Subitamente, Dante senti seu membro ser engolido pela boca quente, úmida e macia de Isa que passou a chupar e lamber sem parar provocando uma nova espécie de experiência sensorial que fazia seu corpo tremelicar e sua pele ficar arrepiada se deliciando com o que chupava.
Em minutos, Isa goza várias vezes sem dar trégua, até ela capitular pedindo para lhe finalizar com uma penetração, pedido esse que Dante realizou de bom grado; pouco tempo depois estavam abraçados com ela elogiando seu desempenho e pedindo que jamais deixasse de ser seu dono e ele respondia pedindo que jamais ela deixasse de ser sua.
O carro avançou alguns metros antes que Isa rompesse o silêncio.
— Sua…? — perguntou, virando-se para ele. — Você disse sua mulher?
A pergunta não soou como cobrança.
Soou como assombro.
Ela levou a mão ao queixo de Dante, segurando-o com delicadeza inesperada, obrigando-o a encará-la. Seus olhos estavam úmidos, mas firmes — a expressão era de pura ternura, misturada a um arrebatamento que não buscava confirmação, apenas verdade.
Dante não respondeu com palavras.
Sorriu.
Não um sorriso aberto, nem provocador. Um sorriso breve, exato, que continha a resposta inteira sem precisar formulá-la. Um sorriso que não corrigia, não explicava, não recuava.
Isa compreendeu.
A mão permaneceu ali por mais um segundo antes de se afastar. Ela voltou a olhar para frente, respirou fundo e encostou a cabeça no banco, como quem aceita algo que não precisa mais ser discutido.
Não houve celebração.
Nem espanto prolongado.
A palavra não precisou ser repetida.
Porque, naquele instante, Isa não precisava saber o que era.
Bastava saber onde estava.
E isso, para ambos, era definitivo.
***
CONTINUA...