. 13.3 - IZI E AMANDA: A DIFERENÇA QUE DANTE RECONHECE
À primeira vista, Izi e Amanda compartilham muitos elementos externos. Ambas são lindas, loiras, comerciantes, mulheres que construíram autonomia econômica e cultivam presença. Não são frágeis, nem passivas. Pelo contrário: são ousadas, corajosas, atraentes, cada uma à sua maneira. No entanto, para Dante, a diferença entre elas não está na aparência, nem na competência, nem mesmo no desejo que despertam. Está na função psíquica que cada uma ocupa em sua vida. Izi representa o vínculo movido pela necessidade e pela intensidade. Sua relação com Dante se organiza a partir da carência afetiva e do medo da perda. Izi se oferece inteira, não porque escolhe perder-se, mas porque teme não existir fora daquele vínculo. Para Dante, ela encarna a figura da posse clássica: alguém que busca confirmação constante, que deseja ser escolhida repetidamente, que se ancora na atenção recebida para sustentar a própria identidade. Dante percebe em Izi entrega, mas também dependência. O desejo dela é urgente, emocionalmente desregulado, marcado pela ansiedade de ser substituída. Isso faz com que ele a veja como alguém que precisa ser contida, administrada, mantida à distância estratégica. Izi o deseja como centro; Dante a mantém como órbita. Amanda, por outro lado, não se organiza pela necessidade. Ela não pede lugar — ocupa. Seu vínculo com Dante nasce da escolha consciente e da curiosidade, não do medo. Amanda não implora por atenção, não disputa espaço, não exige garantias. Para Dante, isso é desestabilizador. Amanda não precisa ser tatuada, marcada ou enquadrada porque não tenta aprisionar o vínculo. Ela aceita a possibilidade da perda, e é exatamente isso que a torna diferente. Com ela, Dante não exerce controle; ele arrisca. Enquanto Izi busca pertencer a Dante, Amanda permite que Dante se pertença quando está com ela. Essa é a diferença fundamental. Para Dante: • Izi confirma seu poder. • Amanda questiona sua estrutura. Izi deseja ser escolhida. Amanda aceita ser escolhida — ou não. Por isso, Dante pode se afastar de Izi sem colapsar internamente, mas não consegue classificar Amanda sem se expor. Izi se oferece como continuidade do sistema. Amanda introduz a possibilidade de ruptura. Em termos psíquico, Izi é o espelho daquilo que Dante sabe administrar. Amanda é o reflexo daquilo que ele não controla. E é por isso que, embora ambas sejam intensamente desejáveis, apenas uma delas atravessa a fronteira entre posse e presença. Não porque seja melhor. Mas porque exige algo que Dante sempre evitou: ficar sem função. Dr. Hunsaker
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