. 4.7 - O DONO

Chegou o dia em que haviam marcado o encontro.
Dante se preparava em silêncio, mais atento ao que poderia sair errado do que ao que precisava ser dito. Amanda percebeu. Aproximou-se com cuidado, sem invadir o espaço dele.
— Posso dar uma sugestão? — perguntou.
Dante ergueu os olhos.
— Aceito.
Ela respirou fundo antes de continuar.
— Deixe eu ir no seu lugar.
Ele franziu levemente a testa, não por desconfiança, mas por surpresa.
— A última coisa que eu desejo é briga — disse. — Ou troca de ofensas. Não quero que isso se transforme em algo maior do que já é.
Amanda tocou-lhe o braço, com firmeza tranquila.
— Eu sei, meu amor.
Havia segurança na forma como ela disse aquilo. Não era promessa vazia. Era leitura precisa de quem conhecia o terreno emocional que pisava.
— Você sempre entrou nessas situações para conter — continuou ela. — Eu posso entrar para conversar. Sem disputa, sem hierarquia. Apenas colocando limites.
Dante ficou em silêncio por alguns segundos. Pela primeira vez, não sentiu que estava sendo substituído, mas acompanhado.
— Você faria isso por nós? — perguntou.
— Por nós — respondeu ela. — E também por você. Nem toda responsabilidade precisa ser sua.
Ele assentiu devagar.
Naquele instante, Dante percebeu algo essencial:
confiar em Amanda não era perder controle,
era dividir o peso.
E Amanda, ao se oferecer para ir em seu lugar,
não tomava o espaço dele —
assumia o dela.
O encontro ainda não havia acontecido.
Mas algo já estava resolvido:
eles não enfrentariam mais nada sozinhos.
E assim foi.
Izi chegou ao flat esperando encontrar Dante. Ao abrir a porta, deparou-se com Amanda. O gesto de surpresa foi imediato, seguido de um enrijecimento quase automático.
— Você sabe quem eu sou? — perguntou Amanda, sem avançar um passo sequer.
Izi a observou por alguns segundos antes de responder:
— Deve ser Amanda. A mulher de Dante.
Fez uma pausa curta. — O que você faz aqui?
— Vim conversar contigo — disse Amanda, com a voz baixa e firme.
Izi soltou um riso curto, defensivo.
— Conversar? — repetiu. — Não veio me ofender? Me chamar de vadia, de promíscua? Dizer que eu tentei destruir o seu casamento?
Amanda sustentou o olhar. Não havia julgamento em seu rosto.
— Não.
Izi franziu a testa, claramente desconcertada.
— Não? — perguntou outra vez.
Amanda respirou fundo antes de continuar. Não havia pressa em sua voz — havia cuidado.
— Eu sou como você — disse. — Procurei Dante como um pedido de socorro. E, a partir disso, ele entrou na minha vida e a assumiu de um jeito que eu jamais poderia imaginar.
Izi a ouviu em silêncio, sem interromper.
— Por isso eu te entendo — prosseguiu Amanda. — Eu sei o que é chegar até ele quando tudo parece fora do lugar. Sei o quanto isso confunde, o quanto cria vínculo.
Fez uma breve pausa, escolhendo as palavras.
— Eu vim te dizer que Dante te admira muito. E que ele está sofrendo com tudo isso. Antes, ele te tinha com respeito, com cuidado… e, sim, com desejo. Isso nunca foi mentira.
Izi desviou o olhar por um instante.
— A vida dele mudou comigo — continuou Amanda, com serenidade. — Mas isso não tira o respeito nem a admiração que ele tem por você.
Amanda deu um passo pequeno à frente, sem invadir.
— E a prova disso é justamente esta: ele não quis te ter como amante. Porque isso te colocaria num lugar menor do que aquele que você ocupa. Ele não quis te reduzir a algo passageiro, escondido, inferior.
O silêncio que se seguiu não era de confronto. Era de reorganização interna.
Amanda concluiu, com suavidade firme:
— Eu não vim competir com você. Vim encerrar algo com dignidade. Para você, para ele… e para mim.
Izi permaneceu quieta por alguns segundos. Quando voltou a olhar para Amanda, havia menos defesa — e mais cansaço.
Ali, pela primeira vez, não se falava de posse, nem de disputa.
Falava-se de respeito mantido apesar do fim.
E isso mudou tudo.
Izi respirou fundo, como se organizasse algo por dentro antes de perguntar:
— Me mostre a sua tatuagem.
Amanda não se moveu de imediato. Apenas respondeu, com calma:
— Quando ele me pediu em casamento, retirou de mim.
Izi ergueu os olhos, surpresa contida.
— Foi ele quem te mandou aqui?
— Claro que não — disse Amanda, sem hesitar. — Fui eu quem pedi para vir.
Izi franziu a testa, tentando encontrar o ponto exato daquilo tudo.
— E ele concordou porque não quer mais me ter?
Amanda balançou a cabeça negativamente.
— Não. Concordou porque entendeu que nós duas somos do mesmo tipo de mulher. E que, justamente por isso, poderíamos conversar com clareza. Sem disputa. Sem jogo.
O silêncio que se seguiu não foi pesado. Foi esclarecedor.
Izi sentou-se devagar, como se aquela resposta tivesse deslocado algo importante.
— Então não sou descartável — disse, mais para si mesma do que para Amanda.
— Não — respondeu Amanda, com firmeza suave. — Mas o vínculo mudou. E precisava ser encerrado com verdade, não com desaparecimento.
Izi assentiu lentamente.
Ali, pela primeira vez, ela não se sentiu rejeitada —
sentiu-se reconhecida fora do desejo.
E isso, paradoxalmente, doeu menos do que a fantasia de permanência.
As duas permaneceram em silêncio por alguns instantes. Não como rivais, nem como aliadas forçadas. Mas como duas mulheres que entenderam que, às vezes, o fim mais difícil é aquele que precisa ser dito em voz clara.
E Amanda soube, naquele instante, que ir até ali havia sido necessário.
Não para proteger Dante.
Mas para devolver dignidade a todas as partes.
Izi respirou fundo antes de perguntar, como quem teme a resposta, mas precisa ouvi-la:
— Há muitas como eu?
Amanda não respondeu de imediato. Pensou alguns segundos, respeitando o peso da pergunta.
— Não — disse, por fim. — Acredito que, de todas as mulheres que passaram pela vida dele, nós fomos as que mais importaram.
Izi manteve o olhar fixo, absorvendo cada palavra.
— É por isso que é tão difícil — continuou Amanda. — E tão doloroso. Não foi simples se afastar de você. Foi necessário. Mas não foi indiferente.
Izi engoliu em seco.
— Então fui só eu… — murmurou.
— Foi você — confirmou Amanda, com cuidado. — Justamente por isso. Porque o que existiu entre vocês não era raso. E coisas profundas não se encerram com silêncio ou desprezo.
O ambiente pareceu ficar mais quieto. Izi passou a mão pelo rosto, tentando conter a emoção que vinha.
— Eu pensei que fosse descartável — disse.
Amanda se aproximou um pouco mais.
— Não foi descartada. Foi preservada. O afastamento foi uma forma de não te ferir mais do que o necessário.
Izi fechou os olhos por um instante.
Ali, a dor não desapareceu.
Mas ganhou sentido.
E quando a dor encontra sentido,
ela deixa de ser abandono
e passa a ser luto legítimo.
Amanda compreendeu, naquele instante, que aquela conversa não apagaria nada.
Mas impediria que o fim se transformasse em vergonha.
E isso, às vezes, é tudo o que se pode oferecer.
Izi respirou fundo, como quem finalmente encontra as palavras certas.
— Se fomos as mais importantes para ele — disse — agora eu entendo por que você foi a escolhida. Não por beleza… mas por ser uma pessoa incrível.
Amanda sentiu o peso e a delicadeza da frase ao mesmo tempo. Não respondeu de imediato.
— Espero que vocês vivam bem — continuou Izi, com sinceridade. — De verdade.
Houve um breve silêncio. Não era constrangimento; era respeito.
— Diga a ele — acrescentou — que eu o respeito acima de tudo. E que me orgulho de tê-lo conhecido.
Amanda assentiu, com os olhos marejados, mas firmes.
— Eu direi — respondeu. — E obrigada por dizer isso.
Izi sorriu de leve. Não havia vitória nem derrota ali. Havia encerramento.
As duas se levantaram quase ao mesmo tempo. Um gesto simples, um abraço breve, sem excessos. O suficiente para selar o que precisava ser selado.
Ao sair, Amanda sabia: aquela conversa não apagara o passado —
mas o colocara no lugar certo.
E Izi, ao fechar a porta, sentiu algo raro:
não a dor de quem foi deixada,
mas a serenidade de quem foi vista até o fim.
Alguns vínculos não permanecem.
Mas, quando encerrados com verdade,
também não ferem para sempre.
*
Às vezes é muito difícil aceitarmos algumas coisas que acontecem em nossas vidas, coisas que não concordamos, que não desejamos, que não esperamos. São coisas que nos deixam com sentimento de impotência perante algo que queremos mudar, mas não podemos. Coisas que nos deixam triste. Perdas, dores, desamores... Tudo aquilo que nos decepciona e desanima, que nos torna fracos e inseguros durante um certo período, e cada um tem seu tempo. Tempo de superação e aceitação de todas as coisas inevitáveis.
Amanda não conseguia se ver envolvida com alguém que tinha como objetivo o poder da posse. Tentamos conversar, mas Amanda disse uma frase que terminou a conversa: “Eu sempre lhe quiz muito, como nunca desejei alguém na vida, porém um homem e não um dono, não sou como seu cãozinho nem seu gatinho sou a mulher que o ama. Apenas isso”. E quando você entendeu isso as coisas ficaram claras para mim.
Ficamos calados e fomos para o quarto.
Vendo que ela estava bem relaxada, depois dos seus peitos fui tirando sua calça, deixando ela só de calcinha, beijei suas coxas e depois fui tirando sua calcinha lentamente e vi sua bucetinha linda, depilada e comecei a chupar, e ela gemendo, segurando meu cabelo e deixei ela bem molhada, comecei a tirar meu short e minha cueca box preta e fui pra cima dela, ela pegou e comeu a punhetar e começou um boquete surreal, já tinha recebido vários, amo um bom boquete, mas o dela era perfeito, ela fazia de uma forma diferente, ela chupava, babava, sugava, colocava tudo na boca, lambia, depois que ela chupou bastante, fui pra cima dela e comecei a penetrar devagarzinho naquela bucetinha molhada e extremamente apertada, fui com cuidado para não machucar. Depois de ir colocando lentamente, vi que sua bucetinha foi aceitado meu pau e comecei aquele movimento, e ela se contorcendo, quando comecei aquele movimento frenético metendo nela e ela se segurando em mim e no lençol da cama, gemendo (aquilo era som pros meus ouvidos), quando mudamos de posição ela veio pra cima de mim cavalgar, e rebolava, pulava, gemia, até que ela falou que ia gozar, a expressão que ela fazia era surreal, eu ficava louco de tesão, aquele olhar, a forma que ela fazia, mas tentei me segurar ao máximo para aproveitar e ela gozou, gozou demais, parecia anestesiada, logo depois mudamos de posição e fomos de quatro, na hora fiquei preocupado, pois é um a posição que gozo mais rápido, e vi aquela bunda, aquele rabão só pra mim, dei uns beijos e comecei a meter, que delicia, peguei ela pelo cabelo, puxava seu cabelo, enquanto estocava e eu dava tapa na sua bunda e ela pedindo pra mim meter naquele bucetinha, depois de uns 15 minutos metendo naquela bunda, vi que iria gozar, avisei ela e ela pediu pra aguentar só mais um pouco, porque ia gozar de novo e dando de quatro, e ela gozou gemendo, falando meu nome, naquele momento minha vontade era de gozarmos juntos, mas preferi esperar, pois queria ver até onde ia, mudamos de posição para dar uma relaxada, ficamos em uma posição mais light, de lado, metendo de leve, até voltar a meter rápido enquanto eu puxava seu cabelo, falei que não ia demorar muito pra gozar e ela voltou a cavalgar, enquanto ela cavalgava eu segurava naquela bunda e não aguentava mais e pedi pra ela, posso gozar em você? Ela respondeu, aquilo que eu queria ouvir, só se for na minha boca, ela começou a chupar, chupar e não me deixava gozar, depois de me torturar bastante, ela falou: Me da leitinho?! Enche minha boca de porra! Falei pra ela fica de joelhos, jogar o cabelo pra trás e pedir, comecei a bater, ela pedindo, fazendo aquela cara de audaciosa e eu falei vou gozar loira abre a boca e dei aquela esporrada na sua boca, nunca gozei tanto, foi na boca, na face, no cabelo e caiu nos seios. Ela continuo chupando e se lambuzando com minha porra, fomos tomar um banho e depois ficamos nos aproveitando agarrados na cama.
*
CONTINUA ...

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Ficha do conto

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hunsaker

Nome do conto:
. 4.7 - O DONO

Codigo do conto:
252249

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
15/01/2026

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