Na consulta, fiz a pergunta com cuidado, quase em tom de convite: — Me fale um pouco de como é seu relacionamento com Dante. Thaís não respondeu de imediato. Não por hesitação, mas como quem precisa escolher por onde começar algo que não cabe inteiro nas palavras. — Não é um relacionamento comum — disse, por fim. — E acho que nunca tentei que fosse. Descruzou as mãos sobre o colo e continuou, com serenidade surpreendente: — Com ele, tudo sempre foi muito claro. Não no sentido de regras ditas, mas de sensação. Eu sabia onde estava. Sabia o que podia esperar. Isso me dava uma tranquilidade que nunca tive antes. Fez uma pausa curta. — Dante não me confunde. Não promete. Não cria ilusões artificiais. Ele simplesmente… está. E isso, para mim, sempre foi suficiente. Perguntei se ela se sentia dependente. Thaís sorriu de leve, sem ironia. — Eu me sinto segura — respondeu. — E há uma diferença enorme entre essas duas coisas. Respirou fundo, como quem se permite avançar um pouco mais. — Nunca precisei disputar atenção. Nunca precisei provar valor. Ele me olha como alguém que já foi escolhida. Levantou os olhos. — Isso muda tudo. Questionei se havia medo de perda. — Não — disse, com firmeza. — Porque nada me foi dado como concessão. Tudo veio como continuidade. Fez um gesto sutil com a mão. — Quando algo termina, termina. Mas enquanto existe, é inteiro. Houve um silêncio breve. — E você se entregou? — perguntei. Thaís não desviou o olhar. — Totalmente. A voz não vacilou. — Entreguei-me sem reservas, sem cálculos, sem tentar preservar distância. Não por fraqueza, mas porque ali eu não sentia necessidade de me proteger. Anotei algo. Ela observou. — Sei que, para muitos, isso soa perigoso — acrescentou. — Mas, para mim, foi a primeira vez que estar com alguém não significou perder a mim mesma. Quando a consulta terminou, ficou claro que Thaís não buscava validação nem absolvição. Ela buscava apenas nomear uma experiência que, até então, lhe parecia coerente demais para ser questionada. Eu nunca escondi nada de Dante. Nada mesmo. Foi a ele que contei, pela primeira vez, meus problemas mais íntimos. Não por impulso, mas porque, diante dele, mentir parecia inútil. Havia algo em seu silêncio que não exigia explicações adicionais — apenas verdade. Quando me ouviu, não fez perguntas invasivas. Não demonstrou curiosidade. Apenas escutou. Depois, num gesto que me surpreendeu, quase paternal, ofereceu-me o primeiro empréstimo. Não como quem negocia, mas como quem cuida. Achei aquilo lindo. Não pelo dinheiro em si, mas pela forma. Pela naturalidade. Pela ausência de cobrança explícita. Tudo nele chamava minha atenção. Seu caráter. Sua postura. Mas, mais do que tudo isso, a maneira como me tratava. Não havia pressa, nem dureza. Havia reconhecimento. Ele me tratava como uma verdadeira princesa — não no sentido frágil da palavra, mas no sentido de alguém que não precisa se justificar por existir. Nunca tive do que reclamar. Nunca me faltou nada. E talvez seja justamente isso que mais me inquieta agora. Porque, quando nada falta, a pergunta deixa de ser o que ele me deu — e passa a ser o que eu passei a esperar. E por estranho que pareça, e aos meus 23 aninhos eu e ele tomamos banho juntos, e claro sempre nua mas o problema e que sempre fui muito bem definida de corpo para minha idade. Num belo dia me disseram que viram ele comendo uma menina que devia ter uns 26 anos no máximo que era cliente dele na empresa e que disse tinha ido fazer um empréstimo e para conseguir minha amiga o viu atolando a pirocona na bundinha dela e ela chorando de dor, eu fiquei assustada e ao mesmo tempo excitada com aquilo que eu ouvi naquela tarde que não fui a empresa dele e acabei ouvindo aquela cena louca. Confesso que fiquei com inveja que cheguei a chorar durante a noite mas acho que o que senti foi uma inveja natural de mulher. Mas aquelas historias nunca mais saíram da minha cabeça e ficaram martelando minha mente e me torturando durante muito tempo. Eu ficava com a imagem do pau dele na minha mente e ficava pensando como era grande e lindo e quando entrava e saia da buceta daquela menina vinha brilhante e molhado de tanto tesão que escorria dela e o deixava daquele jeito. Eu comecei a ficar confusa e correu muitas duvidas em minha cabeça por aquela situação em que eu estava passando de ter aqueles pensamentos em relação aquele homem. Confesso que quase perdi o folego naquela hora, e que minha xaninha deu sinal latejando muito e escorrendo como nunca eu vi acontecer. Só que ele mudou rapidamente o dialogo e na verdade conseguiu tirar toda minha roupa. Por mais que eu gritasse ele parecia endemoniado e não dava ouvidos a mim parecia que meus apelos eram alimento aos extintos animais dele. Por favor Dante não faz isso comigo por favor vai doer muito eu não vou aguentar esse negócio, é grande demais você vai me rasgar. Sua cliente agora já deu mesmo eu vou te mostrar como foder bem gostoso. E eu sem força não me restava mais nada a fazer a não ser dar parar ele. Eu dei inúmeras vezes e adorei. Me entreguei totalmente a este jogo. Thaís sentia-se satisfeita de um modo silencioso, profundo, quase estável demais para ser percebido de imediato. Não era euforia, nem entusiasmo passageiro. Era uma sensação contínua de encaixe — como se, pela primeira vez, nada estivesse fora do lugar. A satisfação vinha da ausência de tensão. Não precisava justificar escolhas, nem antecipar perdas, nem negociar afeto. Tudo parecia previamente organizado. Dante não a fazia sentir-se dependente; fazia-a sentir-se amparada. E essa diferença, para ela, era essencial. Havia conforto em saber que não precisava pedir. As necessidades eram percebidas antes de serem formuladas. Isso lhe dava a impressão de ser profundamente conhecida — e ser conhecida sem ser exposta produzia um bem-estar raro. Thaís também se sentia satisfeita porque sua entrega não gerava conflito interno. Não havia culpa. Não havia medo imediato. Ao contrário, havia uma sensação de maturidade emocional, como se tivesse finalmente aprendido a confiar sem reservas, algo que sempre acreditara ser sinal de força. Mais do que receber, ela sentia que pertencer era suficiente. A satisfação, portanto, não vinha do que Dante fazia, mas do que ela deixava de sentir: a insegurança, a urgência, o esforço constante de se provar digna. Era um estado de repouso psíquico. E, nesse repouso, Thaís não percebia ameaça alguma — apenas a tranquilidade de quem acredita ter encontrado um lugar onde não precisa mais se defender de si mesma. *** CONTINUA.....
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