. 18.3 – DANTE DELETA LUÍSA (756-41) DE SEU “COFRE”
Luísa não sonhava com gestos. Sonhava com estrutura. Desde cedo, percebera que o desejo que a atravessava não era apenas físico, nem circunstancial. Era a fantasia recorrente de ser contida, de ter limites claros impostos por alguém que não vacilasse. Em seus sonhos, a submissão não surgia como perda, mas como alívio. Luísa sonhava em pertencer. Não por incapacidade de existir sozinha, mas por cansaço de sustentar-se o tempo todo. A ideia de um dono não lhe evocava humilhação. Evocava ordem. Um eixo externo que organizasse escolhas, silenciasse dúvidas e suspendesse a necessidade constante de decidir. Para ela, submeter-se era descansar do excesso de autonomia. Nos relatos, não havia delírio. Havia clareza fantasmática. Luísa distinguia o que imaginava do que vivia, mas nutria a convicção de que sua vida só encontraria coerência quando pudesse entregar a alguém o comando — não do corpo apenas, mas do sentido. Ela não buscava violência, nem transgressão pública. Buscava autoridade íntima. Alguém que sustentasse o lugar de dono sem pedir confirmação, sem negociar cada passo. A submissão, para Luísa, só fazia sentido quando reconhecida como posição legítima, não como jogo. Ao falar disso, não havia excitação ostensiva. Havia serenidade. Como quem descreve uma vocação. — Não quero ser convencida — disse certa vez. — Quero ser reconhecida. Luísa sabia que desejar um dono a colocava em conflito com expectativas sociais e com a própria imagem que construíra. Ainda assim, não tentava corrigir o desejo. Preferia compreendê-lo. Para ela, a submissão total não era apagamento; era alinhamento. O risco, no caso de Luísa, não estava no sonho. Estava na possibilidade de encontrar alguém que confundisse domínio com descuido. Porque o que ela buscava não era ser usada, mas ser sustentada. E essa diferença — sutil, decisiva — definia tudo. Luiza vê é uma nova linda e inteligente. Deixe eu lhe explicar o que esta procurando. A submissa é atenta, compartilha sua rotina, pergunta, se errar pede desculpas, se entrega. A submissa é doce, meiga, manhosa, educada, inteligente, dedicada ao seu dono, procura ser romântica e provocante. A submissa não é uma mulher sem personalidade que absorve todos os aspectos da vida do companheiro. O encontro entre a submissa e seu dominador não se dá apenas em meio a carências, egoísmos e problemas de relacionamento, mas sim no desejo e vontade de fazer algo diferente juntos. Ambos são pessoas que estão em busca de realização de fantasias e isso passa muito longe da ideia de uma mulher sem vontade própria. — A submissa não é um zumbi, mas alguém que o dono possa usar e ter satisfação. Ser submissa não significa não ter vontades e desejos, pelo contrário, significa ter vontades e desejos porém só executa-las se esse for o desejo do seu dominador. Submissas são seres inteligentes, que sabem muito bem o que querem. Ser submissa significa retirar prazer do poder que o Dono exerce sobre ela, sempre priorizando o prazer da satisfação do Dominador. Você se submete a seu dono e abre mão por longos períodos, entretanto você tem suas opiniões, escolhas e livre arbítrio para tomá-las. O normal é que exista um tipo de balanço entre o Dono e a submissa, embora o controle esteja na mão do Dono, os limites são dados pela submissa. A diferença da escravidão é o poder que a submissa tem de ditar limites. Submissão é algo forte, intenso, é desvendar á alma, deixar que o outro te conduza por caminhos que tem necessidade mas não consegue percorre-lo, é ajudar a aceitar quem é e conduzir por todos os cantos que existem dentro de si e não tem coragem de visita-los, se fazer ir além, é entrega, tem que sentir que da prazer é se dar prazer, entender as nuances de sua voz, ter dor de estomago em pensar que o decepcionou, saber o que olhar dele está lhe falando e que quando está em sessão, que aquele brilho no olhar de prazer lhe incendeie, saber que naquele momento o tempo para e tudo dura um minuto. Submissa é alguém que sente prazer em receber e cumprir ordens e em se submeter aos gostos e vontades do seu Dono. Uma submissa retira prazer desta transferência de poder e mais prazer sente quando o Dono obtêm prazer, maior é a sua satisfação. Submissão é renunciar seus desejos íntimos e pessoais, para viver os desejos de seu Dono, transferir o poder para o Dono que irá conduzir o controle, é uma escolha livre. Então podemos dizer que a submissão...é a parte mais linda do relacionamento...sim. Imagine você, uma pessoa.. se doa... se tornando submissa... está na sua alma na sua essência interior, sim você doa seu SER a mim de olhos fechados... sua única vontade é me satisfazer... o seu prazer... será somente em me servir... olhar em meus olhos. E ver sua satisfação em tê-la... em apoderar-se do seu SER. Um faz parte do outro, um não existe sem o outro, é uma entrega de corpo e alma, visceral... sua entrega é visceral.. vem do seu Eu interior. Cada parte do seu corpo. Estremece ao meu toque, ao ardor do meu cinto, o impacto... de minha mão. A carne estremece... as pernas tremem... a cabeça flutua... o desejo vem... a volúpia toma conta do seu SER. E não fica mais livre nesse "mundo" não existe mais nada. Apenas a sua entrega a minha dominação. De minha carne e alma, isso é a sua submissão que procura ??? - Sim é isso que eu sonho para minha vida. - Bem... Não é comigo que encontrará isso. Bye. Não porque deseje demais, mas porque deseja algo específico — e isso exige precisão. A pessoa ao seu lado interpreta a submissão como fragilidade a ser corrigida ou como jogo ocasional a ser explorado. Nenhuma das duas leituras alcança o que Luísa busca. Ela não quer ser salva, nem usada. Quer ser conduzida. Quando o outro hesita, negocia demais ou pede explicações constantes, Luísa sente o vazio crescer. A autoridade que ela imagina não é barulho, não é imposição; é consistência. E isso não se improvisa. Por isso o desencontro é silencioso. Não há abuso, não há escândalo. Há apenas a sensação persistente de que algo essencial não encaixa. A pessoa errada não falha por maldade, mas por incompatibilidade estrutural. Luísa não precisa de alguém que a domine ocasionalmente. Precisa de alguém que sustente o lugar — todos os dias. Estar com a pessoa errada não apaga o desejo; apenas o torna mais nítido. E, nesse caso, a clareza dói menos do que a concessão. Porque Luísa sabe: submissão sem autoridade é abandono disfarçado. E ela não sonha com abandono. Sonha com pertencimento reconhecido. *** CONTINUA....
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