. 9.2. O DONO - BRUNA CORRÊA (6529) Bruna recebe uma ligação e quando atende percebe que é Dante que a estar ligando. - Você me ligando? Achei que nunca fosse falar comigo. Bruna segura o telefone por alguns segundos a mais do que o necessário, como se precisasse confirmar que aquela voz era real. O tom dele não era urgente nem sedutor — era calmo, firme, quase cotidiano. E isso a desarmou mais do que qualquer promessa. — Não liguei antes porque você ainda não estava pronta — respondeu Dante. Houve um silêncio breve, pesado de significados. Bruna sentiu o coração acelerar, não por expectativa imediata, mas pela estranha sensação de ser lida com precisão. — Pronta para quê? — perguntou, tentando soar firme. — Para entender que algumas esperas não são abandono, são preparo. Bruna encosta-se na parede da sala, fecha os olhos por um instante. Pela primeira vez desde que o conhecera, não sentiu medo nem euforia — apenas a certeza incômoda de que aquela ligação marcava um antes e um depois. - Nós seu sempre falaremos, não num período regular, mas sempre irei querer ouvir a sua voz. - Só a minha voz que lhe interessa? - Sabe que não. Deixe-me lhe mandar um texto que além de o ler entregue a seu marido, hoje ainda. Dante lhe manda um texto pelo WhatsApp: “Achei que fosse se recuperar das tolices de sua vida política. Porém se envolve mais ainda, aliando-se a políticos que poderiam lhe usar para questões criminosas. O envolvimento com tráfico de armas é associado a crime de terrorismo. Acreditando e com suas ambições ao dinheiro se envolveu nisso. Seus pseud. amigos o colocaram nesse meio e saíram deixando tudo sob sua responsabilidade. Isso foi descoberto e está sendo o alvo principal de toda a polícia federal. Pergunte aos seus sócios... eles nem atenderão mais suas ligações. Se quiser minha ajuda, me entregue sua esposa, em sua casa, só que totalmente nua.” Bruna ao ler, retorna a ligação: - Dante isso também me envolve? - De certa forma sim... - Terei que ficar nua, ou só de calcinha? - Terá que estar totalmente nua e sem maquiagem. - Nem puta anda assim... - Você não é puta. A ligação foi desligada antes de Bruna falar mais alguma coisa. Foi um acontecimento tão insólito quanto perigoso; o dia de trabalho fora muito estafante e quando chegou em casa tirou a roupa e correu para tomar uma ducha; enquanto se banhava teve uma estranha sensação de ser observada na surdina por alguém, mas desencanou-se porque a única coisa que queria era comer alguma coisa e ficar na cama a espera de seu dono; e foi justamente isso que fez, sem camisola, fez um lanche rápido e se atirou debaixo das cobertas, porem adormecendo logo em seguida; não percebeu sequer o momento em que seu marido se retirou da casa. Bruna não se lembrava em que momento, mas lembra quando Dante colou seu corpo nu e roçando seu pênis rijo como pedra, enquanto apertava suas mamas com uma das mãos beijando seu pescoço; acordou sobressaltada e olhou para o lado da cama vendo que seu marido não estava. “Relaxa, minha Bruna! Vou te foder gostoso!”, sussurrou Dante em seu ouvido já metendo e esfregando pênis sem muito esforço; aquelas mãos quentes e fortes apertando suas mamas e beliscando seus mamilos eram enlouquecedoras e mesmo diante do perigo iminente de serem flagrados Bruna não foi capaz de oferecer muita resistência capitulando em desatino. Empinou a bunda e cruzou a perna permitindo que a penetração se desse, já sentindo a glande ficar lambuzada com o mel que escorria da sua vulva provocando o primeiro golpe que atolou o pênis dentro de Bruna e que foi acompanhado de outras socadas até conseguir deixar sua vagina bem estufada; Dante então começou a golpear com força chacoalhando seu corpo e também a cama; Bruna arregalou os olhos vigiando e também controlando sua vontade de gemer; vez por outra Dante metia os dedos em sua boca para que os chupasse até deixá-los bem babados para que ele pudesse esfregá-los em seus mamilos durinhos salteando beliscões que deixavam sua pele arrepiada. Uma socada mais forte e Bruna desfrutou da primeira gozada vertiginosa que foi seguida por outras ainda mais alucinantes impondo que usasse todas as suas forças para não gritar de prazer deixando que Dante se incumbisse de controlar seu ímpeto; a foda avançou noite adentro até culminar em um gozo farto do Dante enxarcando sua vagina e proporcionando um último orgasmo delirante; se quietaram engatados por algum tempo respirando arfantes e com o suor empapando suas pele. “Tchau, Bruna! Brevemente teremos mais!”, disse ele em tom de despedida saindo da cama abandonando Bruna satisfeita, mas toda lambuzada de esperma. Bruna só não sabia como iria explicar para o marido uma nova tatuagem, agora em sua virilha direita. A ansiedade de Bruna nascia exatamente desse lugar ambíguo onde prazer e culpa se tocavam sem jamais se misturar por completo. De um lado, havia o bom: a sensação de ter sido escolhida, desejada sem banalidade, tocada em algo que ia além do corpo. Sentia-se viva, desperta, com uma intensidade que há muito não reconhecia em si mesma. Não era apenas satisfação — era a impressão perturbadora de ter acessado uma versão mais autêntica de quem ela poderia ser. Do outro lado, surgia o mau: o peso do silêncio que agora carregava, a marca definitiva que não era apenas tinta na pele, mas memória gravada. Pensava no marido, na rotina, na vida organizada que seguia intacta apenas na aparência. O medo não era exatamente de ser descoberta, mas de não conseguir mais fingir que nada havia mudado. Essa tensão a mantinha em alerta constante. O coração acelerava sem motivo aparente, o sono vinha leve, interrompido por pensamentos circulares. Bruna oscilava entre justificar o que viveu como um erro irrepetível e defendê-lo como algo necessário, quase inevitável. No fundo, sua maior angústia não era moral — era existencial. Ela não sabia mais onde terminava a mulher que sempre foi e onde começava aquela que havia despertado. E essa dúvida, mais do que o ato em si, passou a ser o que realmente a inquietava. *** CONTINUA....
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