Eu estava sentada naquela carteira de madeira desconfortável, a bunda já um pouco dormente de tanto tempo parado, e o tédio me comendo viva. A professora falava alguma merda sobre equações que eu já tinha resolvido horas atrás. Minha amiga do lado, a Ju, estava com a cabeça caída no braço, dormindo igual um anjo, o cabelo bagunçado cobrindo metade do rosto. Ninguém atrás de mim. Ninguém prestando atenção de verdade. Só eu, a porra do meu corpo pegando fogo e aquela vontade safada subindo pela barriga. Eu já tinha gozado em público antes. No cinema, no ônibus, até numa praça uma vez com o vibradorzinho escondido na calcinha. Mas na aula… caralho, a ideia sozinha já me deixava molhada. Eu não tinha trazido o vibrador hoje, puta que pariu. Só a mão. Só o dedo. Só a vontade de me foder ali mesmo enquanto o resto da sala fingia prestar atenção. Passei a bolsa pro colo, abracei ela contra a barriga como se estivesse só me aconchegando. A mão direita escorregou devagar pela cintura da calça jeans. O botão já estava meio frouxo, a zíper abriu sem fazer barulho. Meus dedos encontraram o tecido fino da calcinha preta. Já estava úmida. Eu pude sentir o calor da buceta latejando, o grelinho inchado e sensível batendo de leve contra o tecido. Comecei a esfregar devagar, só a ponta do dedo médio fazendo círculos lentos em cima do clitóris. A pressão era gostosa pra caralho. Meu corpo reagiu na hora. A respiração ficou mais pesada, o peito subindo e descendo debaixo da blusa. Eu apertei um pouco mais, sentindo o grelinho pulsar sob o dedo. A calcinha já estava encharcada, o tecido colando na fenda molhada. Peguei o celular com a outra mão, escondido atrás da bolsa. Abri um vídeo de uma loira se masturbando com força, gemendo alto, a buceta aberta e pingando. O som estava no mudo, mas eu imaginava cada gemido, cada “ahh, fode essa puta”. Meu dedo apertou mais o clitóris, esfregando em círculos rápidos agora. A buceta se contraiu, molhada pra porra, o líquido escorrendo pelas dobras e molhando a calcinha por completo. Eu soltei um gemido baixinho, quase um suspiro. — Porra… que delícia… A voz saiu tão baixa que nem a Ju do lado ouviu. Continuei. O dedo agora deslizava pra baixo, abrindo os lábios da buceta, sentindo a entrada quente e escorregadia. Empurrei a ponta do dedo pra dentro, só um pouco, e a parede apertou na hora. Meu cu também latejou, como se quisesse atenção também. Eu estava tão puta que até o cu pedia dedo. Voltei pro clitóris, esfregando mais forte. O grelinho estava duro, inchado, latejando sob o dedo. Cada movimento mandava um choque direto pro útero. Minhas pernas começaram a tremer de leve. Eu apertei a bolsa com mais força, escondendo o movimento da mão dentro da calça. A buceta fazia um barulhinho molhado, quase inaudível, mas eu ouvia. Chup-chup, o dedo entrando e saindo um pouco, depois voltando a esfregar o clitóris com força. O vídeo no celular mostrava a loira gozando, o corpo se contorcendo, a buceta contraindo. Eu imitei o ritmo. Meus quadris se mexiam de leve na cadeira, empurrando a buceta contra a mão. Eu estava quase lá. O orgasmo subindo pela barriga, apertando o peito, fazendo os seios ficarem pesados e os mamilos duros contra o sutiã. — Ahh… caralho… vou gozar… O gemido saiu um pouco mais alto dessa vez. Eu mordia o lábio inferior com força pra não gritar. O dedo girava rápido, molhado, escorregadio, o grelinho latejando desesperado. A buceta se abria e fechava sozinha, pedindo mais. Eu enfiei o dedo médio até a segunda junta, sentindo a parede quente apertar, e com o polegar continuei esfregando o clitóris. Quase. Tão perto. O corpo inteiro tremendo. Eu ia gozar ali na sala de aula, com a professora falando de derivadas e a Ju dormindo do meu lado. A ideia me deixava ainda mais puta. Eu ia gozar escondida, a calcinha encharcada, o cheiro da minha buceta se espalhando um pouco se alguém chegasse perto. Foi aí que a voz da amiga da frente cortou tudo. — Professora! Posso ir ao banheiro? Eu travei. A mão parou no meio do caminho, o dedo ainda enterrado na buceta molhada. O orgasmo que estava subindo escorreu embora como água. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza que a Ju ia acordar só com o barulho. A professora respondeu alguma coisa, a menina se levantou, e eu fiquei ali, a mão dentro da calça, a buceta latejando e pedindo o resto. Tirei o dedo devagar, o tecido da calcinha grudando na pele molhada. O cheiro da minha excitação subiu até o nariz quando movi a bolsa. Eu estava encharcada. A calça jeans já tinha uma mancha escura na frente se alguém olhasse de perto. Fiquei sentada, respirando fundo, tentando acalmar o corpo que ainda tremia. Tentei de novo uns minutos depois, mas o humor tinha ido embora. A interrupção matou tudo. Levantei, pedi pra ir ao banheiro, trancada no boxe, tentei esfregar de novo, mas não rolou. A buceta ainda estava sensível, o grelinho latejando, mas a cabeça não colaborava. Voltei pra sala frustrada pra caralho, a calcinha molhada colada na pele, o cheiro da minha própria putaria me acompanhando o resto da aula. E agora, toda vez que sento naquela carteira, eu lembro. Lembro do dedo molhado, do gemido preso na garganta, da vontade de gozar bem ali no meio de todo mundo. E a buceta já começa a latejar de novo só de pensar.
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