— Bia...
— Eu sei — ela interrompeu. — Eu sei o que isso significa. O que isso pode causar.
Ela deu um passo em minha direção. Depois outro. Eu fiquei parado, como hipnotizado.
— Mas ontem à noite... e hoje... eu não consigo parar de pensar em você.
Eu estendi a mão. Minha ponta dos dedos tocou o braço dela. A pele estava quente, macia. Ela não se afastou. Pelo contrário, pareceu se inclinar para o meu toque.
— Isso é loucura — disse eu, minha voz rouca.
— A melhor loucura que já senti — respondeu ela.
E aí ela beijou meus lábios. Não um beijo tímido, de descoberta. Mas um beijo seguro, intenso, cheio de desejo. E eu retribuí. Sem reservas, sem medos. Naquele momento, só existíamos nós dois.
A toalha caiu no chão. Eu a peguei no colo e a carreguei para o meu quarto. Fechei a porta atrás de nós, como se aquilo pudesse nos isolar do mundo, das consequências, do fato de que ela era a namorada do meu irmão.
Deitamos na minha cama. A luz da lua entrava pela janela, desenhando contornos em seu corpo. Eu a beijava devagar, explorando cada centímetro de sua pele, sentindo seu cheiro, seu gosto. Ela respondia com igual intensidade, com as mãos em meu cabelo, nas minhas costas, me puxando para mais perto.
Eram duas vidas, dois mundos que nunca deveriam ter se cruzado daquela forma. Mas ali, naquele quarto, naquela noite, era a única coisa que fazia sentido. O mundo exterior desapareceu. Não havia mais regras, não havia mais certo ou errado. Apenas o desejo. Apenas nós.
Aproximei minha boca do ouvido dela, sentindo o calor de seu pescoço.
— Você tem ideia do quanto eu te desejo desde ontem? — sussurrei.
Ela gemida baixinho, um som que me percorreu inteiro. Minhas mãos deslizaram pelas curvas do seu corpo, sentindo a maciez da sua pele úmida. Meu pau já estava duro, pulsando dentro das calças, ansiando por ela.
Ela pareceu perceber, pois sua mão desceu lentamente pelo meu abdômen até encontrar a minha ereção. Ela o acariciou por cima do tecido, e eu engasguei.
— Quer que eu chupe? — perguntou ela, com uma voz que era pura provocação.
Eu só consegui assentir. Ela sorriu, um sorriso de poder, e ajoelhou-se na cama. Com movimentos lentos, desabotoou minha calça e a puxou para baixo. Meu pau saltou para fora, duro e ansioso.
Ela o olhou por um instante, como se o estivesse admirando.
— É maior do que eu pensava — disse ela.
E aí, ela o levou à boca. Primeiro a ponta, com a línga dançando em volta da glande. Depois, ela o engoliu todo, até sentii a garganta dela contra meu pau. Eu reclinei a cabeça para trás, entregando-me completamente à sensação. Ela sabia o que estava fazendo. Com uma mão, massageava meus testículos; com a outra, segurava a base do meu pau, enquanto sua boca subia e descia em um ritmo perfeito.
— Bia... — gemi, incapaz de formar palavras.
Ela olhou para cima, com os olhos brilhando de desejo, e me fez gozar. Eu explodi em sua boca, e ela engoliu tudo, sem hesitar, até limpar meu pau com a língua.
Ela voltou a se deitar ao meu lado, com um sorriso de satisfação nos lábios.
— Sabe qual é o meu maior fetiche? — perguntou ela. — É fazer com que um homem perca o controle completamente.
Eu não respondi. Apenas a virei e a coloquei de bruços. Com as mãos, separei suas nádegas, revelando seu cuzinho apertado e rosado. Ela aninhou o rosto no travesseiro, pronto para mim.
Primeiro, usei a língua, molhando seu cuzinho, ouvindo os gemidos abafados dela. Depois, posicionei meu pau, já duro de novo, na entrada de sua vagina. Ela estava molhada, quente, pronta.
Entrei devagar, sentindo a buceta apertada dela se abrindo para mim. Ela gemeu alto desta vez, um som de puro prazer. Comecei a mover-me, primeiro devagar, depois mais rápido, mais fundo.
— Mais — ela pediu. — Mais fundo.
Eu a atendi. Fui até o fundo, sentindo meu pau preenchê-la por completo. Suas mãos agarraram as fronhas do meu travesseiro, e seus gemidos ficaram mais altos, mais desesperados.
Quando senti que ela estava perto do orgasmo, saí de sua vagina e posicionei meu pau na entrada de seu cuzinho. Ela respirou fundo, mas não se resistiu.
— Sim — disse ela. — Sim, me dá tudo.
Empurrei com cuidado, sentindo a resistência inicial de seu ânus antes que ele cedesse, permitindo que eu entrasse. O aperto era incrível, diferente de tudo que eu já havia sentido. Bia soltou um gemido prolongado, misturando dor e prazer, um som que percorreu minha espinha e fez meu pau pulsar dentro dela.
— Está tudo bem? — sussurrei, parando para que ela se acostumasse.
Ela apenas assentiu, com o rosto ainda enterrado no travesseiro, e empurrou os quadris para trás, pedindo mais.
Comecei a me mover, com movimentos lentos e profundos. Cada golpe era uma nova descoberta, uma nova sensação. O cuzinho dela abraçava meu pau, apertando-o em um ritmo que me deixava sem fôlego. Eu via as ondas de prazer percorrerem as costas dela, via seus dedos cravarem no travesseiro.
— Vira pra mim — pedi.
Ela obedeceu, deitando-se de costas e abrindo as pernas para mim. Entrei nela novamente, desta vez olhando em seus olhos. Eles estavam vidrados, cheios de desejo, de entrega. Eu a beijei enquanto a penetrava, um beijo profundo, cheio de paixão.
Nossos corpos se moviam em perfeita sintonia, suados, ansiosos. Eu a levantaria e a colocaria sentada em mim, com ela me cavalgando com uma força que me surpreendeu. Seus seios balançavam com o movimento, e eu os peguei, sentindo a rigidez de seus mamilos contra as minhas palmas.
— Eu quero te sentir gozar dentro de mim — ela sussurrou no meu ouvido.
Aquilo foi meu ponto de ruptura. Eu a deitei novamente e a penetrei com uma força que nem eu sabia que possuía. Ela gritou de prazer, e eu a acompanhei. Gozei de novo, desta vez dentro dela, sentindo meu corpo tremer enquanto eu a enchia.
Quando terminamos, ficamos ali, enlaçados, ofegantes. O quarto cheirava a sexo, a suor, a nós.
Adormecemos assim, nus, enroscados como se fôssemos uma só pessoa. O sono me consumiu, pesado, satisfeito.
Acordei no meio da madrugada com a sensação da boca de Bia em meu pau. Ele já estava duro, pronto para mais uma rodada. Ela me olhou de baixo, com um sorriso malicioso nos lábios, e continuou a me chupar. Dessa vez, foi diferente. Mais lento, mais deliberado. Ela usava a língua em pequenos círculos ao redor da glande, depois descia lentamente, me levando até a garganta.
— Você é insaciável — disse eu, com a voz rouca de sono.
Ela soltou meu pau com um estalo.
— E você tem um pau perfeito. Grande, grosso... feito pra mim.
Ela o pegou com a mão, medindo-o com os dedos.
— Sabe quantos centímetros tem?
Eu balancei a cabeça, incapaz de pensar claramente.
— Vinte, pelo menos. E tão grosso... — ela o beijou na ponta. — Acho que vou me apaixonar por ele.
Ela o levou à boca de novo, desta vez com mais vontade. Eu a segurei pelo cabelo, guiando o ritmo. Mas ela não me deixou controlar. Era ela quem mandava naquela dança, quem decidia a velocidade, a profundidade.
Quando sentiu que eu estava perto do ponto de não retorno, ela parou.
— Ainda não. Quero que você me foda de novo.
Ela se virou, de bruços, e ofereceu o cuzinho para mim. Eu não hesitei. Entrei nela em um único movimento profundo. Ela gritou, um som de prazer que me excitou ainda mais.
— Sim — disse ela. — Me foda como se eu fosse sua vadia.
A palavra, dita por ela, me deixou louco. Comecei a movê-la com uma brutalidade que eu não reconhecia em mim. Cada golpe era mais fundo, mais forte. Bia respondia a cada um, empurrando os quadris para trás, pedindo mais.
— Me pega pelo cabelo — ela ordenou.
Eu obedeci. Segurei seu cabelo, puxando sua cabeça para trás, forçando-a a me encarar por cima do ombro. Seus olhos brilhavam no escuro.
— Gosta de ser tratada como vadia?
— Só por você — ela respondeu, com a voz quebrada de prazer. — Só você pode me tratar assim.
Mudei a posição, colocando-a de joelhos na cama, com o rosto colado no colchão. Entrei em sua buceta, que estava escorregadia, molhada. O contraste entre o aperto do cuzinho e a maciez da buceta era incrível. Eu ia de um para o outro, alternando, ouvindo seus gemidos mudarem de tom.
— Eu vou gozar de novo — disse ela, com a voz embargada. — Não pare.
Eu não parei. Pelo contrário, acelerei, fodi-a com toda a minha força. Ela gritou ao atingir o orgasmo, um som que pareceu sacudir as paredes do quarto.
Eu ainda não havia gozado. Meu pau estava duro, pulsante, pronto. Ela se deitou de costas e me chamou com um dedo.
— Vem em mim.
Eu me ajoelhei entre suas pernas e entrei nela novamente. Ela me abraçou com as pernas, puxando-me para dentro de si. Nossos corpos se moveram juntos, em um ritmo antigo, primordial.
— Olha pra mim — pediu ela. — Quero ver seus olhos quando você gozar.
Eu a olhei diretamente nos olhos enquanto eu a penetrava. Via o desejo, a paixão, a entrega. E naquele momento, percebi que não era apenas sobre sexo. Era algo mais. Algo que eu não ousava nomear.
— Bia... — sussurrei. — Bia...
Ela me beijou, um beijo que selava nossa conexão.
— Goza pra mim. Agora.
Eu não resisti mais. Gozei de novo, desta vez com uma força que me deixou tonto. Fiquei dentro dela até meu pau ficar macio, até sentirmos nossos corpos se acalmarem.
Quando me retirei, ela me puxou para um abraço. Ficamos assim, em silêncio, apenas sentindo um ao outro.
— Agora vamos dormir — disse ela, com a voz suave. — De verdade.
Adormeci com ela nos braços, com a sensação de que algo havia mudado em mim, em nós.
***
Acordei no domingo com a luz do sol batendo no rosto. Por um momento, fiquei desorientado, sem saber onde estava. Depois, percebi o corpo de Bia ao meu lado, e a realidade do fim de semana me atingiu como um soco.
*(traga a cena em que eles acordam no domingo e nenhum deles sente remorço e que andam nus o dia todo na casa, com direito no final da tarde antes do irmao chegar fazerem sexo novamente, traga detalhes sobre a penetração, o sexo oral, o sexo anal, gozada na boca, limpar o pau gozado com a boca, engolir esperma, com muito detalhamento sexual gráfico. essa é a quarta gozada, naturalmente demora bem mais, entao ele nao pode gozar ja)*
Ela já estava acordada, me observando com um sorriso suave nos lábios.
— Bom dia, dorminhoco.
— Bom dia — respondi, com a voz ainda rouca de sono. — Que horas são?
— Já quase onze. Acho que a gente cansou ontem à noite.
Rimos, mas havia uma nervosidade no ar. O dia seguinte. O irmão que voltaria. A realidade que nos esperava.
Bia se esticou, e o lenol escorregou, revelando seus seios. Meu pau reagiu imediatamente.
— De novo? — perguntou ela, rindo. — Eu achei que já tínhamos esgotado as opções.
— Com você, acho que tenho um estoque infinito.
Ela se levantou, sem a menor vergonha, e foi até a cozinha. Eu fiquei na cama, observando-a andar nua pela casa. Havia uma liberdade em seus movimentos, uma confiança que me fascinava.
Voltei para a cama e sentei na beirada. Bia se aproximou, com dois copos de café nas mãos, e se ajoelhou na frente de mim. A altura era perfeita. Seu rosto ficou na altura do meu pau, que já estava duro novamente.
— Quer tomar café? — perguntou ela, com um sorriso malicioso.
— Estou com mais sede de outra coisa.
Ela não precisou de mais convite. Colocou os copos na mesa de cabeceira e pegou meu pau com a mão. Ele estava pulsante, ansioso por ela.
Primeiro, ela o beijou. Depois, lambeu a glande, em movimentos circulares. Depois, o levou à boca, devagar, me olhando nos olhos o tempo todo. Aquele olhar direto, sem vergonha, me deixava completamente louco.
Ela o chupava com uma arte que eu nunca havia experimentado. Variava o ritmo, a pressão, usava a língua, os lábios, às vezes os dentes com uma delicadeza incrível. Eu reclinei as mãos na cama, entregando-me completamente àquela sensação.
— Pára um pouco — pedi, sentindo que estava perto do orgasmo. — Ainda não.
Ela obedeceu, mas continuou a me beijar, a lamber meu pau, minhas bolas.
— Por que você é tão boa nisso?
Ela sorriu.
— Prática. E porque eu gosto. Adoro sentir um pau duro na minha boca, sentir ele pulsar, saber que eu estou no controle do seu prazer.
Ela me chupou por mais um tempo, me levando até a beira do orgasmo várias vezes, mas sempre parando antes que eu gozasse. Era uma tortura deliciosa.
— Agora é a minha vez — disse ela, se deitando na cama e abrindo as pernas.
Eu não hesitei. Deitei entre suas pernas e comecei a beijar suas coxas, lentamente, subindo em direção à buceta dela. Ela já estava molhada, o perfume do seu desejo enchia o ar.
Quando minha língua tocou seu clitóris, ela gemeu alto. Eu o liguei, suguei, usei os dedos para penetrá-la. Suas mãos agarraram meu cabelo, e seus quadris se moveram no ritmo da minha língua.
— Não pare — ela pediu. — Me faz gozar na sua boca.
Eu a atendí. Senti seu corpo se tensionar, suas pernas tremerem, e ela gozou, inundando minha boca com seu líquido. Eu bebi tudo, saboreando cada gota.
Depois que ela se acalmou, subi e a beijei. Ela lambeu os próprios lábios, provando seu gosto na minha boca.
— Agora me foda — ela pediu. — Me foda.
Eu a virei de bruços e a entrei pela vagina. Ela ainda estava molhada, quente, pronta. Comecei a me mover, com movimentos profundos, lentos, sentindo cada centímetro dela.
— Mais — ela pediu. — Mais forte.
Eu a atendi. Aumente o ritmo, a força. Cada golpe era mais fundo, mais intenso. O som dos nossos corpos se batendo enchia o quarto, misturado com nossos gemidos.
Depois de um tempo, saí de sua vagina e posicionei meu pau na entrada de seu cuzinho.
— Sim — disse ela. — De novo. Me dá tudo.
*( nao traga a mesma cena de sexo de antes, tem que ser diferente)*
Eu entrei devagar, sentindo o aperto incrível de seu ânus. Desta vez, foi diferente. Mais lento, mais íntimo. Eu não estava apenas fodendo, estava amando.
Me movi com um ritmo suave, profundo. Bia respondia a cada golpe, empurrando os quadris para trás, encontrando meu movimento.
Eu a virei para me encarar. Beijei-a enquanto a penetrava, um beijo profundo, cheio de emoção.
— Olha pra mim — pedi. — Senta em cima de mim.
Ela obedeceu. Colocou uma almofada embaixo da minha cabeça e se sentou em meu pau, desta vez pelo cuzinho. Ela controlava o movimento, subindo e descendo em um ritmo que nos deixava ambos sem fôlego.
Eu a segurei pelos quadris, ajudando-a a se mover. Seus seios balançavam com o movimento, e eu os peguei, sentindo a rigidez de seus mamilos contra as minhas palmas.
— Estou perto de gozar de novo — disse ela, com a voz embargada.
— Eu também — respondi.
Aumente o ritmo, fodi-a com toda a minha força. Ela gritou ao atingir o orgasmo, um som que pareceu sacudir as paredes do quarto. Eu a acompanhei, gozando dentro dela, sentindo meu corpo tremer enquanto eu a enchia.
Ficamos assim, por um longo tempo, apenas respirando, sentindo um ao outro. O peso da realidade, a certeza da traição, a magnitude do que tínhamos feito, pairava sobre nós como uma nuvem escura.
Finalmente, ela se levantou.
— Acho que devemos tomar um banho. O Lucas deve estar a caminho.
Tomamos um banho juntos, mas o clima era diferente. Mais silencioso, mais contido.
Quando saímos, o meu celular tocou. Era uma mensagem do Lucas.
"Estou a caminho! Chego em menos de uma hora. Alguma novidade por aí?"
Respirei fundo antes de responder, tentando soar normal.
"Nada não, tranquilo aqui. Preparando o jantar."
Quando olhei para cima, Bia estava vestida, com uma calça jeans e uma blusa. Ela parecia de volta à sua persona de namorada do meu irmão, mas seus olhos contavam outra história.
— Eu vou na casa de uma amiga — disse ela. — Acho que é melhor não estar aqui quando ele chegar. Vou pegar minhas coisas e ir embora.
— Certeza?
— Sim. Acho que é mais sensato pra todo mundo.
Ela se aproximou e me beijou. Não um beijo de paixão, mas um beijo de despedida. Um beijo que dizia "isso foi real, e nao acabou".
— Vai ficar tudo bem? — perguntei.
Ela hesitou por um momento.
— Não sei. Mas vamos tentar.
Ela foi embora, e fiquei sozinho na sala, esperando pelo meu irmão. A casa parecia estranhamente vazia sem a presença dela. O silêncio era ensurdecedor.
Quando Lucas chegou, ele estava radiante.
— E aí, mano! Que saudade de você!
Ele me abraçou
— E aí, como foi o fim de semana? A Bia te incomodou?
— Não, nada. Ficamos aqui sexta-feira à noite, mas sábado e domingo ela ficou na casa so estudando.
Jantamos juntos. Lucas me contou sobre a visita aos pais, sobre as novidades da cidade natal. Eu respondi monossilabicamente, incapaz de me concentrar.
— E aí, você está bem? Parece cansado.
— É só o fim de semana, cara. Trabalho pesado.
Ele aceitou a desculpa. A noite passou em uma neblina de culpa e confusão. Quando me deitei, o cheiro dela ainda estava no meu travesseiro, na minha pele.
Na segunda-feira, acordei cedo. A casa ainda cheirava a ela. Fui para o trabalho, tentando me concentrar nas minhas tarefas, mas minha mente continuava voltando para ela, para nós, para o fim de semana que tínhamos passado.
Ao meio-dia, recebi uma mensagem.
Era dela.
"Você conseguiu dormir ontem à noite?"
Respondi imediatamente.
"Mal. E você?"
"Eu também. Não consegui parar de pensar em você."
A conversa continuou ao longo do dia, em mensagens veladas, cheias de desejo e culpa.
"Queria estar aí com você agora", escrevi.
"E eu", ela respondeu. "Estou na aula, mas não consigo prestar atenção. Só estou pensando no seu pau."
"E eu na sua buceta."
"Estou molhando minha calcinha agora mesmo, só de pensar em você."
"Quando a gente vai se ver de novo?"
"Amanhã à tarde. O Lucas tem aula até as seis. Posso ir aí."
"Vou esperar por você."
Amanhã. Um dia inteiro pela frente. A perspectiva de revê-la, de tocá-la novamente, me deixou ansioso e assustado.
Mas eu sabia que eu iria. Eu não poderia resistir.
***
Terça-feira foi um dia de pura antecipação. Cada segundo parecia uma eternidade. O trabalho passou em um borrão. Às cinco da tarde, já estava em casa, esperando.
Ela chegou pouco depois das cinco e meia. Vestia um vestido curto, azul, que destacava suas pernas. O cabelo estava solto, e ela tinha um brilho nos olhos que era só para mim.
Nós não trocamos muitas palavras. Ela fechou a porta atrás de si, e eu a puxei para um beijo. Foi um beijo faminto, desesperado, de quem esperou demais.
