Na última consulta, Rafaela falou o tempo inteiro sobre Dante. Não foi uma escolha consciente. Simplesmente aconteceu. Cada tentativa de abordar outro tema retornava, por associação ou desvio, a ele. O nome surgia como ponto de apoio para explicar decisões, silêncios, inquietações. Ela descreveu encontros, lembranças, hipóteses. Perguntou-se sobre intenções. Corrigiu a si mesma. Voltou atrás. Reorganizou fatos como quem tenta montar um mapa depois de perder o norte. — Eu não sei por que continuo pensando nele — disse, em certo momento. — Não é saudade. Não é desejo direto. Fez uma pausa curta. — É como se ele tivesse ocupado um espaço que eu não sabia que existia. Perguntei o que mudara desde então. — Tudo ficou mais nítido — respondeu. — E, ao mesmo tempo, mais instável. Baixou o olhar. — O que eu achava sólido começou a parecer escolha adiada. Rafaela não pediu conselhos. Não buscou diagnóstico. Falou para organizar. Falou para delimitar. Falou para testar se, ao dizer em voz alta, o nome perderia força. Não perdeu. Quando o tempo terminou, ela percebeu que não falara de si sem falar dele. E essa constatação, longe de aliviar, aprofundou a inquietação. Saiu da consulta entendendo algo essencial: Dante não era o tema da sessão. Era o eixo. E quando alguém se torna eixo do pensamento, a pergunta deixa de ser o que ele representa — e passa a ser o que falta quando ele não está. Como as consultas são gravadas reouvi o que ela disse: Um dia eu estava em casa a tomar banho e quando sai para o quarto ele estava lá dentro, eu vinha enrolada na toalha e ele puxou-a e eu fiquei completamente nua na frente dele. Ele com força agarrou nos meus cabelos e levou-me ao chão e depois sem que eu tivesse reação colocou-me uma corda no pescoço. É obvio que eu não era virgem, mas nunca tinham feito nada assim comigo tão à bruta. A minha reação normal seria gritar, pedir ajuda, mas não sei explicar aquilo excitou-me e muito e por isso deixei-o continuar, eu queria que ele continuasse. Eu estava quase a sufocada, mas quando ele puxou a corda eu fui com ele bem submissa. Eu estava completamente molhada, só queria que ele continuasse, fosse o que fosse que ele teria em mente. Ele levou-me para a sala. Só sentia as mãos dele a percorrer todo o meu corpo a enfiarem os dedos na minha buceta e cu. Começou a me agarrar com os braços enquanto ria e me chamava de gostosa, linda e eu só pensava, quando ira me possuir.... Eu queria ser fodida por ele, quando o meu marido me mandou embora eu andei a implorar a ele para me foder, para me deixar morar e lhe chupar. Não tive essa sorte e ainda me humilhou mais. Desde essa altura que sempre fiquei com esses desejos de ser completamente dominada. Mais tarde ainda fui saindo para ir ao banheiro e voltando, apenas para ser fodida. E assim Dante permaneceu me comendo a noite toda. Literalmente a noite toda, acho que fiquei uma semana dolorida, sem poder urinar e principalmente evacuar sem sentir ardor... *** CONTINUA...
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