Minha mãe não deveria ter aberto a porta naquela noite. Era o irmão do genro dela, o tal de Diego. Vinte e oito anos, magro demais, olhos vermelhos, sempre cheirando a maconha e remédio barato. Estava drogado e doente havia dias — gripe forte, febre, a voz rouca. Tinha vindo pedir dinheiro emprestado. Minha mãe deixou ele entrar. Dez minutos depois ele já estava em cima dela no sofá. Diego não pediu. Rasgou a blusa, puxou a saia, abriu as pernas dela com os joelhos e enfiou o pau de uma vez. Estava duro, quente, suado. Fodia com a força de quem não sente o próprio corpo direito por causa da droga. Minha mãe gemia, parte de dor, parte de prazer, tentando acompanhar o ritmo descontrolado. Ele metia fundo, sem carinho, as mãos apertando os seios com força demais. A cada estocada o corpo dele tremia de febre e de êxtase químico. Minha mãe sentia o pau latejar dentro dela, o suor quente caindo no peito, o cheiro de maconha e doença misturado. Foi quando ele gozou pela primeira vez, ainda dentro, que a coisa mudou. Diego tirou o pau, olhou para ela com os olhos vidrados e sorriu de um jeito errado. — Agora você apanha, puta. A primeira tapa veio no rosto, aberta e pesada. Minha mãe girou a cabeça. A segunda foi no outro lado. Depois ele desceu para o peito: tapa forte nos seios, uma atrás da outra, fazendo a carne tremer. Minha mãe gritou. Diego não parou. Ele a virou de bruços no sofá e começou a bater nas costas, na bunda, nas coxas. Mão aberta, soco fechado, tanto fazia. Cada golpe ecoava. A pele ia ficando vermelha, depois roxa. Minha mãe tentava se proteger, mas ele era mais forte e estava completamente fora de si. — Fica quieta… — ele falava entre um golpe e outro, a voz rouca de doente. — Quase desmaia pra mim. Diego a virou de novo, abriu as pernas e enfiou o pau outra vez enquanto continuava batendo. Tapa no rosto, tapa no peito, tapa na coxa, tudo enquanto metia fundo. O corpo de minha mãe ia amolecendo. Os gritos foram ficando mais fracos. A visão dela embacava. Ele bateu no estômago, nas costelas, de novo nos seios. A cada tapa forte a cabeça dela balançava. Diego ria baixo, drogado, suado, o pau ainda duro dentro dela. — Quase lá… quase desmaia… Mais uma sequência de tapas no rosto e no peito. Minha mãe sentiu o corpo inteiro amortecer. O som dos golpes ficou distante. As luzes da sala pareciam girar. Ela estava no limite, a consciência escorregando. Diego gozou pela segunda vez, gemendo alto, ainda batendo nas coxas dela enquanto descarregava. Só então parou. Minha mãe ficou deitada no sofá, o corpo inteiro marcado, vermelho e roxo, a respiração curta e irregular. Quase tinha desmaiado de verdade. Os olhos mal conseguiam ficar abertos. Diego se levantou, ajeitou a calça, ainda ofegante e suado de febre. — Da próxima vez eu faço você apagar de vez. Ele saiu cambaleando pela porta dos fundos, tossindo. Eu continuei escondido no corredor. Olhando o corpo destruído da minha mãe tremer no sofá, quase sem conseguir se mexer.
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