. 21. O DONO - RAFAELA DIDEA (951-48)

Na última consulta, Rafaela falou o tempo inteiro sobre Dante.
Não foi uma escolha consciente. Simplesmente aconteceu. Cada tentativa de abordar outro tema retornava, por associação ou desvio, a ele. O nome surgia como ponto de apoio para explicar decisões, silêncios, inquietações.
Ela descreveu encontros, lembranças, hipóteses. Perguntou-se sobre intenções. Corrigiu a si mesma. Voltou atrás. Reorganizou fatos como quem tenta montar um mapa depois de perder o norte.
— Eu não sei por que continuo pensando nele — disse, em certo momento. — Não é saudade. Não é desejo direto.
Fez uma pausa curta.
— É como se ele tivesse ocupado um espaço que eu não sabia que existia.
Perguntei o que mudara desde então.
— Tudo ficou mais nítido — respondeu. — E, ao mesmo tempo, mais instável.
Baixou o olhar.
— O que eu achava sólido começou a parecer escolha adiada.
Rafaela não pediu conselhos. Não buscou diagnóstico. Falou para organizar. Falou para delimitar. Falou para testar se, ao dizer em voz alta, o nome perderia força.
Não perdeu.
Quando o tempo terminou, ela percebeu que não falara de si sem falar dele. E essa constatação, longe de aliviar, aprofundou a inquietação.
Saiu da consulta entendendo algo essencial:
Dante não era o tema da sessão.
Era o eixo.
E quando alguém se torna eixo do pensamento,
a pergunta deixa de ser o que ele representa —
e passa a ser o que falta quando ele não está.
Como as consultas são gravadas reouvi o que ela disse:
Um dia eu estava em casa a tomar banho e quando sai para o quarto ele estava lá dentro, eu vinha enrolada na toalha e ele puxou-a e eu fiquei completamente nua na frente dele.
Ele com força agarrou nos meus cabelos e levou-me ao chão e depois sem que eu tivesse reação colocou-me uma corda no pescoço.
É obvio que eu não era virgem, mas nunca tinham feito nada assim comigo tão à bruta. A minha reação normal seria gritar, pedir ajuda, mas não sei explicar aquilo excitou-me e muito e por isso deixei-o continuar, eu queria que ele continuasse. Eu estava quase a sufocada, mas quando ele puxou a corda eu fui com ele bem submissa. Eu estava completamente molhada, só queria que ele continuasse, fosse o que fosse que ele teria em mente.
Ele levou-me para a sala.
Só sentia as mãos dele a percorrer todo o meu corpo a enfiarem os dedos na minha buceta e cu.
Começou a me agarrar com os braços enquanto ria e me chamava de gostosa, linda e eu só pensava, quando ira me possuir....
Eu queria ser fodida por ele, quando o meu marido me mandou embora eu andei a implorar a ele para me foder, para me deixar morar e lhe chupar.
Não tive essa sorte e ainda me humilhou mais. Desde essa altura que sempre fiquei com esses desejos de ser completamente dominada.
Mais tarde ainda fui saindo para ir ao banheiro e voltando, apenas para ser fodida. E assim Dante permaneceu me comendo a noite toda. Literalmente a noite toda, acho que fiquei uma semana dolorida, sem poder urinar e principalmente evacuar sem sentir ardor...
***
CONTINUA...

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Ficha do conto

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Nome do conto:
. 21. O DONO - RAFAELA DIDEA (951-48)

Codigo do conto:
251601

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
10/01/2026

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