Passei a ir todo dia naquele horário. Às vezes não tinha ninguém. Às vezes tinha outro rapaz, a calça arriada, o cu aberto, o coveiro metendo sem pressa. Um dia peguei ele com uma moça. Ela de quatro na terra, a saia na cintura, ele comendo o cu dela e batendo na bunda. Foi aí que a vontade virou fome. Eu queria aquele pau. Queria aquele homem rude, grosso, que só falava putaria e só queria comer cu.
No dia seguinte entrei de shortinho e regata, sem os livros. Ele estava sozinho, cavando uma cova no fundo, perto do muro. Suor no pescoço. Camiseta suja. Quando me viu, parou a pá.
— Tá perdida, menina?
— Não. Eu vi o senhor. Vi o senhor comendo aqueles rapazes. Vi com a moça também.
Ele cuspiu na terra.
— E veio fazer o quê? Denunciar?
— Vim dar. Quero que o senhor coma meu cu. Igual come o deles.
Ele riu sem humor, olhou o portão, e desceu na cova que tinha acabado de abrir. Fundo o bastante pra esconder. Me chamou com o queixo.
— Desce. Se veio dar, desce agora.
Desci. A terra fria nas canelas. Ele me virou de frente pra parede de barro, puxou o shortinho e a calcinha numa tacada. Antes de largar, levou minha calcinha no nariz. Cheirou fundo, os olhos fechados, a calcinha ainda quente da minha buceta.
— Porra. Molhada. Cheiro de puta vagabunda com tesão.
Passou a língua no meio do tecido, lambeu a mancha, chupou o algodão e guardou a calcinha no bolso da calça suja. Abriu minha bunda com as duas mãos.
— Cu de menina safada. Apertado. Vou abrir igual abro os outros.
Cuspiu. A ponta do dedo grosso encostou no anel. Só a ponta. Eu contraí na hora, a buceta latejou, um tesão vergonhoso só daquela ameaça. Ele girou a pontinha, sem entrar.
— Já tá piscando. Safadinha. Veio espiar e ficou com o cu doido. Putinha do caralho. Essas meninas são todas vagabundas.
Enfiou até a junta. Eu gemi contra a terra. Segundo dedo. Abriu. Girou. Cuspiu de novo e meteu o terceiro, fundo, bruto, enquanto a outra mão esfregava meu clitóris. Eu tremia dentro da cova. O cheiro era de terra molhada e de homem. Ele tirou os dedos, lambeu, enfiou de novo, mais devagar, só pra me ouvir implorar.
— Abre a boca.
O pau saiu grosso, pesado, veia saltada, a cabeça já molhada. Ele segurou meu cabelo e enfiou até eu engasgar. Fodeu minha garganta sem dó, o saco batendo no queixo, a mão dando um tapa na minha cara quando eu tentava recuar.
— Olha pra mim, putinha. Engole. Igual aqueles viadinho engolem. Você veio pedir, agora toma.
Saliva escorreu. Outro tapa, mais seco. Ele tirou, um fio ligando a boca à cabeça, e me virou de quatro no fundo da cova. Cuspiu no cu de novo. A ponta do dedo, de novo, me deixando maluca, girando, entrando um milímetro e saindo, até a buceta escorrer na terra. Depois o pau.
A cabeça abriu o anel com força. Eu gritei baixo. Ele enterrou até o saco, a barriga batendo na minha bunda, a terra solta caindo nos joelhos.
— Aperta. Aperta esse cu, vagabunda. Cova nova, cu novo. Vou te encher aqui dentro.
Fodeu bruto. Cada estocada batia no fundo e fazia a buceta latejar vazia. Tirou, meteu só a cabeça, girou, enterrou de novo. A mão descia, esfregava o clitóris, subia e dava tapa na cara quando eu gemia alto demais. Eu gozei uma vez com o pau no cu. Ele não parou. Tirou, enfiou três dedos, abriu, cuspiu, voltou com o pau mais fundo, mais lento, depois rápido de novo. Xingava no ouvido.
— Putinha vagabunda do cemitério. Espiava os outros e agora tá com o cu arrombado no buraco. Toma. Toma piroca do tio, até não aguentar.
A segunda onda veio diferente. A barriga contraiu, o clitóris latejou sob o dedo sujo de terra, e eu mijei. Jato quente na terra do fundo da cova, escorrendo pela coxa, enquanto o pau ainda metia. Ele riu, sujo, e continuou fodendo no meio do mijo, mas dava tapas na minha cara:
— Sua porquinha, mijou. Putinha mijou de pau no cu. Continua. Esvazia. Quero esse cu frouxo.
Eu tremia, o jato diminuindo, o cu apertando ele. Ele fodeu mais um tempo, bruto, a mão na minha nuca, o peito suado grudando nas minhas costas, até eu gozar de novo, fraca, a perna tremendo na terra molhada. Aí me virou de joelhos e gozou na cara. Jatos grossos no olho, na boca, no nariz. Esfregou a cabeça na língua. Um tapa leve na bochecha suja.
— Engole. Não deixa cair na cova.
Ainda latejando, tirou a calcinha do bolso, abriu na minha cara e gozou a segunda vez em cima dela. Porra quente encharcando o algodão que ele tinha cheirado e lambido. Esfregou a calcinha suja na minha boca, no meu nariz, no queixo, e enfiou o pau de novo no cu só pra meter os últimos jatos dentro. Quando tirou, a porra escorreu misturada com o mijo. Me fez chupar o pau sujo, terra e tudo, e deixou a calcinha melada caída no meu peito.
Eu subi da cova com a cara suja de porra, a calcinha encharcada na mão, o cu ardendo e escorrendo, a buceta latejando. O cemitério continuava vazio. E o gosto dele não saía da boca.


