A farmácia estava quase vazia no final da tarde. Minha mãe tinha entrado só para comprar um remédio de pressão. O moleque já estava lá dentro, encostado no balcão, olhando ela de cima a baixo. Dezoito anos, magro, olhos sujos, bermuda larga. Quando o farmacêutico foi para o fundo buscar o medicamento, o moleque trancou a porta da frente e virou a plaquinha para “FECHADO”. As cinco funcionárias pararam o que estavam fazendo. — Hoje a dona vai apanhar e levar pau bem aqui — ele anunciou, alto. Minha mãe tentou protestar. Ele não deixou. Puxou ela pelo braço até o meio da farmácia, entre as prateleiras de remédio e o balcão, e deu o primeiro tapa no rosto. Seco, forte. A cabeça dela virou. As funcionárias soltaram uma risadinha. A segunda tapa veio logo em seguida. Depois ele rasgou a blusa, puxou o sutiã e desceu a mão aberta nos seios com força. Uma tapa, outra, outra. Os peitos tremeram. As cinco mulheres riram mais alto. — Olha o peito da puta balançando! — uma delas debochou. O moleque virou minha mãe de frente para o balcão, ergueu a saia e puxou a calcinha para o lado. Começou a bater na bunda. Tapa pesada, uma atrás da outra. A carne tremeu, ficou vermelha. As funcionárias se aproximaram, algumas cobrindo a boca de tanto rir, outras filmando com o celular. Ele abriu as pernas dela e desceu a mão várias vezes na buceta. O som molhado ecoou entre as prateleiras. Minha mãe gritou. As funcionárias bateram palmas e riram. — Bate mais forte nela! — Olha a cara de puta que ela tá fazendo! O moleque já estava com o pau para fora. Cuspiu na mão, passou na buceta e enfiou de uma vez. A estocada foi funda e violenta. Ele meteu com força enquanto continuava batendo: tapa no rosto, tapa nos seios, tapa na bunda, tapa de novo na buceta. Cada golpe fazia o corpo de minha mãe tremer em volta do pau. As cinco funcionárias rodeavam, rindo, apontando, debochando. — A dona da farmácia tá levando pau de moleque no meio da loja! — Olha a buceta vermelha! — Bate na cara dela de novo! Ele tirou o pau, cuspiu no cu e enfiou. Minha mãe gritou mais alto. O moleque fodeu o cu com a mesma violência, sem parar de bater em todas as partes do corpo. As funcionárias não paravam de rir e gritar comentários. Uma delas até puxou o cabelo de minha mãe para ela olhar para as câmeras dos celulares. Quando o moleque gozou no cu dela, as cinco funcionárias aplaudiram e riram ainda mais. Ele tirou o pau, deu mais três tapas fortes na buceta já vermelha e outra sequência no rosto e nos seios. Minha mãe ficou debruçada no balcão, nua da cintura para cima, a saia erguida, o corpo marcado, o cu e a buceta escorrendo, enquanto as funcionárias continuavam debochando e filmando. O moleque ajeitou a bermuda, olhou para as cinco mulheres e sorriu. — Qualquer dia eu volto e fodo as cinco também. Elas riram. Minha mãe permaneceu ali, destruída, no meio da farmácia, enquanto as funcionárias ainda apontavam e riam dela. Eu estava do lado de fora, olhando pela porta de vidro. Vendo tudo. E ouvindo as risadas.
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