O cafajeste


?O quarto de hotel cheirava a cigarro barato e ao perfume forte, amadeirado, que Marcos usava como uma armadura. Sentado na beira da cama de casal com os lençóis desbotados, Juliano apertava as próprias mãos, sentindo o suor frio humedecer as palmas. O som do trânsito da avenida lá fora entrava pela janela semiaberta, mas o único barulho que importava era o do isqueiro de Marcos, que acendia o terceiro cigarro da noite enquanto o observava do canto da sala, encostado na cômoda.
?Marcos tinha trinta e poucos anos, o maxilar sempre por fazer e uma fama que corria a cidade de boca em boca: não se apegava, não ligava no dia seguinte e usava quem quer que cruzasse seu caminho apenas pelo tempo que durasse o prazer. Juliano, aos dezenove, sabia de tudo isso. Sabia que era um erro estar ali, mas o magnetismo daquele homem — o jeito como ele comandava o espaço com o corpo robusto, os braços tatuados e o olhar cínico — fora um convite impossível de recusar.
?— Ainda dá tempo de pegar as suas coisas e ir embora, garoto — Marcos disse, a voz grave e rouca pela fumaça. Ele deu um sorriso de lado, curto e sem nenhuma empatia real. — Depois que eu trancar aquela porta, você é meu até o sol nascer. E eu não costumo ter paciência com quem chora.
?Juliano engoliu em seco. O coração batia na garganta, mas o medo era engolido por um desejo avassalador, que latejava na boca do estômago. Ele nunca tinha deixado ninguém tocá-lo daquela forma. Era virgem, puro, e a ideia de entregar sua primeira vez justamente para o homem que destruiria qualquer ilusão de romance era estranhamente inebriante.
?— Eu não vou embora — Juliano respondeu, a voz firme apesar do tremor nas mãos.
?Marcos soltou o ar pelo nariz, uma risada abafada. Largou o cigarro no cinzeiro de vidro, caminhou lentamente até a porta do quarto e girou a chave. O som do metal se encaixando pareceu um veredito. Ele se aproximou da cama, parando de pé bem na frente de Juliano. O volume na calça jeans de Marcos estava evidente, uma presença intimidadora que fez o sangue do rapaz correr mais rápido.
?— Então deita. E tira a roupa. Tudo.
?Juliano obedeceu rápido, sentindo o olhar pesado de Marcos escanear cada centímetro de sua pele conforme as roupas caíam no chão. O corpo jovem e esguio de Juliano contrastava com a imponência de Marcos, que agora desabotoava a camisa escura sem pressa, revelando o peito largo e peludo.
?Marcos subiu na cama, ajoelhando-se entre as pernas de Juliano. Ele não iniciou com um beijo romântico ou palavras de conforto. Em vez disso, segurou o queixo do rapaz com os dedos grossos, apertando com força o suficiente para deixar claro quem mandava ali.
?— Olhe para mim — mandou Marcos, os olhos escuros fixos nos dele. — Você é virgem, não é? Dá para ver no seu olho o desespero. Sabia que eu vou te quebrar no meio?
?— Sei… — sussurrou Juliano, a respiração arfante, o membro já rígido entre as coxas, reagindo à crueza daquelas palavras.
?Marcos sorriu, satisfeito com a submissão. Soltou o queixo do rapaz e desceu a calça jeans de uma vez, liberando o pau pesado, grosso e veado, que saltou apontando direto para o peito de Juliano. O cheiro de homem preencheu o espaço entre os dois. Marcos segurou a nuca de Juliano com os dedos entrelaçados no cabelo dele e puxou sua cabeça para cima.
?— Começa limpando para mim. Quero ver se você serve para alguma coisa.
?Juliano abriu a boca e acomodou a cabeça grossa do membro de Marcos. O gosto salgado do pré-gozo invadiu suas papilas de imediato. Marcos não esperou que ele se acostumasse; segurou firme e deu a primeira estocada profunda, enfiando metade do comprimento de uma vez na garganta do jovem. Juliano engasgou, o corpo todo retesando enquanto os olhos lacrimejavam pelo impacto.
?— Isso, engole. É assim que você vai aprender — murmurou Marcos, ditando um ritmo rápido, usando a boca de Juliano sem a menor delicadeza. O barulho úmido enchia o quarto abafado, intercalado pelos pequenos tapas que Marcos dava na bochecha do rapaz para mantê-lo atento.
?Depois de alguns minutos de puro sufoco e prazer violento, Marcos puxou o membro para fora com um estalo. Juliano tossiu, a saliva escorrendo pelo queixo, tentando recuperar o fôlego enquanto o peito subia e descia. Marcos não deu tempo para descanso. Pegou Juliano pelos quadris com brutalidade e o virou de costas, deixando-o de quatro no meio da cama.
?— Agora a brincadeira de verdade — Marcos rosnou.
?Ele cuspiu duas vezes na própria palma, uma quantidade generosa de saliva espessa, e esfregou os dedos na entrada estreita de Juliano. O toque áspero e direto fez o rapaz empinar o quadril por puro reflexo, um gemido agudo escapando por entre os dentes. Marcos empurrou dois dedos de uma vez para dentro, abrindo caminho sem nenhum tipo de preliminar suave. A dor inicial foi um choque elétrico para Juliano, que enterrou o rosto no travesseiro para não gritar.
?— Relaxa, porra. Se prender, vai doer mais — avisou Marcos, retirando os dedos e se posicionando logo em seguida.
?A ponta do pau grosso de Marcos pressionou a entrada de Juliano. O rapaz segurou os lençóis com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos. Com um único empuxo firme e impiedoso, Marcos afundou a tora inteira de uma vez, enterrando-se até a raiz no interior apertado e virgem do garoto.
?Juliano soltou um grito abafado contra o colchão. A sensação era de estar sendo rasgado, uma dor ardente e dilacerante que fez suas pernas tremerem e o suor frio brotar instantaneamente na testa. Sua visão embaçou por um segundo.
?— Aguentou o pau todo… boa putinha — Marcos arfou no ouvido dele, a voz carregada de malícia. Ele desferiu um tapa forte na nádega de Juliano, fazendo a pele arder e estalar no silêncio do quarto. O impacto pareceu acordar o corpo do jovem para uma nova percepção.
?Marcos começou a se mover. No início, estocadas curtas, mas logo o ritmo se tornou violento. Ele puxava quase tudo e enfiava de volta com força total, o quadril batendo contra as nádegas de Juliano num som ritmado e carnal. A cada golpe profundo, o membro de Marcos colidia direto contra a próstata de Juliano. A dor inicial começou a se misturar a uma onda de prazer elétrico, devastador, que o rapaz nunca tinha experimentado na vida.
?Juliano chorava — de dor, de choque, de puro êxtase. Sua boca estava aberta, soltando gemidos descontrolados, enquanto a saliva pingava no lençol. Marcos segurava sua cintura com as duas mãos, deixando marcas vermelhas na pele clara do garoto, governando o movimento com a frieza de quem sabia exatamente o que estava fazendo.
?— Olha como aperta… Você foi feito para isso, garoto. Olha o seu rabo engolindo tudo — Marcos dizia, provocando, aumentando a velocidade das estocadas.
?O estímulo no interior de Juliano era tão violento que, mesmo sem ninguém tocar no seu próprio membro, ele começou a latejar de forma insuportável. O atrito contínuo na próstata levou o rapaz ao limite em poucos minutos. Juliano contraiu o corpo inteiro, soltou um grito longo e gozou forte, jatos de sêmen sujando o lençol desbotado da cama, enquanto seu interior se espremia desesperadamente ao redor da carne de Marcos.
?Sentindo o aperto final daquele canal virgem, Marcos soltou um rosnado grave. Ele deu mais três estocadas brutais, afundando até o limite do osso púbico, e descarregou uma onda de porra quente e grossa bem no fundo do intestino de Juliano.
?Marcos permaneceu imóvel por alguns segundos, pesado sobre as costas do rapaz, o pau ainda pulsando dentro dele enquanto recuperava o fôlego. Quando se retirou, o canal de Juliano continuou ligeiramente aberto, deixando o fluido misturado escorrer pelas coxas trêmulas do garoto.
?Marcos desceu da cama sem dizer uma palavra. Pegou a calça no chão, vestiu-se e acendeu mais um cigarro, caminhando até o espelho para ajeitar o cabelo. Juliano continuou ali, de bruços, o corpo mole, o rosto molhado de lágrimas e a pele ardendo dos tapas. Sentia-se completamente arrombado, quebrado, mas preenchido por uma dependência imediata daquela crueza.
?Marcos caminhou até a porta, girou a chave e olhou para trás uma última vez, soltando a fumaça do cigarro.
?— Deixei o dinheiro do quarto pago na recepção. Tranca a porta quando sair.

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Comentários


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engmen Comentou em 03/06/2026

A evidente objetividade que muitas vezes o incontrolável desejo nos leva. Cru e intenso, excelente!




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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico thiagop

Nome do conto:
O cafajeste

Codigo do conto:
263582

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
03/06/2026

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