. 5.3 - AMANDA (9567) ASSUME DANTE.

O Pai de Amanda falace, ela filha única, vivia muito ligada a seu pai. Com sua morte Amanda entra num processo depressivo importante. Era uma segunda feira e por volta das 11hs, toca a campainha de sua casa, Amanda não esperava por ninguém, foi atender e se defronta com Dante. Ao vê-lo corre e lhe abraça. O trouxe para dentro de sua casa e se sentam no sofa, Amanda sem nada dizer o abraça e começa a chorar intensamente.
- Posso imaginar o que sente, por isso vim lhe buscar.
- Buscar?
- Sim, vim lhe buscar para ficar essa semana comigo.
- E minha joalheria?
- Tenho uma pessoa confiável e é uma das melhores CEO que conheço. Podemos a mandar ficar em sua loja a administrando até sua volta. E onde você estará, terá todos os contatos necessários com ela.
- Para onde me levara?
- O que importa?
- Tem razão não importa.
Amanda foi para seu quarto e em alguns minutos trouce uma pequena mala com suas necessidades básicas.
- Quanto tempo ficarei lá?
- O necessário...
Dante a abraça e pega sua maleta. Saem abraçados de sua casa e na garagem entra no carro e Dante a leva para sua casa. La chegando, entram num pátio grande com alguns carros, três casas pequenas interligadas com um pequeno muro as delimitando do estacionamento. Em uma das casas um homem sai e Dante lhe joga a chave do carro. Entram num pequena casa, bem-produzida com o aspecto de um chale inglês. Entram e o seu interior revela que não se trata de uma casa pois só havia uma sala, contudo sem sofás ou outros moveis. Dante a leva a única porta que lá existe além da que os deu entrada. Aperta um botão e Amanda se espanta que ao ser aberta se trata de um elevador. Amanda estranha, pois não havia notado nenhum prédio. Entram e ao elevador se mover, não é para cima e sim para baixo. O elevador possui as paredes de vidro que a permite ver que abaixo donde estavam havia uma mansão, magnífica de frente para o mar. Descem e abrindo a porta Dante a leva para um quarto.
- Quarto de visitas?
- Não?
- Não, este é o meu quarto.
Lá ficaram por três semanas, Amanda volta a sorrir. Estando estável retorna para sua loja e para sua casa. Porém isso colocou Dante numa posição muito mais do que dono nos sentimentos de Amanda. Amanda procura outra tatuagem, não havia. Que homem é esse? Pensa Amanda continuamente.
Dante levou Amanda para sua casa.
Não houve anúncio, nem solenidade. O gesto foi simples, quase cotidiano, e justamente por isso carregava peso. Não era um convite social. Era uma travessia.
Ela percebeu isso ao entrar.
A casa não a recebeu como espaço neutro. Havia ali uma organização que não pedia permissão, apenas presença. Dante caminhava à frente, sem pressa, como quem sabe exatamente onde vai — e por quê.
Foi até o quarto.
Amanda entrou depois dele e sentiu imediatamente a diferença. Não era um quarto preparado para impressionar, nem para encenar intimidade. Era um espaço de retirada. Silencioso. Delimitado. Definitivo.
Dante não falou nada por alguns instantes. Observava-a, não como quem avalia um corpo, mas como quem verifica se alguém compreende o lugar em que foi colocado.
Ela compreendeu.
Ali, não houve tatuagem.
Nenhum símbolo inscrito na pele.
Nenhuma marca visível de pertencimento.
E isso não foi alívio — foi mensagem.
Com Amanda, Dante não precisava marcar. Não precisava fixar. Não precisava transformar o corpo em prova. A posse, ali, não se dava por inscrição, mas por acesso.
Ele lhe mostrou o quarto porque aquele espaço não era apenas físico. Era o centro. O ponto onde não se entra por carência nem por dívida, mas por reconhecimento mútuo do risco.
Amanda sentiu algo que não sentira nos outros relatos que ouvira ou imaginara:
não segurança,
não medo,
mas exposição escolhida.
— Aqui — disse Dante, por fim — você não precisa provar nada.
Ela assentiu.
Naquele instante, compreendeu que não ter uma marca não significava estar fora do sistema. Significava ocupar uma posição diferente: não a da posse garantida, mas a da presença que pode ir embora — e, justamente por isso, permanece.
Amanda não foi tatuada porque Dante não precisava lembrá-la de nada.
Ela já sabia exatamente onde estava.
E aceitou ficar.
Dante permaneceu em silêncio por alguns instantes, como se avaliasse não Amanda, mas o alcance do que estava prestes a dizer. Então falou, sem ênfase, quase como quem constata um fato óbvio demais para precisar de explicação:
— Nunca trouxe nenhuma mulher para minha casa.
A frase não soou como confissão.
Soou como limite revelado.
Amanda sentiu o impacto não no corpo, mas no lugar que passara a ocupar. Aquilo não era um privilégio oferecido — era uma exceção assumida. Não havia promessa implícita, nem gesto de sedução. Apenas a delimitação clara de um território que, até então, permanecera inviolado.
Ela compreendeu imediatamente: não ser tatuada não significava ausência de vínculo. Significava outro tipo de inscrição — espacial, silenciosa, irreversível.
Entrar ali não a tornava posse visível.
Tornava-a presença reconhecida.
E, pela primeira vez desde que começara a ouvir histórias sobre Dante, Amanda percebeu que algumas escolhas não exigem marcas para serem definitivas.
Basta atravessar a porta certa.

Ao ouvir que era a única mulher a entrar efetivamente em sua vida, Amanda não sorriu.
Chorou.
As lágrimas vieram sem aviso, sem dramatização, como se o corpo tivesse decidido antes da consciência. Não havia triunfo naquele choro, nem alívio pleno — havia reconhecimento. O tipo de reconhecimento que desmonta defesas antigas.
Dante não disse nada. Aproximou-se e a envolveu num abraço firme, prolongado, apaixonado, mas sem urgência. Não era um gesto de posse nem de consolo. Era um gesto de presença inteira.
Amanda apoiou o rosto em seu peito e deixou que o silêncio fizesse o que as palavras não conseguiriam. Ali, não precisava se explicar, nem sustentar a própria imagem. Pela primeira vez, sentiu que não estava entrando em uma história — estava sendo acolhida nela.
O abraço não prometia futuro.
Também não pedia garantias.
Apenas confirmava algo simples e irreversível:
ela não era exceção por capricho,
mas por escolha consciente.
E isso bastou.
***
CONTINUA....


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Nome do conto:
. 5.3 - AMANDA (9567) ASSUME DANTE.

Codigo do conto:
251655

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
10/01/2026

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