. 6. Paciente Luana - Posse número 9585 Data e local de nascimento: 24/03/1986 - Juiz de Fora / MG Altura: 1,60 Quadril: 93 cm Cintura: 66 Busto: 91 cm Pés: 34 *** Ao ver Luana, Dante sentiu um impacto imediato, desses que não se confundem com impulso simples. Havia encantamento, havia desejo, mas havia sobretudo a vontade de posse do controle, que para ele sempre precedia qualquer outra coisa. Ela era elegante. Altura média, postura firme, sorriso bonito que não se oferecia — administrava-se. A voz era meiga, mas sustentada por anos de autoridade. Usava um bom perfume, vestido Blaise, discreto e caro, e um único fone de ouvido no lado esquerdo, como quem nunca está completamente disponível. Dante falou antes que ela se acomodasse. — Retire esse fone do ouvido. Aqui, equipamentos digitais não funcionam. Luana o retirou sem discutir e o colocou na bolsa. O gesto foi seco, automático. Sentou-se e começou: — Estou aqui solicitando um empréstimo. Só preciso estabelecer como pagar e que esse nosso negócio fique em total sigilo. Dante levantou a mão, interrompendo-a com naturalidade. — Eu sei muito bem quem você é e do que precisa. Ela ficou imóvel. — Você é desembargadora do Tribunal de Justiça — continuou ele — e tem um problema com seu filho de vinte e dois anos. Ele se envolveu com o tráfico, prometendo vender uma grande quantidade de cocaína. A carga foi roubada na Bolívia. Agora ele precisa pagar pelo prejuízo. Luana sentiu o estômago contrair, mas não desviou o olhar. — Você não pode justificar novecentos e vinte mil reais — prosseguiu Dante — e por isso está buscando câmbio negro, pagamento em off. Perdeu prazos. E sabe que não é a vida dele que está em jogo. Ele fez uma pausa curta, calculada. — Eles não querem matá-lo. Querem você. Informações. Acesso. Proteção silenciosa. Se você resistir, o recado vem primeiro. A namorada dele, Débora, será a primeira a desaparecer. — Como você sabe de tudo isso? — perguntou Luana, finalmente. — Luana, se eu sei, o departamento inteiro pode saber. O silêncio que se seguiu não foi de medo. Foi de reconhecimento da derrota. — Você pode me ajudar? — ela perguntou. — Posso. Dante se levantou, foi até a mesa e fez uma ligação curta, objetiva. — Estou ligando para quitar a dívida do Carlos, filho da desembargadora. Não estou negociando. Aceite o pagamento e limpe toda a sujeira do seu bando. Se algo acontecer com ele ou com qualquer pessoa ligada a ele, eu mesmo tornarei pública esta ligação. Senado incluso. Ligarei novamente em quinze minutos. Desligou. — E então? — perguntou Luana, com a voz controlada demais. — Ele vai ligar para a favela onde fica o comando, para confirmar os termos. — Com quem você estava falando? Você disse Senado? Dante a olhou com algo próximo de indulgência. — Não se envolva com isso. Você realmente acredita que o tráfico é comandado por homens ignorantes, armados e sem controle? Esses são apenas executores. Mão de obra. O comando real opera onde ninguém imagina — e onde você, inclusive, já passou inúmeras vezes. Luana entendeu naquele instante que o problema do filho era apenas a superfície. O verdadeiro risco era perceber quão próxima ela sempre esteve de tudo aquilo. E Dante, observando-a em silêncio, soube que aquele encontro não a libertaria. Apenas a deslocaria para um lugar de onde não se sai inteira. Pegou o telefone e ligou novamente: - Ainda está viva? Me dê o endereço, e os avise que um carro irá chegar em minutos para a pegar. Quanto ao pagamento, se ela ainda estiver viva em 45 minutos farei o deposito. Me passe a conta. Dante desliga o telefone e diz que a namorada do filho havia sido pega no dia anterior e foi inúmeras vezes estuprada. Estava mandando uma equipe a pegar e levá-la a um hospital. Imagino que já saiba deste sequestro, por isso esta aqui desesperada. E quanto a você está disposta a entrar no jogo comigo? Tem 45 minutos para me provar que vale apena resolver seu problema. - Como posso provar isso?? Não estou entendendo! - Levante-se e fique de pé. Luana usava apenas um vestido azul claro mostrando o corpo. - Retire toda sua roupa. Não diga uma palavra. Ao retirar sua roupa Dante a manda para a parede de costa para ele, a pegou pelo cabelo e introduziu a prótese oral. Luana chora, as lagrimas destruíram sua maquiagem. Dante pega um lenço umedecido e limpa seu rosto. A vira de frente para ele. Ficaram se olhando diretamente, Luana nem tentou retirar a prótese oral. Estava totalmente submissa. Ele a pega pelo colo e cuidadosamente a coloca no sofá. Abre suas pernas e começa a tocá-la. Percebe que estava umedecida e com uma caricia em sua vulva percebe que ela fecha seus olhos e se arrepia. Começa a beijar seus seios sem parar de acariciá-la na buceta. Em pouquíssimo tempo ela entra num grande orgasmo. Dante aguarda se recompor e a coloca de joelhos no chão e debruçada no sofá. Se levanta tirando sua roupa. Ela fica imóvel onde estava. Dante se ajoelha atras dela e encosta seu pênis em sua vulva. Ela sussurra sabendo que irá ser penetrada. E assim foi. Ele introduz seu pênis com relativa delicadeza, porém de forma contínua, indo até seu interior. Luana quase grita. Não conseguiu devido a prótese. Salivava, gemia, mantinha seus olhos fechados, começou a alimentar o ritmo respiratório e novamente entra em crise orgástica, contorcendo-se, tentando gritar, tendo verdadeiros espasmos assim como emitindo uma abundante secreção vaginal. Dante iniciou os movimentos rápidos e lentos de forma intercalada. Seus orgasmos eram repetidos de uma forma que dava a impressão que iniciava um antes de terminar o anterior. Luana totalmente sem controle de seu corpo. Quase caindo ao chão. Dante a apoiou e a deixou deitada. O que mais surpreendeu Dante foi a sua aceitação pela prótese oral. Não tentou nem uma vez a retirar. Não conseguiria, pois, para ser retirada com a aproximação do campo magnético programado. Ele a retirou. Luana sem a prótese oral pergunta: - Como consegue fazer isso comigo? Como conseguiu me fazer gozar dessa forma. Isso nunca aconteceu antes. Nunca havia gozado assim... Dante se levanta do sofá e vai a sua mesa a deixando ao chão. Faz uma ligação: - Estou lhe fazendo um deposito de um milhão. Não se trata de gorjeta e sim de lhe provar que está fazendo um bom negócio. Não me decepcione. Não precisamos ser inimigos. Dante volta ao sofá, abaixa sua calça e expõe seu pênis ainda ereto. Luana entende o recado, se levanta e engatinha até o sofá onde inicia um sexo oral. Aos poucos vai se animando e logo se levanta e abrindo suas pernas aproxima sua vulva de seu pênis e pergunta: - Posso? - Fique a vontade. Luana o introduz e começa a fazer movimentos de introdução e esfregando seu clitóris na púbis do Dante. Luana para os movimentos fecha os olhos e arrepiada inicia outra crise orgástica. Gemendo alto e falando: - Que loucura... Recai sobre seu ombro, e Dante agora inicia sua ejaculação. Aos poucos a retira de cima de si e a deixa deitada. Vai ao banheiro e se arruma. Quando volta a sala encontra Luana se arrumando. Arrumada, se despede de Dante dizendo obrigado. Sai da empresa e vai direto para seu apartamento. Lá chegando toma um bom banho, ao se arrumar percebe a tatuagem em sua virilha direita. Fica espantada, porém não surpresa. Dá um sorriso e diz: - Nem acredito nisso.... Ela reage depois. Durante, não. No primeiro momento, o corpo funciona como um território ocupado. Cumpre. Aguenta. Sustenta. A mente se afasta o suficiente para que nada desmorone antes da hora certa. A reação verdadeira começa quando tudo termina e não há mais ninguém conduzindo o tempo. Luana não chora imediatamente. Chorar exigiria reconhecer o que aconteceu, e isso ainda não é possível. Ela sente algo mais seco: uma lucidez fria, quase administrativa. O problema do filho foi resolvido. A jovem foi retirada. O dinheiro circulou. O sistema respondeu. Essa constatação traz um alívio que a envergonha profundamente. Nos dias seguintes, o corpo reage antes da consciência. Ela passa a dormir pouco. Acorda sempre no mesmo horário, com a sensação de que esqueceu algo importante. O cheiro do próprio perfume a incomoda. O espelho vira um objeto funcional demais — serve apenas para confirmar que ainda está ali. No trabalho, torna-se impecável. Mais contida. Mais precisa. Ninguém suspeita de nada, e isso a assusta. Ela percebe que o mundo aceita facilmente versões inteiras de pessoas partidas. Há momentos de dissociação súbita. Ela está em uma reunião e, de repente, sente que observa tudo de fora, como se não estivesse realmente sentada naquela cadeira. A voz continua firme, mas não parece sua. O mais perturbador não é o medo. É a confusão. Em alguns instantes, o corpo reage com lembranças sensoriais involuntárias — não imagens, mas estados. E junto com eles surge uma pergunta que ela odeia formular: como algo tão violento pôde coexistir com sensações tão contraditórias? Essa pergunta não busca prazer. Busca sentido. E não encontra. Luana não se sente “quebrada”. Sente-se reorganizada à força. Como se algo tivesse sido deslocado para sempre dentro dela, alterando o eixo a partir do qual decisões são tomadas. Ela não fala sobre isso com ninguém. Nem consigo mesma, por muito tempo. Mas passa a viver com a certeza incômoda de que existe um lugar no mundo onde sua autoridade não vale nada — e de que alguém conhece exatamente esse lugar. Essa é a reação que permanece. Não o trauma visível, mas o vínculo silencioso com aquilo que não pode ser desfeito. *** CONTINUA...
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.