O som das ondas batendo lá fora era um constante sussurro de fundo, quase abafado pelo riso alto e o som do pagode e de copos se chocando que vinham da varanda. A festa de final de semana no litoral com vários casais de amigos estava no auge, mas a combinação da viagem, do sol, mar e uns drinks a mais pesava nas minhas pálpebras naquela hora da noite. Despedi-me do grupo com um aceno preguiçoso, subi as escadas e entrei no quarto que havia sido designado para mim e para meu namorado Lucas. O quarto era fresco, com um cheiro leve de maresia, as cortinas de linho balançavam com a brisa da noite. Eu apenas tirei o shorts e o biquíni ficando a vontade e na parte de baixo completamente nua, deixando-o no chão, me deixei cair sobre o lençol branco e macio. O sono me envolveu quase instantaneamente, levando-me para um escuro pesado e sem sonhos. Não sei quanto tempo passei dormindo, mas acordei com o clique suave da porta sendo fechada. O quarto estava imerso em penumbra, apenas a luz prateada da lua se infiltrando pelas frestas das cortinas. Meu coração deu um pulo no peito, mas o medo se dissipou rapidamente quando reconheci a silhueta alta e encorpada parada junto à porta, embora sobre o forte efeito que o álcool havia deixado em mim. O cheiro que veio era mais que familiar — uma mistura de água do mar, um toque de álcool e aquele perfume amadeirado que o Lucas usava. Eu não me importei dele ficar na festa com o pessoal pois sabia que logo iria para o nosso quarto, claro ao perceber sua presença foi me despertando um desejo súbito que varreu o sono. Ele não disse uma palavra, nem precisou. Apenas caminhou até a cama com uma passada pesada apressada e deliberada. Senti o colchão afundar ao lado de mim e, em seguida, suas mãos grandes e quentes começaram a percorrer meu corpo. A pele dele estava levemente fria pelo ar noturno, mas o toque era firme, possessivo. Seus dedos traçaram a linha da minha cintura, subindo para afagar a curva dos meus seios que estavam expostos sob o top de biquíni solto. Eu suspirei, arqueando as costas instintivamente, buscando mais daquela pressão. Ele puxou o top para cima, liberando meus seios, e sua boca desceu voraz sobre um deles, sugando o mamilo com força, enquanto a mão dele descia entre minhas pernas, encontrando-me já molhada e pronta. O jeito do Lucas me tocar estava mais agressivo, mais urgente do que o habitual e eu me entreguei à sensação de ser mais uma vez sua posse. Ele deslizou dois dedos para dentro da minha buceta, curvando-os de um jeito que me fez arrancar um gemido abafado contra o travesseiro. —Delicia! Ele sussurrou bem baixinho, sua a voz soava mais rouca um pouco diferente, abafada talvez pelo excesso de álcool, ou talvez por causa da posição ou da escuridão. Eu só queria aquilo. Eu queria ser usada. Ele retirou os dedos e ouvi o som de zíper descendo. O que apareceu em seguida, mesmo à luz fraca, fez meus olhos se arregalarem. Aquilo não era apenas duro; era monumental. O pau enorme, grosso, com veias salientes que pulsavam à luz da lua. Ele não esperou. Subiu em cima de mim, afastou minhas pernas com os joelhos e posicionou aquela cabeça enorme daquele rola grossa na entrada da minha buceta. Empurrou com uma força bruta, e eu gritei, misturando dor com um prazer intenso enquanto ele me esticava, abrindo caminho à força. Ele cobriu minha boca com a dele, engolindo meus gritos, me beijando com força, enquanto continuava a penetrar, inchado e duro, batendo fundo no meu colo do útero a cada empurrão a cada estocada. O ritmo era implacável. Ele me fodia com uma fome animal, e eu me agarrava aos ombros largos dele, as unhas cravando na pele das suas costas, sentindo meu corpo se aproximar do clímax com uma velocidade aterrorizante. Mas ele não estava satisfeito apenas com a minha buceta. Ele me virou de bruços com uma facilidade assustadora, como se eu não pesasse nada. Ergueu meu quadril, esmagando minha cara contra o travesseiro. Senti a cabeça do pau dele, lubrificada pelos meus fluidos, pressionando contra meu cuzinho apertado. —Relaxa, ele ordenou, dando um tapa forte na minha nádega. A dor do tapa se misturou com o prazer da dilatação. Ele empurrou, e meu corpo resistiu antes de ceder, engolindo aquela espessura toda. Eu gritei novamente, sentindo-me cheia, estourada, possuída. Ele começou a foder meu cuzinho com a mesma intensidade, puxando quase todo o pau para fora e depois mergulhando fundo novamente, as suas bolas batendo ruidosamente contra minha pele. A sensação de estar tão cheia, de ser tomada de forma tão completa e brutal, me levou à beira do abismo. Eu bati a mão no colchão, procurando algo para me segurar enquanto o orgasmo varria meu corpo como um tsunami. Meus músculos contraíram violentamente ao redor do pau dele, apertando-o com força, e ouvi ele rosnar baixinho, sentindo minha pulsação. Ele continuou bombeando, me usando para extrair cada onda de prazer do meu corpo, até que eu desabei no colchão, tremendo incontrolavelmente, sem fôlego e completamente drenada. Ele permaneceu dentro de mim por mais alguns segundos, recuperando o fôlego, antes de se retirar lentamente. A sensação de vazio foi imediata e dolorosa. Ele desceu da cama, ajeitou a roupa e, sem uma palavra de carinho ou despedida, saiu do quarto, fechando a porta silenciosamente atrás de si. Eu fiquei lá, imóvel, sentindo o escorrer de sêmen e meus próprios fluidos pelas coxas, o cheiro de sexo e transpiração impregnando o ar. Um sorriso cansado surgiu nos meus lábios. O Lucas nunca tinha sido tão intenso, tão dominante. Eu me senti viva, usada e completamente satisfeita. Adormeci de novo com a certeza de que tínhamos acabado de vivenciar a melhor transa desde o início de nossa relação. A manhã seguinte trouxe uma luz brutal e uma ressaca leve, mas o que mais me chamou a atenção foi a dor deliciosa nos músculos das minhas pernas e a sensibilidade crua entre minhas coxas. Levantei-me, tomei um banho longo, deixando a água quente cair sobre meu corpo marcado pela noite anterior, e desci para a cozinha. A casa estava em silêncio, a maioria ainda dormindo. Encontrei o Lucas na varanda, segurando uma xícara de café e olhando para o mar. Ele parecia calmo, tranquilo, nada como a fera que me devorou na noite anterior. Aproximei-me por trás, passando os braços em volta da cintura dele e sussurrando no ouvido dele, com um tom malicioso: —Você foi insuportável ontem à noite, Lucas! — Nunca imaginei que você fosse tão... selvagem." Esperei que ele sorrisse, que ele me puxasse para o colo e fizesse alguma referência àquilo que aconteceu. Em vez disso, ele se congelou. Ele se virou lentamente, segurando minha cintura, mas o rosto dele era de confusão genuína. — O que você tá falando, Pietra? — perguntou ele, franzindo a testa. — Eu nem subi para o quarto ontem. Fiquei aqui na varanda até tarde, conversando com o Marcos e a Carla, e acabei dormindo no sofá da sala. Nem passei perto das escadas. O sangue gelou nas minhas veias. Meu coração disparou, não por desejo, mas por choque puro. Eu soltei a cintura dele e dei um passo para trás, analisando o rosto dele. Não havia sinal de mentira. Ele estava sério. Se não foi o Lucas... quem estava no meu quarto? A memória do tamanho do pau, da força com aquela pessoa me pegou, da voz rouca que eu não consegui identificar totalmente na escuridão, voltou com força avassaladora. Eu olhei para os quartos fechados no andar de cima. Um dos outros casais, ou alguém que tinha vindo visitar? A ideia me aterrorizava, mas ao mesmo tempo, um sentimento profundo e perturbador começou a borbulhar no meu estômago. Alguém me tinha tomado sem eu saber, eu havia sido estuprada, alguém me tinha fudido como ninguém nunca tinha feito, e eu tinha gozado loucamente. Eu precisava saber quem era. Eu precisava sentir aquilo de novo. O sangue gelou nas minhas veias, um contraste brutal com o calor que ainda queimava entre minhas pernas. Lucas me olhava com aqueles olhos calmos, levemente confusos, segurando a xícara de café como se o mundo não tivesse acabado de desabar sobre a minha cabeça. O cheiro dele, aquela mistura de água do mar e perfume amadeirado, era o mesmo que eu tinha sentido no escuro do quarto, a mesma assinatura olfativa que havia me deixado tão molhada e disposta a ser usada. Mas ele negava. Ele estava dizendo que não tinha sido ele. Eu dei um passo para trás, sentindo o chão da varanda sob meus pés descalços. Se não foi o Lucas, quem foi o homem que tinha entrado no meu quarto? Quem tinha me pego com tanta força, me virado de bruços e me fudido como se eu fosse um objeto, sem dizer uma palavra além daquele sussurro rouco elogiando meu corpo? A confusão girava na minha cabeça, mas outra coisa, muito mais perigosa, começou a borbulhar no meu estômago. Não era medo. Pelo menos, não era apenas medo. Era uma lascívia perturbadora, uma coceira profunda na minha buceta que não tinha sido saciada apenas por um orgasmo violento. Eu queria saber. Eu precisava saber quem tinha me tomado daquela maneira. — Desculpa... — gaguejei, afastando o cabelo do rosto com a mão trêmula. — Acho que bebi demais ontem. Deve ter sido um pesadelo muito real. Menti. Eu sabia que não foi pesadelo. As marcas nos meus seios, as unhas riscando minhas coxas, a dor deliciosa no meu cuzinho ainda esticado e latejando — tudo isso era real. Lucas pareceu aceitar a desculpa, encolhendo os ombros com aquele ar descontraído de sempre. — Acontece, garota. A festa foi forte. — Ele virou o olhar de volta para o mar. — Vou ver se os outros acordaram. Eu o vi entrar na casa, deixando-me sozinha na varanda. Respirei fundo, tentando organizar meus pensamentos, mas o cheiro de sexo que parecia impregnado na minha pele me distraía. Eu precisava agir. Precisava achar o culpado. Ou o dono daquele pau monumental. Entrei na casa atrás dele, mas desviei para a sala de estar. O sol da manhã entrava pelas janelas amplas, iluminando a bagunça da festa de ontem: garrafas vazias, copos espalhados, almofadas no chão. Alguns convidados já estavam acordando, espalhados pelos sofás e poltronas, algumas amigas ainda de biquíni ou shorts de dormir. Comecei a passear pelo ambiente, tentando parecer casual, mas meus olhos varriam cada homem com uma intensidade predatória. Eu não estava procurando por rostos bonitos ou simpatia; eu estava caçando pistas físicas. O homem que me tinha possuído, me estuprado era alto, encorpado, tinha ombros largos que bloqueavam a minha visão do teto quando ele estava por cima de mim. E as mãos... aquelas mãos grandes e quentes que tinham me segurado com força bruta. Parei perto da mesa de centro, onde um dos amigos, Marcos, estava esticando os braços, bocejando. Ele era alto, mas ombros estreitos demais. Descartei. Meu olhar deslizou para outro cara, Rafael, que estava na cozinha pegando água. Ele era musculoso, mas eu me lembrava do peso do corpo sobre mim. Era algo denso, pesado, uma presença dominante que esmagava o peito e os quadris ao mesmo tempo. Cada passo que eu dava, meu biquíni roçava nas marcas de fricção nas minhas coxas, enviando choques elétricos direto para o meu clitóris. A memória da penetração voltou com força: a cabeça grossa do pau rasgando minha entrada, a sensação de estar cheia até o limite, depois a virada brusca e o pau escorregadio entrando no meu cuzinho, abrindo caminho à força enquanto eu gemia abafada no travesseiro. Eu apertei as pernas, sentindo a umidade começar a molhar o tecido do biquíni de novo. Que vergonha. Eu estava investigando um estupro — ou algo parecido — e tudo o que eu conseguia pensar era em como aquilo tinha sido bom. Sentei no braço de um sofá, cruzando as pernas para disfarçar o tremor. Olhei para as mãos dos homens ao meu redor. Quem tinha dedos longos o suficiente para entrar fundo na minha buceta com aquela precisão cruel? Quem tinha a resistência para me foder sem parar, me fazendo gozar tão forte? Meu olhar cruzou com o de um convidado que eu não conhecia bem, um amigo de um amigo que tinha chegado ontem à noite e havia sido me apresentado. Ele estava encostado no batente da porta da varanda, segurando uma lata de cerveja morna. Ele era alto, muito alto, com a estrutura de quem joga futebol ou carrega peso no trabalho. Ombros largos. Peito largo. Ele me olhou, e por um segundo, achei ver um brilho de reconhecimento, ou talvez de desafio, nos olhos dele. O coração disparou no peito. Era ele? O cheiro dele não era o mesmo do Lucas, mas notei que estava com um arranhão nas costas, o problema é que vários também estavam. Seu perfume era algo mais terroso, talvez o cheiro que eu tivesse confundido com o álcool e o mar no escuro. Eu me imaginei indo até ele, arrancando a roupa dele ali mesmo para ver se o pau dele correspondia à memória que me assombrava. A ideia me deixou tonta. Eu queria ser pega de novo. Eu queria que aquele homem desconhecido me arrastasse para um canto e me usasse, me fizesse de cachorra, me enchesse de porra sem perguntar nada. — Ei, Pietra, tudo bem? — a voz de Marcos me tirou do transe. — Você parece pálida. — Ah, nada... — respondi, forçando um sorriso que saiu mais torto do que eu queria. — Ainda estou recuperando do sol de ontem. Eu me levantei, precisando me mexer antes que eu fizesse alguma besteira. A investigação estava apenas começando, mas o desejo de repetir a experiência era um veneno correndo nas minhas veias. Eu olhei para o homem desconhecido mais uma vez; ele agora conversava com outro cara, rindo de algo. Mas a maneira como ele se apoiava na parede, a postura relaxada mas poderosa... aquilo me dizia que ele sabia segurar uma mulher. Eu me mordi o lábio inferior, sentindo um arrepio percorrer minha espinha. Se não foi o Lucas, tinha que ser alguém com aquela força bruta. Alguém que não tivesse pena de me deixar marcada. Eu passei por ele propositalmente, perto o suficiente para sentir o calor do corpo dele, tentando captar qualquer sinal, qualquer cheiro de sexo remanescente. Ele não se mexeu, mas eu senti o olhar dele queimar nas minhas costas enquanto eu caminhava em direção ao corredor que levava aos quartos. Eu não sabia quem era, mas eu ia descobrir. E por Deus do céu, eu esperava que, quando eu descobrisse, ele tivesse vontade de me foder de novo.
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