anterior: ela cruzando o corredor, abrindo a porta, desaparecendo do enquadramento. Depois, nada. O retângulo silencioso da tela, imóvel, como um buraco negro dentro da casa.
O tempo começou a contar.
Minutos. Depois uma hora. Depois duas.
Duas horas sem imagens.
Para alguém com estrutura emocional mais estável, isso poderia significar muitas coisas banais: uma conversa longa, um desabafo, uma orientação materna, uma discussão, um cuidado qualquer. Mas Ricardo não habitava o território das possibilidades amplas. Sua mente precisava de respostas imediatas, precisas, inequívocas.
E, na ausência delas, produzia narrativas.
O quarto sem câmera passou a concentrar tudo aquilo que ele não suportava: o desconhecido, a perda de controle, a exclusão. Ali se projetavam seus medos mais antigos — não apenas o receio da traição, mas algo mais profundo: a sensação de estar sendo substituído, deslocado, tornado dispensável dentro da própria casa.
A tela vazia falava mais alto do que qualquer imagem.
Ele começou a reconstruir mentalmente cada segundo. Reviu as gravações anteriores. Tentou lembrar expressões faciais, gestos mínimos, detalhes que pudessem confirmar suas suspeitas. O pensamento tornou-se circular, fechado sobre si mesmo.
Já não observava fatos. Buscava provas.
No consultório, isso apareceria com clareza: não era o que acontecia naquele quarto que o desorganizava, mas o que acontecia dentro dele próprio. Ricardo não suportava zonas cegas — nem na casa, nem nos vínculos, nem em si mesmo.
Aquelas duas horas condensavam sua fragilidade mais central: a impossibilidade de confiar quando não está vendo, de descansar quando não controla, de amar sem vigiar.
E assim, longe fisicamente, permaneceu preso à tela, enquanto a angústia crescia silenciosa — alimentada não por evidências, mas pela arquitetura interna de sua desconfiança.
E não foi um episódio isolado.
A visita da esposa ao quarto do filho passou a se repetir com relativa frequência. Sempre o mesmo roteiro: ela caminhava pelo corredor, abria a porta, desaparecia do campo das câmeras. Depois, longos intervalos de silêncio visual.
Para Ricardo, cada repetição reforçava uma convicção em formação.
Já não se tratava de um acontecimento pontual, mas de um padrão. E padrões, para ele, exigiam explicação. Sua mente, treinada para identificar riscos e antecipar perdas, começou a organizar os eventos em sequência lógica. A dúvida transformava-se lentamente em certeza.
A cada nova entrada naquele quarto sem vigilância, algo dentro dele se estreitava.
Passou a acompanhar os horários, medir durações, comparar dias. Criou tabelas mentais. Observava mudanças sutis no comportamento da esposa — o modo como falava, como evitava certos temas, como reagia às suas mensagens à distância. Tudo passou a ser interpretado como evidência.
O mundo emocional de Ricardo tornara-se um inquérito permanente.
Não conseguia mais descansar. Dormia mal. Conferia as imagens de madrugada. A viagem, que deveria ser apenas um compromisso profissional, transformara-se em vigília obsessiva. Ele estava longe, mas inteiramente capturado pela casa.
No consultório, ficaria evidente que aquele movimento repetido da esposa não era apenas um evento externo; funcionava como gatilho para um núcleo antigo de insegurança e abandono. Ricardo não estava apenas temendo uma traição — estava revivendo a experiência primária de não ser escolhido, de ser deixado à margem.
Cada porta que se fechava diante da câmera era sentida como um novo afastamento.
E assim, pouco a pouco, a suspeita deixou de ser hipótese e passou a ocupar o lugar de verdade interna. A realidade externa tornava-se secundária. O que importava agora era a narrativa que se consolidava dentro dele, alimentada pela vigilância contínua e pela incapacidade de tolerar o invisível.
Em meio à escalada da angústia, Ricardo não conseguiu mais sustentar o isolamento. Telefonou ao médico. Sua voz vinha entrecortada, carregada de urgência, como se pedisse não apenas orientação, mas contenção.
Do outro lado da linha, o médico ouviu. Não apressou conclusões. Sugeriu algo simples, quase elementar: que Ricardo falasse diretamente com a esposa. Que buscasse a realidade fora das telas, fora das suposições.
Ricardo hesitou, mas obedeceu.
Ligou para ela.
Sem mencionar as câmeras — como se temesse revelar o quanto vigiava — perguntou, com cautela forçada, o que ela fazia com tanta frequência no quarto do filho.
Houve um breve silêncio.
Então veio a resposta, firme e cansada:
Seu filho estava enfrentando problemas com drogas. Ela vinha tentando ajudá-lo, conversando, orientando, acolhendo, tentando impedir que a situação se agravasse.
A explicação caiu sobre Ricardo como um deslocamento súbito do eixo interno.
Sentiu o constrangimento subir-lhe ao rosto, mesmo à distância. A narrativa que construíra com tanto empenho desmoronou em segundos. Percebeu o quanto estivera preso às próprias projeções, o quanto transformara fragmentos em certezas.
Pediu desculpas.
A voz, antes tensa, agora carregava vergonha e alívio misturados. Aos poucos, foi se acalmando. A respiração encontrou outro ritmo. A vigilância cedeu lugar a uma espécie de cansaço profundo.
Naquele instante, ficou evidente: não era a realidade que o havia desorganizado, mas a forma como sua mente tentara preenchê-la.
No consultório, mais tarde, esse episódio seria compreendido como um ponto de inflexão. Um breve retorno ao real, mediado pela palavra do médico e pela coragem de perguntar. Ricardo experimentara, ainda que por pouco tempo, o que acontece quando se troca a tela pelo diálogo.
E, por um momento raro, pôde descansar da própria suspeita.
Contudo, o episódio não se encerrou com o pedido de desculpas.
As câmeras permaneceram. A vigilância também. E, com elas, a marca invisível da desconfiança. O alívio de Ricardo foi apenas momentâneo; o impacto sobre o vínculo conjugal, mais duradouro.
A esposa sentiu-se invadida.
Não era apenas o fato de ser observada à distância — era a consciência de que cada gesto cotidiano podia ser interpretado, registrado, analisado. A casa deixara de ser refúgio. Tornara-se território monitorado. Entre eles instalou-se um silêncio espesso, atravessado por ressentimentos que não encontravam palavras.
Vieram as discussões.
Ela falava da perda de privacidade, do peso de viver sob olhar constante, da solidão de enfrentar o problema do filho quase sozinha. Ricardo tentava se explicar, recorrendo à linguagem da proteção, da preocupação, da ansiedade. Mas suas justificativas soavam frágeis diante da experiência concreta dela: a de estar sendo vigiada.
Foi então que ela afirmou precisar de ajuda médica.
Não como acusação, mas como constatação de esgotamento. Disse que não estava bem, que tudo aquilo a havia desorganizado, que já não conseguia dormir direito, que se sentia permanentemente tensa dentro da própria casa.
Ricardo ouviu.
Dessa vez, não discutiu. Talvez pela primeira vez desde o início de tudo, percebeu que seu sofrimento não era solitário — ele havia transbordado para quem estava ao seu lado.
Trouxe-a à clínica.
Entraram juntos, mas sentaram separados. Ela trazia no corpo o cansaço acumulado; ele, a culpa silenciosa de quem começa a reconhecer o próprio excesso. Ali, diante do médico, não eram mais marido e mulher tentando se defender, mas duas pessoas afetadas pela mesma dinâmica: vigilância, medo, controle.
Naquele momento, o caso deixava de ser apenas de Ricardo.
Tornava-se um campo relacional, onde a insegurança de um havia contaminado o espaço psíquico do outro. As câmeras já não eram apenas objetos na parede — eram sintomas compartilhados.
E o consultório, mais uma vez, tornava-se esse lugar discreto onde não se julga, não se escolhe lados, mas se tenta, com cuidado, devolver humanidade aos vínculos feridos.
As consultas passaram a serem individuais.
Nome: Nicole Peçanha
Data e local de nascimento: 26/06/1990 - Salvador / BA
Cidade onde mora atualmente: São Paulo / SP
Signo: Câncer
Altura: 1,72
Quadril: 104
Cintura: 69
Busto: 93
Pés: 36
No consultório, Nicole não rodeou palavras.
Falou com uma clareza que surpreendia pelo contraste com tudo o que havia sido construído até ali. Disse que o filho não usava drogas. Nunca usou. Sempre soubera da existência das câmeras. Nada daquilo era segredo dentro da casa.
Depois, em voz baixa, quase sem inflexão, acrescentou o que mudaria definitivamente o eixo do caso:
Ricardo era impotente.
Não como episódio passageiro, mas como condição instalada havia tempo. Um silêncio conjugal que se prolongava, uma intimidade interrompida, um corpo que já não respondia. Segundo ela, essa ausência fora sendo ocupada de outra forma. Disse, sem adornos, que era o filho quem sustentava sua sexualidade.
A sala ficou suspensa por alguns segundos.
Não houve reação imediata. Nenhuma expressão de espanto teatral. Apenas aquele tipo de silêncio que acompanha revelações que não pedem comentário rápido.
Ali, o problema deixava de ser paranoia, vigilância ou insegurança.
Emergia algo muito mais grave: uma ruptura profunda dos limites geracionais, uma inversão de papéis, um atravessamento ético que colocava todos em posição de sofrimento — inclusive o próprio Ricardo, que até então aparecia apenas como o homem desconfiado.
O médico compreendeu, naquele instante, que não estava diante de um conflito conjugal comum.
Havia uma estrutura familiar adoecida, sustentada por segredos, pactos implícitos e silêncios prolongados. As câmeras, antes vistas como expressão de controle, ganhavam outro estatuto: talvez não fossem apenas instrumentos de vigilância, mas tentativas desesperadas de dar forma a algo que já estava fora de lugar havia muito tempo.
Agora o trabalho clínico mudava de natureza.
Já não bastava conter a ansiedade de Ricardo. Era preciso proteger o filho. Restabelecer limites. Interromper uma dinâmica que produzia sofrimento em cadeia. Avaliar responsabilidades, riscos, encaminhamentos. Trazer o real para dentro da palavra, mesmo quando o real é quase insuportável.
Porque, naquele ponto, o consultório deixava de ser apenas espaço de escuta.
Tornava-se espaço de intervenção.
E o caso exigia algo essencial: não julgamento, mas firmeza. Não moralismo, mas limites claros. Não curiosidade, mas responsabilidade.
Às vezes, cuidar não é acolher suavemente.
É dizer basta.
Na consulta individual, Nicole falou com franqueza desarmante.
Disse que gostaria de manter o casamento. Que ainda via valor no vínculo, na história construída, na vida compartilhada. Mas acrescentou, quase no mesmo fôlego, que já não conseguia sustentar suas fantasias, que o desejo lhe parecia esvaziado, sem caminho. Então, olhando diretamente para o médico, formulou o pedido:
Gostaria de sua ajuda.
Não era um pedido simples. Carregava carência, confusão e uma tentativa de deslocar para o consultório aquilo que não encontrava lugar na própria vida.
O médico não recuou, nem avançou além do necessário.
Com voz calma, recolocou os limites do espaço terapêutico. Explicou que sua função não era ocupar fantasias nem substituir vínculos, mas ajudar a compreendê-los. Que o consultório existe para organizar o sofrimento, não para encenar desejos. Que qualquer cuidado verdadeiro começa pelo reconhecimento das fronteiras — entre paciente e profissional, entre fantasia e realidade, entre necessidade e responsabilidade.
Nicole ouviu em silêncio.
Ali ficou claro que o trabalho não seria sobre satisfazer impulsos, mas sobre investigar vazios: o que se perdera no casamento, como o desejo fora se deslocando, quais ausências tentavam ser preenchidas de maneiras tortuosas. Seria preciso reconstruir caminhos mais adultos de intimidade, elaborar frustrações, enfrentar escolhas.
A sessão terminou sem promessas fáceis.
Apenas com um convite difícil: olhar para si mesma sem atalhos.
Porque, naquele ponto, ajudar não significava oferecer calor imediato às fantasias, mas sustentar o processo lento de recolocar cada coisa em seu lugar — o desejo, o casamento, os limites e, sobretudo, a própria responsabilidade por aquilo que se vive.
Nicole se levanta do divã, olha diretamente para o médico, sorri, levanta seu vestido e se senta no seu colo, com as pernas abertas em volta da sua cintura, com o vestido subindo e revelando a boceta já úmida. “Então vamos inspecionar bem fundo”, ela disse, e o médico a levantou, levando-a para o sofá. A seda era tão leve que parecia nada, e ele a beijou do pescoço aos seios, chupando os mamilos através do tecido fino, sentindo os gemidos dela vibrarem no seu peito. Seus dedos cravados nos seus ombros lhe incentivavam, “Lamba tudo, caralho!”, e ele desceu, lambendo a boceta até ela tremer.
Deu a volta, a colocando de quatro, o vestido enrolado na cintura, expondo aquela bunda que ele batia com tudo, cada tapa ecoando no consultório. “Goza pra mim, Nicole!”, ele grunhiu, enfiando o pau com força, sentindo a vibração de cada empurrão. Ela enterrou o rosto no travesseiro, gemendo abafado, “Fode, não pare!”, e eles cavalgaram até o ápice, gozando juntos em uma explosão de suor e prazer que deixou o a antessala esquecida. No final, exaustos e satisfeitos, o calor finalmente se dissipou com o tempo da consulta.

Dr. URIAS ANTONI ADIS
O psiquiatra sai ao final da sessão como entrou: seguro. A paciente, não. Sai levando consigo algo raro — a sensação de ter sido verdadeiramente satisfeita.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
. PACIENTES RICARDO E NICOLE - INSEGURANÇA

Codigo do conto:
253496

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
30/01/2026

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