O PSICÓLOGO, O MARIDO, A ESPOSA E O AMIGO...................



O quarto permaneceu em silêncio por alguns instantes. A respiração dos três ainda buscava um ritmo tranquilo, enquanto o calor do momento permanecia no ambiente.
Ela ficou imóvel por alguns segundos, de olhos fechados, como se ainda organizasse as próprias emoções. Então inspirou profundamente, ergueu devagar o rosto e abriu um sorriso cansado, mas sincero.
O marido permaneceu deitado, ainda entre as pernas dela, chupando a xaninha, procurando até o ultimo resquício de sêmen, prolongando aquele instante de intimidade. Seus gestos eram lentos e delicados, transmitindo mais carinho e cumplicidade do que qualquer necessidade de apressar o fim daquele momento.
Eu também permaneci em silêncio, permitindo que aquele instante existisse sem pressa.
Ela passou uma das mãos pelos cabelos, soltou uma pequena risada e olhou para mim.
— Acho que vou demorar um pouco para acreditar que isso realmente aconteceu.
O marido sorriu.
— E se eu disser que aconteceu exatamente do jeito que eu imaginei?
Ela balançou a cabeça, divertida.
— Eu não acredito que você imaginou isso tudo. Principalmente o que você acabou de fazer.
Foi impossível conter a risada. Naquele momento, eu escutava uma revelação que era novidade tanto para mim quanto para ela. Aquela experiência fazia parte de um desejo que ele guardava havia muito tempo, mas que jamais havia compartilhado conosco. Eu nunca teria imaginado que aquilo pudesse fazer parte de suas fantasias.
Ela inclinou levemente a cabeça.
— Será que existe alguma outra fantasia ou desejo ainda escondido?
Ele interrompeu o que fazia por um instante antes de sorrir.
— Essa é uma boa pergunta.
O silêncio que veio em seguida não era desconfortável. Era apenas o reconhecimento de que nem todas as respostas precisavam surgir naquele dia. Alguma só seriam descobertas com o tempo, à medida que fossem vivendo novas experiências juntos.
Ela então sorriu para ele.
— Então vamos descobrir juntos.
Eu sorri e pedi licença para ir ao banheiro.
Ela prontamente ofereceu o da suíte.
— Pode usar este, se preferir.
Balancei a cabeça.
— Obrigado, mas vou usar o social.
Saí do quarto e caminhei pelo corredor até a cozinha. A sede veio de repente. Enchi um copo com água, bebi devagar e permaneci alguns segundos apoiado na bancada, respirando fundo e deixando os pensamentos se acomodarem.
Foi então que percebi a presença dela. Ao erguer os olhos, vi que havia me seguido em silêncio. Estava encostada no batente da porta, observando-me com um sorriso discreto, como se também precisasse daquele breve intervalo antes de voltarmos ao quarto.
— Posso lhe fazer companhia? Perguntou, quase num sussurro.
Sorri.
— A sua companhia é sempre bem-vinda.
Ela entrou na cozinha e encostou-se à bancada ao meu lado. Ficamos ali, os dois ainda pelados, vivendo aquele momento de vulnerabilidade e proximidade, conversando em meio ao silêncio da casa. Por alguns segundos, nenhum de nós disse uma palavra. O único som era o leve zumbido da geladeira e o tilintar do copo quando o apoiei sobre a pedra.
— Você está bem? Perguntou, olhando diretamente nos meus olhos.
Assenti.
— Estou. Acho que só precisava de um minuto para colocar as ideias no lugar.
Ela soltou uma pequena risada.
— Engraçado, eu vim pelo mesmo motivo.
Trocamos um olhar cúmplice, daqueles que dispensam explicações. Ela parecia querer dizer mais alguma coisa, mas hesitava.
Respirou fundo antes de falar.
— Na verdade, eu precisava ficar um pouco a sós com você. Nem que fosse por alguns minutos.
Voltei toda a minha atenção para ela, aguardando que continuasse.
Ela manteve os olhos fixos no copo que eu segurava e escolheu as palavras com cuidado.
— Tem coisas que eu ainda não consigo dizer na frente dele.
Fiquei em silêncio.
— O que aconteceu esta noite mexeu comigo de um jeito que eu nunca imaginei. Não é apenas pelo que vivemos. É pela forma como eu me sinto quando estou perto de você.
Ela ergueu o olhar e encontrou o meu.
— Nunca senti uma conexão assim com outra pessoa. Nem quando era mais jovem, quando tudo parecia mais intenso. É difícil explicar, mas, quando estou ao seu lado, sinto que alguma coisa em mim desperta. Não sei exatamente o que é; apenas sei que é diferente de tudo o que já vivi.
As palavras pareciam aliviar um peso que ela carregava havia horas.
— Isso me assusta um pouco, confessou com um sorriso tímido. Porque é completamente novo para mim. Ao mesmo tempo, sinto vontade de entender melhor o que está acontecendo.
Pensei por alguns instantes antes de responder.
— Desta vez, você quer a opinião do amigo ou do psicólogo?
Ela sorriu.
— Se puder, junte as duas em uma só.
Dei uma risada.
— Tudo bem. Então lá vai.
Apoiei o copo sobre a bancada e procurei organizar as ideias.
— O amigo diria para você não sentir vergonha do que está vivendo. Você não precisa encontrar todas as respostas hoje, nem transformar cada emoção em uma certeza. Às vezes, a vida simplesmente nos surpreende.
Fiz uma breve pausa antes de continuar.
— Já o psicólogo diria que emoções muito intensas costumam despertar perguntas antes de trazer respostas. Quando vivemos algo que rompe expectativas, é natural sentir entusiasmo, medo, curiosidade e até alguma confusão ao mesmo tempo. Nenhum desses sentimentos significa, por si só, que você precise tomar decisões imediatas. Eles apenas mostram que essa experiência teve um impacto profundo.
Ela permaneceu em silêncio, absorvendo cada palavra.
— Então, juntando as duas opiniões, eu diria isto: não tente acelerar o que ainda está acontecendo dentro de você. Permita-se sentir, conversar e compreender, sem pressa. Algumas experiências levam tempo para encontrar um nome, e isso não faz delas menos verdadeiras.
Ela sorriu, desta vez com mais serenidade.
— Acho que você tem razão.
Ela respirou fundo, como quem finalmente encontrava tranquilidade.
— Obrigada por me ouvir.
Sorri.
— Sempre.
Ela deu um pequeno passo em minha direção e segurou minha mão por um instante. Seus dedos estavam levemente trêmulos.
— Você me faz muito bem, sabia?
A sinceridade daquelas palavras me pegou de surpresa.
— Faz tempo que eu não me sinto tão à vontade para ser exatamente quem eu sou. Não preciso esconder o que penso, nem o que sinto. Isso é raro.
Apertei sua mão com delicadeza.
— Acho que essa confiança foi construída por nós três. Ela não pertence a uma pessoa só.
Ela assentiu, mas manteve o olhar preso ao meu.
— Talvez seja por isso que eu tenha precisado desses minutos a sós. Eu queria conseguir dizer isso olhando para você.
Um ruído discreto vindo do corredor chamou nossa atenção.
Ela olhou em direção à porta e sorriu.
— Acho que ele já percebeu que demoramos.
— Provavelmente.
Ela inclinou a cabeça.
— Você acha que ele imaginou que eu viria conversar com você?
Pensei por alguns segundos antes de responder.
— Talvez.
Ela concordou com um movimento lento da cabeça.
— Faz sentido.
Respirou fundo mais uma vez.
— Obrigada por esses minutos. Eu precisava deles.
— Eu também.
Ela permaneceu em silêncio por alguns instantes, como se reunisse coragem para dizer algo que ainda não encontrava palavras.
— Preciso confessar uma coisa. Tem algo que ainda não consegui admitir nem para mim mesma.
Esperei que continuasse.
— Nunca imaginei que alguém pudesse despertar em mim sentimentos tão intensos em tão pouco tempo. Isso me assusta, mas, ao mesmo tempo, me faz querer descobrir para onde isso pode nos levar. Acho que estou me apaixonando pela pessoa que descobri quando estou com você. Não é apenas sobre nós dois. É sobre quem eu me tornei depois desta noite.
Respirei fundo antes de responder.
— Talvez isso explique por que tudo parece tão intenso. Mas intensidade e clareza nem sempre chegam ao mesmo tempo.
Ela sorriu, compreendendo o que eu queria dizer.
— Você sempre consegue me fazer pensar. É por isso que gosto de conversar com você. Você sempre encontra um jeito de me fazer enxergar as coisas com mais calma.
— É um defeito da profissão.
Ela riu.
Nesse instante, um novo ruído vindo do corredor quebrou o silêncio.
— Acho que ele já deve estar imaginando que nos perdemos pelo caminho, disse ela.
Sorri.
— Ou talvez esteja nos dando esse tempo justamente de propósito.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Você acha?
— Depois de hoje, não duvido de mais nada. Mas prefiro não fazer suposições. Se existe alguma expectativa ou fantasia, é melhor que ela seja compartilhada abertamente entre nós do que imaginada.
Ela assentiu.
— Você continua me surpreendendo a cada segundo. Concordo. Acho que ele precisa continuar do mesmo jeito que começou. Talvez tenha nos deixado esse tempo sozinhos para que pudéssemos conversar e entender melhor tudo o que está acontecendo.
Ela então estendeu a mão.
— Tenho muitos sentimentos por você e gostaria de continuar descobrindo o que isso significa para nós.
Olhei para ela e sorri. O momento entre nós carregava uma mistura de carinho, surpresa e todas as perguntas que ainda precisavam ser respondidas. Dei um beijo demorado e carinhoso, sendo retribuído.
Então ela me puxou para o banheiro de serviço.
— E ele? Perguntei.
Ela sorriu.
— Ele agora e o corno manso, você se esqueceu?
Entramos juntos para o banheiro social.
— Será que esse não e mais um desejo ou fantasia dele? Eu perguntei.
—Nós já iremos descobrir. Pois ele vira até aqui, disse ela.
Entramos no banheiro social e por assim dizendo era muito apertado. Começamos a nos pegar novamente.
Ela se ajoelhou e segurou o meu kct. Começou a chupar, sorriu e disse.
— Tenho certeza que daqui a pouco o corno manso estará aqui.
Ouvimos o barulho da cadeira sendo colocada na frente da porta do banheiro.
— Eu não disse que ele viria? Oi corno você está aí? Traz um morango para a puta pois o amigo já está pronta para comer ela de novo.
— Sim, estou aqui, disse ele. O seu desejo e uma ordem madame.
Ouvimos o barulho da cadeira e de repente, o barulho na porta.
— Madame o morango que a senhora pediu.
— Pode abrir a porta, garçom.
Ele abriu a porta e os morangos estavam em um prato. Ele entregou a ela, e saiu fechando a porta.
— Deixa a porta aberta, pois como ira dizer ou tirar as fotos para o corno do meu marido. Se acomode e assista o amigo me comer novamente.
Eu a peguei e a apertei contra a parede, meti nela com a mesma vontade. O marido ali sentado na porta do banheiro social, assistindo e se masturbando. Meti com força pois a vontade de meter na esposa era algo fenomenal. Ela gemia, e só dizia duas coisas.
— Me come, me come, me come.
Eu logo senti a sua xaninha mordendo o meu kct, era o momento que a esposa estava gozando. Seu corpo, ficou mole, e eu a segurei.
— Continua metendo com força, deixa eu me acomodar melhor. Me come, me come, eu quero gozar nesse kct. Olha amigo o corno manso morrendo de bater punheta, enquanto vê a mulher dando para outro.
Meti nela até sentir uma vontade enorme de gozar. Eu gozei e logo senti as pernas bambear, tanto a minha quanto a dela.
Depois de alguns segundos, voltamos a organizar os pensamentos. Eu a acompanhei até o chuveiro, e tomamos um banho antes de retornarmos ao quarto. Aquela noite ainda parecia longe de terminar. Havia muitas emoções envolvidas, muitas descobertas e uma sensação de que algo importante havia mudado entre nós três. Tudo acontecia de forma intensa, mas, acima de qualquer impulso, permanecia a necessidade de continuarmos conversando, respeitando os limites de cada um e compreendendo melhor os sentimentos que aquela experiência havia despertado.
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Ficha do conto

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Nome do conto:
O PSICÓLOGO, O MARIDO, A ESPOSA E O AMIGO...................

Codigo do conto:
268388

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
27/07/2026

Quant.de Votos:
1

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