. 2,2. O DONO - TARSILA DEMETRIOU (6532)

Dante entra no shopping e vai a loja de Tarsila, entra e quando ela o vê vai direto a ele.
- Eu estou tentando falar contigo a mais de uma semana.
- Por isso estou aqui.
- Precisamos de sua ajuda.
- Precisamos?????
Nisso se aproxima uma morena (Debora) que se identificou como socia de Tarsila.

Dante manteve o olhar em Tarsila por um segundo a mais do que o necessário antes de responder. Não havia surpresa — havia confirmação.
— “Precisamos” é uma palavra perigosa — disse, com calma. — Normalmente vem acompanhada de escolhas já feitas.
Tarsila respirou fundo, visivelmente tensa.
— Eu não teria usado se não fosse verdade.
Débora se aproximou com passos seguros. Morena, postura firme, olhar direto. Não havia nela ansiedade, mas urgência contida — o tipo mais difícil de ignorar.
— Sou Débora — disse, estendendo a mão. — Sócia majoritária.
Dante apertou a mão, breve.
— Então expliquem — disse ele. — Mas façam isso direito. Separadamente, se for preciso.
Tarsila foi a primeira a falar, atropelando o próprio medo.
— A loja cresceu rápido demais. Abrimos crédito, ampliamos estoque, confiamos em fornecedores novos. Tudo parecia sólido… até parar de ser. Os atrasos começaram pequenos. Depois vieram as pressões.
Débora completou, sem alterar o tom:
— Descobrimos que fomos usadas como fachada. Um dos distribuidores está envolvido em lavagem. Quando tentamos romper, as entregas cessaram, mas as cobranças não. Agora estamos presas a contratos que não controlamos.
Dante percorreu a loja com o olhar. Viu organização, bom gosto, investimento real. Nada ali era improvisado.
— Vocês não precisam de dinheiro — concluiu. — Precisam de limpeza.
Tarsila engoliu seco.
— Eles disseram que, se não colaborarmos, a fiscalização aparece. Multas, apreensões… fechamento.
— Chantagem clássica — respondeu Dante. — E funciona porque vocês têm algo a perder.
Débora cruzou os braços.
— E você pode impedir?
Dante voltou o olhar para ela.
— Posso. Mas preciso saber uma coisa antes.
As duas aguardaram.
— Quando isso terminar, vocês querem continuar crescendo…
ou só querem sobreviver?
O silêncio que se seguiu não foi de dúvida, mas de revelação.
Tarsila olhou para Débora. Débora para Tarsila.
— Queremos continuar — disse Débora, por fim. — Do jeito certo.
Dante assentiu lentamente.
— Então façam exatamente o que vou dizer.
— A partir de hoje, vocês não falam mais com nenhum fornecedor sem me copiar.
— Nenhum documento é assinado.
— Nenhuma ameaça é respondida.
Ele fez uma pausa.
— E preparem-se: alguém vai perder dinheiro. E não serão vocês.
Tarsila sentiu um alívio imediato — não eufórico, mas estável.
Débora, ao contrário, sentiu o peso do que viria.
— Quando começamos? — perguntou.
Dante respondeu enquanto se virava para sair da loja:
— Já começaram.
O erro foi pedir ajuda tarde.
Mas ainda estão dentro do tempo.
— Ele não prometeu nada — murmurou Tarsila.
Débora respondeu, com lucidez fria:
— Prometeu o suficiente.
- Bem sei que é você.
- Vamos a nossa sala, conversaremos mais à vontade. (Debora)
- Não, peça que todos saiam, feche a loja e conversaremos aqui mesmo.
Tarsila de imediato, da uma desculpa e esvazia a loja, em seguida fecha as portas.
- É que estamos precisando de ajuda para fazermos um negócio com um fornecedor importante.
- Está mentindo para mim... estão interessadas em comprar a loja maior.
- Também... (Debora)
- A loja custa 655.000,00 reais.
- Como sabe disso?
- Porque eu comprei a loja. A quer Tarsila?
- Queremos muito. (Debora)
- Meu vínculo é com Tarsila.
- Faço o que você quiser...
- Mesmo? Então vamos ver... Quero que convença sua amiga a tirar a roupa. Sem falar nada.
Debora inicia muito constrangida, mas tira sua roupa.
- Agora quero que retire a sua roupa Tarsila.
Tarsila retira sem o menor constrangimento. Dante se aproxima e retira do bolso um plug oral e o coloca em Tarsila. Em seguida retira de sua pasta um contentor de membros superiores e contem Tarsila com os braços voltados para trás.
Em seguida a coloca de joelho no chão, em cima de um tapete, e prende seus tornozelos aos punhos. A deixando totalmente contida e ajoelhada. Se aproxima de Debora, que com um semblante de terror não diz nenhuma palavra. A deita ao chão e começa a lamber sua virilha e a passar a língua em seu clítoris. Se arrepia e começa a gemer. Tarsila fica observando atentamente. O tempo passa e em segundos Debora goza. Sem dá muito tempo, Dante abre suas pernas e a penetra diretamente sem qualquer piedade.
Debora grita e em seguida goza novamente. A vira e deita-se em suas costas, era claro sua intenção. E Debora não teve nenhuma chance de reagir. Penetrou em seu anus com facilidade devido a quantidade de secreção que emanava de sua vagina.
Uma vez lá dentro iniciou uma sequência de movimentos que colocava Debora gritando e gemendo, de uma forma intensa e alucinante. Novo orgasmo foi sentido. Debora se joga ao chão estando num estado quase semicomatoso. Dante olha para Tarsila que os olhava e visivelmente estava plenamente excitada. Dante se aproxima, porém não a toca. Vai ao banheiro e faz uma higiene intima. Tarsila claramente implorava em silencio para ser possuída. Dante tira seu plug oral, a coloca de joelho e apoia sua cabeça em uma almofada. A penetra pelo anus e Tarsila grita, tanto de dor como de prazer.
Depois invade seu canal vaginal e Tarsila explode num orgasmo. Dante se senta num sofa observando as duas no chão e quando se recompõem as chama, e as fazem chupar seu membro. Em poucos minutos inunda suas bocas com esperma. Debora tosse e quase faz vômitos, porém Tarsila tranquilamente deglute tudo que estava em sua boca.
As duas se jogam ao chão novamente, ambas em estado de êxtase. Dante se arruma e se retira da loja deixando um recado.
- OK, A sala é de vocês... Mandarei os documentos.
Saíram da loja e foram para suas casas. Mas tarde Debora liga para Tarsila e lhe diz de uma tatuagem em sua virilha. Tarsila lhe diz que agora ela além de uma no lado direito, possui outra em sua virilha esquerda.

A ligação caiu como um silêncio denso entre as duas.
Tarsila desligou o telefone e ficou alguns minutos sentada na beira da cama, absorvendo o que havia acabado de ouvir — não pela surpresa, mas pela confirmação. A tatuagem não era um acaso, nem um delírio compartilhado. Era um sinal. Não de posse vulgar, mas de pertencimento a algo que nenhuma das duas conseguia ainda nomear com precisão.
Débora, do outro lado da cidade, sentia algo parecido. Não medo. Não euforia. Uma lucidez inquietante. A marca não vinha acompanhada de dor, nem de lembrança física específica — vinha acompanhada de uma sensação clara de ter cruzado um limite invisível. Como se, sem perceber, tivesse sido aceita em um círculo que não se pedia para entrar.
Nenhuma das duas falou em arrependimento.
Nenhuma falou em desejo explícito.
O que as ligava, naquela noite, era a consciência de que haviam sido vistas — individualmente, e também como dupla.
No dia seguinte, no trabalho, tudo parecia igual. A loja aberta, os clientes entrando, os contratos ainda pendentes. Mas algo havia mudado na forma como se olhavam: havia agora um entendimento silencioso, uma confiança estranha de que não estavam mais sozinhas nem expostas como antes.
Dante não ligou.
Não enviou mensagens.
Não explicou nada.
E foi justamente essa ausência que deu peso ao acontecimento.
Ambas compreenderam, cada uma a seu tempo, que aquilo não era uma promessa nem uma cobrança. Era um marco. Um antes e um depois. E que, dali em diante, a ajuda não viria sob a forma de socorro imediato, mas como estrutura invisível — algo que sustenta sem se mostrar.
No consultório, quando mais tarde falaram disso, não usaram a palavra “tatuagem”.
Chamaram de sinal de passagem.
E o neuropsiquiatra anotou, mais uma vez, com crescente inquietação:
“O vínculo não se mantém pela presença,
mas pela certeza silenciosa de que a saída deixou de ser abandono.”
***
CONTINUA....


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Ficha do conto

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Nome do conto:
. 2,2. O DONO - TARSILA DEMETRIOU (6532)

Codigo do conto:
251511

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
09/01/2026

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