. 7. Paciente Bianca - Posse número: 1566

Data e local de nascimento: 24/04/1988 - Itajaí
Altura: 1,65
Quadril: 100
Cintura: 60
Busto: 90
Pés: 37
***
A porta se abre e o secretário anuncia Bianca.
Ela entra com a elegância de quem ainda acredita que controle e preparo são suficientes.
É bonita, mas sobretudo composta — como se a postura pudesse protegê-la.
— Solicitei um empréstimo — diz — não pequeno, mas seguro de ser pago.
Dante nem a deixa terminar.
— Não. Você não precisa de um empréstimo. Precisa que eu resolva o seu grande problema.
Ela franze a testa.
— Não entendi…
Ele explica sem pressa, como quem enumera fatos já encerrados:
o investimento total,
as dívidas espalhadas,
a falsa sociedade,
os nomes que ela não conferiu,
o hospital que nunca foi dela.
E, por fim, a demissão — não como punição, mas como preparação para a venda que ela desconhece.
Bianca sente o rosto endurecer.
Não nega.
Não interrompe.
A precisão do relato dispensa defesa.
— Posso resolver isso — Dante conclui.
— Mesmo? Como?
— Primeiro, você precisa demonstrar que confia cegamente em mim.
A frase não é dita como provocação.
É um critério.
— O que posso fazer? — ela pergunta, já sabendo que a resposta não será confortável.
— Tire suas roupas.
O silêncio que se segue é pesado, mas limpo.
Não há grito.
Não há escândalo.
A porta permanece aberta.
— Isso é loucura…
— A porta está ali — Dante responde. — Se sair agora, assume o fracasso.
Se ficar, eu compro o hospital e o entrego a você.
Bianca olha para ele por longos segundos.
Não vê desejo.
Vê expectativa.
E isso a desarma mais do que qualquer ameaça.
Ela pensa no que resta perder.
E percebe que já perdeu quase tudo.
— Tudo bem — diz, enfim. — Aceito.
Devo tirar aqui mesmo?
Dante apenas confirma com a cabeça.
— Tranque a porta, então…
— Não.
Se quiser sair, precisa saber que sempre pôde.
Ninguém entra aqui sem minha autorização.
Bianca começa a se despir.
Não há descrição, apenas o som leve do tecido sendo colocado sobre a cadeira.
Dante permanece a dois metros de distância, imóvel.
— Não haverá registros — ela diz. — Nenhuma foto. Nenhuma gravação.
— Não haverá — responde ele.
O que acontece depois não é contado.
Não porque seja irrelevante, mas porque não é ali que a história se decide.
A decisão já foi tomada no instante em que Bianca permaneceu de pé,
com a porta aberta às costas
e a certeza de que confiança, ali, não era virtude —
era moeda.
- Você fala muito. Fique onde esta, não fale nem se mecha. Se voltar a falar lhe colocarei uma prótese oral, e se ficar se movimentando a prenderei na parede.
Bianca ficou estática por medo ou por excitação. Dante se aproxima lentamente. Seus dedos ágeis e fortes deram de frente com a delicada vulva, e avidamente a penetraram, encontrando uma vagina quente e muito molhada. Brincou com os grandes lábios apenas o tempo suficiente para encontrar, dentro dos pequenos lábios, o clítoris inchado e pulsante assemelhando-se a um minúsculo pênis feminino. Fez com que ele rolasse entre seus dedos, apertando-o suavemente, alternando momentos em que ele era pressionado conta a parte superior da vulva, com outros em que ele o puxava delicadamente para baixo, sentindo o enorme prazer nos gemidos, suspiros e inspirações descontroladas de Bianca que parecia estar em pleno transe de prazer.
Assim que ela gozou, se separaram...
Dante a coloca no sofa maior, fazendo com que ela ficasse de quatro, exibido seu traseiro farto e perfeito, que parecia chamar pelo seu pau para penetrá-lo. Correu em direção a ela e com uma única estocada afundou em sua bocetinha devidamente lubrificada, sentindo seus testículos irem de encontro ao tecido macio para parte posterior de suas nádegas. Segurou aqueles tecidos deliciosos enquanto iniciava movimentos de vai e vem com o cuidado de não exagerar na velocidade, permitindo que ela usufruísse tanto quanto ele daquele momento de pura entrega.
Ficaram assim, neste êxtase total por tanto tempo quanto poderiam; Bianca já havia gozado algumas vezes, enquanto Dante, tanto valente quanto imprudente, resistia o quanto lhe foi possível. E houve o momento em que cedeu – não por força de um orgasmo que não veio – mais pelo cansaço físico ante tanto esforço provocado por tanto tesão!
Repentinamente, Dante foi descendo a mão em direção ao púbis, até atingir o pequeno orifício repleto de pequenas terminações nervosas que – de pronto – se contraí ao seu toque sutil, porém ousado. Bianca desperta olhando-o com um olhar lânguido e convidativo.
- Eu penso que o melhor ainda está por vir. Diz Dante.
- Vem meu amo e senhor... vem comer a sua médica, vem... ela quer... muito! – as palavras ditas com uma entonação doce e servil fazem seu pênis saltar em prontidão, apto a prosseguir de onde havia parado. Ficou em pé ao lado do sofa, e puxou Bianca para a borda, ajudando-a a ficar de quatro. Segurou as nádegas na região bem próxima e mergulhou seu membro em sua vagina que permanecia completamente alagada, apenas com a intenção não revelada de lubrificar seu pinto o suficiente para facilitar a “outra penetração” que se avizinhava.
Antes mesmo que Bianca atinasse com a ameaça que rondava seu anus, ele apontou a glande inchada e vermelha na direção daquele buraquinho insinuante e, com um golpe certeiro, fez com que ele invadisse a entrada, rompendo a primeira resistência e fazendo com que Bianca gemesse de dor, recuando sua pélvis do ataque do seu pau que já se tornara iminente.
Assumindo a postura de macho dominador, apertou as nádegas puxando-a de volta para si e impondo uma penetração máscula e inevitável.
Empurrou com vigor, fazendo com que seu pênis penetrasse em seu cuzinho, centímetro por centímetro, obrigando Bianca a rebolar como se buscasse algum alívio com aqueles movimentos, enquanto gemia, gritava e dizia palavras obscenas o provocando a continuar. E quando, finalmente, sentiu a penetração tornar-se completa com o roçar de seus testículos na pele delicada, passou a estocar aquele ânus com tanta intensidade e com tanto vigor que não tardou para que Bianca substituísse os gemidos de dor pelos de puro prazer, gritando, o chamando de seu dono e implorando para que ele não parasse de penetrá-la, com movimentos de vai e vem longos e profundos, cuja velocidade ia se tornando quase que frenética.
Dante não sentia mais nada além do seu corpo empurrando sua pica para dentro daquele cuzinho que estava sendo duramente castigado pelo desejo deliciosamente brutal e másculo de um homem que tinha controle sobre suas ações. Dante estocou com tanto vigor e com tanto furor que houve um momento em que sentiu suas pernas bambearem enquanto sua coluna dava claros sinais de plena extenuação. Bianca gemia, soltava gritinhos mistos de dor e tesão, ao mesmo tempo em que pedia que ele não parasse de atacar seu cuzinho violado. E aquelas palavras operavam em Dante como uma reação imediata de persistir no vai e vem insano de seu pau furando aquele traseiro deliciosamente provocante.
Passou para o estágio seguinte, onde as nádegas dela eram surradas por palmadas cuja violência era medida – apenas o suficiente para causar mais tesão que dor – e ela correspondia àquela doce agressão pedindo mais, e mais! Dante perdeu completamente a noção de tempo, pois aquele sexo estava sendo além da imaginação, ultrapassando os limites do normalmente suportado pelo corpo e chegando aos píncaros de um prazer que satisfazia muito mais a alma, preenchendo-o de uma indescritível onda de prazer que nascia do tesão, apenas do tesão em possuir aquela mulher como jamais havia imaginado.
Finalmente, anunciou que estava à beira do orgasmo, alertando Bianca para a onda de esperma que se avizinhava. Ela lhe pediu que gozasse quando (e quanto) quisesse. Sentiu um estertor nascer na base da sua coluna, subindo lentamente e tornando sensível toda a sua região pélvica, como se ele já não tivesse mais qualquer controle sobre ela. No exato instante em que pressentiu a “carga” subindo de suas bolas em direção à glande, retirou seu cacete melado de dentro daquele pobre e sofrido cuzinho, segurando-o pela base e apontando para as costas. E os jatos vieram. Intensos, viscosos, quentes e ininterruptos, lambuzando parte superior das nádegas, costas e até mesmo os cabelos da Bianca que gemia a cada jato que escorria por sua pele suada.
No fim, Bianca desfalece no sofá. Dante vai a sua mesa e liga executando a compra do hospital. Quando Bianca se reestabelece fica sabendo que o negócio foi realizado.
- Bianca, espere por 15 dias, período para a legalização da compra e regulamentação. Então poderá assumir o seu hospital.
- Está falando sério?
- Tão sério quanto o fato de tela possuído totalmente.
Bianca dá um sorriso, se arruma e sai da sala. Porém só percebeu a tatuagem em sua virilha quase uma semana depois.
O que Bianca sente não vem de um único lugar.
É uma mistura que a confunde justamente por não ser simples.
Há prazer, sim — mas não o prazer do corpo em primeiro plano.
É um prazer mais sutil, quase intelectual: o de perceber que ainda é desejada, escolhida, central.
Depois de semanas sendo descartada, enganada, reduzida a um erro de cálculo, voltar a ocupar o centro do olhar de alguém como Dante produz um efeito quase narcótico.
Há também admiração.
Não ingênua, não romântica.
Admiração pela precisão, pela autoridade silenciosa, pela forma como ele domina a situação sem elevar a voz, sem pedir nada que não tenha certeza de que será concedido.
Ela reconhece ali uma forma de poder que sempre respeitou — e secretamente invejou.
E há satisfação.
A mais difícil de admitir.
Satisfação por ter feito uma escolha ativa naquele momento.
Por não ter sido empurrada, nem enganada, nem surpreendida.
Ela decidiu ficar.
Decidiu atravessar.
Decidiu apostar.
Isso a desorganiza profundamente, porque contraria a narrativa confortável da vítima passiva.
Bianca percebe que parte do que sente vem do alívio de finalmente parar de lutar contra o inevitável e assumir o risco como próprio.
Depois, sozinha, essa mistura não se resolve.
Ela não se sente orgulhosa — mas também não se sente arrependida.
Sente-se mais lúcida, e isso a assusta.
O prazer não apaga a violência simbólica.
A admiração não anula o medo.
A satisfação não elimina a perda.
Tudo coexistindo.
E talvez o mais perturbador seja isso:
Bianca entende que, naquele instante, algo dentro dela respondeu —
não por fraqueza,
mas por reconhecimento de força.
Uma força que não era a dela.
Mas que, por um momento, ela aceitou como referência.
***

Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Ultimos 30 Contos enviados pelo mesmo autor


251480 - . 20. PACIENTE BRENDA E LUISA - AS COMPULSIVAS - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251479 - . 19. PACIENTE KALINGA - SÍMBOLO DE POSSE: 8596.2 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251478 - . 18. PACIENTE RAFAELA - SIMBOLO DE POSSE: 8697.07 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251476 - . 17. PACIENTE LUISA - MAIS UMA QUERENDO SER POSSUIDA POR DANTE... - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251470 - . 17. PACIENTE MAYARA - SIMBOLO DE POSSE: 215-40 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251465 - . 16. PACIENTE GABRIELA - SIMBOLO DE POSSE: 258-32 - Categoria: Heterosexual - Votos: 1
251450 - . 15. PACIENTE BRENDA - A QUE SONHAVA EM PERTENCER A DANTE. - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251445 - . 13. PACIENTES MARINA E RUTE - SIMBOLO DE POSSE: 352-12A e 352-12B - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251440 - . 15. PACIENTE THAIS - SIMBOLO DE POSSE: 625-86 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251439 - . 14. PACIENTE IZI - SIMPOLO DE POSSE 124-13 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251432 - . 12. PACIENTE ISA - SIMBOLO DE POSSE: 21511 - Categoria: Heterosexual - Votos: 1
251424 - . 11. Paciente Suelen: Símbolo de posse: 62510 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251423 - . 10. Paciente Bruna: Símbolo de posse: 6529 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251395 - . 9. Paciente Giovanna. Símbolo do posse: 3218 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251327 - . 8. Paciente Amanda. Símbolo de posse: 9567 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251313 - . 2. Paciente Gabriela – Posse número: 4521 - Categoria: Heterosexual - Votos: 2
251306 - . 6. Paciente Luana - Posse número 9585 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251304 - . 5. Paciente Thais - Posse número: 7564 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251300 - . 4. Paciente Rute – Posse número: 9563 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251299 - . 3. Paciente Tarsila – Posse número: 6532 - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
251298 - . 01 - Paciente Dante: O dono - Categoria: Heterosexual - Votos: 1
250880 - . MEU REVEILLON... - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
250879 - . DECLARAÇÃO DE UMA PACIENTE. - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
250875 - . À PACIENTE... - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
250874 - . A MEU DOUTOR... - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
250873 - . PACIENTE DE 72 ANOS. - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
250363 - Ao meu doutor... - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
250283 - SE VOCE MEU AMIGO CONSEGUIR LER, SAIBA QUE NÃO FOI PESSOAL... APENAS ACONTECEU. - Categoria: Heterosexual - Votos: 6
249475 - Porque me dedico a Neuropsiquiatria... - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
249288 - UMA CONFISSÃO... - Categoria: Heterosexual - Votos: 0

Ficha do conto

Foto Perfil hunsaker
hunsaker

Nome do conto:
. 7. Paciente Bianca - Posse número: 1566

Codigo do conto:
251310

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
07/01/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
0