. 20. PACIENTE BRENDA E LUISA - AS COMPULSIVAS

Brenda, filha.
Luísa, mãe.
As duas foram juntas ao Departamento de Neuropsiquiatria. Não por colapso, não por surto evidente — mas por um desconforto persistente que já não cabia no silêncio doméstico.
Sentaram-se lado a lado na sala de espera, como sempre haviam feito diante de exames, consultas e decisões difíceis. A diferença era que, desta vez, não havia um diagnóstico claro a ser buscado. Havia apenas uma história compartilhada que crescia sem ter sido contada em voz alta.
Ambas fantasiavam Dante.
Não da mesma forma, nem pelos mesmos motivos. Ainda assim, o nome — e tudo o que ele evocava — circulava entre elas como um campo magnético invisível. Não era desejo simples. Tampouco medo puro. Era algo intermediário, mais perturbador: a organização do caos.
Muitas vezes, aquilo que apavora o mundo produz um efeito paradoxal em quem o encara de frente. O terror, quando reconhecido, pode se tornar estrutura. A ameaça, quando nomeada, pode oferecer contorno ao vazio.
Era exatamente isso que acontecia com as duas.
Brenda sentia-se atraída pela ideia de um centro de gravidade — alguém que desse forma ao que nela era difuso. Luísa, por sua vez, encontrava no mesmo nome uma narrativa capaz de explicar aquilo que escapara ao controle materno por tantos anos.
Nenhuma delas falava disso abertamente.
Mas pensavam.
E pensavam demais.
No fundo, o que as levara ali não era Dante em si, mas a constatação inquietante de que o medo compartilhado começava a se transformar em referência. Um ponto comum. Um eixo.
Quando a porta do consultório se abriu e chamaram seus nomes, as duas se levantaram quase ao mesmo tempo. Houve um instante breve — imperceptível para qualquer observador — em que trocaram um olhar.
Não era cumplicidade.
Era reconhecimento.
Ambas sabiam que aquela consulta não tinha como objetivo apagar a história que criavam. Tinha apenas a função de verificar se ainda estavam do lado de fora dela.
Porque quando o que assusta começa a organizar pensamentos,
já não se trata apenas de fantasia.
Trata-se de estrutura psíquica em formação.
A versão patológica:
A bem da verdade, Brenda contou cada detalhe para sua mãe e Luisa mal conseguiu dormir naquela noite; nua, rolou na cama de um lado para o outro, tendo em sua mente apenas uma imagem: a imagem de Dante e o poder de sedução com que ele conseguira envolvê-la, cativá-la e submetê-la! Ela se lembrava de cada momento daquela noite, simplesmente inesquecível; o sofá da balada, o reservado do banheiro, e, principalmente, o toque final na porta do prédio onde ela morava.
Sob a tênue iluminação de um poste encoberto pelos galhos de uma frondosa árvore, Dante a fez sentar-se sobre o banco da moto, abriu a jaqueta, depois a blusa, subiu o sutiã, e sugou seus mamilos com uma intensa sofreguidão.
Ao mesmo tempo, ele exigiu que ela abrisse sua calça, e não apenas deliciou-se dedilhando sua vagina, como ainda a explorou com o dedo médio, em uma carícia delicada e prolongada. O medo de ser flagrada, a emoção, a excitação! E ela não resistiu! Gozou ante a carícia do seu parceiro, sufocando a vontade de gemer alto no ombro de seu amante.
Dante tinha um dom único de causar nela sensações impactantes que homem algum conseguira antes; e ainda havia o fato de que ele era seu chefe! Isso poderia ser um obstáculo …, ou não! Cansada, mas feliz, Luisa adormeceu quase ao raiar do dia. O efeito devastador daquela noite, resultou em um atraso monumental, com a mulher correndo esbaforida pelas ruas, espremendo-se em uma composição lotada do Metrô, e sorvendo enormes doses de cafeína para manter-se concentrada em mais um dia de trabalho.
Ao chegar a sua estação de trabalho, foi tomada por um torvelinho de sensações ao ver o que estava pousado sobre a mesa; delicadamente depositada sobre o teclado do computador, jazia uma linda rosa colombiana, cuja cor vermelha aveludada parecia líquida; junto com ela um pequeno envelope; Luisa olhou para os lados, certificando-se de que ninguém a observava; tomou o envelope nas mãos, retirou seu conteúdo, um pequeno cartão escrito com bela letra cursiva que dizia:
“Obrigado por uma noite inesquecível! Você é tudo que eu esperava de uma mulher! A mulher que eu queria para fazer parte da minha vida. P.S. Dentro da gaveta há outro presentinho para você!”.
Todo o corpo de Luisa experimentou um delicioso tremor que fez suas pernas bambearem e sua calcinha umedecer; ela abriu a gaveta e de seu interior retirou uma delicada caixinha revestida de camurça; ao abri-la, Luisa quase perdeu os sentidos. Um lindo anel solitário com um diamante cuja resplandecência era lindamente perturbadora.
Ela bem que tentou colocá-lo em seu dedo, mas receou por olhares invejosos e suspiros cobiçosos. O toque do telefone chamou-a de volta à realidade. Ela atendeu; era Dante! Ele a cumprimentou com formalidade e pediu alguns relatórios trimestrais para a reunião que ele teria a tarde com membros da presidência. Ela balbuciou algo incompreensível e desligou o telefone, correndo em providenciar o que lhe fora pedido.
Pouco mais de meia hora depois, ela apresentava-se na antessala de seu superior munida de uma pasta resumo. Depois de anunciada pela secretária, Luisa avançou pela sala de Dante, que estava sentado à sua mesa, olhando alguns papéis. Ela aproximou-se da mesa e sobre ela depositou a pasta, dizendo que os relatórios estavam disponíveis no ambiente virtual corporativo. Dante, sem olhar para ela, agradeceu a presteza do trabalho e nada mais disse.
Luisa ficou ali, imóvel, estática, com uma vontade imensa de jogar-se no colo dele e dizer que adorara a noite anterior e que ele também era o homem de sua vida …, mas, não …, ela preferiu o silêncio, dando as costas e caminhando em direção da porta.
- Luisa, por favor – ele disse com voz pausada – Você poderia me fazer um favor?
- Claro, chefe! – ela respondeu de pronto, voltando-se para a mesa, e sentindo seu coração pular dentro do peito.
- Na sala de arquivo do mezanino, tem umas caixas de documentos que eu preciso filtrar – ele prosseguiu, olhando-a com firmeza – Você poderia, fazer a gentileza de separá-las para mim …, isso pode ser no horário que você tiver disponível …, de preferência no fim do expediente?
- Posso sim – ela respondeu sentindo-se atingida por um balde de água fria – Farei isso …
Luisa fechou a porta atrás de si e sentiu uma desolação tomar conta de si. “Puxa! Separar caixas! Isso é serviço de contínuo! Que merda!”, ela pensou exasperando-se cheia de tristeza. Tocou seu dia do jeito que foi possível e próximo do fim do expediente, ela desceu até o mezanino e entrou na sala de arquivo. Era um ambiente amplo e parcialmente iluminado; lá estavam prateleiras de aço com caixas de papelão, algumas mesas de trabalho, cadeiras e outras quinquilharias. Ao fundo podia se ver um pequeno banheiro.
A jovem viu-se tão envolvida pela tarefa de encontrar as caixas solicitadas por Dante, que não percebeu que alguém mais entrara na sala; ela só deu atenção a isso ao ouvir o ruído da fechadura selando a porta. Soltou um grito ao ser enlaçada por um par de braços fortes e musculosos. O beijo quente em sua nuca era a marca registrada de Dante. “Estava morrendo de saudades de você, preciosa!”, ele sussurrou enquanto a enchia de beijos, apertando seu corpo contra o dele.
Ele a fez girar o corpo, e abraçou-a selando um longo beijo; mãos afoitas abriram sua camisa de seda, ao mesmo tempo em que a livrava do sutiã; Luisa suspirava, sentindo as mãos de Dante acariciarem seus seios e apertando seus mamilos durinhos, sem que o beijo fosse interrompido. Ela o abraçou e deixou-se levar pelo momento.
Em poucos minutos, Dante a deixou nua; fez com que ela se deitasse sobre uma mesa redonda, abrindo suas pernas e mergulhando seu rosto no vale entre elas; o primeiro contato de sua língua quente na sua vagina, fez Luisa delirar, tremelicando e suspirando excitada; Dante, com maestria única, lambeu a sua parceira, e chupou seu clítoris, até que ela atingisse o primeiro orgasmo do momento.
Ele não se deu por satisfeito e prosseguiu lambendo e chupando sua parceira, até que ela experimentasse uma sucessão incendiária de orgasmos que a obrigavam a conter os gemidos e a vontade de gritar de prazer! Luisa estava sob o domínio do seu macho, e mesmo sabendo onde se encontrava, e o perigo que isso representava, ela saboreava a ocasião e o homem que se empanturrava de sua vagina.
- Ai, Dante! Como é bom! – ela sussurrou, quase sem forças – Mas, precisamos ter cuidado! Olhe onde estamos!
Dante manteve-se na posição em que estava limitando-se a sorrir para ela; em dado momento, ele ficou de pé ao lado dela e abriu a braguilha da calça, expondo seu membro duro e grosso. Luisa olhou para aquele pedaço de carne com vontade própria e salivou de tesão. Dante tinha um membro de respeito: grande e grosso, que ele segurava com uma das mãos, exibindo-o com orgulho.
- Vem …, eu quero! – ela suplicou, estendendo a mão para tocar o membro – Vem me foder gostoso com esse caralho enorme …, vem, por favor!
- Calma, minha putinha – ele respondeu, pegando a mão dela e pousando-a sobre o mastro – Sente meu tesão por você …, sente como ele está duro …, olha a cabeça com as gotas líquidas quase caindo …, tudo isso é para você …, mas, agora, quero que você me masturbe bem gostoso!
Incapaz de reagir ao comando sutil de seu parceiro, Luisa segurou o membro de seu parceiro; sua mão quase não conseguia cingi-lo por completo; mesmo assim, ela deu início a uma masturbação firme e vigorosa; Dante jogou a cabeça para trás e entregou-se ao momento; para que tudo ficasse perfeito, ele procurou a vagina de sua parceira e depois de algumas carícias, enterrou o dedo médio em seu interior, simulando um movimento de vai e vem.
Estavam caminhando para o ápice perfeito, quando ouviram um ruído na porta; alguém tentava destravar a fechadura, enquanto vozes falavam pelo corredor; o sangue de Luisa congelou nas veias, e uma sensação de medo primal tomou conta dela; ela olhou para Dante, que limitou-se a sorrir com ironia, deixando-a ainda mais confusa; depois de algum tempo todo o ruído cessou, e ele retomou a doce tarefa de explorar a gruta de sua parceira, tocando o clítoris com a ponta do polegar, massageando-o delicadamente.
E Luisa sentiu uma explosão de prazer que jorrava de suas entranhas, pressionando sua garganta que teimava em reter um grito rompante de gozo, que ela transformou na energia necessária para imprimir mais ritmo à masturbação aplicada em seu parceiro, que, inevitavelmente, viu o gozo avizinhar-se de seu corpo, irrompendo em uma sucessão de jatos de esperma projetando-se no ar.
Foi uma carga tão volumosa e densa, que a barriga, seios e rosto de Luisa foram atingidos em cheio; e enquanto seu macho contorcia-se em pé, tremelicando ao sabor das últimas explosões de prazer, Luisa massageou-se, espalhando aquele creme quente por toda a sua pele. Restaram respirações ofegantes, corpos suados e extenuados, sorrisos incontidos e beijos apaixonados.
- Agora, vista-se, que eu te levarei para casa – disse Dante, enquanto se recompunha da melhor maneira possível.
- Para a sua casa …, ou para a minha? – perguntou Luisa com um tom de provocação.
Dante não respondeu, limitando-se a sorrir enigmático; já dentro do carro dele, rumavam para a casa de Luisa, que, curiosa, perguntou por que eles não haviam concretizado seu desejo naquela tarde ali naquela sala.
- Porque o que sinto por você, precisa fluir com sutileza – ele respondeu com voz pausada e tom suave – Você precisa compreender, Luisa, que o que existe entre nós não é algo que pode ser reduzido apenas à carne …, mas, não se preocupe …, com o tempo, você sentirá nossa relação como ela deve ser …
- E como ela deve ser? – interpelou ela, sofrendo pela dúvida e pela curiosidade.
- Ela deve ser integral, ampla e irrestrita – ele devolveu com calma – Quero que você sinta todo o desejo que sinto por você e que cada encontro seja a realização de um desejo oculto e inconfessável que você diria apenas para mim para mais ninguém …
Tudo ficou em silêncio enquanto rodavam pela cidade. “Tire a sua calcinha”, ele ordenou assim que estacionou; Luisa, desconhecendo-se, obedeceu; Dante colou seu corpo ao dela, beijando-a ao mesmo tempo em que acariciava a sua vagina mais uma vez úmida e quente; ela gemeu ao atingir um novo orgasmo proporcionado por seu homem. A noite acabara, mas, a aventura deles ainda não!
***
No encontro com as duas...
“Vocês são minhas! Mas, antes de possuir teus corpos, preciso possuir vocês!”, a frase proferida por Dante antes que elas descesse do seu carro naquela noite, deixara Brenda e Luisa confusas. “Será que ele quer escravas sexual?”, elas pensaram de início, supondo que seu homem ocultasse um lado “dominador”. E se isso fosse realmente verdade, elas não continuariam com aquele relacionamento, pois jamais passara por suas cabeças submeter-se a um homem que fosse seu dono ou senhor. Brenda e Luisa tomou um longo banho e depois preparam um chá. Estavam sentadas no sofá da sala, de pernas cruzadas sobre o assento, usando sua camisola preferida e olhando para a televisão, sorvendo a bebida quente, quando o celular de Brenda vibrou. Era uma mensagem de Dante.
“Boa noite, minhas preciosas! Faz pouco tempo que nos vimos, e já estou com saudades de vocês!”, ele escrevera. “Se você está com saudades, porque não vem até aqui? Estamos nos sentindo só!”, ela respondeu …, o tempo passou e a resposta não chegou …, Brenda e Luisa permaneceu imersa em seus pensamentos, passando da ideia de submissão ao conceito de que elas poderiam ser apenas um “brinquedo” para ele. “E se ele fosse compromissado?”, a ideia rondou sua mente …, tudo suposições …, preocupantes e, as vezes, assustadoras.
O som da campainha as assustou, e Brena pulou do sofá; correu até a porta e olhou pelo visor. Era Dante! Imediatamente, ela abriu a porta, e ele a agarrou pela cintura, buscando um beijo para saciar sua sede de desejo! Bastou aquele beijo para que Brenda e Luisa tivesse e certeza de que Dante as tinham; todas as dúvidas e todos os medos desapareceram …, ele viera até elas! E isso era mais que suficiente!
- Oi, meus doces – ele disse, quando o beijo foi interrompido – Já que vocês se sentem só, aqui estou eu!
- Mas, você não tem receio – perguntou Luisa, ainda um pouco insegura – Afinal, você veio até aqui, e você é nosso chefe e …
- Não diga mais nada – ele a cortou com um sorriso – vamos apenas aproveitar essa noite, com chá, sofá e carinho …, o que vocês acham?
Brenda e Luisa ficaram atônitas com a sugestão, e depois de um minuto de indecisão, Luisa limitou-se a sorrir. Assim, eles passaram a noite juntos, agarrados sobre o sofá, assistindo filmes, tomando chá e beijando-se como um trio de namorados. E passava da meia-noite, quando Dante decidiu voltar para sua casa.
- Amanhã, quero que façam uma coisa para mim – ele disse, antes de sair do apartamento de Brenda e Luisa.
- O que você quer, meu amor? – perguntou Brenda, curiosa.
- Quero que vocês vam ao trabalho sem usar calcinha – ele respondeu com um sorriso safado.
Brenda e Luisa hesitaram, temendo que aquilo fosse outra exigência de um dominador para sua escrava. “Quer dizer que somos suas escravas?”, Luisa perguntou, temendo que a resposta pudesse ser o fim de algo que mal tivera início. Dante segurou uma gargalhada, e após um segundo de recuperação, respondeu com seu tom calmo, mas firme:
- Escravas? Vocês podem ser tudo em minha vida, exceto escravas! Quero lhes dar muito prazer, mas sem dor …, então …, amanhã …, sem calcinhas, Ok?
Ele não esperou por uma resposta, deixando Brenda e Luisa surpresa e excitada.
Era uma sensação estranha, mas também excitante para Brenda e Luisa; sentir a nudez entre suas pernas, algo que não poderia ser compartilhado, exceto por Dante, a deixava úmida. Durante todo o trajeto de casa para o trabalho, Luisa tinha o pressentimento de que todos os homens a sua volta, sabiam de sua nudez abaixo da cintura, e essa ideia a deixava louca de tesão! Jamais pensou que o simples fato de não usar roupa íntima causaria tal sensação. Dentro da composição do Metrô, Brenda optou por não sentar-se, pois temia que alguém pudesse ver que, por baixo da saia comportada não havia mais nada!
Nos momentos em que foi espremida ou apertada dentro do vagão, ela sentia a umidade escorrer pela parte interna das coxas, denunciando sua excitação; e num rompante de tesão, Brenda decidiu sentar-se; manteve as pernas fechadas, controlando-se ao máximo. Em dado instante, ela observou o homem sentado ao seu lado e teve a impressão de que ele sabia de sua nudez …, aquela ideia fez seu tesão subir ao extremo, e um arrepio percorreu sua espinha.
Algumas estações a frente, Luisa também sentiu-se observada; o vagão estava mais livre e ela notou o olhar de um rapaz sentado na sua frente; era como se ele soubesse que Luisa estava sem calcinha, e, novamente, ela se excitou. Sem tirar os olhos do rapaz, ela abriu um pouco as pernas, e o ar embasbacado do sujeito, percebendo o que os seus olhos viam, causaram um delicioso impacto, que sorriu discretamente, e torceu para que ele saltasse antes dela …, e foi o que aconteceu (“Ufa!”).
Instalada no escritório, para sua infelicidade, Brenda e Luisa soube que Dante ainda não chegara, o que as deixou triste; afinal, elas queriam que ele soubesse da novidade. Trabalhar foi difícil, já que seu homem não chegava e a sensação de umidade entre as pernas aumentava, causando-lhe um certo embaraço. Próximo da hora do almoço, Brenda e Luisa, desanimada pela ausência de Dante, decidiram ir ao banheiro e vestir a calcinha que trouxera na bolsa; e estava prestes a fazer isso, quando seus celulares vibraram.
“Estou na recepção a suas espera para almoçarmos juntos”. Brenda e Luisa quase desmaiaram ao ler a mensagem. “Ele está louco!!!”, Luisa pensou enquanto pegava sua carteira e corria em direção ao elevador. “Ele vai mesmo nos assumir publicamente?”, ela se perguntava, sentindo a umidade aumentar. Chegando à recepção, viu Dante …, e ele estava acompanhado …, por um homem!
- Que bom que chegou! – ele disse efusivamente – estávamos à sua espera …, este é meu amigo, Roger …, esta é Brenda e Luisa minhas assistente.
Brenda e Luisa, ainda surpresa, demoram para apertar a mão de Roger, pensando que foram apresentada como a assistente de Dante. “Bem, acho que, por enquanto, é isso que sou!”, Brenda pensou, tentando conformar-se com a situação. Caminhando para a saída, em direção ao restaurante, Brenda e Luisa observam detidamente o amigo de Dante. Roger era mais alto e tinha um porte mais robusto, com corpo bem definido dentro do elegante terno feito sob medida; era um homem sorridente e bem-humorado, mas, sempre que olhava para Brenda e Luisa, sua olhos brilhavam de uma maneira inquietante.
Almoçaram em um lugar pequeno a aconchegante. Brenda e Luisa discutiam alguns assuntos com Roger, evitando radicalismos, o que o deixou ainda mais interessado nela. De volta à recepção, Dante e Roger se despediram com um abraço fraternal, e insistentes comentários que precisavam se encontrar mais vezes. Ao segurar a mão de Brenda, Roger apertou-a de um modo firme; ela sentiu uma vibração em seu corpo ao toque daquela mão quente e grande.
- Foi um enorme prazer te conhecer, Brenda – Ele disse com um sorriso largo – E espero que possamos nos ver mais vezes …, a não ser que meu amigo aqui prefira esconder a sua beleza e inteligência apenas para ele.
Dentro do elevador, Luisa e seu chefe nada disseram, e ao descer dele, cada um seguiu para sua sala de trabalho. Brenda ficou curiosa em saber a razão do almoço a quatro, mas preferiu esperar que Dante dissesse alguma coisa. Pouco antes do fim do expediente, Dante ligou para elas pelo ramal interno, dizendo que reservara uma das salas de reunião para que elas apresentassem o relatório estratégico trimestral, e sem esperar pela resposta, desligou o telefone.
Irritada, Luisa pegou seu tablete e subiu pelas escadas para o andar onde ficavam as salas de reunião; estava tão fula com aquela ligação que dispensou o elevador. “Que porra de relatório ele quer? Nem mesmo fechamos as metas para o próximo!”, ela pensava enquanto caminhava na direção da sala. Abriu a porta e deu com Dante sentado em uma das poltronas laterais. Ela estava pronta para gritar, explodindo sua irritação, quando foi surpreendida.
Assim que se aproximou da poltrona, ele se levantou segurando-a pelo braço com uma das mãos, enquanto a outra envolvia seu pescoço; Dante empurrou-a contra a parede, de frente para ele e procurou os lábios dela, ávido por um beijo. Foi uma cena frenética, que deixou Luisa desarmada e indefesa; Dante soltou o pescoço dela, e sua mão desceu em direção à sua vagina; ele levantou a saia e deliciou-se ao saber que ela estava sem calcinha.
Dedilhou sua parceira com a maestria de sempre, impondo a ela um tesão e um prazer inexplicável; todavia, Luisa não conseguia deixar de sentir medo, mesmo quando os orgasmos sobrevieram, um após o outro, obrigando que ela sufocasse gemidos que teimavam em explodir em sua garganta.
- Dante, você é louco! Olhe onde …, onde estamos? – ela balbuciava com dificuldade, tremelicando e arfando – Já pensou se alguém entra aqui? O que vai ser de nós?
- Sou louco, sim …, louco e dono! – ele respondeu sem perder de vista o dedilhado – esqueça o resto! Apenas saboreie o momento …
Em seguida, Dante fez com que Luisa ficasse de costas para ele, tornando a prensá-la contra a parede; ele, então, levantou a saia acariciando as nádegas de sua parceira, enquanto mordiscava seu pescoço; Luisa não cabia mais em si, dada a sensação de prazer que seu homem lhe proporcionava. E ela não reagiu quando o dedo médio de seu parceiro cutucou o pequeno orifício no vale entre as nádegas carnudas de dela.
- Ai, Dante, seu maluco! – ela reclamou em tom safado – O que você quer?
- O que você quer, minha preciosa! – ele respondeu com outra pergunta.
- Quero que você me foda! – ela respondeu, quase ofegante – Eu não aguento mais!
Apertando o corpo dela com o seu, o sujeito despiu-se com uma agilidade inédita, passando a esfregar sua rola dura nas nádegas de sua parceira, enfiando-a no vale e tocando o precioso buraquinho.
- O que você vai fazer, meu amor? – perguntou Luisa, temerosa do que poderia acontecer.
Dante não respondeu; ele se ajoelhou, e separando as nádegas com as mãos, passou a lamber o orifício de Luisa; ela não demorou para perceber o que o seu parceiro queria …, e naquela altura, ela também queria! Arrebitou o traseiro e abriu um pouco mais as pernas, facilitando a tarefa de seu companheiro. Era um momento único! Dante, ávido de desejo, lambia o selinho de sua parceira, forçando a língua em uma simulação de que a penetrava, deixando Luisa entorpecida de tesão!
Repentinamente, ele cessou o que estava fazendo; segurou Luisa pelos braços e fez com que ela se deitasse sobre a enorme mesa de reunião; afundou seu rosto entre as pernas dela, saboreando sua vagina alagada; mais gozos inundaram o corpo da jovem, que já não aguentava mais a enormidade de prazer que seu parceiro lhe proporcionava. Assim que pode, ela se livrou da blusa e só sutiã, permanecendo ainda com a saia, acariciando os cabelos de seu parceiro.
- Ai, Dante! Por favor! Vem me foder! – ela suplicava entre soluços e suspiros.
Sem aviso, Dante ergueu-se e segurou-a pela cintura, apontando seu enorme membro na direção de sua vagina; golpeou com vigor, enterrando sua rola nas entranhas de Luisa, que tomada pela sensação tão ansiada, não conseguiu conter um grito que foi sufocado pela mão hábil de Dante; sucedeu-se, então, uma sequência quase intermináveis estocadas, intensas e ritmadas, causando uma onda de prazer que invadia o corpo de Luisa …, finalmente, ela estava sendo possuída pelo seu homem …, o dono de seu corpo e também de sua alma.
Sem desviar-se de sua tarefa, Dante caiu de boca sobre os peitões de sua parceira, chupando e lambendo com enorme sofreguidão; Luisa perdeu a conta dos orgasmos que se sucederam, convulsionando se corpo como se ele fosse uma marionete a serviço do tesão! E a resistência voraz e viril de seu parceiro a deixaram extasiada …, Dante parecia de outro mundo, sem demonstrar cansaço ou fraqueza, ele a fodeu por muito tempo.
Soltando um urro descontrolado, depois de mais de hora, ele gozou, ejaculando violentamente nas entranhas de sua parceira; ela sentiu um novo prazer ao ver-se preenchida por uma onda quente e caudalosa de sêmen de seu macho, que avançando em seu interior, causava-lhe a mais sublime sensação de prazer, que a fazia gozar em um nível muito mais elevado.
Quando terminaram, estavam exaustos, suados e felizes. Ficaram abraçados por algum tempo, até que Luisa, retornando à realidade, sussurrou no ouvido de seu homem que precisavam sair dali. Dante se levantou, vestiu-se enquanto sua parceira fazia o mesmo. Saíram da sala de reuniões com um ar suave, procurando não demonstrar o que havia acontecido ali, horas antes.
Dentro do carro de Dante, Brenda olhava para ele, tentando entender que homem era aquele que era capaz de fazê-la enlouquecer a cada momento em que estavam juntos. Ela não encontrava respostas, apenas mais perguntas.
- Por que fizemos aquilo? – ela perguntou, quebrando o silêncio entre eles.
- Porque ambos gostamos do perigo! – ele respondeu com um tom insinuante – O perigo nos faz mais ávidos por prazer …, descobri mulheres igual a mim …
- Igual a você? Como assim – ela interrompeu, curiosa.
- Sim, meu amor – ele respondeu quando parou ante um semáforo – Você é a pessoa que eu procurava …, gosta de sexo …, gosta de perigo …, gosta de ousadia! Nós fomos feitos um para o outro, Brenda e Luisa …
- E agora? – ela tornou a questionar – Como viveremos a partir daqui?
- Dia após dia – ele respondeu, calmamente – Tornando cada novo dia uma aventura que nos faça sentir tanto prazer, saborear a aventura de nos entregar um ao outro, para um outro novo dia …
Brenda e Luisa sorriram para ele …, dentro de si elas sentiam o mesmo!
***
NÃO HAVIAM TOTUAGENS

FIM DA PRIMEIRA FASE.


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Ficha do conto

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hunsaker

Nome do conto:
. 20. PACIENTE BRENDA E LUISA - AS COMPULSIVAS

Codigo do conto:
251480

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
08/01/2026

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