Mãe e Filha, Mesma Profissão de puta

Manu tinha vinte e um anos, morava com a mãe num apartamento pequeno de bairro, fazia faculdade de Design de manhã e estagiava de tarde. Vida normal. Café da manhã corrido, ônibus lotado, trabalhos entregues no limite do prazo, brigadeiro na padaria da esquina. Nada de especial.
Ela chegou em casa às sete da noite e sentiu o cheiro de comida de verdade — a mãe tinha feito macarrão com molho, e não só arroz com ovo. Manu estranhou. Helena cozinhar assim no meio da semana significava uma de duas coisas: aniversário, ou notícia.

— Senta ai
— disse Helena.

Manu sentou. Olhou pro prato, depois pra mãe. Helena tinha quarenta e três anos e um jeito de quem carregava o mundo sem reclamar — cabelo escuro preso num coque, olheiras leves, mãos calejadas de trabalhos que ela nunca detalhava.

— O que foi?
Helena mexeu o garfo no prato por um tempo. Depois largou.

— Acabou o dinheiro, Manu.
— Como assim, acabou?
— O salário tá comprometido. Cartão estourado, o aluguel subiu, o carro deu problema, e o teu pai... — ela parou.

— O que tem o pai?
Helena respirou fundo.
— Teu pai não sabe. E não quero que saiba.

Manu franziu a testa. O pai era caminhoneiro, vivia na estrada, mandava dinheiro quando dava, ligava todo domingo. Honesto, orgulhoso, do tipo que se sentiria um fracasso se soubesse que a mulher estava pagando as contas com o próprio corpo.

— Mãe. — Manu apontou o garfo. — Fala.
— Vou fazer programa.
Silêncio. O ventilador girando. A TV do vizinho passando na parede.

— Programa? — Manu repetiu devagar. — Assim, de... sair com homem por dinheiro?

— É. Acompanhante. Tem uma casa aqui perto, uma sauna, umas meninas que conheço... e tem os sites também. Dá pra tirar mais num fim de semana do que eu tiro num mês de balcão.

Manu ficou olhando pra mãe como se estivesse vendo uma pessoa nova.

— Você vai vender... a xoxota.
— Manu.
— Você vai vender a xoxota, mãe. — Manu riu, atordoada. — Que loucura. Você tem quarenta e três anos.

— E daí? — Helena levantou o queixo. — Você acha que só menina de vinte pode?
— Não, não é isso, é que... — Manu gesticulou. — É que você é gostosa, mãe. É isso que é estranho.

Helena corou. Fez que não.

E aí Manu falou o que ela não esperava:
— Então eu vou também.
— O quê?
— Vamos pagar as contas. As duas. — Manu empurrou o prato. — Eu tenho vinte e um, mãe. Tenho corpo. Você acha que eu vou ficar de fora enquanto você paga tudo sozinha? A gente divide. Metade pra cada uma.

— Manu, você estuda
— Estudo de manhã. Atendo de noite. Mulher faz isso há décadas, mãe, não sou eu que vou inventar a roda.
Helena abriu a boca, fechou, e por fim riu — um riso cansado, meio molhado. Depois levantou e abraçou a filha por cima da mesa, apertado, o rosto no ombro dela.

— Sua louca.
— A gente é parecida, né? — Manu abraçou de volta.
Sábado de manhã, elas foram.

Primeiro a loja de lingerie — não as de shopping com preço de joia, mas uma lojinha de bairro que vendia peça boa por preço de peça boa. Helena entrou quase pisando leve, com vergonha, como se alguém fosse cobrar.

Manu já foi direto nas araras.

— Vem cá. Isso aqui é renda francesa, ó. — Ela levantou uma calcinha preta, fina como papel, com renda recortada. — Não é pra ficar bonita. É pra parecer que a xoxota tá de fora.
— Como assim de fora?
— Mãe, é fio dental. — Manu riu. — Metade do negócio é vender o que você tem sem mostrar.

Pegaram tudo. Preto, vermelho vinho, nude, cetim, um baby doll de renda, um sutiã push-up que Helena olhou com desconfiança e Manu colocou no cesto sem discussão. Passaram pelo corredor dos brinquedos — um plug de metal pequenininho com base rosa, e três dildos de tamanhos diferentes, um fino, um médio, um grande e grosso, quase assustador.

Helena pegou o maior na mão, pesou.
— Esse aí é maior que o teu pai.
— Mãe.
— É!
— É, é.
A vendedora liberou o provador duplo e deixou as duas.

Manu entrou atrás da cortina, tirou a roupa e vestiu a calcinha preta de renda. E, como sempre acontecia com ela, não ficou no lugar. O tecido era tão fino e ela era tão justa, tão apertada, que os lábios da xoxota engoliam a renda na frente — a calcinha simplesmente desaparecia, entrava, e ficava só um fiozinho saindo pra fora, com o tecido afundado entre os lábios, encharcado por dentro em dois minutos.

Ela puxou a cortina e chamou:
— Mãe, ó. Viu? É isso que eu falei. Sempre entra.

Helena espiou. Olhou pro entrepernas da filha, depois pra baixo, pra própria calcinha que tinha acabado de vestir — vinho, renda, mesma coisa — e sentiu o tecido encaixar exatamente igual. Ela era igual à filha nisso também. Mesma altura, mesma cintura, mesmo quadril. Bunda enorme, as duas, redonda e alta, a renda sumindo entre as nádegas como se tivesse sido feita pra aquilo. A única diferença era o tempo: Helena tinha mais carne no quadril, mais peso, e um pouco mais de cansaço nos olhos.
— Tá vendo, mãe? A gente tem o mesmo corpo.

Helena se virou de lado no espelho, olhou a própria bunda, passou a mão.

— E agora?
— Agora a gente paga as contas.
À noite, em casa, trancaram a porta do quarto e ligaram o ventilador.

Manu espalhou tudo na cama. Os dildos enfileirados por tamanho. O plug. O lubrificante. Helena olhou pra aquilo como quem olha pra uma prova.

— Eu não sei nada disso, Manu.
— Eu sei. Por isso eu tô aqui.

Manu tirou a roupa primeiro. Ficou de joelhos na cama, de costas pro pé da cama, com o dildo médio na mão — o de silicone rosa, do tamanho mais honesto, nem fino nem assustador. Passou lubrificante nele devagar, girando entre os dedos, deixando escorrer.
— Olha só, mãe. A primeira coisa é: não entra seco. Nunca. Você vai machucar e vai achar que o problema é você.

Ela deitou, abriu as pernas, e encostou a cabeça do dildo na entrada. A xoxota dela já estava molhada — sempre ficava, mesmo antes de começar, Manu era assim — e ela empurrou devagar, o lábio cedendo, a coisa afundando centímetro por centímetro, sem pressa nenhuma.

— Viu? Devagar. Você sente cada parte.

Helena engoliu. Estava com a mão no próprio grelo, esfregando sem perceber, o grelo já duro e melado, escorrendo. Manu olhou e riu.

— Você já tá molhada, mãe.
— É do nervoso.

— É nada. — Manu empurrou o dildo até o fim, gemeu baixinho, e ficou ali um segundo, sentindo. Depois começou a mover. Pra dentro, pra fora, ritmado. — E depois que entra tudo, você não tira de uma vez. Você fica. Você deixa o corpo acostumar.
Helena assistia como quem assiste aula de verdade. Via a filha se mexer em cima do dildo, via a bunda dela subindo e descendo, via a renda da calcinha nova pendurada na cadeira, o tecido afundado exatamente como tinha afundado no provador.

— Agora você — disse Manu, e jogou o plug pequeno pra ela.
— Isso aí é pra onde?
— Cu.
— Manu.
— Mãe, todo mundo vai querer. Melhor você aprender em casa.
Helena se virou de bruços, levantou a bunda, e enfiou o plug devagar. Fez uma careta, depois soltou um som que era metade surpresa e metade prazer, e ficou com a bunda pra cima, respirando.
Manu se ajoelhou do lado.
— E tem mais uma coisa. A mais importante.
— O quê?

— Tamanho. — Manu apontou a fileira de dildos. — Cada homem é um tamanho. Fino, médio, grosso, longo. Você não vai poder escolher. Você vai abrir as pernas e o que vier, vem. Tem cara que é do tamanho do dedo mindinho. Tem cara que é desse aqui — ela ergueu o grande, grosso, quase ofensivo.

Helena olhou pro dildo grande. Engoliu.
— E se não couber?

— Sempre cabe, mãe. Você só tem que ir devagar e não travar. — Manu deitou de novo e encostou o dildo grande na entrada dela, que ainda estava apertada, e começou a forçar devagar, o lábio esticando em volta. — Olha. Olha o que ele faz.

Ela empurrou mais fundo. Gemeu. Empurrou mais. O dildo afundou até o fim e ficou ali, grande, abrindo tudo, e Manu ficou imóvel com ele dentro, respirando, a barriga subindo.

— Não cabe de uma vez. Mas cabe.
Helena ficou olhando pro meio das pernas da filha, o dildo grosso enterrado até a base, e sentiu um frio na barriga.

— Manu... eu só transei com teu pai. Vinte anos. Sempre a mesma coisa. Sempre o mesmo tamanho.

— Então agora você vai conhecer o mundo. — Manu riu, ainda deitada, ainda aberta. — Relaxa. Você é gostosa, mãe. Você tem bunda, você tem corpo, você tem grelo que fica melado só de olhar. Os caras vão enlouquecer.

— E você?
— Eu não fico atrás — disse Manu, e empurrou o dildo mais uma vez, só pra mostrar.

Helena respirou fundo, olhou a própria calcinha de renda na cadeira, a bunda enorme refletida no espelho do guarda-roupa, e o plug ainda dentro dela.

— Então tá — ela disse. — Amanhã a gente começa.
Manu sorriu, deitada, o dildo ainda dentro.
— Amanhã a gente começa.

O anúncio foi simples: duas fotos, um texto curto, um número. Não colocaram "mãe e filha" no perfil, porque acharam brega. Colocaram "dupla", e deixaram que os caras descobrissem sozinhos.

O primeiro telefone tocou às nove da manhã de segunda. Helena atendeu com a voz de balconista, educada, quase de escritório.

— Alô?

Do outro lado, um homem de uns quarenta e cinco, voz de fumante.

— Boa tarde. É a... do anúncio?
— É. É sim.
— Vocês são duas?
— Somos.
— Duas mulheres? Sempre as duas?

Helena olhou pra Manu, que estava na cozinha, e Manu fez um gesto de "que é que eu falei". Helena voltou pro telefone.

— É a dupla. Se for só uma, a gente combina antes.
— E vocês fazem o quê?

E aí Helena travou. Fez o quê? Ela não sabia direito. Olhou pra Manu de novo, desesperada, e Manu pegou o telefone da mão dela.

— Boa tarde — disse Manu, a voz mudando, ficando mais macia, mais baixa. — Fazemos o que o senhor quiser, dentro do combinado. Uma hora, uma hora e meia. A gente conversa na porta antes, pra ficar tudo claro. Se não gostar, não entra.

— E o valor?
Manu falou o valor. O homem aceitou na hora.
Desligou, e Helena ficou parada no meio da cozinha.

— Manu, o que é que a gente faz?

— A gente vai. E a primeira coisa que você tem que entender, mãe, é uma coisa só.

— O quê?
— Você não vai fazer sozinha. Eu vou junto. E eu vou assistir.
Helena fez uma careta.
— Assistir?

— É. Eu fico na cadeira. No quarto, junto. Se o cara não gostar, azar dele. Mas eu não deixo você sozinha com um estranho nem no primeiro dia nem no dia cem.

— Manu, ele vai ficar sem graça de ter uma menina olhando.
— Então ele que pague pra isso também. — Manu riu. — Olha, mãe, e tem outra: eu assistindo, você fica mais solta. Você sabe que tem alguém ali. Você não fica achando que vai ser assaltada.

Helena pensou. Pensou mais um pouco.

— ...Tá.

E na verdade, pensando bem, ela também achou melhor assim. Muito melhor.
O primeiro cliente foi num motel da avenida, quarto de parede verde, lençol de náilon. Ele tinha uma barriga pequena, era simpático, tirava o sapato na porta como se estivesse na casa de alguém.

Helena entrou nervosa. Manu sentou na única cadeira do quarto, cruzou as pernas, e ficou quieta.

Helena não sabia o que fazer com as mãos. Tirou a roupa de costas, sem jeito, e ficou de calcinha de renda preta com os braços meio cruzados na frente do peito. Manu, do canto, falou baixinho:

— Mãe. Os braços.
Helena baixou os braços.

O homem olhou pra ela por um tempo, depois levantou e chegou perto. Passou a mão pela cintura dela, pela bunda. Helena fechou os olhos.

Manu assistiu tudo. O cara tirando a roupa, o pau dele — médio, honesto, nada de assustador —, a mãe deitando na cama de costas, os joelhos dela tremendo. Assistiu ele entrar devagar. Assistiu a mãe gemer, primeiro de nervoso, depois de verdade.

E aconteceu uma coisa que Manu não esperava.

Ela ficou molhada na cadeira. Só assistindo. Só olhando a mãe levar pau de um estranho. Saiu do quarto depois com a calcinha encharcada e não falou nada.

O segundo cliente foi no dia seguinte. O terceiro na quarta. E a cada noite, a mesma coisa — Manu na cadeira, as pernas cruzadas, o tecido da calcinha afundando na xoxota sozinho, e Helena na cama, cada vez menos travada, cada vez gemendo mais alto.

Na quinta-feira, Helena já estava gemendo com a mão no peito do cara e olhando pra filha. Olhando de verdade. Procurando o rosto dela.

Na sexta, Manu sentou na cadeira já com a calcinha molhada antes de o cliente chegar.

No sábado, elas falaram.
— Mãe.
— Hã.
— Você tá vendo o que tá acontecendo, né?
Helena ficou quieta. Depois:

— Eu fico molhada, Manu. Toda vez. Sentada, olhando você... quando é você que tá na cama, eu fico molhada igual a você fica me olhando.

— É.
— A gente ficou... esquisita.

— A gente ficou com tesão, mãe. É isso. — Manu jogou a cabeça pra trás no sofá. — Depois de dois dias assistindo uma trepando na frente da outra, ninguém fica normal. Ninguém.

E ficou por isso. Não falaram mais nada. Mas a partir daquela noite, elas pararam de fingir que não estavam olhando.


Foi num quarto de hotel, quarta-feira, cliente de terno, educado demais, o tipo que negocia tudo com antecedência.

Ele estava em cima da Helena, metendo devagar, e do canto do olho ficou olhando pra Manu na cadeira. Manu, como sempre, cruzada, os joelhos apertados, olhando.

— Vocês são parecidas — ele disse.
— Somos sim — respondeu Manu.
— São mãe e filha ne?
— Somos.
O homem parou por um segundo. Depois:
— Ela tem os peitos maiores que os teus.

Helena corou. Tinha mesmo — os peitos dela eram grandes, pesados, caídos de um jeito bonito, com os bicos escuros e duros. Manu tinha peito também, mas menos, mais firme.

— Tem — disse Manu.
— Posso pedir uma coisa?
— Pode.

— Eu pago a mais.
Manu levantou uma sobrancelha.
— O que?
— Você levanta e pega nos peitos dela. Enquanto eu meto.
Silêncio.

— ...Nos peitos da minha mãe? — Manu repetiu.
— É.
— Ai, não — disse Manu. — Não sei se eu consigo.
— Eu pago trezentos a mais.
— Trezentos?
— Trezentos. Agora. — Ele já estava pegando a carteira.

Manu olhou pra mãe. Helena estava deitada, vermelha, o homem ainda dentro dela, respirando. Olhou pra filha e deu de ombros — um "sei lá" de mãe.

Manu levantou. Sentou na cama do lado da mãe. E esticou as duas mãos.

Pegou nos dois peitos da mãe ao mesmo tempo, as mãos cheias, os bicos duros espremendo entre os dedos, e ficou um instante parada sentindo o peso, a maciez, o calor. Helena prendeu a respiração.

O homem começou a meter de novo, agora mais forte, olhando aquilo. E Manu não tirou as mãos. Apertou. Rolou os bicos entre os dedos. Passou a palma inteira.

— Mãe — ela falou baixinho. — Seus peitos são gostosos.
— Cala a boca.
— São.

O homem gozou rápido, sem avisar, e as duas nem notaram direito, porque estavam as duas olhando uma pra outra e nenhuma das duas estava mais na cadeira ou na cama. Estavam as duas ali, no meio.

Saíram do quarto com os trezentos a mais, e Helena disse, na escada:
— Nunca mais faço isso de graça.
— Nunca mais — concordou Manu.


A do dedo foi na sexta, num apartamento de cliente fixo. Ele já tinha virado quase rotina — duas vezes por semana, sempre educado, sempre no mesmo lugar.

Ele estava comendo a Manu. Manu de quatro, gemendo, a bunda enorme levantada, a renda da calcinha pendurada num joelho. Helena sentada na cadeira, molhada, olhando.

E o homem, no meio da foda, virou a cabeça pra ela.
— Helena.

— Hã?
— Enfia o dedo nela.
— O quê?
— Na xoxota dela. Enquanto eu meto. Enfia o dedo.

Helena olhou pro meio das pernas da filha. Manu já estava aberta, vermelha, escorrendo, e o pau dele entrava e saía na frente dela.

— Ai, não — disse Helena. — É minha filha.
O homem riu.
— E daí?

— É que é minha filha! — Helena se levantou, sem saber onde pôr as mãos. — Eu troquei fralda dela. Agora vou enfiar dedo?

Manu virou a cabeça, o rosto colado no lençol.

— Mãe, enfia. Sério, enfia.
— Manu
— Enfia.

Helena se ajoelhou na cama. Esticou a mão. Encostou dois dedos na entrada da filha, do lado de fora, sentindo o pau do homem entrar ali mesmo, ao lado dos dedos. Empurrou devagar.

Entrou.

Ela sentiu tudo — o aperto, o calor, a xoxota da filha contra os dedos e o pau do homem contra as costas da mão. Manu gemeu alto, um gemido diferente dos outros.

— Ai — disse Helena, quase pra si.
— Mãe, mais — gemeu Manu.

Helena empurrou os dedos mais fundo. E ficou ali, com dois dedos dentro da filha, sentindo ela gozar em volta da mão dela. Quando Manu terminou, tremendo, Helena tirou a mão devagar, olhou os dedos molhados, e ficou sem saber o que fazer com eles por um segundo.

Depois pôs na boca.
— Você tá louca — disse Manu, rindo, sem ar.
— Tô — disse Helena. — Tô mesmo.

O strapon veio de um cliente que já tinha visto elas duas vezes e queria algo diferente. Mandou mensagem antes: tenho um cinturão e um silicone bom, querem usar?

Manu respondeu: quanto?

Ele respondeu: dois mil, a noite toda, vocês duas.
Manu olhou pra mãe.
— Dois mil, mãe.
Helena engoliu.
— Dois mil?
— É.

— E o que a gente faz com isso?
— Uma põe o cinturão e come a outra.
Helena ficou quieta por um tempo. Depois:
— Manda ver.

Chegaram no apartamento e ele já estava com tudo arrumado na cama. O cinturão era bom mesmo — couro, fivelas firmes, e o silicone preso nele era grande, grosso, do tamanho do maior dildo que elas tinham comprado. Manu olhou e riu.

— Mãe, esse aí é maior que o outro.
— Eu vi.
— Você quer ir primeiro ou quer levar primeiro?
— ...Levar — disse Helena, baixinho.

Ela deitou de quatro na cama. A bunda enorme levantada, a renda preta ainda no lugar, os peitos balançando embaixo. Manu vestiu o cinturão — ficou estranho e engraçado nela, mas quando ela olhou no espelho e viu o silicone apontando, parou de rir.

— Mãe, olha pra frente.
— Tá olhando.
Manu passou lubrificante, ajoelhou atrás, e encostou.
— Vou devagar, tá?
— Tá.

Empurrou.

Helena fez um som agudo, quase um miado, e agarrou o lençol. O silicone entrou centímetro por centímetro, abrindo, e Manu parou na metade pra deixar a mãe respirar. Helena estava tremendo. O grelo dela escorria por baixo, pingando no lençol.

— Mais — ela disse.

Manu empurrou até o fim. Helena gemeu longo, a bunda encostando na barriga da filha, o silicone todo dentro.

— Ai, Manu.
— Tá bom, mãe?
— Tá... tá bom.

Manu começou a mexer. Devagar no começo, depois mais fundo, as mãos segurando o quadril da mãe, a bunda enorme batendo na coxa dela a cada estocada. Helena, que era sempre a tímida, que nunca falava nada, começou a gemer sem vergonha nenhuma — gemido alto, solto, de mulher que não está mais se controlando.

O cliente assistia de longe, sentado, e não fazia nada. Só olhava.
Quando Helena não aguentava mais, Manu parou e tirou.
— Agora você.

Elas trocaram. Helena vestiu o cinturão — ficou um pouco grande nela, caiu torto, e Manu riu. Ajustaram. Manu se ajoelhou de quatro, a bunda pra cima, a renda vermelha ainda pendurada no tornozelo.

Helena encostou o silicone. Empurrou.

— Vai fundo, mãe — disse Manu.
— Tá bom.

Helena entrou de uma vez — mais confiante agora, já sabendo — e Manu grunhiu, agarrando o travesseiro. Helena segurou a cintura da filha e começou a meter, no ritmo dela, mais devagar que a Manu tinha feito, mais fundo também. Cada estocada empurrava a bunda de Manu pra frente.

E Manu, que nunca tinha gemido daquele jeito com homem nenhum, começou a gemer com a mãe.

— Mãe, aí — ela falou. — Aí, mãe, vai fundo.

Helena foi. Fundo, e fundo, e fundo, e a cama batendo na parede, e as duas sem lembrar que tinha um homem pagando dois mil pra ver aquilo, sem lembrar de nada, só as duas.

Quando terminaram, caídas na cama, suadas, molhadas, os cinturões jogados no chão, Helena ficou olhando pro teto por um tempo.

— Dois mil — ela disse.
— É.

— A gente faz isso quantas vezes?
Manu riu, o rosto no lençol.
— Quantas quiserem, mãe.

E Helena, sempre a tímida, ficou vermelha de novo — mas dessa vez ficou sorrindo.

E quando eu falo rotina, é rotina mesmo: cliente ligando quase todo dia, os fixos querendo sempre as duas, sempre juntas, sempre no mesmo quarto. E o que era pra ser trabalho virou hábito. A gente já nem combinava mais antes de entrar
— já sabia. Eu sentava na cadeira, ela ia pra cama; depois trocava, ela sentava, eu ia. E no meio disso a gente se tocava, enfiava dedo uma na outra, pegava no peito uma da outra, e os caras adoravam. Pagavam a mais. Pagavam sempre.

E o mais engraçado é que a gente estava bem. Isso é o que ninguém acredita. Minha mãe e eu nunca fomos tão unidas. A gente ria junto, tomava banho junto depois, comentava os caras no carro voltando pra casa, fazia piada com o tamanho, com o jeito, com o cheiro. A gente dividia o dinheiro na mesa da cozinha, contava em pilha, e ficava olhando aquilo calada, as duas, com uma sensação esquisita de dever cumprido.

Dava pra pagar as contas. Dava pra respirar. E dava pra gostar.
Até o sábado em que tocou o telefone e mudou tudo.
Foi um dos fixos que ligou, mas não era pra ele.

— Manu? Ó, apareceu uma coisa diferente. Dois caras aqui, angolanos, querem vocês duas. Os dois juntos. Uma noite, um quarto, os quatro.

Eu olhei pra minha mãe do outro lado da sala. Ela levantou a sobrancelha — o "quanto?" mudo.

— Quanto?
Ele falou o valor. Era bom. Era muito bom.
— E eles são como?
— Altos. Grandes. Simpáticos. — uma pausa. — E tem uma coisa.
— Fala.

— Eles são... dotados. Muito.

Minha mãe fez sinal de "que é que ele tá falando". Eu tapei o bocal do telefone.

— Ele tá dizendo que os caras têm pau grande, mãe.
— Grande quanto?
— Ele não disse número.
— Fala pra ele que a gente vai.
Fomos.


O quarto era grande, de motel bom, cama king, luz amarela. E os dois estavam sentados na beira, de toalha, esperando.

Eram enormes. Não só ali — enormes de corpo. Um metro e noventa cada um, ombro largo, pele escura brilhando de suor do chuveiro, sorriso fácil. Simpáticos de verdade, desses que fazem a gente relaxar em dois minutos.

Conversamos. Rimos. Minha mãe ainda de vestido, eu ainda de short. Bebemos uma cerveja. Tudo normal.
E aí um deles levantou e deixou a toalha cair.
o outro levantou, também acho que combinado e tambem
toalha caiu também.

E o quarto ficou em silêncio.

Não estava duro. Não estava nem levantado. Estava pendurado, mole, pesado, e mesmo assim ia até o joelho. Até o joelho. Tipo uma coisa que não cabia no corpo e tinha sobrado pra fora. Eu olhei pra minha mãe. Minha mãe olhou pra mim. Nenhuma das duas falou nada.
— É... — eu comecei.
— Mole, né? — disse um deles, rindo, em português com sotaque. — Depois cresce.
Cresceu.

Na frente dos nossos olhos, na nossa mão, porque eles chegaram perto e colocaram aquilo na nossa mão pra a gente sentir. E aquilo foi subindo, enchendo, ficando grosso, ficando pesado, e eu fiquei com a mão cheia e ainda sobrava. Eu medi com a mão. Medi duas vezes. Umas quatro voltas de mão. Sei lá, uns quarenta centímetros, e grosso como o meu pulso.

Minha mãe estava com o outro na mão, parada, olhando pra aquilo com a cara de quem está fazendo conta.

— Manu.
— Hã.
— Isto não entra, filha.
Os dois riram. Riram muito.
— Entra — disse o que estava com a minha mãe. — Vai devagar.
— Não entra — insistiu ela.
— Entra.
E entrou.


Eles nos puseram de quatro na cama, uma de cada lado, viradas pra parede. A minha mãe do meu lado esquerdo, a bunda enorme levantada, a calcinha de renda pendurada num tornozelo. Eu do lado direito, igual. As duas olhando uma pra outra, com o rosto quase colado no lençol.

Ele encostou.

A cabeça entrou, e a cabeça já era grande. Aí ele empurrou, e empurrou, e empurrou, e eu senti aquilo abrindo caminho dentro de mim como se estivesse me rasgando por dentro — não doendo, mas abrindo, esticando, empurrando os órgãos de lado. Eu gritei. Minha mãe gritou do lado dela ao mesmo tempo. A gente gritou junto, as duas, e depois riu junto, as duas, meio chorando.

— Tá tudo dentro? — eu perguntei, sem ar.
— Não — respondeu ele, atrás de mim, calmo. — Falta.
Faltava. Ainda faltava.

Ele empurrou mais e eu senti o bico dele batendo lá no fundo, no colo do útero, e ainda tinha pau sobrando pra fora. Ele segurou a minha cintura e socou.

Eles meteram num ritmo doido. Sincronizados, sem combinar, os dois no mesmo compasso — entrando quando o outro entrava, saindo quando o outro saía — e a cama batendo na parede, e a cabeceira batendo, e a gente gemendo alto, as duas, sem vergonha nenhuma, os peitos balançando embaixo, as mãos agarrando o lençol.

Minha mãe, do meu lado, estava gemendo com a boca aberta colada no lençol, os olhos fechados, a bunda enorme batendo contra a barriga do cara a cada estocada.

— Manu — ela falou, entre dentes.

— Hã.
— Tá... tá bom.
— Tá bom, mãe?
— Tá bom demais, filha.

Eles pararam no meio. Sem avisar. Saíram os dois, e eu e minha mãe ficamos de quatro, vazias, abertas, escorrendo, respirando.

Um deles foi pegar a carteira.
— Tem uma coisa — ele disse.

— Fala.
— Quatro mil. A mais. Pra vocês duas.
Minha mãe virou o rosto.
— Quatro mil pra fazer o quê?
— Pra vocês se chuparem.
Silêncio.
— Nós duas? — eu perguntei.

— Nós duas — disse ele. — Você na sua mãe, ela em você. Na frente da gente.

Eu fiquei olhando pro teto.
— Quatro mil é dinheiro, mãe.
— É.
— E a gente já fez tanta coisa.
— Já.
E aí a minha mãe falou a frase que desmontou tudo:
— Mas eu nunca chupei mulher na vida, Manu.

Ela falou com a voz fininha. A minha mãe, que já tinha dado pra dois angolanos de quarenta centímetros ao mesmo tempo, estava com medo de chupar uma xoxota.

Eu ri. Rir foi a única coisa que deu.
— Mãe, deita.
— Manu—

— Deita, mãe. Deixa.
Ela deitou.

Eu tirei a calcinha dela com cuidado — com mais cuidado do que qualquer cliente tinha tirado. A renda deslizou pela perna, e ficou pendurada no tornozelo dela, e eu olhei pro meio das pernas da minha mãe pela primeira vez na vida sem pressa nenhuma.

Estava linda. Sério, estava. Rosada, inchada, brilhando, os lábios abertos de leve, o grelo saindo pra fora do capuz, duro, melado, escorrendo. Ela tinha acabado de levar aquela coisa enorme e ainda estava aberta, ainda palpitando, e eu fiquei ali parada olhando.

— Você vai ficar aí olhando? — ela falou, sem ar.
— Vou. Um pouco.

Eu abri os lábios dela com os dois dedos. Devagar. Abri, fechei, abri de novo. Só pra ver. Só pra olhar por dentro da minha mãe, aquela coisa rosa, molhada, apertadinha, pulsando sozinha. Cheirei. Cheirava a mulher, a suor, a sexo, e tinha um fundo doce que eu não sabia que existia.

— Mãe, você tá molhada.
— Cala a boca.
— Tá escorrendo, mãe.
— Cala a boca.

Aí eu abaixei a cabeça e lambi.

De baixo pra cima, a língua larga, o caminho inteiro, do cu até o grelo. E a minha mãe soltou um som que eu nunca tinha ouvido ela fazer com homem nenhum. Um som de bicho, um gemido curto e agudo, e o quadril dela subiu da cama e me empurrou na cara.

Eu chupei mesmo. De verdade. Chupava os lábios dela, um por um, passava a língua em volta, subia pro grelo, mordia de leve, descia de novo, enfiava a língua na entrada dela e sentia o gosto. E ela abria as pernas cada vez mais, e as mãos dela vinham na minha cabeça e me seguravam lá.

— Manu — ela gemia. — Manu, Manu, Manu.
— Fala, mãe.
— Não para.

E aí ela gozou na minha boca. Tremendo inteira, a barriga subindo e descendo, os dedos entrando no meu cabelo, escorrendo na minha língua e no meu queixo. Eu fiquei ali, sem tirar, até ela parar de tremer.

Aí ela sentou, me olhou, com a cara vermelha, sem ar.
— Minha vez — disse ela.
E virou.

E aí foi a minha vez de estar embaixo, com a minha mãe entre as minhas pernas, olhando pra dentro de mim, abrindo os meus lábios com os dedos exatamente como eu tinha feito com ela — abrindo, fechando, abrindo de novo, olhando a cor, cheirando, descobrindo o meu corpo com a paciência de quem nunca fez isso.

— Você tá igual a mim — ela falou baixinho. — Tão rosada...
— Mãe, vai logo.
— Tá apressada? Você fez demorado em mim.
E abaixou a cabeça e lambeu.
E eu entendi, naquele segundo, por que os caras tinham pagado quatro mil. Porque a boca de uma mulher é outra coisa. Ela não tinha técnica, não sabia nada, mas tinha paciência e tinha língua, e lambia com vontade, e subia pro grelo e descia e voltava, e me abria com o nariz e com o queixo, e me chupava do jeito que eu tinha chupado ela, imitando, aprendendo na hora.

E enquanto ela me chupava, os dois angolanos se ajoelharam atrás, um de cada lado, e socaram de novo. Mais fundo dessa vez. Mais fundo porque a gente já estava aberta, já estava mole, já estava entregue.
Eu sentia a minha mãe na boca e sentia o pau entrando em mim ao mesmo tempo, e sentia o pau entrando na minha mãe do lado, e a cama batia e a cabeceira batia e a gente gemia as duas com as bocas nas xoxotas uma da outra.
Quando gozei, gozei na boca da minha mãe. E ela não tirou. Ficou. Subiu e me beijou — de boca aberta, molhada, com o gosto das duas na língua — e depois caiu do meu lado, sem ar, rindo.
Os caras terminaram em cima das nossas costas, os dois, e desabaram na cama com a gente, os quatro suados, grudados, sem falar nada por um tempo.
Aí um deles falou, naquela voz calma:

— Amanhã vocês voltam?
Minha mãe respondeu antes de mim:
— Voltamos.

Foto 1 do Conto erotico: Mãe e Filha, Mesma Profissão de puta

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Ficha do conto

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doidapordildo

Nome do conto:
Mãe e Filha, Mesma Profissão de puta

Codigo do conto:
274540

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
13/10/2026

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0

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