O cemitério estava quase vazio naquela tarde nublada. Minha mãe tinha dito que ia “visitar o túmulo do seu pai”. Eu segui de longe, escondido entre as árvores. Quando cheguei perto, já vi o que estava acontecendo. Ela estava de quatro em cima da lápide de mármore. O nome do meu pai gravado bem embaixo do corpo dela. O amante, um homem de uns quarenta anos, forte, estava atrás, a calça no meio das coxas, metendo com força. Cada estocada fazia o corpo de minha mãe balançar sobre a pedra fria. — Isso… em cima do corno morto — o amante gemia. Minha mãe gemia alto, as mãos apoiadas na lápide, os seios balançando para fora da blusa aberta. O amante não estava só fodendo. Ele batia. Tapa pesada na bunda, uma atrás da outra. A carne tremia. Depois descia a mão e batia nos seios que pendiam. Minha mãe gritava, mas empurrava a bunda para trás pedindo mais. Ele a virou de frente, ainda em cima do túmulo, e continuou metendo. Agora as tapas vinham no rosto. Secas, fortes, fazendo a cabeça dela virar. Depois nos seios de novo. Depois ele abria as pernas dela e descia a mão com força na buceta, bem enquanto o pau entrava e saía. O som era molhado e obsceno, misturado com o barulho das mãos batendo na carne. — Seu marido tá embaixo, puta… e eu tô te arrebentando em cima da cova dele. Minha mãe soluçava de prazer e dor. — Ele… ele é corno até morto… O amante riu baixo e meteu ainda mais fundo. Tirou o pau da buceta, cuspiu no cu e enfiou de uma vez. Minha mãe gritou. Ele fodeu o cu com a mesma violência, sem parar de bater. Tapa na bunda, tapa nos seios, tapa no rosto, tapa de novo na buceta quando voltava a enfiar ali. O corpo dela ia ficando vermelho e marcado em cima da lápide branca. Cada vez que ele batia forte, a cabeça de minha mãe quase batia no mármore. Cada estocada fazia o peito dela raspar no nome do meu pai. O amante segurava o cabelo dela e forçava o rosto para baixo, como se quisesse que ela beijasse a lápide enquanto apanhava e levava pau. — Fala que ele é corno. — É corno! — ela gritou. — Meu marido é corno até embaixo da terra! O amante gozou no cu dela, gemendo alto, ainda dando tapas pesadas na bunda enquanto descarregava. Depois tirou o pau, gozou de novo nos seios e no rosto dela, e deu mais três tapas fortes na buceta já vermelha e aberta. Minha mãe ficou deitada de lado em cima do túmulo, ofegante, o corpo inteiro marcado: rosto inchado, seios vermelhos, bunda roxa, cu e buceta escorrendo. O nome do meu pai ficava parcialmente coberto pelo corpo suado e destruído dela. O amante ajeitou a calça, cuspiu no túmulo e riu. — Até morto o corno continua corno. Ele saiu entre as árvores sem se virar. Eu continuei escondido. Olhando minha mãe ainda deitada em cima da cova do meu pai, o corpo marcado, a respiração curta, enquanto o vento balançava as flores artificiais ao lado da lápide.
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