Meu coração deu um pulo. O Bruno, o nosso gordinho sociável, e a Beatriz, a loira perfeita, namorada do Gabriel. Era impossível. Eles mal se falavam. Mas lá estavam eles, desaparecendo entre as folhas verdes e escuras. Fiquei imóvel, o sanduíche pela metade na mão, como um personagem de um jogo que travou. O mundo parecia ter reduzido a resolução, focando apenas naquele ponto vazio onde eles tinham estado. A conversa barulhenta do grupo se tornou um zumbido distante. Eu não queria ser voyeur, mas não consegui desviar o olhar.
Alguns metros adiante, sob a copa de um jequitibá antigo e grosso, a cena se revelou. Eles não estavam se escondendo muito bem, ou talvez não se importassem. A floresta os protegia com um manto de sombras e folhagem. Eu me agachei atrás de um arbusto, o peito apertado, parte de mim querendo gritar, parte fascinada pela transgressão.
Beatriz estava encostada no tronco áspero da árvore, o rosto erguido para a luz que se filtrava. Bruno estava na sua frente, a poucos centímetros. O silêncio entre eles era pesado, cheio de coisas não ditas. Foi Beatriz quem quebrou o silêncio, sua voz um sussurro rouco que mal alcancei.
—Você é muito observador, Bruno.
Ele engoliu em seco, a garganta subindo e descendo. —No meu caso, é falta de opção. Sempre fui o que fica olhando.
—Não é falta de opção. É um dom — disse ela, e seus olhos percorreram o corpo dele, de maneira diferente. Não era pena, nem piedade. Era... curiosidade. Avaliação.
Então, ela estendeu a mão e tocou a barriga dele, por cima da camiseta do evento. Um toque leve, quase acidental, que os dois sentiram como um choque. Bruno estremeceu, mas não se afastou.
—Você é mais forte do que parece — disse ela, a voz quase inaudível.
E foi tudo o que ele precisava ouvir. A barreira que não era apenas física, mas social, se desfez. Ele encostou as mãos no tronco, prendendo-a entre seus braços. Não foi agressivo. Seu rosto se aproximou, e eu pude ver a indecisão em seus olhos. Beatriz resolveu por ele. Ela se levantou na ponta dos pés e beijou-o.
Foi um beijo molhado, desesperado, cheio de dentes e língua. Um beijo que falava de meses de olhares cruzados, de piadas que escondiam inseguranças. As mãos de Bruno desceram pelas costas dela, agarrando seu bumbum com uma força que a fez gemer contra a boca dele. O som foi um estalo no silêncio da floresta. A mão de Beatriz deslizou para a cabeça de Bruno, enfiando os dedos no cabelo dele, puxando-o para mais perto. A outra mão desceu, abrindo o botão da calça dele, com uma prática que me chocou.
—Calma — sussurrou ele, mas seu corpo gritava o contrário.
Ela não obedeceu. Desceu o zíper e a mão dela desapareceu dentro da boxer. Vi o corpo de Bruno todo se contrair. Os olhos dele se fecharam, a boca entreaberta em um suspiro.
—Putz, Bea... — ele ofegou.
Ela sorriu, um sorriso de predadora satisfeita. —Gostou?
Ele só conseguiu assentir, a cabeça balançando como um boneco. Ela se ajoelhou, lentamente, mantendo o contato visual. O som da calça dele descendo pelos tornozelos foi abafado pela folhagem. O membro dele, duro, grande e palido saltou para fora. Beatriz o olhou por um instante, uma expressão de fome no rosto, antes de levar a boca até lá.
Eu deveria ter ido embora. Cada fibra moral do meu ser gritava para eu correr, para fingir que não vi nada. Mas meus pés estavam presos ao chão, e meus olhos, vidrados naquela cena íntima e proibida. Eu nunca tinha visto nada assim ao vivo. A Beatriz, a garota que se preocupava com a unha quebrada, estava agora de joelhos na terra, com o pênis do Bruno na boca, e a expressão no rosto dela era de pura volúpia. A cabeça dela movia-se para frente e para trás, os lábios rosados envolvendo a glanda, a língua fazendo desenhos que faziam o Bruno tremer todo.
—Para... por favor... — gemeu ele, as mãos na cabeça dela, não para empurrar, mas para guiar.
Ela parou, olhando para cima. —Por quê? Você não gosta?
—Gosto demais. Estou quase... — ele não conseguiu terminar a frase.
Ela sorriu de novo. —Então não pare.
E continuou, com mais vontade. Uma das mãos dela passou a massagear as bolsas dele, enquanto a outra segurava a base do pênis, controlando a profundidade. O ar estava cheio do som da sucção, dos gemidos abafados de Bruno, do zumbido dos insetos. Era a trilha sonora mais bizarramente erótica que eu já tinha ouvido. Quando ele finalmente veio, foi com um grunhido alto, um arquear de costas. Ela engoliu tudo, depois limpou os cantos da boca com o dedo, lambendo-o depois, sem perder o olhar dele. Ele estava ofegante, apoiado na árvore, as pernas trêmulas.
—Sua loira maluca — disse ele, a voz embargada.
—E você, gordinho gostoso — respondeu ela, levantando-se e beijando-o novamente, deixando-o provar o próprio gosto. —Ainda não acabou.
Ela se virou, apoiando as mãos no tronco da árvore, empinando o bumbum. A saia curta subiu, revelando um fio dental rosinha quase invisível contra a pele. Bruno não precisou de convite. Ele ajoelhou-se atrás dela, puxando o tecido fino para o lado. Sua língua a encontrou, e ela gemeu alto, um som que ecoou pela mata. Ele a chupou com fome, como se aquele fosse o seu último prato na Terra. As mãos dele seguravam suas coxas firmes, marcando a pele branca.
—Me fode, Bruno. Agora. Por favor — pediu ela, a voz um fio sutil de urgência.
Ele se levantou, alinhando o pênis, já duro de novo, com a entrada dela. A penetração foi lenta, profunda. Ela gritou, imaginei que o dele deve sermaior que do namorado pelo urro que ela deu. Eu vi o corpo dela se contorcer, as costas se arqueando. Ele começou a mover-se, um ritmo inicialmente tímido que logo se tornou possessivo, forte. O barulho da pele batendo na pele, tudo me atingiu em ondas. Eu estava duro, constrangido, mas incapaz de me mexer. Eles transaram ali, como animais, sob a luz do sol filtrado. Foi bruto, intenso, sem romantismo. Era puro desejo, uma transa carnal que mudaria tudo. Quando acabaram, ficaram ofegando, um ao lado do outro, com a roupa toda amassada e suja de terra. ela limpou ele e estavam voltando...
Eu dei um passo para trás, tropeçando em um galho seco que estalou como um tiro no silêncio. Os dois se viraram para o som, os olhos se arregalando em pânico. Eu me levantei como um fantasma, sem saber o que dizer ou fazer. Por um segundo, houve puro terror no rosto deles.
—Lucas... — sussurrou Beatriz, o rosto pálido.
Eu apenas balancei a cabeça, um gesto que podia significar tantas coisas: "não vou contar", "não vi nada", "me esqueçam". Depois me virei e quase corri de volta para o acampamento, o coração martelando no peito, a imagem daqueles dois selada na minha retina. O mundo tinha mudado. O jogo mudara. E eu era agora o guardião de um segredo perigoso.
Enquanto eu tentava processar o que tinha visto, outra cena começou a se desenrolar do outro lado do acampamento, perto das barracas. A Camila, a morena atlética, estava esticando as pernas ao lado da barraca da Equipe 1. O Rafael, namorado dela, observava de longe, um sorriso curioso no rosto. Não havia ciúme nos olhos dele, mas sim um... interesse. Científico, quase.
O Matheus se aproximou de Camila, começando uma conversa baixa. Eu não conseguia ouvir, mas via a linguagem corporal. Camila ria, batendo no braço dele. Depois, o Diego, o nerd magro e tímido, juntou-se a eles. Parecia fora de lugar, mas a Camila o incluiu na conversa, colocando um braço em torno de seus ombros de uma forma casual, mas que claramente o fez corar.
O que aconteceu depois foi tão rápido que quase me perdi. Houve um olhar entre os três — Camila, Matheus, Diego. Um consentimento silencioso. O Rafael, de onde estava, assentiu, um movimento quase imperceptível. Eles entraram na mata em direção a cachoeira. Fui até o rio, me escondendo atrás de uma pedra grande e molhada. Lá, mais escondido, eu os vi. E Camila não estava com dois rapazes. Estava com três.
Ela estava de joelhos na grama úmida, a camiseta do crossfit já levantada, mostrando um sutiã esportivo preto justo. O Matheus estava na sua frente, com o pênis na mão, e Diego estava ao lado, hesitante, com uma ereção óbvia marcando a bermuda. Mas quem me chocou foi ver o Rafael o proprio namorado dela junto. Ele estava lá, atrás dela, com as mãos nas cadeiras dela, esfregando a bunda dela contra seu próprio pau. Um casal que nunca imaginaria ter um fetiches assim.
—Vai, Diego. Não tenha vergonha. A Camila não morde — disse o Matheus, com uma risada rouca.
Diego deu um passo à frente, e Camila o puxou para mais perto, pegando o pau dele na mão. Ele gemeu alto, um som de alívio e surpresa. Ela começou a masturbar nele, enquanto olhava para o Matheus.
—E você? Fica só olhando? — desafiou ela.
O Matheus não respondeu. Ele apenas ajoelhou-se na frente dela e enfiou o rosto entre suas pernas, puxando a legging para baixo. Ela gemeu, o som misturado com o da cachoeira. O Diego, encorajado pela cena, começou a mexer o quadril, fodendo a mão de Camila.
É aqui que a história fica ainda mais intensa e inesperada. O Rafael não ficou só olhando ele foi pra frente e junto com o Diego, eles começaram a se aproximar da boca dela. A camila agora com duas rolas na boca, ora chupava um ora o outro, enquanto Matheus lambia seu cuzinho. Um espetáculo.
Os gemidos dela eram abafados pelos pênis em sua boca. Ela alternava entre eles, sua língua dançando, suas mãos ocupadas. O Matheus levantou a cabeça, o rosto brilhando com o suor e os líquidos dela. Ele se levantou e sem aviso prévio, introduziu o pau dela de uma vez, com força. Ela gritou, mas o som foi abafado. Ele começou a foder com uma força brutal, enquanto ela continuava a chupar os outros dois. Era um caos de corpos, um orgasmo coletivo, mas todos os três focados no prazer dela. O Rafael olhava tudo com um fogo nos olhos, batendo uma punheta lenta, desfrutando do espetáculo.
Eles trocaram de posição. Camila montou em Diego, que deitou de costas na grama. Ela guidou o pau dele até a boceta dela e sentou-se lentamente, arqueando as costas. O Matheus se aproximou por trás, e eu entendi o que ia acontecer. Ele a penetrou pelo cu, com cuidado a princípio, depois com mais força. Camila gritou, um grito de prazer. Era a primeira vez que eu via aquilo ao vivo, uma dupla penetração. Ela estava sendo possuída por dois homens ao mesmo tempo, enquanto o Rafael oferecia seu pau para sua boca. Era a imagem da depravação, e também da libertação. Eles se moveram em uníssono, uma máquina de prazer, com os gemidos de Camila como a trilha sonora.
—Não... não... parem — ela gemeu, mas seu corpo pedia o contrário. —Eu vou gozar... putz, eu vou gozar!
E ela gozou. Um orgasmo que fez seu corpo todo tremer, que a deixou ofegante e inerte por um momento. O Matheus e o Diego não pararam. Eles continuaram fodendo-a, usando seu corpo. O Rafael se aproximou e gozou no rosto dela, com um jato forte que a fez fechar os olhos. O Matheus veio logo depois, dentro do cu dela, e o Diego por último, dentro da buceta dela. Eles ficaram ali por um momento, os quatro juntos, um emaranhado de corpos suados e ofegantes.
Eu não consegui mais. Eu me virei e fiz um barulho quase imperceptivel nas folhas, eles olharam e eu fugi de volta para o acampamento, o coração batendo forte, a mente um turbilhão. Eu tinha testemunhado duas transas diferentes em menos de uma hora. A competição, a amizade, os casais... tudo estava destruído. Ou talvez, tudo estivesse apenas se revelando em sua forma mais crua e honesta.
Quando cheguei perto da fogueira, que começava a ser acesa, vi a última cena do dia. A Júlia, a ruiva brincalhona, estava sentada em um tronco, conversando com a Larissa. O Matheus, que havia acabado de "transar" com Camila, se aproximou delas, e começaram a conversar. A conversa fluiu, e logo os três estavam rindo. Depois, o Diego, o nerd que tinha acabado de transar com a Camila tambem, se juntou a eles.
Foi quando notei o Gabriel. Ele estava sozinho, perto das barracas, parecendo perdido. Ele procurava pela Beatriz, mas ela não estava em lugar nenhum. Eu sabia onde ela estava, provavelmente se arrumando depois do que eu tinha visto.
Foi quando vi a Marina. A morena extrovertida, amiga da Beatriz, se aproximou dele.
—Procurando alguém, Ga- ga- ga- ga- ga?
Gabriel se assustou. —Não. Estava só... olhando as estrelas.
—Às quatro da tarde? — ela riu. —Você tá procurando a Bea, não tá?
Ele corou. —É que... a gente não se vê desde a prova de orientação.
—Ela tá bem. Provavelmente com a turma dela, fazendo alguma estratégia para a próxima prova — mentiu Marina, com uma naturalidade que me impressionou. —Relaxa, nerd. Ela não vai fugir.
Ela se sentou ao lado dele, um pouco mais perto do que o necessário. Gabriel ficou tenso, mas não se afastou. Marina era linda, com seu corpo moreno e seu sorriso fácil. Qualquer homem se sentiria assim.
—Você e a Bea são juntos há muito tempo? — perguntou ela.
—Uns dois anos. Ela é... ela é tudo pra mim.
—Nossa, que fofo. E você nunca... se sentiu atraído por outra pessoa?
Gabriel hesitou. —Claro que já. Mas a Bea é a Bea.
—Mas se ela não estivesse na foto? — insistiu Marina, a mão dela "acidentalmente" roçando na perna dele. —Se você estivesse solteiro, como eu. Como o Lucas. Como a Isa...
Seus olhos encontraram os meus por um segundo, por trás da árvore onde eu me escondia. Eu sabia que ela tinha me visto. Era um convite. Uma provocação.
Gabriel engoliu em seco. —Eu... eu não sei.
—Eu sei — disse ela, e se inclinou para beijá-lo.
O beijo foi diferente do que eu tinha visto antes. Não foi desesperado, nem animalesco. Foi lento, exploratório. Um beijo de curiosidade, de experimentação. Gabriel retribuiu, a princípio tímido, depois com mais vontade. As mãos de Marina subiram pelo peito dele, até o pescoço, prendendo-o. A mão dele, hesitante, pousou na cintura dela.
Eles se beijaram por um longo tempo, sob a luz da tarde que começava a amarelar. Depois, ela se levantou, pegando-o pela mão.
—Vem — disse ela, e o levou para a barraca dele.
Eu os segui, movido por uma curiosidade doentia, uma compulsão para ver até onde aquilo iria. Eu era o espectador onipresente, o guardião dos segredos de todos.
Eles entraram na barraca, e eu me agachei do lado de fora, com a vista pela fresta do zíper. A barraca era pequena, apertada, cheirando a plástico novo. Marina já tinha tirado a blusa, revelando um sutiã vermelho que contrastava com a pele morena. Gabriel estava sentado, apenas olhando, com os olhos arregalados.
—Você já fez isso com outra garota, Gabriel?
Ele balançou a cabeça.
—Então deixa eu te guiar — disse ela, ajoelhando-se na sua frente. —Mas se quiser parar, é só falar.
Ela desceu o zíper da calça dele, com uma lentidão que era tortura. O pau dele, já duro, saltou para fora. Não era grande como o do Bruno, nem tinha a aparência bruta do do Matheus. Era um pau comum, de um rapaz de dezenove anos. Marina olhou para ele com carinho, antes de levar a boca até lá.
O que aconteceu depois foi o mais intenso de tudo. Porque não era só sexo. Era uma aula. Uma iniciação. Marina ensinou a ele. Ela ensinou onde tocar, como beijar, como usar a língua. Ela o ensinou a ir devagar, a prestar atenção nas reações do corpo dela. Ela o ensinou a dar prazer.
Eles transaram, sim. Mas de uma forma diferente. Foi mais íntimo, mais conectado. Gabriel, que parecia tão inseguro, começou a ganhar confiança. Ele a beijou com paixão, tocou seu corpo com uma reverência que me emocionou. Quando ele a penetrou, foi com cuidado, com um respeito que quase me fez chorar. Eles olharam nos olhos um do outro enquanto se moviam, e eu vi o momento exato em que Gabriel parou de ver a Beatriz nos olhos da Marina.
Quando acabaram, eles ficaram deitados, um ao lado do outro, em silêncio.
—O que a gente faz agora? — perguntou ele, a voz baixa.
—A gente volta para a fogueira — disse ela. —E a gente não fala disso pra ninguém. Foi só... uma experiência. Coisa de acampamento.
Ele assentiu, mas eu vi em seus olhos que não era só uma experiência. Para ele, algo tinha mudado para sempre.
Eu me afastei da barraca, o corpo dolorido de tanto ficar agachado, a mente em pedaços. Eu tinha visto três transas. três segredos. E eu não tinha feito nada, a não ser observar. O sol estava se pondo, pintando o céu com laranja e roxo. A noite chegava, e com ela, a próxima prova. A prova noturna.
Enquanto eu me sentava perto da fogueira, tentando parecer normal, a Isabela se sentou ao meu lado. Ela, a mais velha, a mais madura, a mais próxima de se formar. Ela tinha um olhar que parecia ver através de todas as minhas máscaras.
—Você viu muita coisa hoje, Lucas — disse ela, sem rodeios.
Eu engasguei com a água que estava bebendo. —O-que? Que nada, só tô cansado.
Ela riu, um som baixo e caloroso. —Não precisa fingir comigo. Eu também vi. Vi você espiando a Beatriz e o Bruno. Vi você se escondendo quando a Camila, o Matheus, o Diego e o Rafael foram para a cachoeira. E vi você olhando a barraca do Gabriel e da Marina. Você é o nosso voyeur residente.
Meu rosto pegou fogo. Eu não sabia o que dizer. Fiquei paralisado, esperando o julgamento. Mas ele não veio.
—Relaxa — disse ela, pousando a mão na minha coxa. O toque foi elétrico. —Não estou te julgando. Pelo contrário. Acho... interessante.
—Interessante? — consegui gaguejar.
—Sim. O que te fascina tanto, Lucas? O ato? A transgressão? O poder de saber um segredo?
A mão dela subiu lentamente pela minha coxa, parando a poucos centímetros da minha virilha. Eu estava duro num instante.
—Eu... eu não sei — respondi honestamente.
—Talvez a gente descubra juntos — disse ela. —A prova noturna vai ser na trilha escura. É uma prova de confiança. Um de nós vai ser guiado de olhos vendados pelo outro. Acho que eu e você devíamos ser parceiros.
Ela não estava sugerindo. Estava propondo. Um novo jogo dentro do jogo.
—E se... se a gente se perder? — perguntei, a voz trêmula.
—A gente não vai se perder — disse ela, o rosto se aproximando do meu. —Ou se a gente se perder, a gente se acha.
Ela me beijou. O beijo dela foi diferente de todos os outros que eu tinha visto hoje. Não foi desesperado, nem exploratório, nem iniciatório. Foi um beijo de iguais. De cúmplices. Um pacto selado com saliva e desejo. Sua mão finalmente chegou ao seu destino, apertando meu pau duro por cima da calça. Eu gemi contra a boca dela.
—Isso é o começo — sussurrou ela, quebrando o beijo. —Mais tarde, na escuridão... a gente continua.
Ela se levantou e se afastou, me deixando ofegante, com o coração disparado e a mente em êxtase. Eu era o voyeur, mas agora eu também era um participante. O jogo tinha entrado em uma nova fase.
A fogueira crepitava, projetando sombras dançantes em nossos rostos. O ar noturno estava frio, mas a tensão entre nós era quente o suficiente para aquecer um acampamento inteiro. O Rafael, sempre o animador, explicou a última prova.
—Ok, última etapa! A prova noturna da confiança! Cada equipe vai seguir uma trilha diferente até um ponto final marcado com uma fita colorida. A regra é: um membro vai com os olhos vendados, e o outro vai guiá-lo só com a voz. Sem tocar. O primeiro par que chegar com a fita, ganha um ponto protime. O último... lava a louça do café da manhã.
Os olhares se cruzaram. As equipes estavam formadas, mas os pares para a prova eram por nossa conta. Foi nesse momento que a verdadeira estratégia se revelou. Não era sobre velocidade, era sobre quem você queria na escuridão com você.
Na Equipe 1, a escolha foi óbvia. Bruno olhou para a Marina. —Eu te guio, Mari?
Ela sorriu, um sorriso que já não parecia tão inocente. —Tô apostando que você vai me levar bem direto ao ponto.
Gabriel, que estava quieto desde sua "experiência" com a Marina, olhou para a Camila. —Nós vamos, Cam?
Ela concordou, com um aceno de cabeça. O silêncio entre eles era carregado. Eles tinham um segredo compartilhado agora, um pacto selado na barraca, sob a luz do dia.
Na Equipe 3, a dinâmica foi diferente. Matheus olhou para a Larissa. —Vamos nós? A gente se conhece há tempo.
Larissa assentiu, mas seus olhos se encontraram com os do Diego, por um segundo. O nerd magro, que poucas horas antes tinha sido parte de um orgia, agora parecia ainda mais tímido, com a cabeça baixa.
Beatriz, que tinha se juntado ao grupo perto da fogueira, parecia calma, talvez demais. Ela procurou os olhos de Gabriel, que desviou o olhar, o rosto corando. Ela notou, e um sorriso quase imperceptível brilhou em seus lábios. Ela então olhou para mim, e por um segundo, eu achei que ela ia me chamar. Mas ela se virou para o Diego. —Vamos nós, Die? Você me guia no escuro?
O Diego ergueu os olhos, surpreso. —Eu? Eu não sei se...
—Claro que sabe. Você é o nosso mestre dos mapas, lembra? Confio em você — disse ela, com uma doçura que soou falsa aos meus ouvidos. Ela estava marcando território, mesmo de longe.
Eles formaram os pares. Nós, da Equipe 2, tínhamos que escolher. A Isabela não esperou. Ela se virou para mim.
—Lucas e eu. Eu guio, você segue. Combinado?
Não era uma pergunta. Era um comando. E eu estava mais do que disposto a obedecer.
—Combinado — respondi, a voz um pouco trêmula.
O Rafael, como líder da equipe, olhou para a Júlia. —E a gente, Ju? Eu te guio, ou você me guia?
Ela sorriu, um brilho malicioso nos olhos. —Você me guia, Raf. Mas tenta não nos perder, hein? Eu sei que você tem uma tendência a se distrair.
O que ela queria dizer com aquilo, eu não sabia. Mas o som dela falou. Havia uma promessa ali.
A prova começou. Vendas de pano foram amarradas nos olhos dos "guiados". O mundo sumiu, substituído por um vazio preto e pelos sons da noite: o crepitar da fogueira, o grilo, o zumbido distante da cachoeira.
—Ok, Lucas. Vamos — disse a voz da Isabela, atrás de mim.
Eu dei o primeiro passo, hesitante. A mão não tinha onde se apoiar. O chão era irregular.
—Para a esquerda. Agora reto. Passo pequeno. Cuidado, tem uma raiz aqui.
A voz dela era minha única realidade. Era um fio de som em um abismo de escuridão. A cada instrução, eu sentia uma confiança crescer nela. Eu estava completamente em suas mãos. E essa entrega era, paradoxalmente, empoderadora.
—Dobra à direita. Siga minha voz. Estou aqui.
Ela estava perto. Eu podia sentir o calor do corpo dela, sentir o cheiro do seu perfume misturado com o cheiro da noite. A distância entre nós encolheu, até que eu senti a respiração dela no meu pescoço.
—Para — disse ela, a voz um sussurro.
Eu parei. O silêncio era total.
—Acha que a gente se perdeu? — perguntei, o coração batendo forte.
—Não — disse ela. —A gente encontrou.
Senti a mão dela na minha cintura, um toque firme e quente. Depois, a outra mão desceu pela minha barriga, até a minha bunda, apertando-a. Eu gemi, o som ecoando no silêncio da floresta.
—Isa... — sussurrei, mas ela calou com um beijo.
O beijo foi diferente do da fogueira. Era mais profundo, mais faminto. A língua dela explorou minha boca com uma autoridade que me fez tremer. A mão dela desapareceu da minha bunda e foi para a frente, para o meu pau, já duro, latejando dentro da calça. Ela o apertou, fazendo eu gemer novamente.
—É tão durão — sussurrou ela no meu ouvido, mordendo meu lóbulo. —Ficou assim assistindo os outros, não foi?
Eu não conseguia negar. Minha cabeça balançou em um sim frenético.
—Admita, Lucas. Você gostou do que viu. Gostou de ver a Beatriz fodendo com o Bruno. Gostou de ver a Camila com três caras. Gostou de ver o Gabriel perdendo a virgindade com a Marina.
Cada palavra era um choque, um afronto e uma confirmação. Ela sabia de tudo. Ela era a mestra do jogo.
—Agora é a nossa vez — disse ela, e se ajoelhou na minha frente.
Ela abriu minha calça com uma prática que me chocou. O meu pau saltou para fora, e a noite fria o envolveu, fazendo-o pulsar. Isabela o olhou por um instante, com uma fome que me intimidou e me excitou. Depois, ela o levou à boca.
A sensação foi indescritível. A boca dela era quente, molhada, e sua língua fazia coisas que eu só tinha visto em filmes. Ela chupou com uma vontade que me tirou o fôlego. Uma de suas mãos massageava minhas bolas, enquanto a outra se esgueirava para trás, para o meu cu. Eu estremei quando senti o dedo dela roçando a entrada.
—Relaxa — disse ela, tirando a boca do meu pau por um segundo. —Deixa eu te mostrar tudo.
Ela continuou a me chupar. Eu nunca tinha sentido nada igual.
—É aqui, não é? — disse ela, com um sorriso na voz. —O ponto cego de vocês, nerds. Toda essa inteligência, todo esse controle, mas no fundo, vocês só querem largar tudo. Ser controlados. Ser usados.
Ela não estava errada. Ali, de olhos vendados, de joelhos na terra, com a boca dela no meu pau, eu nunca me senti tão vivo, tão poderosamente eu mesmo.
Eu estava perto do ponto de não retorno. —Isa... vou gozar...
Ela parou. Eu gemi de frustração.
—Ainda não — disse ela, se levantando. —A gente vai terminar junto.
Ela me levou pela mão, guiando-me alguns passos até um ponto claro. Ela me empurrou suavemente, fazendo eu me deitar na folhagem. A terra estava fria e úmida nas minhas costas. Senti-a se posicionar sobre mim, as pernas de cada lado do meu corpo. Ela tirou a venda dos meus olhos.
A luz da lua, fraca e prateada, revelou seu corpo nu. Era perfeito. Seios redondos branquinhos e firmes, cintura fina, bumbum arredondado. Ela era uma deusa escura na noite.
—Agora você me vê — disse ela. —E eu vou te ver.
Ela se abaixou, guiando meu pau até a entrada dela. Ela estava molhada, escorregadia. Ela afundou lentamente, me envolvendo completamente. O mundo inteiro se resumiu àquela sensação. Nós nos movemos juntos, em um ritmo que era antigo e novo ao mesmo tempo. Não havia pressa. Havia uma exploração, um aprendizado. Eu a via, e ela me via. Ver o prazer no rosto dela era mais excitante do que qualquer coisa que eu tinha testemunhado antes.
Ela se inclinou, os seios pressionando meu peito. —O que você está pensando, Lucas?
—Que... que isso é real — disse eu, a voz embargada. —Que isso é melhor do que qualquer código.
Ela riu, um som baixo e vibrante que eu senti em todo o corpo. —Código é lógico. Isso é caos. E é no caos que a gente se encontra.
Ela acelerou o ritmo, se movendo com mais força. Eu a segurei pela cintura, ajudando-a a subir e descer. O som da nossa transa se juntou aos sons da noite. Quando senti que ela estava perto de gozar, inverti a posição, ficando por cima. Eu a fodi com uma fome que eu não sabia que tinha, olhando fundo nos olhos dela. Ela gritou quando o orgasmo a atingiu, um grito de libertação que ecoou pela mata. Eu a segui logo depois, gozando dentro dela com uma força que me deixou tonto.
Ficamos deitados, um ao lado do outro, olhando para as estrelas. A prova noturna havia sido esquecida. A competição não importava mais.
—E agora? — perguntei, depois de um longo silêncio. —A gente volta pro acampamento? Prova-se que a gente perdeu?
Ela se virou para mim, de lado, a cabeça apoiada na mão. —Não, Lucas. A gente não perdeu. A gente só começou a jogar o jogo certo.
Ela se inclinou e me beijou, um beijo lento, profundo. E eu soube, naquele momento, que o acampamento tinha acabado. Mas algo novo tinha começado.

Adorei e votei