Voltando do plantão no hospital, gozei nos dedos de um estranho no metrô!

Era pleno verão no Rio de Janeiro, e a plataforma do metrô na Central do Brasil tava um forno. O ar pesado de umidade, cheiro de metal quente, suor e desespero. Tinha acabado de sair de um plantão de doze horas no hospital — jaleco grudado na pele, cabelo colado no pescoço — e só queria desabar na cama. Mas a Linha 1 tava atrasada, e quando finalmente chegou chiando nos trilhos, já vinha lotada que nem lata de sardinha.
Me espremi pra dentro junto com o resto da manada, uma mão segurando o corrimão de cima, a outra apertando a bolsa contra o peito. As portas sibilaram e fecharam atrás de mim, nos selando ali dentro. Sem espaço pra se mexer. Sem espaço pra respirar. Só corpos prensados numa massa úmida e balançante.
Foi aí que senti ele.
Uma parede sólida de calor nas minhas costas. Um homem — alto, ombros largos, o peito dele roçando minhas omoplatas a cada solavanco do trem. Não conseguia me virar. Não conseguia ver o rosto dele. Mas sentia a linha dura do corpo dele contra o meu, o deslocamento sutil dos quadris dele conforme o vagão balançava.
No começo achei que era acidente. O trem sacudiu; balançamos. A mão dele roçou meu quadril. Depois de novo. E de novo.
Mas aí os dedos dele se curvaram — deliberado — deslizando por baixo da barra do meu jaleco, traçando a pele nua logo acima da cintura da calça. Minha respiração prendeu. Eu deveria ter me mexido. Deveria ter falado alguma coisa. Mas o vagão tava cheio demais, e o calor tava fazendo minha cabeça rodar, e o toque dele — meu Deus, o toque dele — era elétrico.
Ele não falou. Não precisava. A mão dele se moveu com propósito, descendo mais, por baixo do elástico da minha calça, pegando a curva da minha bunda por cima da calcinha de algodão. Mordi o lábio pra não gemer. O trem chacoalhava, alheio. Ao redor, as pessoas encaravam celulares, olhos vidrados, fones no ouvido. Ninguém notava o jeito que o polegar dele traçava a costura da minha calcinha, pressionando o suficiente pra fazer minhas coxas se apertarem.
Outro solavanco. Outro balanço. E aí os dedos dele estavam dentro da minha calcinha, deslizando entre as minhas nádegas, encontrando o calor escorregadio já se acumulando entre minhas pernas. Eu tava molhada. Constrangedoramente, dolorosamente molhada. Ele nem tinha me beijado e eu tava pingando por um estranho num metrô lotado.
O dedo médio dele circulou minha entrada, provocando, antes de empurrar pra dentro — devagar, fundo, deliberado. Abafei um gemido contra meu antebraço, meu rosto queimando. Ele curvou o dedo, acariciando aquele ponto dentro de mim que fez meus joelhos bambear. A outra mão dele veio pela frente, deslizando por baixo da minha blusa, por baixo do sutiã, pegando meu seio. O polegar dele beliscou meu mamilo, duro e dolorido.
Não conseguia me mexer. Não conseguia escapar. Não queria.
O trem entrou num túnel, luzes piscando. No brilho fraco, peguei um vislumbre de nós no reflexo da janela — meu rosto corado, os olhos escuros dele fixos nos meus, indecifrável. Os lábios dele curvaram num leve sorriso predatório.
Ele adicionou um segundo dedo, me esticando, bombando devagar. Meus quadris rebolaram pra trás contra a mão dele, perseguindo a pressão. A palma dele se esfregava contra meu clitóris a cada investida, e eu tava perto — tão perto — minha respiração vindo em ofegadas rasas.
"Shh," ele sussurrou, a primeira palavra que falou, a voz baixa e rouca contra minha orelha. "Goza pra mim. Aqui mesmo. Deixa eles sentirem o cheiro."
Eu desmoronei.
Meu orgasmo rasgou através de mim, silencioso mas violento — minha buceta apertando ao redor dos dedos dele, sucos revestindo a mão dele, escorrendo pelas minhas coxas. Ele continuou me fodendo através disso, prolongando até eu tá tremendo, sem ossos, sustentada apenas pela pressão dos corpos e o braço dele ao redor da minha cintura.
O trem guinchado entrou na próxima estação. Portas abriram. Pessoas empurraram pra passar. Ele retirou a mão devagar, deliberadamente, trazendo os dedos pra boca dele e lambendo eles limpos — olhos nunca saindo dos meus.
Aí ele sumiu, engolido pela multidão.
Fiquei ali parada, pernas tremendo, calcinha encharcada, o cheiro de sexo grudado na minha pele. As portas fecharam. O trem seguiu em frente.
Nunca vi o rosto dele.
Mas gozei de novo naquela noite, no chuveiro, com meus próprios dedos enterrados dentro de mim, lembrando do jeito que ele tinha me reivindicado na frente de cem estranhos.
E tenho pego a Linha 1 em todo horário de rush desde então.

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Comentários


foto perfil usuario pocf-

pocf- Comentou em 19/08/2026

Que conto delicioso e excitante




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Voltando do plantão no hospital, gozei nos dedos de um estranho no metrô!

Codigo do conto:
270199

Categoria:
Masturbação

Data da Publicação:
19/08/2026

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5

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