. 10.3 – DANTE DELETA ISA (21511)

Isa despediu-se do namorado com um beijo breve, correto demais para ser íntimo. Não houve discussão, nem pressa. Apenas o ritual de sempre, cumprido como obrigação.
Ao sair do prédio, viu Dante parado em frente ao local onde morava.
Ele não fez sinal.
Não chamou.
Não se moveu.
Isa foi até ele.
Dante abriu a porta do carro no instante exato em que ela se aproximou, como se a decisão já estivesse tomada antes mesmo de ser vista. Isa entrou imediatamente e sentou-se a seu lado, sem hesitar, sem olhar para trás.
Não houve explicações.
O silêncio dentro do carro não era constrangimento — era alinhamento. O gesto não pedia permissão porque não precisava. Isa não escolheu naquele momento; apenas confirmou algo que já vinha acontecendo.
Dante ligou o carro.
Isa ajustou o cinto, respirou fundo e apoiou as mãos no colo, como quem aceita a consequência de um movimento simples e irreversível.
A porta se fechou.
E, ao fazê-lo, selou-se menos um encontro do que uma transição:
Isa não estava fugindo de alguém —
estava indo em direção ao que já a esperava.
Sem drama.
Sem promessa.
Sem retorno imediato.
Algumas despedidas não marcam o fim de uma história.
Apenas tornam explícito para onde se vai quando se para de fingir.


Subitamente, Dante senti seu membro ser engolido pela boca quente, úmida e macia de Isa que passou a chupar e lamber sem parar provocando uma nova espécie de experiência sensorial que fazia seu corpo tremelicar e sua pele ficar arrepiada se deliciando com o que chupava.
Em minutos, Isa goza várias vezes sem dar trégua, até ela capitular pedindo para lhe finalizar com uma penetração, pedido esse que Dante realizou de bom grado; pouco tempo depois estavam abraçados com ela elogiando seu desempenho e pedindo que jamais deixasse de ser seu dono e ele respondia pedindo que jamais ela deixasse de ser sua.
O carro avançou alguns metros antes que Isa rompesse o silêncio.
— Sua…? — perguntou, virando-se para ele. — Você disse sua mulher?
A pergunta não soou como cobrança.
Soou como assombro.
Ela levou a mão ao queixo de Dante, segurando-o com delicadeza inesperada, obrigando-o a encará-la. Seus olhos estavam úmidos, mas firmes — a expressão era de pura ternura, misturada a um arrebatamento que não buscava confirmação, apenas verdade.
Dante não respondeu com palavras.
Sorriu.
Não um sorriso aberto, nem provocador. Um sorriso breve, exato, que continha a resposta inteira sem precisar formulá-la. Um sorriso que não corrigia, não explicava, não recuava.
Isa compreendeu.
A mão permaneceu ali por mais um segundo antes de se afastar. Ela voltou a olhar para frente, respirou fundo e encostou a cabeça no banco, como quem aceita algo que não precisa mais ser discutido.
Não houve celebração.
Nem espanto prolongado.
A palavra não precisou ser repetida.
Porque, naquele instante, Isa não precisava saber o que era.
Bastava saber onde estava.
E isso, para ambos, era definitivo.
***
CONTINUA...


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Ficha do conto

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Nome do conto:
. 10.3 – DANTE DELETA ISA (21511)

Codigo do conto:
251695

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
10/01/2026

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