Gabriela estava saindo de um shopping quando ao se aproximar do carro ver Dante de pé encostado junto a seu carro. Ela estremece, não sabe se vai a ele ou finge que não o viu. Coloca suas compras em seu carro e se dirige a ele. Ao chegar Dante abre a porta do seu carro.
- Não posso, tenho muitas coisas a fazer.
Dante calado, lhe olhando seriamente, já com um semblante de chateado continua segurando a porta aberta de seu carro. Gabriela não vê outra opção e entra no carro. Dante sobe com o carro mais dois andares, num canto do estacionamento onde havia poucos carros ele para, se vira a ela e diz:
- Tire toda sua roupa.
- Não posso...
- Não irei repetir.
Gabriela, começa a chorar e a retirar sua roupa.
- Sou religiosa, meu marido é um pastor, o que ira acontecer comigo se for pega transando no carro em um estacionamento.
Estando ela totalmente despida, Dante abriu a pasta com calma e retirou um envelope pardo. Colocou-o sobre o painel e empurrou-o na direção de Gabriela.
— Abra.
Ela obedeceu. Bastaram poucos segundos para o rosto perder a cor.
As fotografias eram claras demais para admitir dúvida: o marido entrando em um motel acompanhado de outro homem; o marido em um gesto íntimo, público, impossível de confundir; o marido em uma situação inequívoca, exposto, entregue a um encontro que não deixava espaço para interpretações inocentes.
Gabriela fechou o envelope com as mãos trêmulas.
— Isso é montado — disse, mais para si do que para ele.
Dante não elevou a voz. Não houve ironia.
— O que me deixa realmente estarrecido — respondeu — é você, como esposa, nunca ter percebido o quanto seu marido é gay.
O silêncio que se seguiu não foi constrangido. Foi cirúrgico.
Gabriela sentiu a acusação deslocar-se do envelope para dentro dela — não como culpa, mas como a súbita reorganização de uma história inteira. Gestos antigos, ausências repetidas, intimidades evitadas. Tudo ganhava um novo contorno.
Dante recolheu a pasta.
— Às vezes — disse por fim — a verdade não destrói um casamento.
Faz apenas aquilo que ele vinha evitando há anos: nomeia o que sempre esteve ali.
Gabriela não respondeu.
Mas, ao sair, sabia que o choque não estava nas fotos —
estava no reconhecimento tardio.
Gabriela começa a chorar, Dante a acalma.
- O que voce quer que eu faça.
- Sai do carro e fique em debruçada sobre a mala do carro que irei comer seu cu.
- Ali fora não. Aqui dentro faço o que você quiser, mas lá fora não.
- Ok, passe para o banco de traz.
Gabriela passou para o banco de traz, se ajoelhou, se debruçando na encosta do banco e disse:
- Está esperando o que?
Dante sai do carro, entrando por trás, se senta ao lado de Gabriela e diz:
- Não estou aqui para lhe punir, lhe mostrei essas fotos apenas para que você se ligue que o mundo nunca é o que parece. Me procurou para ter ajuda quanto as fotos nuas que fez. Agora sabe que seu marido gosta de homem...
- Por isso que é muito ruim na cama.
- E você?
- Eu gosto de sexo, gosto muito...
Dante abaixa sua calça, ela o chupa e em seguida se senta o introduzindo em sua vagina. Cavalga, e em minutos entra numa crise orgástica intensa.
- Você ainda não gozou, quer gozar na minha bunda?
- Hoje não, um outro dia.
Gabriela se veste, passa para o bando da frente, e Dante a deixa no seu carro.
***
CONTINUA....