. 6.2 O DONO - BIANCA GRELLERT (1566)

Bianca era tida como a professora mais antipática de toda a Universidade. Muitos a achavam metida, arrogante, outros diziam que ela era muito pretenciosa. Por outro lado, era tida como a professora mais bela, verdadeiramente linda. Solteira e sem namorado, afirmavam que na verdade era lésbica.
Era uma noite chuvosa, chovia muito e parte do estacionamento estava inundado. Bianca termina sua aula, no salão principal, quando percebeu que Dante a estava olhando em pé, encostado a parede próximo a porta de saída. Por sorte ela o viu ao término, pois imediatamente ficou transtornada. Enquanto a maioria dos alunos saiam, Bianca arrumava suas coisas e neste momento Dante estava a sua frente.
Bianca ergueu os olhos lentamente, tentando recompor a expressão que sempre usava como escudo. O rosto permaneceu sério, quase frio, mas o corpo a traiu: os ombros enrijeceram, a respiração perdeu o ritmo por um instante.
— A aula acabou — disse ela, num tom profissional demais para aquela hora. — Se precisa de algo, procure a secretaria.
Dante não se moveu. Observava-a como quem já conhecia cada uma daquelas defesas.
— Está chovendo muito — respondeu, ignorando o aviso. — E parte do estacionamento está alagada. Seu carro não sai daqui hoje.
Bianca fechou a bolsa com mais força do que o necessário.
— Isso não é um problema seu.
— É — disse ele calmamente. — Quando alguém insiste em caminhar sozinha no meio da tempestade, quase sempre é.
Ela o encarou, irritada.
— O senhor costuma abordar professoras dessa forma?
— Não. — Um leve sorriso surgiu. — Costumo abordar pessoas que fingem não precisar de ninguém.
O silêncio se estendeu. Os últimos alunos já haviam saído. O eco distante da chuva batendo no telhado preenchia o espaço entre eles.
— O que você quer, Dante? — perguntou ela, finalmente usando o nome dele, contra a própria vontade.
— Apenas conversar — respondeu. — Você passou anos ensinando, orientando, julgando. Mas nunca permitindo que alguém a conhecesse.
Bianca desviou o olhar por um segundo. O suficiente para ele perceber que havia tocado algo sensível.
— Não misture vida pessoal com ambiente acadêmico.
— Foi você quem misturou — disse ele, aproximando-se apenas o bastante para ser impossível ignorá-lo. — Cada aula sua é uma declaração de superioridade. Não intelectual… emocional.
Ela respirou fundo.
— As pessoas confundem independência com arrogância.
— Confundem — concordou. — Mas no seu caso, Bianca, a arrogância é só uma armadura bem lapidada.
Ela fechou os olhos por um instante. Quando os abriu, havia menos dureza neles.
— Você não sabe nada sobre mim.
— Sei o suficiente para perceber que a solidão lhe custa mais do que admite.
A chuva apertou lá fora. Bianca olhou para a porta, depois para Dante.
— Meu carro está realmente preso?
— Está — respondeu ele. — Mas isso é o de menos.
— Então por que veio?
Dante hesitou. Era raro. Talvez porque, pela primeira vez, não estivesse ali para salvar, negociar ou impor limites.
— Porque algumas pessoas não precisam ser dominadas, Bianca.
— Precisam ser vistas.
Ela não respondeu de imediato. Pegou o casaco, colocou-o com cuidado, como se aquele gesto lhe devolvesse algum controle.
— Se for apenas conversa… — disse por fim — …cinco minutos.
Dante assentiu.
— É tudo o que algumas verdades precisam.
E enquanto caminhavam lentamente em direção à saída, Bianca percebeu algo que a perturbou mais do que qualquer rumor sobre ela jamais perturbara:
pela primeira vez em muitos anos, alguém não parecia intimidado por sua beleza, nem por sua inteligência —
mas interessado exatamente no que existia por trás delas.
- Precisamos conversar...
- Está me cobrando o empréstimo?
- Estou?
- Se não é cobrança o que quer de mim?
- Resolver seus problemas.
- Eu não tenho problemas.
- Ah, tem sim... e não é pequeno.
- Podemos marcar uma outra hora...
- Eu não marco hora. Vem comigo.
Dante segura sua pasta e a pega na mão e vão em direção a porta. Todos param e ficam observando. Param na porta principal e Dante a diz para esperar pois irá buscar o carro. Pega a pasta da mão de Bianca e sai pela porta principal no meio de todos. Volta com um carro de luxo e parando na frente sai dele, tira seu Blaise, cobre o corpo de Bianca e abre a porta para ela entrar. Vão direto para seu hospital e em sua sala diz a Bianca:
- Cadê o papel da vistoria que fizeram.
- Como assim?
- Foi feito uma vistoria no seu hospital a mais ou menos 45 dias. Preciso do papel.
- O que houve?
- Entraram com alegações da vigilância sanitária para fechamento do hospital.
- Mas a vistoria foi do concelho federal de medicina e não da vigilância sanitária.
- Por isso preciso do papel.
- Aqui está.
Dante olha e diz:
- Conforme imaginei....
- Me diga alguma coisa.
- Agora não, depois conversaremos.
Dante sai de sua sala e do hospital, a deixando lá sozinha.
Entrega ao seu departamento jurídico que confirma que havia serias irregularidades na vistoria realizada. O documento com o timbre do conselho de medicina estava assinado por alguém que não possuía tal poder, e não havia nenhum documento da vigilância sanitária. Comprovadamente a vigilância sanitária não possuía nenhum poder no questionamento de tratamento. Bianca havia sido vítima de uma manobra articulada por um dos ex-sócios visando destruir a integridade no hospital.
Bianca foi chamada e desculpada oficialmente pelo ocorrido.
Ao chegar em sua casa, tem um grande susto em haver alguém sentado no escuro em sua sala.
- Dante?
Dante se levanta e sem falar uma palavra se aproxima e lhe beija, beijo muito bem recebido e respondido por ela. Ele a pega no colo, a leva ao quarto e de imediato iniciam a retirada de suas roupas. Já despidos vão ao banheiro e tomam um rápido banho intimo se enjugando e se dirigindo a cama. Bianca se deita, dobra as pernas as mantendo aberta. Dante acaricia seus pés e sobe lentamente, ao chegar a sua vulva, Bianca fecha os olhos e ao sentir o primeiro toque desenvolve um orgasmo, Dante não lhe dá tempo e mesmo ainda estando em processo orgástico ele a penetra. Seus orgasmos se repetiam em cadeia, um seguido de outro e outro, não tinham como os contar. Já estando em êxtase, Dante goza e a inunda de espermas. Bianca ainda como torporosa, percebe que Dante sai da cama e se veste, Alisa seu rosto, beijando sua testa e se retira do quarto e do apartamento. Ao Acordar olha sua tatuagem na virilha direita, na dúvida se ela poderia ter desaparecido neste momento. Lá estava ela, ficou surpresa em haver outra tatuagem agora na esquerda.
***
CONTINUA....

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Ficha do conto

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Nome do conto:
. 6.2 O DONO - BIANCA GRELLERT (1566)

Codigo do conto:
251529

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
09/01/2026

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