Eu tinha perto de dezoito anos e fui sozinha no sábado ajudar a arrumar o salão. Ensaio cancelado, ninguém apareceu. Só o irmão Valdir. Sessenta e um anos, casado, calvo na frente, óculos na cabeça, camisa social arriada nas costas, cheiro de café e de pano de chão. Era ele quem trocava lâmpada, carregava cadeira, abria o portão. Sempre educado. Sempre “paz do Senhor, Júlia”. Naquele dia a educação durou pouco. A gente desceu pro depósito no fundo, aquele corredor estreito cheio de cadeira empilhada, caixa de hino e um colchão velho enrolado no canto. Eu abaixei pra pegar uma extensão e o shortinho subiu. Quando endireitei, ele estava parado demais. — Pode falar, irmão. Ele tirou o óculos, passou a mão na boca. — Toda vez que você abaixa, eu vejo essa buceta marcada. Toda vez. E eu venho pra casa com a calça apertada, Júlia. A minha esposa não sabe o que eu penso quando você passa no corredor com essa cara de santa. Eu deveria ter subido a escada. Não subi. — E o que o senhor pensa? — Que eu queria te foder aqui. Em cima dessas cadeiras. Com a porta aberta. Te chamar de putinha enquanto você segura a Bíblia. O silêncio do depósito ficou pesado. Lá em cima, o templo vazio. Nenhum carro no pátio. Só o zumbido do fluorescente. — Então fode — eu falei, baixo. Ele trancou a porta do depósito por dentro. A mão grande me puxou pela nuca e a boca dele veio suja, sem beijo bonito. Apertou meu peito por cima do top, desceu, enfiou a mão no shortinho e achou a calcinha já úmida. — Olha isso. A crentinha já veio molhada pro serviço. Dois dedos. Fundo. O polegar no clitóris. Ele me virou de frente pra pilha de cadeiras, ajeitou uma e me sentou na beira. Ajoelhou. Puxou o shortinho e a calcinha. A língua dele entrou quente, larga, chupando a buceta inteira como se tivesse fome. Não teve delicadeza. Chupou o clitóris com barulho, enfiou a língua, voltou, puxou os lábios com a boca. Os dedos curvaram dentro e bateram naquele ponto. — Porra… irmão… — Cala a boca e goza na minha boca, putinha do depósito. A língua dele era pesada, molhada, teimosa. Cada sucção no clitóris puxava um gemido. Ele lambeu até eu tremer, depois desceu e passou a língua no meu cu, molhou o anel, enfiou a ponta. O dedo médio entrou no cu enquanto a boca voltava pro clitóris. Eu gozei ali mesmo, sentada na cadeira de plástico da igreja, a buceta latejando na cara dele, o cu apertando o dedo. Ele se levantou, abriu a calça. O pau saiu grosso, vermelho, a cabeça já molhada. Me puxou de joelhos no chão de cimento. — Abre. Agora chupa o pau do homem que arruma a casa de Deus. Enfiou fundo. Eu engasguei. Ele segurou meu cabelo e fodeu minha garganta, o saco batendo no queixo, a camisa social ainda abotoada. Cuspe escorreu. Ele meteu até meus olhos lacrimejarem. — Olha pra mim. Isso. Engole, vagabunda. Tirou, um fio grosso ligando a cabeça à minha língua, e me virou de quatro em cima do colchão enrolado. Cuspiu no meu cu. Dois dedos abriram. Depois o pau. A cabeça gorda empurrou o anel até entrar. Eu mordei o braço pra não gritar. — Aperta. Aperta o cu na porra do pau do tio Valdir. Ele enterrou até o fim e fodeu meu cu com força, a barriga batendo na minha bunda, a mão voltando pra esfregar o clitóris. A buceta escorria no colchão. Ele alternava. Tinha no cu, tirava, enfiava na buceta, voltava pro cu. Xingava baixo, perto do meu ouvido: — Putinha da manutenção. Santa na frente, cu aberto no depósito. Eu gozei de novo com o pau no cu e o dedo no clitóris. As pernas fraquejaram. Ele tirou, me virou de joelho outra vez e gozou na minha cara. Jatos quentes na boca, no nariz, na testa. Esfregou o pau na minha língua. — Engole. Não deixa cair no chão da igreja. Ainda latejando, enfiou de novo no meu cu e gozou a segunda vez dentro. A porra quente escorreu pela buceta quando ele saiu. Me fez chupar o pau sujo. — Limpa. Assim. Boazinha. Ele ajeitou a calça, colocou o óculos de novo, abriu a porta como se tivesse só ido buscar um cabo. Eu fiquei no escuro do depósito, shortinho no joelho, a cara suja de leite, o cu ardendo, a buceta pulsátil, o gosto dele na boca. Lá em cima, o templo continuava em silêncio. Como se nada tivesse acontecido entre as cadeiras da igreja.
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