O quão provável é beijar e ser agarrada por um desconhecido de manhã no metrô? Eu descobri na pele, suando e molhando a calcinha fio dental antes mesmo de chegar na minha estação. Entrei no vagão já lotado, daqueles de sexta-feira cedo em que todo mundo está com cara de quem dormiu mal e só quer chegar logo. Eu estava sem maquiagem, cabelo preso de qualquer jeito, legging fina preta que marcava tudo e uma camiseta oversized que escondia os peitos mas não a vontade. Foi aí que eu vi ele. Macho alto, ombros largos, braços grossos marcando sob a camisa social já um pouco amassada, barba fechada e convidativa, daquelas que você imagina arranhando a parte de dentro da coxa. Olhos escuros, fones no ouvido, mas o olhar... o olhar era de quem já tinha te comido na imaginação. Eu sentei do outro lado do corredor, de frente pra ele, e na hora me deu vontade de me arrumar. Abri a necessaire, passei o rímel devagar, o blush nas maçãs do rosto, e cada vez que eu levantava os olhos ele estava me encarando. Não disfarçava. Eu também não. Fui passando o batom transparente, umedecendo os lábios com a ponta da língua só de sacanagem, e ele tirou o fone. Meu coração acelerou. Na minha cabeça já rolava o filme: eu virando de costas, ele me sarrando forte, a pica dura enfiada entre as bandas da bunda, me apertando feito urso. Eu sorri, daquele jeito que segura os dentes mas os olhos entregam tudo. Ele se levantou, atravessou o corredor no balanço do metrô e parou bem perto, se apoiando na barra acima da minha cabeça. O cheiro dele era de perfume barato misturado com suor limpo de homem. Me deu água na boca. Ele se inclinaram e falou baixo no meu ouvido, a barba raspando a orelha: - Você tem uns olhos lindos pra caralho. Tá me matando aqui. Eu virei o rosto e ele já veio com o selinho. Calmo no começo, lábios macios, só a ponta da língua pedindo licença. Eu conferi os lados rapidinho. Ninguém olhando direto. Me aproximei mais e ele entendeu tudo. A mão grande desceu, pegou minha bunda com força, apertou as duas bandas, os dedos afundando na legging fina. Passou a mão inteira entre elas, sentiu o fio da calcinha enfiado no meio do cu e puxou de leve. Eu soltei um gemido abafado contra a boca dele. - Porra... - murmurei. Ele sorriu no beijo e me abraçou de verdade, daqueles abraços de urso que te esmagam contra o peito largo. A outra mão subiu, puxou meu cabelo pra trás e aprofundou o beijo. Língua quente, saliva misturando, dentes beliscando meu lábio inferior. Eu já estava encharcada. A buceta latejando dentro da legging, o grelinho inchado e sensível. Ele apertou mais a bunda, os dedos escorregando pelo meio, pressionando o cu por cima da roupa. Eu me contorci, abrindo um pouco as pernas sem nem perceber. O metrô balançava, as pessoas ao redor conversavam ou olhavam pro celular, e a gente ali, colados, beijando como se o mundo tivesse encolhido só pra gente. Ele soltou meu cabelo e a mão desceu pela frente. Passou pela barriga, desceu mais e alcançou a bucetinha por fora da legging. A calça era tão fina que ele sentia tudo. Apertou o monte, esfregou com a base da mão, o polegar pressionando bem no grelinho. Eu mordei o ombro dele pra não gemer alto. - Tá molhada pra porra, hein - ele sussurrou no meu ouvido, a voz grossa de tesão. - Essa xota tá pingando só de eu te apertar. - Cala a boca e continua - respondi, a voz já embargada. Ele riu baixo e esfregou mais forte. Os dedos faziam círculos apertados no clitóris por cima do tecido, apertavam os lábios da buceta, subiam e desciam como se já estivesse metendo. Eu me esfregava na mão dele sem vergonha, a perna tremendo. O pau dele estava duro pra caralho, eu sentia o volume grosso pressionando minha barriga. Queria tirar a legging ali mesmo, sentar naquela pica e cavalgar até gozar gritando, mas a gente estava no metrô, porra. Ele me virou de lado, me encostou no suporte, e a mão voltou pra bunda. Dessa vez os dedos entraram por baixo da barra da legging, deslizando direto na pele quente. Sentiu o fio dental enfiado no cu, puxou de lado e escorregou o indicador pelo meio das bandas, pressionando o furinho molhado de suor e tesão. Eu soltei um gemido mais alto, desesperado, e enfiei o rosto no pescoço dele. - Shhh... - ele falou, mas continuou cutucando. - Quer que eu enfie o dedo nesse cuzinho no meio do povo? - Porra, sim... mas devagar - eu gemi, a voz falhando. Ele empurrou a ponta do dedo, só a ponta, e eu me contraí toda. Ao mesmo tempo a outra mão voltou pra frente e apertou a buceta com força, esfregando o grelinho sem piedade. Eu estava gozando já, quase, o corpo inteiro tensionado. O metrô anunciou a próxima estação, a minha. Merda. Ele sentiu a urgência e acelerou. Beijou minha boca com raiva, chupou minha língua, e os dedos trabalharam juntos: um massacrando o clitóris por fora, o outro brincando na entrada do cu. Eu tremia, gemendo no beijo dele, o orgasmo subindo rápido demais. - Vou gozar... porra, vou gozar aqui - eu susurrei desesperada. - Goza então, putinha. Goza na minha mão no meio do metrô. Foi o suficiente. O corpo travou, a buceta latejou forte, o cu apertou o dedo dele e eu gozei enfiando o rosto no peito largo dele pra abafar o gemido. As pernas fraquejaram, a legging ficou ainda mais molhada, e ele continuou esfregando devagar enquanto eu tremia. Quando o trem parou na minha estação ele tirou a mão, me beijou mais uma vez, bem fundo, e falou no meu ouvido: - Próxima vez a gente desce juntos. Quero meter essa pica toda nessa buceta molhada e te foder até você não conseguir caminhar. Eu só conseguia respirar ofegante, os lábios inchados, a calcinha encharcada, o grelinho ainda latejando. Saí do vagão de pernas moles, sentindo o olhar dele nas minhas costas até as portas fecharem. Foi o melhor começo de sexta-feira da minha vida. E eu já sabia que ia voltar no mesmo horário na semana seguinte, de legging ainda mais fina e sem calcinha.
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