Na verdade, era o sentimento estranho. Ele foi abusado, me tratou como uma puta, mas eu gostei. Como gostava do jeito carinhoso dele.
A semana seguiu e nos encontramos várias vezes, por conta do trabalho e, principalmente, da gincana.
Chegou o sábado e eu não saía do celular, acompanhando os colegas nas provas. Fui para o hospital depois do almoço e fiquei envolvida. À noite, dividiram-se as equipes e, na minha, tinha o doutor Alexandre e a enfermeira Sabine, que não apareceu. Fiquei só eu e o Alexandre.
“Que bom que estamos juntos”, disse ele, ao entrarmos no carro na nossa primeira missão da noite.
“Pensei errado sobre ti”, me falou, pedindo desculpas novamente.
Ele me viu como puta, e sou mesmo Me excitou.
“E ainda por cima somos casados”, eu falei.
“Por isso pensei que você podia querer, sem compromisso”, ele respondeu.
Sacana, pensei eu. Alexandre era casado também. Não era um bonitão, mas sabia como seduzir com uma conversa amiga.
Ficamos em silêncio. Ele dirigindo pelas ruas da nossa cidade e eu ao lado, com um agasalho de academia.
Depois de resolver o que precisávamos de uma prova da gincana, comemoramos e nos abraçamos. Que química. Adorei sentir aquele corpo no meu. Ficamos um tempo assim juntos.
No caminho de volta do nosso posto da gincana, estávamos felizes por ter resolvido uma parte da prova da gincana e descontraídos. Ele novamente pediu desculpas pelo que fez.
“Você não contou para o João”, né?, questionou Alexandre sobre meu marido.
“Não, ele não precisa saber”, dei a dica.
Na segunda prova, tivemos que fazer um monitoramento noturno, de uma hora... eu e ele. Confesso que já estava pensando coisa...
Conversamos bastante, ele me falou do casamento dele. Assim como o meu, sempre foi bom, mas estava em baixa. Parecia querer novidade, assim como eu.
“Adorei quando você passou a mão nas minhas coxas”, fale sobre toda polêmica anterior. Peguei a mão dele e coloquei nas minhas pernas; estava de calça de ginástica.
Ele apertou minhas coxas e me beijou gostoso. O primeiro de muitos. Nós nos agarramos muito.
Mas estávamos numa gincana. Nós recompusemos e voltamos para a base e demos apoio no que era necessário.
Já de madrugada, parte da equipe começou a não ser necessária. Eu e o Alexandre fomos liberados. Novamente ele me pediu carona. E me chamou para fazer um lanche.
Topei, estava com fome. E estava curiosa sobre o que poderia rolar com o Alexandre.
Esperamos nosso lanche no carro e, neste tempo, conversamos bastante. Tinha uma química boa.
Comemos e ficamos tomando uma cervejinha no carro. Conversamos sobre tudo. Do nada olhei o celular; era quase seis da manhã.
Olho no celular e vejo uma mensagem do meu marido, João, dizendo que estava acordado e prepararia um café para mim. Cai na real, era a hora em que meu turno na gincana terminava e tinha avisado que voltava para casa.
‘Tenho que ir”, falei para o Alexandre. Levei-o em casa e me pediu para deixar um pouco antes da rua dele, e, na hora de despedir, me beijou gostoso. Adorei. Coloque o carro num lugar mais reservado da rua e ficamos nos agarrando.
Mas logo fui para a casa.
Tomei café com meu corninho. No final, ele perguntou se eu estava cansada ou se tinha uma fantasia para nós fazermos; ele adorava trepar ao acordar. “Teve algum coleguinha que se ensaiou para ti”, falou meu corninho, pensando em dois outros colegas que já fantasiamos juntos.
“Não, fiz dupla com o Alexandre, o médico”, disse, para ver a reação. O Alexandre era mais velho que meu marido, baixinho, meio gordinho, longe de ser um padrão de beleza.
“Ah, com este posso ficar tranquilo”, falou meu corninho. Tive que dar para ele. Mas antes, fiz ele chupar a minha buceta quente por conta do Alexandre. E dei para meu maridinho, pensando em encontrar e dar para meu colega na festa de confraternização da Gincana.
Assunto para outro conto.
