. 2,1. O DONO - GABRIELA BAIERSDORF - (4521)

Gabriela Baiersdorf (4521)

Mulher linda com quadro de compulsão por jogos de aposta (cartas), principalmente pôquer. Numa noite de jogos, além de ser ilegais podendo ser presa, ficou devendo um grande valor. Foi resolvida entregando-se a Dante.
Gabriela ouviu aquilo como quem escuta algo distante, quase irrelevante — até perceber o efeito interno que a ideia produziu. Não era curiosidade pelo jogo em si, mas a sensação rara de deslocamento: por algumas horas, não seria mãe, nem esposa responsável, nem mediadora de excessos alheios.
Foi até o quarto, verificou o filho dormindo ao lado do pai pesado pelo álcool. Ajustou o cobertor, apagou a luz e ficou alguns segundos parada, como se pedisse permissão a si mesma. Depois voltou ao salão.
A mesa ficava num anexo discreto, iluminado demais para parecer clandestino. Havia nomes numa lista, fichas organizadas, pessoas comuns — médicos, empresários, um casal mais velho. Nada de euforia. Nada de gritos. Apenas concentração.
Gabriela se sentou como espectadora. Observou os gestos, a forma como alguns arriscavam com naturalidade e outros hesitavam antes de cada decisão. Percebeu algo que a intrigou: ali, ninguém estava “jogando dinheiro”. Estavam testando limites.
Quando lhe perguntaram se queria participar, respondeu que não tinha cadastro. Disseram que poderia fazer um provisório. Bastava um nome e um valor inicial. Pequeno, se quisesse.
Ela escolheu um valor que não faria falta. Não por prudência, mas por método. Queria sentir o processo, não o risco máximo.
Durante as primeiras rodadas, perdeu pouco. Ganhou pouco. O jogo, porém, começou a revelar algo mais profundo: Gabriela percebia que tomava decisões com uma clareza que não experimentava havia anos. Sem pedir opinião. Sem se desculpar. Sem negociar consigo mesma.
Quando se levantou, já passava da meia-noite. Não estava excitada nem culpada — estava desperta. Algo nela havia sido acionado, não pelo jogo, mas pela constatação de que ainda sabia decidir sozinha.
No quarto, o marido roncava. O filho dormia tranquilo. Gabriela sentou-se na beira da cama e pensou que aquela noite não mudaria nada externamente — e, ainda assim, tinha mudado tudo por dentro.
Mais tarde, no consultório, quando falou disso, não mencionou ganhos ou perdas. Falou da sensação estranha de ter atravessado um limiar invisível. De ter lembrado quem era antes de se diluir em funções.
O neuropsiquiatra anotou em silêncio.
Não havia ali um trauma clássico.
Havia o início de uma fissura na identidade doméstica, aberta não por excesso, mas por lucidez.
E isso, ele sabia, costuma ser o começo das histórias mais difíceis de elaborar.
Dante a conduziu para fora sem elevar a voz, mas o gesto firme dizia tudo. Do lado de fora, a noite de Paraty parecia outra — silenciosa demais depois do ruído interno que ainda pulsava em Gabriela.
Ela tremia. Não de medo, mas de privação. A excitação do risco havia sido interrompida de forma abrupta, e o vazio que veio depois era quase físico.
— Você não entende — disse ela, com a voz baixa. — Quando estou ali… tudo silencia.
Dante a encarou por um instante longo, não com dureza, mas com algo próximo de cansaço.
— Entendo melhor do que imagina — respondeu. — Justamente por isso não posso permitir.
Ele colocou nas mãos dela a quantia exata que havia sido confiscada.
— Não é punição. É contenção.
— Você não perdeu o controle hoje. Quase perdeu.
Gabriela respirou fundo, tentando organizar o que sentia: alívio por ter sido interrompida, raiva por ter sido impedida, vergonha por precisar disso, e uma estranha gratidão por alguém ter decidido por ela quando ela já não conseguia.
— Você disse que era proibido… — murmurou. — Como se fosse algo vivo.
— É — disse Dante. — Para você, é.
Caminharam alguns metros em silêncio. Ao longe, o hotel. A família. A vida que a aguardava intacta — por pouco.
— Amanhã você vai acordar cansada, irritada, com vontade de voltar — continuou ele. — Isso se chama abstinência. Não confunda com fracasso.
Gabriela assentiu, os olhos marejados.
— E se eu não aguentar?
— Aguenta — disse ele, finalmente suavizando o tom. — Porque hoje você saiu andando.
Nem todos saem.
Ele a deixou na entrada da pousada. Não houve despedida longa. Apenas uma frase, dita como quem ancora alguém ao chão:
— Você não precisa de adrenalina para existir. Precisa aprender a suportar o silêncio que vem depois dela.
Gabriela entrou. Subiu as escadas devagar. No quarto, o marido dormia pesado, o filho respirava tranquilo. Ela se sentou na cama, ainda sentindo o corpo pedir algo que a mente agora recusava.
No consultório, semanas depois, não falou do jogo.
Falou do momento em que alguém disse “basta” por ela —
e de como isso, estranhamente, a salvou.
No dia seguinte ao anoitecer tudo ocorria como no dia anterior, seu marido bebendo demais e seu filho exausto de passar o dia brincando. Gabriela pergunta a algumas mulheres sobre o cassino ao lado, neste instante Dante a segura pelo braço e apenas diz:
- Esteja no último quarto do corredor em que está hospedada as 22 horas, de camisola e sem lingerie nem sapatos. Na porta estará um papel colado com este número: 4521
- Isso é uma punição, não é?
- Pelo menos sabe reconhecer uma punição. Outra coisa encontrara no chão do seu quarto ao entrar um envelope com dois comprimidos. Os dissolva num sulco e faça seu marido beber. Assim dormira mais algum tempo. Dante vira as costas, entra em seu carro e sai sem olhar para trás. Gabriela retorna ao hotel, vai a seu quarto, confere seu filho dormindo e acorda seu marido o fazendo tomar um suco de uva, alegando que é para seu estomago, devido ao porre.
Ele toma e volta a dormir. Tira suas roupas, toma um banho e veste uma camisola atraente, contudo quando percebe que irá andar um corredor com muitos quartos, resolve colocar a calcinha e o soutien. A porta não estava trancada,
Gabriele entra e estava sem luz, anda alguns metros e a porta é fechada e trancada. A luz é acesa.
- Quebrou outra vez as regras...
- Não, eu coloquei porque acho que ficou mais sex...
- Mais uma quebra de regra...
- Não, não é uma mentira, até porque havia gente no corredor...
- Mais uma.
Dante a pega, lhe introduz um plug oral, um anal e amara seus braços por trás. Rasga sua camisola, arranco sua calcinha e seu soutien. A joga na cama e inicia a fazer sexo de todas as formas. Margarete entra em orgasmos, não podendo se mexer, um orgasmo atrás do outro, do outro e outro. Já completamente exausta, ele retira o plug anal e se introduz totalmente. E mesmo sem lhe tocar o clitóris Margarete evidencia outro orgasmo. Ele a segura pelo cabelo e inicia uma sequência de movimentos incontáveis. De repente para vai ao banheiro fazer uma higiene pessoal, retira o plug oral e a põem de joelho a sua frente. Margarete bem entendendo o objetivo, inicia um sexo oral com satisfação. Em um determinado momento Dante a segura pelos cabelos a parando, Margarete o observa olhando em seus olhos e sente as ejaculações, as tenta engolir, porém pelo volume não as consegue. Assim tendo espermas escorrendo por todo seu corpo. Dante para, salta seus cabelos (que estavam gosmento), se levanta retirando seu contentor dos braços.
- Levante-se e por favor saia.
- Por favor, me perdoe, nunca mais me meterei com jogos.
- Se isso ocorrer, a deletarei do meu sistema.
- Quer dizer não serei mais sua?
- Acho que está muito claro isso.
- Não, por favor, não se afaste de mim, lhe desejo todos os dias. Quando transo com meu marido é pensando em você que consigo gozar. Quando vejo a tatuagem ao me enxugar acabo me masturbando.
- Pense em seu filho. O que ele pensara quando crescer sabendo que sua mãe é uma viciada.
- Você esta certo.
- Va para o seu quarto.
- Preciso tomar um banho. E minha roupa, onde está?
- Vá nua e suja.
- Como...
- Se vira. Eu disse que haveria punições.
Dante abriu a porta, quase que a empurrando para o corredor. Margarete em desespero. Olhando seu pânico, pegou uma pequena toalha e lhe deu. Fechou a porta, a deixando no corredor. Margarete tentou ajeitar a toalha, porém cobrindo o quadril descobri-a as mamas e vice-versa. Correu para o seu quarto o invadindo.
Foi direto para o banheiro. Tomou um longo banho, pensando no ocorrido. Ao se enxugar percebeu uma nova tatuagem, agora em sua virilha esquerda. Bem diferente da direita. Porém essa seria vista sempre que for a praia ou piscina. No dia seguinte, numa praia, com o short por vergonha ainda da tatuagem nova. Quando de repente percebe que havia uma mulher com uma tatuagem idêntica a dela. Sabendo o significado disso perdeu o constrangimento.
***
CONTINUA...


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Nome do conto:
. 2,1. O DONO - GABRIELA BAIERSDORF - (4521)

Codigo do conto:
251510

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
09/01/2026

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