Amigas que gozam juntas!



A gente escreveu isso juntas. Tipo, sentadas uma do lado da outra no sofá, com o notebook no meio, rindo, corrigindo uma a outra e lembrando dos detalhes. Porque foi assim que rolou. A gente não é lésbica. Nunca foi. A gente só gosta de gozar. E a gente goza melhor quando está junto.
Eu sou a Bia. Ela é a Lu. A gente se conhece desde os seis anos. Cresceu no mesmo prédio, dividiu segredo, mentira pra mãe, primeira bebedeira, primeiro coração partido. Sempre falou de tudo. Inclusive de sexo. Desde cedo. Quando uma começava a gozar de verdade, a outra já sabia no dia seguinte. “Foi assim que eu fiz.” “Eu usei o travesseiro.” “Eu pensei nisso.” A gente não tinha vergonha. Nunca teve.
Aos 25 a gente ainda era assim. Só que agora a gente transava com homens de verdade. E filmava. Sempre filmava. Porque a gente gostava de assistir depois. Sozinhas, ou juntas. Era mais fácil gozar vendo o próprio corpo sendo fodido, ouvindo os gemidos, lembrando da sensação. A gente trocava os vídeos. “Olha esse momento.” “Nesse aqui eu gozei forte.” Era normal pra gente.
O primeiro dia em que a gente se tocou de verdade foi sem planejar.
Estávamos no apartamento da Lu. Era sexta. Tínhamos bebido um pouco. Estávamos de short e camiseta larga. O clima estava quente. A conversa foi descendo, como sempre. A gente começou a falar dos últimos caras. Dos vídeos. D quanto a gente tinha gozado. Aí a Bia falou:
— Eu tô com tesão agora.
A Lu riu e respondeu:
— Eu também.
Silêncio curto. Depois a Bia perguntou:
— A gente pode… se tocar? Aqui. Cada uma na sua.
A Lu não hesitou.
— Pode.
A gente se acomodou no sofá. Cada uma de um lado. As pernas abertas. A gente tirou o short e a calcinha. Sem pressa. Sem olhar demais. Só o suficiente pra ver o que a outra estava fazendo. A Bia passou o dedo devagar entre os lábios. Já estava molhada. A Lu fez o mesmo. O som molhado ficou no ar. A gente gemía baixo, quase sem querer. Olhava de canto. Via o movimento da mão da outra. O jeito que o corpo reagia. A Bia gozou primeiro, mordendo o lábio, pernas tremendo. A Lu veio logo depois, mais quieta, mas com o corpo inteiro contraído. Depois a gente ficou ali, ofegante, rindo de leve.
— Isso foi estranho — falou a Bia.
— Mas foi bom — respondeu a Lu.
— Foi.
Na semana seguinte a gente tentou de novo. Dessa vez com a mão uma na outra.
Foi no quarto da Bia. Luz baixa. A gente deitou de frente, mas sem se encostar demais. Só as mãos. A Bia passou o dedo na buceta da Lu. Devagar. Explorando. A Lu estava encharcada. A Lu fez o mesmo com a Bia. A gente não se beijou. Não se abraçou. Só se tocou. Os dedos entravam, saíam, circulavam o clitóris. A gente olhava o rosto uma da outra às vezes. Via a expressão de prazer. Ouviu os gemidos. A Bia gozou com dois dedos da Lu dentro dela, gemendo alto. A Lu gozou depois, com a mão da Bia apertando o clitóris dela de um jeito que ela mesma nunca conseguia fazer tão bem. Depois a gente se limpou, colocou a roupa e ficou conversando como se nada tivesse acontecido. Só que tinha acontecido. E a gente queria de novo.
O peito veio depois.
Foi a Lu quem sugeriu.
— Você gosta quando o cara chupa o seu peito, né?
— Gosto pra caralho.
— Então… a gente pode tentar?
A Bia ficou quieta um segundo e depois tirou a camiseta. A Lu também. A gente ficou de sutiã por um tempo, só olhando. Depois tirou. Os peitos da Bia eram um pouco maiores, mamilo escuro. Os da Lu eram menores, mais sensíveis. A Bia se aproximou e passou a língua no mamilo da Lu. A Lu arrepiou inteira. A Bia chupou devagar, sugando, lambendo, apertando o outro peito com a mão. A Lu gemeu baixo e retribuiu. A língua dela era quente. A gente ficou um tempo assim, só nos peitos. Sem descer. Sem beijo na boca. Só aquilo. Quando a Bia sentiu a mão da Lu apertando o peito dela com mais força, ela quase gozou só com aquilo. Depois a gente se masturbou juntas de novo, ainda com o gosto do peito uma da outra na boca.
A tesourinha foi o próximo passo.
A gente já estava mais solta. Já sabia que podia. Foi num domingo à tarde. A gente estava pelada na cama da Lu. Conversando, rindo, se tocando de leve. Aí a Bia falou:
— Já vi nos vídeos. A gente pode tentar esfregar.
A Lu abriu as pernas. A Bia se posicionou. As bucetas se tocaram. Quentes. Molhadas. A gente começou a se mover. Devagar no começo. Depois mais rápido. O atrito no clitóris era forte. A gente segurava a coxa uma da outra pra ter mais força. Gemia. Suava. A Bia gozou primeiro, o corpo inteiro tremendo, a buceta pulsando contra a da Lu. A Lu gozou logo em seguida, apertando as pernas da Bia com força. A gente ficou ali, colada, respirando pesado. Sem beijo. Sem boca na buceta. Só o contato. Depois a Bia riu e falou:
— A gente é doida.
A Lu respondeu:
— A gente só gosta de gozar.
E era verdade.
O último passo demorou um pouco mais.
A gente já tinha feito quase tudo. Já tinha assistido os vídeos juntas, se masturbado, se tocado, se chupado os peitos, se esfregado. Mas a boca na buceta ainda era um limite. Até que uma noite, depois de assistir um dos vídeos da Bia sendo comida, as duas já molhadas, a Lu falou:
— Eu quero tentar.
A Bia olhou pra ela.
— Chupar?
— É. Você também.
Não teve muito papo. A gente se ajeitou na cama. A Bia deitou de costas. A Lu se posicionou entre as pernas dela. O cheiro era forte. Familiar. A língua da Lu tocou o clitóris da Bia. Devagar. Depois com mais vontade. A Bia arquejou. A mão dela foi pro cabelo da Lu, sem empurrar, só segurando. A Lu chupava como se estivesse aprendendo o gosto. A Bia gozou rápido, apertando a cabeça da amiga contra a buceta, gemendo alto. Depois foi a vez da Lu. A Bia desceu. A língua dela era mais agressiva. Chupava o clitóris com força, entrava com a língua, lambia tudo. A Lu gozou com as pernas tremendo, a mão apertando o ombro da Bia.
Depois a gente ficou deitada, uma do lado da outra, suadas, o gosto uma da outra ainda na boca.
A Bia falou:
— A gente não é lésbica.
A Lu respondeu:
— Não. A gente só goza junto.
E é isso. A gente continua transando com homens. Continuamos filmando. Continuamos assistindo. E de vez em quando a gente se pega. Sem romance. Sem ciúme. Sem querer namorar. Só duas amigas que descobriram que gozar juntas é bom pra caralho.
E a gente gosta.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Amigas que gozam juntas!

Codigo do conto:
269764

Categoria:
Lésbicas

Data da Publicação:
12/08/2026

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