Era 10:30 da manhã, Dante entra no centro de tatuagem de Rute. Ao vê-lo fica transtornada, tremula e insegura. - Tenho ainda quatro clientes a tatuar... - Sem problema, só vim lhe dizer que está tendo um problema, deverá ter consciência disto hoje ou amanhã, porém não se preocupe. Estarei com você nesse também. Quando souber, me procure e conversaremos. - Espere, me diga alguma coisa, está me deixando assustada. - Não se assuste, conversaremos com calma. No dia seguinte Rute recebe a visita de um oficial de justiça lhe entregando um comunicado de processo contra ela. Uma cliente alegava que após a realização de sua tatuagem havia feito uma reação alérgica evoluindo para uma lesão cutânea importante, a deixando com uma grande cicatriz em sua mama direita. Pedia uma importante quantia financeira por danos Moraes. Rute foi imediatamente ao centro empresarial tentando falar com Dante. Que não a recebeu. Deprimida foi para sua casa. Rute bebeu bastante. Por volta das 21 hs Dante toca sua campainha. Rute abre a porta e o abraça. Dante percebendo sua embriagues a pega no colo, a leva a seu quarto, lhe tira a roupa e lhe dá um banho. A coloca na cama e a deixa dormir. Ao amanhecer Rute acorda e percebe que estava despida, olha ao seu redor e ver Dante sentado em uma cadeira lhe olhando. Dante vestido, lhe dá um copo de água e uma Neosaldina. - O que você fez comigo???? - Não se lembra? - Não! - Então deixe para lá... Rute levou alguns segundos para se situar. A cabeça latejava, a boca seca denunciava o excesso da noite anterior. O silêncio do quarto era espesso, quase constrangedor. Dante não desviava o olhar, mas também não havia nele qualquer traço de triunfo — apenas uma atenção firme, controlada. Ela segurou o lençol contra o corpo, mais por instinto do que por pudor. — Você me viu no pior momento — disse ela, a voz rouca, mais cansada do que indignada. — Vi você no momento em que não podia ficar sozinha — respondeu ele, sem elevar o tom. — Há diferença. Rute respirou fundo. A lembrança vinha em fragmentos: o papel do oficial de justiça, a sensação de injustiça, o medo de perder tudo o que havia construído com as próprias mãos. Depois, o álcool. O vazio. Nada além disso. — Eu vou perder o estúdio — murmurou. — Mesmo que ganhe o processo, meu nome já foi manchado. Dante se levantou devagar e foi até a janela. Olhou a cidade acordando, como se organizasse os fatos antes de falar. — O processo não é sólido — disse. — A cliente assinou termo de responsabilidade, usou pomada por conta própria e ignorou a orientação de retorno. Isso será demonstrado. Mas, antes disso, você precisava atravessar a noite. Ela o observou em silêncio. Não havia ali promessa fácil, nem consolo barato. Apenas a mesma postura que agora reconhecia: a de alguém que não age no auge do caos, mas espera o instante exato. — Por que me avisou antes? — perguntou. — Você já sabia. — Porque o choque é menor quando a queda não vem sem aviso. Rute passou a mão pelo rosto, sentindo o peso de tudo. Pela primeira vez desde o ocorrido, chorou — não de desespero, mas de cansaço. — Quando eu lhe disse que estaria com você — continuou Dante —, não era para impedir o problema. Era para impedir que ele a destruísse. Ele caminhou até a porta. — Descanse hoje. Amanhã um advogado irá procurá-la. Não mude sua rotina no estúdio. O pior erro é parecer culpada. Antes de sair, voltou-se uma última vez: — E Rute… o que aconteceu aqui não cria dívida alguma. Apenas confirma que você não atravessará isso sozinha. Ainda havia medo, ainda havia incerteza — mas já não havia abandono. No espelho do banheiro, ao se vestir, notou algo que não percebera antes: abaixo da linha do quadril, discreta, quase invisível a um olhar desatento, uma pequena marca recente na pele. Não era dor que sentia. Era consciência. Rute toga em sua vulva, em seu anus e não encontra secreções. - Não fez nada comigo... - Sua dúvida é se eu a comi? - É! - Não a comi. Não é que não fiquei morrendo de vontade, porém não é o meu estilo... Rute levanta-se da cama e lhe abraça. Estando nua e em pé percebe uma nova tatuagem em sua virilha esquerda. - Pensei que tatuasse suas relações sexuais... - Não, apenas marco o meu território. Não o meu sexo. - Preciso tomar um outro banho. - Irei com você. Começou a retirar as roupas de Dante e ao retirar a cueca, parou e ficou acariciando seu pênis, se abaixou e começou a chupa-lo. Se levanta e com o rosto bem próximo ao de Dante diz: - Vamos, me possua novamente. Me mostre que realmente sou sua. Me coma da forma que lhe der o maior prazer. Se quiser me bata, me belisque, me morda, me machuque, não me importarei. Me faça sentir que me quer. - Lhe quero muito. Porém nunca lhe machucarei. Lhe quero lúcida, sentindo prazer em ser comida por mim, não sofrendo com isso. Lhe quero gozando não chorando, lhe quero gemendo ou gritando de prazer não de dor. Lhe quero satisfeita não castigada. A pega no colo, a leva ao box lhe da banho novamente, a enxuga, a leva para a cama, lhe chupa a buceta, beija sua boca, mordisca seus mamilos, lhe abre as perna e lhe penetra. Rute explode num orgasmo tão intenso que parecia ter perdido a consciência. Dante a virar e se introduz em seu anus lhe enchendo de esperma. Ao se recomporem, Dante lhe um cartão, indicando o advogado que a defendera. Lhe acaricia o rosto e se despede lhe dando um beijo. Antes que Dante se retira Rute lhe chama e diz: - Bem sei com qual tinta faz essas tatuagens, e como as faz... Dante dá um sorriso e se retira de seu apartamento. *** CONTINUA....
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