Mais tarde, acordei. Por alguns instantes, fiquei tentando entender onde estava. A lembrança da noite anterior voltou aos poucos.
Olhei para o relógio e percebi que precisava ir embora. Eu tinha compromisso naquela manhã e não poderia me atrasar.
Levantei-me com cuidado e fui até onde estavam Sheila e Marcelo.
— Sheila. Marcelo.
Os dois despertaram.
— Coronel? Perguntou Sheila, ainda sonolenta.
— Preciso ir embora. Tenho compromisso daqui a pouco e preciso chegar à casa do meu compadre.
Marcelo começou a se levantar.
— Vamos. Eu levo você.
Antes que ele terminasse de se preparar, Sheila se levantou.
— Não. Eu levo o Coronel.
Olhei para ela, surpreso.
— Você?
Ela sorriu.
— Sim. Por que não?
Marcelo olhou para nós dois e deu um sorriso discreto.
— Então está decidido.
Sheila pegou as chaves.
— Vamos, Coronel.
Enquanto caminhávamos em direção à porta, olhei para ela.
— Você não precisava se levantar tão cedo.
— Precisava, sim.
— Por quê?
— Porque depois de tudo que aconteceu ontem a noite, eu queria ser a pessoa que levaria você de volta.
Fiquei alguns segundos em silêncio. Aquela resposta me surpreendeu. Saímos juntos. A caminho da casa do meu compadre. Caminhamos até o carro em silêncio. Sheila destrancou a porta e entrou no banco do motorista. Eu me acomodei ao lado dela.
Antes de ligar o carro, ela ficou alguns segundos olhando para frente.
— O que foi, Sheila?
Ela virou o rosto para mim.
— Posso ser sincera?
— Claro.
Ela respirou fundo.
— Eu quis levar você porque não queria que a nossa noite terminasse simplesmente assim.
Fiquei olhando para ela.
— Como assim?
— Quando você chegou aqui, eu estava apenas curiosa. Queria conhecer você melhor. Mas, durante a noite, alguma coisa mudou.
— Mudou quanto?
— O suficiente para eu não querer simplesmente dizer "boa noite" e deixar você ir embora.
Sheila continuou:
— Eu queria conversar com você a sós. Queria ter alguns minutos para entender o que estou sentindo.
— E o que você está sentindo?
— Uma vontade enorme de conhecer você melhor. Não apenas o Coronel, o militar, o homem das histórias que meu marido admirou. Quero conhecer o Rob.
Aquelas palavras me surpreenderam.
— Você sabe que existe uma diferença grande de idade entre nós.
— Sei.
— E isso não incomoda você?
— Se incomodasse, eu não estaria aqui.
Ela finalmente ligou o carro. Começamos a sair do condomínio. Depois de alguns minutos, ela voltou a falar:
— E tem outra coisa.
— O quê?
— Eu queria ser eu mesma a levar você porque queria ter esse último momento só nosso.
— Só nosso?
— Uma conversa. Um olhar. Alguns minutos sem Marcelo, sem festa, sem outras pessoas. Apenas nós dois.
Fiquei observando Sheila enquanto ela dirigia. E, pelo modo como ela me olhava enquanto dirigia, eu já tinha uma resposta para aquela pergunta. Ela queria que continuasse.
O café
Chegamos à casa do meu compadre. Sheila estacionou o carro e desligou o motor. Antes de abrir a porta, olhei para ela.
— Sheila, você aceita um café?
Ela virou o rosto para mim e sorriu.
— É justamente o que eu mais quero neste instante, Coronel. Desde que seja feito por você e na sua companhia.
Fiquei olhando para ela por alguns segundos.
— Menina, cuidado.
— Cuidado com o quê?
— Com o que você fala. Às vezes, uma simples frase pode ser interpretada de muitas maneiras.
— Talvez eu tenha escolhido as palavras exatamente por isso.
— Você realmente gosta de provocar.
— E você gosta quando eu provoco.
— Isso ainda vou descobrir.
Ela abriu a porta do carro.
— Então vamos tomar esse café e descobrir.
Descemos do carro juntos.
Quando entramos, fui diretamente para a cozinha para preparar o café. Sheila veio logo atrás e se sentou ao meu lado, apoiando o braço sobre a mesa enquanto me observava.
Depois de alguns segundos em silêncio, ela sorriu.
— Coronel, o senhor é um homem muito bonito. Imagino que, quando era mais jovem, devia fazer o maior sucesso com a mulherada.
— Você não perde uma oportunidade de provocar, não é?
— Estou apenas falando o que penso.
Sheila levantou e se aproximou.
— Coronel, vem cá.
— O que foi?
Ela abriu os braços.
— Deixa eu te dar um abraço.
Aproximei-me, e ela me abraçou demoradamente. Depois, permaneceu perto de mim, fazendo carinho no meu braço.
— Você sabe que é perigoso, não sabe?
— Perigosa sou eu ou a situação?
— Acho que os dois.
— Talvez seja exatamente isso que eu gosto.
O café ficou pronto. Coloquei duas xícaras sobre a mesa e nos sentamos lado a lado. Por alguns instantes, ficamos apenas nos olhando. Sheila se aproximou novamente. Entre um sorriso e outro, acabamos esquecendo completamente o café por alguns minutos.
Não vi a hora em que coloquei Sheila encostada ali na cozinha, junto a pia, levantei o seu vestido e comecei a meter forte nela.
— Isso Coronel, mete forte nessa buceta. Estou gozando forte Coronel.
— Goza gostoso.
Aquela cozinha, que deveria ser apenas o lugar onde tomaríamos uma bebida antes de ela ir embora, acabou se transformando em mais um momento de proximidade entre nós. Quando finalmente nos afastamos, Sheila olhou para a xícara sobre a mesa e começou a rir.
— O café vai esfriar, Coronel.
— Acho que já esfriou faz tempo.
— Então teremos que fazer outro.
— Talvez.
— Eu gostaria.
Depois de alguns minutos, olhei para o relógio.
— Sheila, preciso tomar banho. Tenho que me preparar para o curso.
Ela sorriu.
— Eu espero você.
— Não precisa. Posso ir sozinho.
— Eu faço questão. Deixo você na porta da instituição.
Olhei para ela e brinquei:
— Só farei isso se você me disser que poderei vê-la novamente hoje.
Ela sorriu imediatamente.
— Está bem. Você poderá me ver novamente hoje.
— Então temos um acordo.
Fui tomar banho e, pouco depois, descemos juntos.
Sheila me levou de carro até a instituição onde eu ministraria o curso. Quando chegamos, ela estacionou em frente à instituição. Antes que eu descesse, Sheila me chamou.
— Coronel.
Virei-me para ela. Ela se aproximou e me abraçou.
— Que horas você sai?
— Às 18 horas.
Ela sorriu.
— Então, dez minutos para às 18 estarei aqui.
— Para quê?
— Você vai jantar comigo.
Sorri.
— Isso é uma ordem?
— Não. Um convite.
— E se eu aceitar?
— Eu vou ficar muito feliz.
— Então está combinado.
Ela me deu outro abraço antes de eu sair do carro.
— Até mais tarde, Coronel.
— Até mais tarde, Sheila.
Fechei a porta e entrei na instituição.
Enquanto caminhava em direção à entrada onde daria o curso, olhei uma última vez para o carro. Sheila ainda estava lá. Ela sorriu, acenou para mim e finalmente partiu. Eu então segui para o trabalho, mas com uma certeza: às dez para os 18, ela estaria novamente à minha espera.
O jantar
Às 18 horas, encerrei minhas atividades e saí da instituição.
Assim que atravessei a porta, olhei para o estacionamento e vi o carro parado do lado de fora da instituição. O vigilante da portaria logo me inquiriu.
— Senhor, aquele veículo está esperando o senhor?
— Sim, porque?
— Fui lá perguntar a motorista, e ela me disse que estava esperando um instrutor. Se amanhã ela quiser, pode aguardar o senhor aqui do lado do pátio, é só dizer isso e se identificar ok.
— Ok. Desde já muito obrigado.
O carro de Sheila estava exatamente no mesmo lugar onde ela havia prometido que estaria.
Caminhei em direção ao veículo.
Quando me aproximei, percebi que ela estava sorrindo.
Abri a porta e entrei.
— Você realmente veio.
Ela sorriu.
— Eu disse que estaria aqui, Coronel.
— Eu sei. Mas confesso que fiquei curioso para saber se cumpriria a promessa.
— Eu sempre cumpro minhas promessas.
Sheila colocou o carro em movimento. Saímos dali e seguimos pelas ruas da ilha.
Durante o trajeto, conversamos sobre o curso, sobre o dia e sobre algumas coisas que havíamos conversado mais cedo.
Pouco tempo depois, ela diminuiu a velocidade e entrou no condomínio.
Reconheci o caminho.
Era a casa dela e de Marcelo.
Ela estacionou.
— Chegamos.
Descemos do carro e entramos.
Assim que passei pela porta, ouvi uma voz vindo da cozinha.
Era Marcelo.
Ele estava nos esperando.
Ao me ver, abriu um sorriso.
— Coronel, seja bem-vindo.
Aproximei-me e o cumprimentei.
— Obrigado, Marcelo.
Ele olhou para Sheila e depois para mim.
— Espero que tenha sido bem tratado hoje.
Sheila sorriu.
— Muito bem tratado.
Marcelo riu.
— Então está tudo certo.
Olhei para os dois.
A maneira como Marcelo nos recebeu, sem qualquer constrangimento, mostrava mais uma vez que aquela relação entre os três tinha regras próprias.
Sheila então apontou para a cozinha.
— O jantar está quase pronto.
Marcelo completou:
— E hoje o Coronel é nosso convidado.
— Então acho que fiz uma boa escolha aceitando o convite.
Sheila me olhou por alguns segundos.
— Eu também acho, Coronel.
Jantamos tranquilamente. A conversa entre nós três continuou por um bom tempo, com Marcelo contando algumas histórias e Sheila participando de vez em quando, sempre com aquele jeito provocador que eu já começava a conhecer.
Depois do jantar, ficamos mais algum tempo na sala.
Em determinado momento, Sheila olhou para mim e perguntou:
— Aceita uma sobremesa, Coronel?
— Eu aceito.
Ela sorriu. E me ofereceu um doce típico “travesseiro de Sintra”. Crocante por fora e macia por dentro.
— Nossa, que delícia de iguaria.
— É muito bom realmente.
Ficamos por ali, conversando enquanto o tempo corria lá fora.
De repente Sheila disse que preciso de um banho.
— Quer tomar um banho Coronel.
— De querer eu até aceitaria.
— Então venha.
Subimos as escadas e seguimos pelo corredor até o quarto.
Entrei e me sentei enquanto Sheila caminhou até o closet.
— Pode vir Coronel.
Eu então tirei antes de entrar no closet o meu tênis. Tirei a minha roupa e Sheila a guardou em um espaço.
— Pode entrar o chuveiro é ali.
— Estarei esperando você.
Quando menos espero vejo Sheila entrar. Foi eletricidade pura. Já começamos a nos pegar lá dentro. De repente vejo a sombra de Marcelo, marcando posição.
Quando o fogo diminuiu saímos do chuveiro e nos secamos.
— Vou trocar de roupa, disse Sheila.
— Fique à vontade.
Alguns minutos depois, ela saiu do closet usando uma roupa de banho bastante ousada e transparente.
Fiquei olhando para ela por alguns segundos, surpreso com a escolha.
Sheila percebeu minha reação e sorriu.
— O que foi, Coronel?
— Nada.
— Nada?
— Só estou tentando entender se você realmente gosta de me provocar.
— E ainda tem dúvida?
— Você é impossível.
Sheila riu e sentou-se ao meu lado.
— Talvez. Mas você continua aqui.
— Isso também é verdade.
Naquele momento, percebi que aquele convite para o banho provavelmente tinha pouco a ver com aquilo. E, pelo sorriso de Sheila, ela sabia exatamente o que estava fazendo. Sheila permaneceu sentada ao meu lado, sorrindo.
— Então, Coronel vai me atacar novamente ou vai continuar me observando?
— Você não facilita, Sheila.
— Nunca disse que facilitaria.
— Sabe o que mais me chamou atenção em você?
— O quê?
— Você não tenta impressionar ninguém.
— Depois de certa idade, a gente aprende que não precisa.
— Talvez seja justamente isso.
Nesse momento, Marcelo saiu do closet.
— Interrompo alguma coisa?
— Não. Estávamos conversando.
Marcelo se sentou na poltrona.
— Então vou ficar por aqui também.
Olhei para os dois.
— Vocês realmente funcionam muito bem juntos.
Marcelo sorriu.
— É porque existe confiança.
Sheila completou:
— E sinceridade.
— Isso é importante.
Ela se aproximou novamente e ficou diante de mim.
— Então seja sincero comigo, Coronel.
— Pode perguntar.
— Você se arrependeu de ter ficado ontem?
Olhei para ela.
— Não.
— Nem um pouco?
— Nem um pouco.
— E se pudesse voltar ao momento em que decidiu ficar?
— Você realmente veio.
O sorriso dela mudou. Era menos provocador e mais espontâneo.
— Era exatamente isso que eu queria ouvir.
Marcelo levantou-se.
— Acho que vou pegar o celular, pois essa lingerie é nova. Conhecendo minha esposa sei que essa casa hoje vai pegar fogo.
Ele saiu do quarto.
Sheila permaneceu comigo.
— Você gostou da surpresa Coronel?
— Adorei você está maravilhosa.
— Comprei hoje pensando em você. Isso não assusta você?
— Não. Só me deixa curioso.
— Então somos dois. Quero que você volte aqui outras vezes, Coronel.
— Acho que isso já deixou de ser um convite.
— Talvez.
— Então o que é?
— Um começo.
Naquele momento, ouvi Marcelo chamando da sala:
— Amor. Coronel, venham tomar alguma coisa comigo.
Olhei para Sheila.
Ela fez um gesto com a cabeça.
— Vamos.
Saímos juntos do quarto.
Enquanto caminhamos pelo corredor, percebi que aquela noite, que havia começado como um simples jantar, estava se transformando em algo muito maior. E eu ainda não sabia onde aquela história iria chegar. Mas, naquele momento, eu já não tinha pressa de descobrir.
Na manhã seguinte
Dormi novamente na casa do casal. Na manhã seguinte, acordei cedo. Por alguns instantes, permaneci deitado, tentando despertar completamente. Quando virei o rosto, percebi que Sheila já estava acordada. Ela estava deitada de lado, olhando diretamente para mim.
— Bom dia, Coronel.
— Bom dia, Sheila.
Ela continuou me observando por alguns segundos e então sorriu.
— Nem precisa falar.
— Falar o quê?
— Você precisa ir embora.
— É verdade.
Ela soltou uma pequena risada.
— Eu já sabia.
Levantei-me e comecei a me preparar. Sheila também se levantou. Enquanto pegávamos nossas coisas, trocamos alguns olhares silenciosos, daqueles que diziam mais do que qualquer conversa. Quando estávamos saindo do quarto, encontramos Marcelo no corredor.
Ele nos olhou e abriu um sorriso provocador.
— Você vai demorar hoje, como demorou ontem?
Sheila parou e olhou para ele.
— Não sei respondeu, fingindo indiferença.
— Sabe que nosso acordo é que eu também tenho que participar.
— E quem disse que você não está participando?
— Eu conheço você, Sheila.
— Então sabe que não precisa se preocupar.
— Coronel, essa mulher é impossível.
— Estou começando a perceber.
Sheila pegou minha mão.
— Vamos, Coronel.
Começamos a caminhar em direção à escada. Marcelo ainda ficou parado no corredor. Sheila então se virou.
— Quando eu voltar, conversamos, Marcelo.
— Está combinado.
Descemos juntos. Enquanto caminhávamos até a porta, Sheila falou baixinho:
— Ele gosta de provocar.
— E você gosta de provocar ele.
— Talvez.
— Vocês dois têm uma maneira muito particular de se entender.
— É porque existe confiança entre nós.
Chegamos ao carro. Antes de entrar, Sheila ficou alguns segundos olhando para mim.
— E hoje?
— Hoje o quê?
— Você volta?
— Você quer que eu volte?
— Acho que você já sabe a resposta.
Entrei no carro. Enquanto Sheila ligava o motor, percebi que aquela história estava deixando de ser apenas uma sequência de encontros inesperados. Havia agora uma rotina começando a se formar. E, talvez mais importante, havia sentimentos que nenhum de nós três parecia mais disposto a esconder.
Uma manhã inesperada
Fui para a casa do meu compadre e, antes de qualquer outra coisa, nem chegamos a preparar o café. Assim que entramos, Sheila me lançou aquele olhar que eu já começava a conhecer.
— Coronel.
— O que foi?
Ela apenas sorriu e segurou minha mão. Seguimos diretamente para o quarto de hóspedes. A manhã começou de uma maneira bem diferente do que eu havia planejado. Por algum tempo, esquecemos completamente o relógio, os compromissos e tudo o que existia do lado de fora daquela porta. Quando finalmente saímos do quarto, Sheila ajeitou os cabelos e olhou para mim, sorrindo.
— Agora podemos tomar café.
— Acho que realmente começamos o dia melhor.
Preparamos o café e nos sentamos à mesa. A conversa foi tranquila, como se aquela situação já estivesse se tornando parte da nossa rotina. Depois de algum tempo, Sheila olhou para o relógio.
— Preciso ir.
— Já?
— Infelizmente, hoje estou de plantão na rede de saúde municipal. Tenho muitos pacientes.
Levantamo-nos. Ela pegou a bolsa e caminhamos juntos até a porta. Antes de sair, Sheila me deu um abraço demorado.
— Até mais tarde, Coronel.
— Até mais tarde.
Ela sorriu e saiu. Fechei a porta. Quando me virei, levei um susto. Meu compadre estava sentado à mesa da cozinha, olhando para mim com uma expressão de completa surpresa.
— Compadre. Ele começou a rir. A Dra. Fofinha realmente te fisgou, hein
— Como assim?
— Duas noites seguidas!
Não consegui evitar o sorriso. Ele balançou a cabeça, divertindo-se.
— Eu conheço você. Essa história está ficando séria.
— Está exagerando.
— Estou?
Ele pegou o celular, abriu alguma coisa e me mostrou a tela.
— Olha a foto que tirei.
— Você não presta!
— Eu só registrei o momento.
— E ainda teve coragem de tirar foto?
— Da próxima vez, feche a porta. Assim eu não preciso descobrir sozinho o que está acontecendo.
— Você é impossível.
— Eu? Impossível é você aparecer aqui com a Dra. Fofinha pela manhã, duas vezes seguidas, e achar que ninguém vai perceber.
Tomei um gole de café, tentando esconder o sorriso. Meu compadre me observou por alguns segundos.
— Mas falando sério...
— O quê?
— Você está feliz?
— Estou.
— Então pronto.
— Pronto o quê?
— Só não esquece de fechar a porta na próxima vez.
Começamos a rir novamente. E, enquanto terminava meu café, percebi que talvez ele tivesse razão. Aquela história estava ficando muito mais séria do que eu havia imaginado.
Obs. As três primeiras fotos foram tiradas por Marcelo e as 2 últimas pelo meu compadre.





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