A Primeira Nota de Cem


Fernanda nunca imaginou que um dia sentiria o peso de notas de cem na palma da mão como se fossem correntes e ao mesmo tempo asas. Aos 34 anos, ela ainda se olhava no espelho e via a menina que sonhava com um amor eterno, com um marido que a olhasse como se ela fosse o centro do universo. Rafael era esse marido — carinhoso, provedor, pai dedicado dos dois filhos pequenos. Mas nos últimos anos, o sexo virou rotina fria: ele chegava cansado, ela fingia dor de cabeça, e os dois dormiam de costas um pro outro, cada um afogado em desejos não ditos.
A primeira vez que Rafael falou sobre a fantasia foi numa noite em que eles estavam bebendo vinho barato na varanda. Ele estava excitado, olhos brilhando de um jeito que ela não via há anos.
— Imagina se você fosse desejada assim… tanto que pagassem por você. Por uma hora só da sua buceta, do seu corpo. Eu assistiria. Ficaria louco de tesão vendo outro homem te possuir.
Fernanda sentiu um frio na barriga. Vergonha imediata, como se ele tivesse lido o diário secreto dela. Porque, no fundo, ela já se masturbava pensando em ser olhada, em ser usada, em ser algo além da “esposa perfeita”. Mas admitir isso em voz alta era aterrorizante.
— Você me ama mesmo, Rafael? Ou só quer me ver como uma puta?
Ele segurou o rosto dela, beijou devagar.
— Eu te amo tanto que quero te ver livre. Quero te ver gozando sem culpa. E quero ser o único que sabe o quanto você é safada por dentro.
As palavras dele entraram como veneno doce. Nos dias seguintes, Fernanda se pegava olhando para estranhos na rua, imaginando: “E se ele pagasse? E se eu dissesse sim?” O tesão vinha misturado com culpa — culpa por trair o casamento, culpa por gostar da ideia, culpa por sentir o corpo responder só de pensar no dinheiro na mão.
Quando Rafael mostrou o perfil que criou, ela chorou. Não de tristeza, mas de sobrecarga emocional. Medo de perder o controle, medo de que ele a visse diferente depois. Mas também um alívio estranho: finalmente alguém via o desejo que ela escondia até de si mesma.
— Só uma vez — sussurrou ela, voz tremendo. — Se eu odiar, a gente para pra sempre.
A noite do primeiro programa foi um turbilhão. No carro, rumo ao motel, ela segurava a bolsa com força, unhas cravadas na palma. Rafael dirigia em silêncio, mas a mão dele no joelho dela tremia de excitação.
— Você tá linda — disse ele, olhando de lado. — Tá com medo?
— Tô apavorada — admitiu ela, lágrimas nos olhos. — Mas também tô molhada só de pensar. Isso me faz uma pessoa horrível?
— Não. Faz você humana. Faz você minha.
No quarto, quando o cliente entrou, um homem de meia-idade com terno caro e olhar faminto, Fernanda sentiu o coração disparar como se fosse explodir. Ele colocou as notas na mesinha — oito notas de cem, alinhadas como soldados. Ela olhou para o dinheiro e sentiu uma onda de poder misturada com humilhação. Era real. Ela era real. Uma mulher que vendia o corpo.
— Boa noite — disse ela, voz baixa, tentando soar profissional, mas saindo trêmula.
O homem sorriu. Tocou o rosto dela com cuidado, como se soubesse que era a primeira vez.
— Relaxa, linda. Eu pago bem pra você se sentir bem.
Rafael ficou no canto, olhos fixos, pau duro marcando na calça. Fernanda olhou pra ele uma última vez — um pedido mudo de perdão e de permissão. Ele assentiu, lábios entreabertos.
Ela tirou o vestido devagar, sentindo cada centímetro de pele exposta como uma confissão. Quando ficou só de salto e sutiã, abriu as pernas e mostrou a buceta depilada, já brilhando de excitação. O cliente tocou, dedos grossos explorando, e ela gemeu — não fingido, mas real, profundo. Vergonha e prazer colidindo no peito.
De quatro na cama, ela empinou a bunda. Quando o pau dele entrou, grosso e insistente, Fernanda fechou os olhos e deixou escapar um soluço misturado com gemido. Cada estocada era uma traição ao casamento, mas também uma libertação. Ela gozou rápido, corpo convulsionando, lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto gritava:
— Porra… tô gozando… tô gozando na frente do meu marido…
O cliente gozou dentro, enchendo ela. Quando saiu, o sêmen escorrendo pelas coxas, Fernanda olhou para Rafael. Ele estava de joelhos, olhos marejados de emoção.
— Vem — sussurrou ela, voz rouca. — Vem limpar sua esposa puta.
Ele lambeu tudo, devagar, com devoção. Enquanto a língua dele trabalhava, Fernanda acariciava o cabelo dele e chorava baixinho.
— Eu te amo… mesmo assim… mesmo sendo isso agora.
— Eu te amo mais ainda — respondeu ele, voz embargada. — Porque você teve coragem.
Depois daquela noite, o dinheiro entrou na vida deles como um vício. Fernanda subiu o preço, virou “acompanhante de luxo”. Cada programa era uma montanha-russa emocional: antes, ansiedade e dúvida (“Será que sou só isso agora?”); durante, prazer avassalador e sensação de poder (“Eles pagam caro por mim”); depois, culpa que se dissolvia nos braços de Rafael, que a abraçava forte e sussurrava que ela era perfeita exatamente assim.
Uma noite, depois de um programa longo (um cliente que a fez gozar quatro vezes, pagando extra pelo anal), ela chegou em casa com 4 mil na bolsa. Jogou as notas na cama, tirou a roupa suja de sexo e se encolheu no colo dele.
— Eu sinto falta da gente antes… mas ao mesmo tempo… nunca me senti tão viva.
Rafael a apertou contra o peito.
— A gente ainda é a gente. Só que agora você é mais. É minha rainha. Minha puta. Minha tudo.
Ela chorou de novo — de alívio, de amor, de aceitação. Porque, no fundo, o que Rafael tinha feito não era transformá-la em GP. Era dar permissão para ela ser quem sempre quis ser por dentro: desejada, livre, poderosa.
E eles continuaram. Dinheiro na conta, marcas no corpo, segredos na alma. Mas o amor? Esse ficou mais cru, mais intenso, mais real do que nunca.
Fim.
Foto 1 do Conto erotico: A Primeira Nota de Cem

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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Primeira Nota de Cem

Codigo do conto:
252596

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
20/01/2026

Quant.de Votos:
6

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2