Minha avó não aguentou. Ela se levantou da cadeira com as mãos tremendo, a voz rouca de quem nunca tinha sido desrespeitada na vida: — Isso é um absurdo! Você é um animal! Solta minha filha agora, seu degenerado! O sobrinho nem levantou a cabeça no começo. Continuou mastigando o pedaço de carne. Só quando ela deu dois passos na direção dele é que ele parou, limpou a boca com o dorso da mão e olhou para ela. — Sentou de novo, velha. — Eu não sou sua puta! — ela gritou, a voz ecoando pela sala aberta. — E você vai se arrepender de ter tocado na minha filha! Ele se levantou devagar. A diferença de tamanho era absurda. Ela, pequena, encurvada pela idade, cabelo branco preso num coque frouxo. Ele, alto, ombros largos, ainda com o pau marcado na calça. Sem dizer mais nada, ele segurou o pulso dela com uma mão só e puxou. Ela tropeçou, quase caindo. Ele a arrastou até o centro da sala, bem ao lado de onde minha mãe ainda estava de quatro, suja e tremendo. — Você queria reclamar. Então reclama daqui. Ele a virou de costas contra a mesa, ergueu a saia longa até a cintura e puxou a calcinha grossa para baixo num movimento só. A bunda flácida e as coxas brancas ficaram expostas para toda a família e para quem assistia da rua. Ela gritou, tentou cobrir, mas ele segurou os dois pulsos atrás das costas com uma mão só. A primeira palmada foi tão forte que o corpo dela foi jogado para frente. O som seco ecoou. Depois veio outra. E outra. A pele clara foi ficando vermelha, depois roxa. Ela chorava, xingava, pedia socorro para os outros. Ninguém se mexeu. — Abre as pernas. Ela não abriu. Ele chutou os tornozelos dela para os lados, forçando. Com a mão livre, enfiou dois dedos secos na buceta dela. Ela soltou um grito agudo, de dor pura. Estava seca. Ele não se importou. Mexeu os dedos com força, abrindo, enquanto continuava batendo na bunda com a outra mão. — Olha só a velha metida. Reclamando de mim e a buceta já se molhando de vergonha. Ele tirou os dedos, cuspiu na mão, passou na cabeça do pau e enfiou de uma vez. O grito dela foi diferente do da mãe — mais fino, quebrado, de quem não estava preparada para aquilo há décadas. Ele meteu fundo, segurando os quadris ossudos com força suficiente para deixar marcas. Cada estocada fazia a mesa tremer. A saia estava amassada na cintura, o coque desfeito, o cabelo branco caindo no rosto. Minha mãe, ainda de quatro ao lado, olhava de lado, o rosto inchado e sujo. Ele puxou o cabelo da avó e fez as duas ficarem lado a lado, de quatro no chão. — Agora as duas. Boca no chão. Bundas para cima. Ele fodeu a avó com violência por longos minutos, palmadas secas misturadas com estocadas profundas. Quando a velha começou a solucar sem conseguir gritar mais, ele tirou o pau, passou para a mãe e enfiou no cu dela de novo, ainda sujo. Depois voltou para a avó, agora no cu também. Ela gritou de novo, a voz já quase sem som. O buraco apertado resistiu, mas ele forçou até entrar por completo. A sala cheirava a sexo, suor e sangue. As janelas continuavam abertas. Alguém do lado de fora soltou um assobio baixo. Ninguém da família ousou se levantar. Ele gozou dentro do cu da avó, bem fundo, gemendo baixo. Quando saiu, o buraco ficou semi-aberto, pingando. Empurrou a cara dela no chão, ao lado da filha. — As duas limpam. Uma a outra. Agora. Minha mãe, com a boca ainda dolorida, obedeceu primeiro. Passou a língua no cu e na buceta da própria mãe, lambendo a porra e o pouco de sangue. A avó soluçava, mas não se mexia. Depois foi a vez da avó. Com a língua trêmula, ela limpou a filha, o rosto enrugado sujo de tudo. O sobrinho se levantou, abotoou a calça e olhou para os dois corpos no chão. — Ninguém se mexe até eu mandar. Nem a velha, nem a filha. Quem tentar ajudar leva a mesma coisa. Ele voltou para a mesa, sentou e pediu água como se nada tivesse acontecido. Minha mãe e minha avó ficaram lado a lado, de quatro, bundas destruídas, rostos no chão, enquanto a família inteira e os vizinhos assistiam em silêncio absoluto.
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