. 14.3 THAIS (989-30) COM SAUDADE ALUCINANTE DE SEU DONO

Na última consulta, voltei a perguntar sobre Dante.
Thaís sorriu antes de responder, um sorriso que misturava lembrança e cumplicidade.
— Eu adorava quando ele inventava pequenas brincadeiras — disse. — Às vezes íamos para uma casa ali ao lado, como se fosse algo casual, sem importância.
Fez uma pausa breve.
— Nós dois sempre dávamos um jeito de trocar beijos, carinho… longe do olhar dos outros.
Perguntei o que isso significava para ela.
— Significava liberdade — respondeu. — Não era o gesto em si, era o segredo compartilhado. A sensação de existir num espaço só nosso, onde ninguém interferia.
Thaís respirou fundo.
— Ali, tudo ficava mais simples. Não havia papéis, nem explicações. Só a certeza de que, mesmo por instantes, éramos escolhidos um pelo outro.
Anotei algo. Ela continuou:
— Às vezes, o que mais marca não é o que acontece —
sorriu de novo —
é onde acontece… e quem sabe.
Mas como o instinto fala mais alto, o desejo de ir além dos beijos aumentava a cada dia, fizemos algumas tentativas, mas mal dava tempo de eu baixar minhas calcinhas e ele enfiar seu pinto no meu cuzinho que já tínhamos que parar rápido, pois alguém se aproximava. Faltava a oportunidade de ficarmos sozinhos o tempo suficiente para matarmos nosso desejo.
Em um final de tarde em que chovia, eu estava na casa e quando eu e o Dante ficamos sozinhos por uns minutos na sala, combinamos de nos encontrarmos na casa de encontro, despedi do pessoal e fui pra minha casa, na verdade fui pra casa de encontro, ele iria logo depois me encontrar... Já estava anoitecendo quando entrei na casa morrendo de medo do escuro e de ser vista por alguém, o Dante demorou a vir, quando ele chegou fiquei aliviada.
Trocamos alguns beijos e fomos logo para o que interessava, eu tirei meu shortinho e calcinha e debrucei em uma marretinha de tijolos que tinha ali, e logo senti aquele pinto enorme e duro molhado de saliva roçando e entrando no meu cuzinho.... Ahaaaaa a espera valeu a pena, como era gostoso sentir tudinho dentro de mim e ele me segurando pela cintura e entrando e saindo bem rápido do meu buraquinho. Ele bombou gostoso por vários minutos até eu sentir sua porra quentinha enchendo meu buraquinho, parecia um sonho, mas ele logo tirou de dentro e eu fiquei um pouco frustrada, faltava eu gozar gostoso também, foi quando ele pediu...
- Quero pôr na frente Thais.
Eu estava morrendo de vontade, mas também morria de medo de engravidar pois não usava remédio. Eu queria dizer que não, mas o desejo e o fogo entre minhas pernas diziam que sim.
Eu recusei a primeira vez, ele mandou, eu virei para ele que me olhava de um modo bem mandão...
- Não consigo fazer com você me olhando assim! Falei.
Eu me assustei com um trovão, a chuva ficou forte agora. Abracei-me a ele com medo, ele insistiu e eu acabei cedendo.
Ele me ajudou a deitar na muretinha com as perninhas abertas e tapei os olhos com as mãos para não o ver me encarando.
- Como você é boba Thais! Ele falou rindo.
Eu não respondi, só fiquei doidinha de desejos e ansiosa esperando o momento de sentir o seu pinto entrando em minha xotinha... Eu só ouvia o barulho forte da chuva, foram segundos angustiantes de espera até sentir sua mão, que parecia bem maior agora, segurando em minha coxa e seu pinto forçando a minha fendinha, já sentia parte dele dentro de mim e parecia que me rasgava, seu pinto estava muito maior agora...
- Ahaii! Eu gemia segurando o choro sentindo muita dor com aquele pinto enorme forçando meu canal complacente...
- Para Dante, está doendo muito... Huuum!
Quando tirei as mãos dos olhos, eu congelei, era o pau do Dante que estava me penetrando
- Não era isso que você queria Thais? E segurou firme com as duas mãos em minha cintura e deu uma estocada forte atravessando e enfiando todo aquele cacete dentro de mim... Agora eu gritei altão...
- Aaaiiii... Para Dante... Está me machucando!
Ele nem se importou com meu choro, e ninguém ouviria com todo aquele barulho de chuva.
Ele segurou em meu pescoço e falou...
- Para de gritar ou eu vou parar e ir embora!
Eu morrendo de medo pedia para ele parar, ele socava mais forte dentro de mim e eu fui me adaptando a dor, e agora não tinha como eu não curtir tudo aquilo, eu não gritava mais, mas gemia muito ainda. Era um gemido gostoso de prazer... Não sei quanto tempo durou, perdi a noção de tudo, estava completamente entregue a Dante e toda molinha.
Eu já tinha gozado duas vezes quando...
- Ohooooo! O que senti foi indescritível, ele me levantou me abraçando forte e me segurando pela bunda e bombando feito um animal comigo ali no ar agarrada ao seu pescoço e grudada em seu corpo... Ele gozou muito me enchendo de porra, me sentia inundada e aquecida por dentro e gozei muito enquanto ele continuava socando forte dentro de mim e foi diminuindo até parar fungando no meu pescoço.
Eu acabada, praticamente desmaiei ali em seus braços com a cabeça caída em seu ombro. Ele ainda massageava apertando minha bunda e lambia e beijava meu rosto, pescoço e ombro falando um monte de sacanagens.
Logo depois quando ele me desceu e consegui ficar em pé, fui até uma água da chuva que caia da laje e lavei toda aquela meleca que escorria de dentro de mim descendo por minhas pernas.
*
Perguntei: Ele colocou alguma tatuagem?
- Não.
- Ah...
Encerramos a consulta com a impressão clara de que, para Thaís, aqueles momentos não eram escapadas. Eram ilhas de sentido em meio à vida organizada.
E isso, para ela, basta.
Porem...
A história relatada por Thaís não é compatível com as narrativas de Dante — e essa incompatibilidade, do ponto de vista clínico, é o dado mais relevante. No entanto, ela não autoriza uma leitura simplista de mentira consciente ou delírio psicótico.
Thaís não inventa deliberadamente.
Ela reconstrói.
O que se observa em seu discurso é um processo conhecido de reelaboração afetiva da memória, intensificado pela saudade e pela perda do vínculo. Quando a relação se encerra ou se esvazia, a mente busca preservar aquilo que foi vivido como organizador psíquico. Para isso, não cria fatos do nada, mas amplifica, reorganiza e simboliza experiências reais.
As “brincadeiras”, a casa ao lado, os encontros furtivos — mesmo que não tenham ocorrido exatamente como descritos — representam algo que foi vivido internamente como intimidade protegida. Thaís não descreve eventos objetivos; descreve sensações de pertencimento.
Não se trata de delírio, pois:
•        não há ruptura com a realidade,
•        não há perda de crítica,
•        não há certeza inabalável diante de contradições.
Trata-se de idealização retrospectiva.
Diante da ausência de Dante, Thaís preserva o vínculo transformando-o em narrativa. Essa narrativa não serve para convencer o outro, mas para convencer a si mesma de que o que viveu teve profundidade, exclusividade e sentido.
Enquanto Dante organiza relações como sistema — com regras implícitas, funções e limites — Thaís organiza a relação como experiência afetiva. São registros distintos. O que para Dante foi circunstancial, para Thaís foi estruturante.
Por isso, as histórias não coincidem.
Não porque alguém mente,
mas porque cada um fala de um lugar psíquico diferente.
Em termos clínicos, Thaís não delira por saudade.
Ela sublima a perda, transformando-a em memória afetiva organizada, capaz de protegê-la do vazio que o rompimento deixou.
A pergunta correta, portanto, não é se Thaís inventa,
mas por que ela precisa lembrar assim.
E a resposta é clara:
porque, sem essa narrativa, restaria apenas a constatação dolorosa de que algo que para ela foi centro, para Dante foi passagem.
A memória, nesse caso, não falseia a realidade.
Ela a torna suportável.
***
CONTINUA.....

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Nome do conto:
. 14.3 THAIS (989-30) COM SAUDADE ALUCINANTE DE SEU DONO

Codigo do conto:
251733

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
11/01/2026

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