Minha mãe sempre se achou a dona da verdade. Alta, corpo firme para a idade, bunda larga e pesada que balançava quando ela andava de vestido curto pela casa. Naquele sábado, meu amigo Pedro estava aqui jogando vídeo game comigo quando ela entrou na sala de chinelos de dedo, camisola fina e aquele ar de superioridade que ela adorava usar. — Vocês dois fazendo barulho de novo? Que falta de educação. Pedro, você não tem casa pra ficar? Fica aqui só atrapalhando meu filho. Pedro levantou a cabeça devagar. Ele era mais alto que ela, ombros largos, e olhou direto para o rosto dela sem se intimidar. — Dona Márcia, com todo respeito… a senhora está sendo arrogante à toa. A gente tá quieto. Ela deu uma risadinha curta, cruzou os braços e estufou o peito. — Arrogante? Olha só quem fala. Sai da minha casa antes que eu te coloque pra fora. Pedro se levantou. Eu fiquei parado, sem saber se interrompia ou não. Ele deu dois passos até ela, pegou o chinelo dela do chão com uma mão só e, sem aviso, segurou o braço dela. — Vai aprender a falar com respeito. Ele a virou de costas com força, empurrou o corpo dela sobre o braço do sofá e levantou a camisola. A calcinha branca sumiu entre as nádegas carnudas. Minha mãe gritou, tentou se debater, mas ele já tinha o chinelo na mão. — Solta! Seu insolente! O primeiro tapa com o chinelo ecoou alto. A sola de borracha bateu no meio da bunda direita com um estalo seco. A carne tremeu. Ela soltou um grito agudo. Pedro não parou. Começou a chuva de chineladas: direita, esquerda, direita de novo, cada vez mais forte. A pele foi ficando vermelha, depois rosada, depois um vermelho vivo. Minha mãe chutava as pernas, o peito colado no sofá, a voz alternando entre xingamentos e gemidos que ela tentava engolir. — Para… por favor… dói… Pedro seguiu até a bunda inteira estar quente e marcada. Só então largou o chinelo, desabotoou o cinto da própria calça e puxou o couro de uma vez. O barulho do cinto saindo da calça fez ela tremer. — Agora a cintada. Ele dobrou o cinto ao meio e estalou no ar uma vez, só pra ela ouvir. Depois desceu o primeiro golpe bem no centro das duas nádegas. O couro cortou o ar e bateu com força. Minha mãe gritou alto, o corpo inteiro se contorcendo. Pedro não deu trégua. Uma cintada atrás da outra, espaçadas só o suficiente pra ela sentir o ardor subir. A bunda balançava a cada impacto, a pele marcando em linhas vermelhas escuras sobre o vermelho já existente das chineladas. Eu permaneci quieto, excitado demais pra interromper. Via a calcinha dela já um pouco molhada no meio, o jeito que ela empurrava o quadril contra o sofá sem conseguir escapar, os gemidos que misturavam dor e outra coisa que ela não queria admitir. Pedro deu a última cintada bem embaixo, quase na junção da coxa, e segurou o cinto no ar. — Ainda se acha no direito de falar comigo desse jeito? Minha mãe estava ofegante, a voz rouca, a bunda latejando e marcada. Ela balançou a cabeça devagar, o rosto escondido no sofá. — Não… não falo mais… Ele passou a mão aberta sobre as nádegas quentes, sentindo o calor, e deu um tapa final, mais leve, só pra ver a carne tremer de novo. Depois soltou o braço dela. Minha mãe se levantou devagar, a camisola ainda erguida, as marcas do chinelo e do cinto bem visíveis. Ela não olhou pra mim. Só ajeitou a roupa com as mãos trêmulas e saiu da sala sem dizer mais nada, a bunda latejando a cada passo. Pedro sentou de novo no sofá como se nada tivesse acontecido e pegou o controle. — Continua o jogo? Eu engoli em seco e só consegui acenar com a cabeça.
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