O FIM DE SEMANA COM CASAL DE AMIGOS

Nunca imaginei viver um fim de semana assim, achava que iriamos apenas descansar da rotina, mas não sabia o que nos esperava. Tudo começou de forma tão normal, tão corriqueira, que o que veio depois parece ainda mais surreais, como se a realidade tivesse se dobrado sobre si mesma, revelando camadas que eu jamais suspeitei existir.
A casa de campo que alugamos ficava no meio do nada, literalmente. Umas duas horas de São Paulo, por estradas de terra que sacudiam o carro até os ossos. Minha esposa, Juliana, dormiu a maior parte do caminho. Eu pilotava, com o Bruno no banco do passageiro, e a esposa dele, Fernanda, no traseiro com as malas. Era uma divisão lógica: eu e Juliana tínhamos o carro maior, um sedan espaçoso, e eles nos acompanhavam. Bruno já era meu amigo há mais de quinze anos, desde a faculdade de engenharia. Fomos colegas de quarto, depois sócios num pequena empreitada que deu errado, e agora colegas numa empresa de consultoria. Ele sempre foi o mais extrovertido, o que iniciava as piadas, o que arrumava as confusões. Eu, Ricardo, sempre fui o contrapeso, o observador. Juliana completava: comunicativa, bonita, vaidosa, sempre com um sorriso fácil no rosto. E Fernanda, a esposa dele, era inteligente, com um humor seco que cortava qualquer conversa, e uma beleza mais contida, mas igualmente impactante. Fazíamos um quarteto que funcionava, nossos fins de semana eram cheios de churrascos, cerveja e risadas.
Quando chegamos, a casa superou as expectativas. Era uma construção rústica de madeira, grande, com uma varanda que dava para um gramado imenso e, ao fundo, a piscina, um retângulo azul convidativo rodeado por algumas árvores frondosas.
— Nossa, que lugar! — gritou Fernanda, saltando do carro antes mesmo de eu desligar o motor.
A alegria dela foi contagiante. Abrimos as portas, esticamos as pernas. Bruno já estava com a mala na mão, subindo os poucos degraus da varanda.
— Vamos ver os quartos. Tenho que reivindicar o de melhor vista! — Ele disse, piscando para mim.
Dentro, a casa cheirava a madeira e a umidade limpa do campo. Tinha dois quartos no andar de cima, um de cada lado de um pequeno corredor, e um suíte embaixo, ao lado da cozinha.
— Bom, eu e a Ju já pegamos o de baixo, é mais fácil pra pegar uma água durante a madrugada — disse Bruno, largando a mala na cama do suíte sem nem perguntar.
Juliana riu.
— Que espertão! Tá bom pra nós, não queremos ouvir os barulhos de vocês.
— Nós? Os barulhos são seus que a gente ouve — retrucou Fernanda, com seu humor sarcástico.
A brincadeira fluiu natural. Enquanto arrumávamos as coisas, o sol começava a baixar, pintando o céu de tons alaranjados. Abrimos algumas cervejas. O som das garrafas sendo abertas, da água da piscina refrescando o ar quente, dos pássaros se preparando para a noite... tudo compunha uma atmosfera de perfeição, de escape.
— Primeiro mergulho do fim de semana! — Anunciei, tirando a camisa e correndo para a piscina de forma cômica.
Mergulhei de cabeça. A água era um bálsamo. Logo os outros quatro me acompanharam. As risadas ecoaram, os gritos, os espirros da água gelada no rosto. Foi ali, boiando de costas, olhando as estrelas que começavam a aparecer, que eu senti aquela paz que tanto buscávamos. A cidade, o trânsito, as deadlines, tudo parecia muito distante, um ruído de outro planeta.
— Ô, Ricardo, você tá muito quieto aí. Medo de a sua esposa notar a barriga que tá aparecendo? — Gritou Bruno de lá do outro lado da piscina.
— Cala a boca, gordo! A sua é que não te deixa andar de sunga direito! — Devolvi, rindo.
Juliana nadou até mim, me envolveu com os braços por trás.
— Deixa ele quieto, Bruno. Minha barriga gosta dele do jeitinho que está.
Eu sorri, segurando a mão dela. Fernanda e Juliana conversavam animadas sobre um filme que tinham visto, e eu e Bruno flutuávamos perto delas, apenas ouvindo. Era assim. Eram assim nossos finais de semana. E eu pensava, ali, na água, que não havia nada no mundo que eu gostaria mais do que aquela normalidade preguiçosa.
O jantar foi um macarrão rápido que Juliana e Fernanda prepararam juntas, enquanto eu e Bruno ficamos encarregados das bebidas. A conversa fluiu sobre trabalho, planos para o futuro, as fofocas de amigos em comum. A bebida desceu fácil, e com ela, a vergonha. Fomos para a cama tarde, com o corpo cansado do sol e da piscina, mas a mente estimulada pela companhia.
O quarto que dividíamos era simples, mas aconchegante. Uma cama de casal grande, janelas com vista para o gramado escuro, e o som dos grilos preenchendo o silêncio. Juliana foi para o banho primeiro, e quando saiu, com uma toalha enrolada no corpo e o cabelo úmido caindo pelos ombros, eu senti um desejo familiar e acolhedor.
— Vem cá — Ela me chamou com um sorriso.
Eu a segui, e caímos na cama, a toalha se perdendo no meio das cobertas. Aquele sexo foi como tantos outros tivemos: bom, prazeroso, cheio de cumplicidade. Movimentos lentos, beijos profundos, as mãos conhecendo cada centímetro do corpo do outro. Éramos uma máquina bem lubrificada, funcionando na perfeição.
Mas, no meio do nosso ritmo, outro som começou a se infiltrar pelo silêncio dos grilos. Vindos do andar de cima, abafados pelas tábuas do assoalho, chegavam os gemidos de Fernanda. Eram agudos, cortantes, intercalados por palavras ofegantes que não conseguíamos entender direito. E com eles, o som ritmado da cabeceira da cama batendo na parede.
Eu e Juliana paramos por um segundo, meio constrangidos. Nos olhamos.
— Eles... — Comecei a dizer.
— Sim — cortou Juliana, com um brilho nos olhos que eu nunca tinha visto antes.
Os gemidos de Fernanda continuaram, agora mais altos. A ouvíamos dizer o nome de Bruno, repetidamente, como um mantra. Depois, ouvi a voz dele, mais grave, rouca, mandando ela ir mais longe.
— Pega mais fundo, Nanda... assim, meu amor... deixa eu te sentir toda...
Meu corpo reagiu antes de minha mente. O som deles, a vulnerabilidade daquele momento, a intimidade que invadira nossa casa temporária... tudo me excitei de uma forma quase primitiva. Juliana deve ter sentido, porque ela apertou os quadris contra os meus, me puxando de volta para dentro dela com mais força.
Nosso ritmo mudou. Ficou mais intenso, mais urgente. Eu não olhava mais para Juliana, mas ouvia os dois lá de cima. A imaginação fez o resto. Eu via Fernanda, com seu corpo esguio, montada em Bruno. Via o rosto de prazer dela. A voz dele, pedindo mais.
— Você tá imaginando, não tá? — sussurrou Juliana no meu ouvido, o hálito quente. — Tá imaginando eles aí do lado.
A pergunta me pegou de surpresa. Eu não esperava aquela franqueza. Mas não pude mentir.
— Sim — confessei, a voz falhando.
Ela não demonstrou ciúmes. Pelo contrário. Ela apertou as pernas nas minhas costas, me envolvendo com mais força. Ela também estava excitada com aquilo.
— Eu também — ela admitiu, a voz quase um gemido. — Pena que a gente não pode ver...
Aquele comentário foi uma bomba. Deu um nó na minha cabeça. Eu nunca imaginei que Juliana tivesse um pensamento daqueles. Ela sempre fora tão... conservadora em relação a essas coisas. Ou assim eu pensava.
O som lá de cima alcançou seu clímax. Um gemido longo e alto de Fernanda, seguido por um grunhido profundo de Bruno. E depois, silêncio. Apenas os grilos lá fora.
Mas aqui embaixo, a gente mal tinha começado. Impulsionado por aquela revelação inesperada e pela imagem mental que se formara na minha cabeça, me entreguei a Juliana com uma força que não sentia há tempos. Ela me correspondeu, e quando terminamos, ofegantes e suados, o silêncio do quarto parecia carregado de novas perguntas.
Já era de madrugada. Juliana dormiu quase que imediatamente, com um pequeno sorriso nos lábios. Eu fiquei acordado, olhando para o teto, tentando processar o que aconteceu. O som do outro casal. A reação de Juliana. Minha própria reação. E, principalmente, aquele comentário dela: "Pena que a gente não pode ver..." O que aquilo significava, exatamente? Era só um calor do momento, ou era algo mais, uma porta que ela estava abrindo?
Adormeci com essas perguntas na cabeça, sem respostas.
***
O sol da manhã de sábado me acordou. Juliana ainda dormia, enrolada nas cobertas como uma gata. Eu levantei quieto, vesti um shorts e sem camiseta e desci. O cheiro de café já enchia a casa. Bruno estava na cozinha, de pé, olhando para a janela que dava para o gramado, com uma caneca na mão. Ele estava de sunga, o corpo morejado pelo sol ontem.
— Bom dia, zé — ele me cumprimentou, sem se virar. — Café está pronto.
— Bom dia — respondi, me servindo de uma caneca. Achei que ele ia fazer alguma piada sobre a noite passada, mas ele ficou em silêncio. Fiquei meio tenso, sem saber o que dizer.
Ele se virou finalmente, e um sorriso malandro apareceu em seu rosto.
— Que noite, hein?
— Foi... — arrisquei.
— A Fernanda tava com uma fome danada — ele disse, rindo baixo. — Acho que o ar do campo fez bem para ela.
Ri junto, aliviado. Ele não queria constrangimento. Queria apenas partilhar a glória, como sempre.
Logo Juliana e Fernanda desceram. Pareciam bem-dispostas, renovadas. O café da manhã foi leve e animado. Comíamos pães, queijos, frutas, e a conversa fluía fácil sobre as planos para o dia: mais piscina, talvez uma caminhada pela mata, e, claro, o churrasco no almoço.
Depois do café, fomos para a piscina. O sol já estava forte, batendo na água transparente. A atmosfera era de preguiça, de domingo antecipado. Boiávamos, conversávamos. Os barcos da noite anterior pareciam ter evaporado com o sol da manhã. Juliana e Fernanda estavam deitadas nas espreguiçadeiras, passando protetor solar uma na outra, rindo de alguma piada.
Mas algo tinha mudado. Eu sentia. Uma vez ou outra, eu pegava Juliana olhando para mim de um jeito diferente. Não era mais apenas o olhar de uma esposa para o marido. Havia uma curiosidade lá, um questionamento. E quando os nossos olhares se cruzavam, ela não desviava. Mantinha o contato, com um pequeno sorriso nos lábios, como se estivesse se divertindo com o poder que aquele novo segredo compartilhado lhe dava.
O almoço, um churrasco impecável comandado por Bruno, foi o ponto de virada. Estávamos todos meio bêbados de cerveja e sol. Com as barrigas cheias e a carne caindo do espeto, a conversa ficou mais filosófica, mais pessoal.
Bruno foi quem começou. Ele se recostou na cadeira, arrotou discretamente, e disse:
— Sabe, às vezes eu penso em como a gente se acostuma. A gente se acostuma com a rotina, com o outro. Não é ruim, pelo contrário, é bom. Mas... e a novidade? O perigo?
— Perigo? Tu tá procurando perigo agora, Bruno? — riu Fernanda, pegando um pedaço de pão para limpar o prato.
— Não perigo de verdade, né, doida. Perigo de... viver. De sentir algo novo.
— Tipo o quê? — perguntou Juliana, interessada.
— Tipo... sei lá. Fazer algo que a gente nunca fez. Algo que quebre a previsibilidade.
— Ah, essa conversa é sempre a mesma — disse Juliana, brincando. — "E se a gente fizesse um threesome?". O sonho de todo homem.
Ri da franqueza dela, mas Bruno balançou a cabeça.
— Não é só isso. É mais profundo. É sobre fantasia. Sobre o que a gente curte mas nunca contou pro parceiro por medo de... sei lá, de ser julgado, de a gente achar que o outro vai achar estranho.
A mesa ficou em silêncio por um momento. O barulho das moscas em volta da mesa de madeira parecia alto de repente.
— Tipo assim — continuou Bruno, olhando para a esposa. — A Fernanda, por exemplo. Ela tem uma fantasia bem esquisita que ela só me contou ano passado.
— Bruno! — protestou Fernanda, mas com um sorriso. Não parecia zangada.
— Não tem problema, meu amor. Todo mundo aqui é amigo. — Ele olhou para nós. — A fantasia dela é ser vigiada. Ela adora a ideia de fazer sexo enquanto alguém assiste, sem que a gente saiba quem é. Ela acha que o fato de ser proibido, o risco de ser pega, deixa tudo mais intenso.
Eu fiquei surpreso. Não por causa da fantasia em si, mas pela forma como Bruno a contava com tanta naturalidade. E pela reação de Fernanda, que não negou, apenas corou um pouco, divertida.
Juliana olhou para mim, e depois para Fernanda, com um interesse genuíno.
— Nossa, eu nunca pensaria nisso. Ser vigiada... é meio... film pornográfico, não?
— É! Mas de uma forma mais crua. Sem câmeras, sem direção. Só o prazer de saber que um olhar estranho está te devorando — explicou Fernanda, entrando na conversa. — Acho que vem da minha época de faculdade, de teatro. Adoro a ideia de palco, de ser o centro das atenções sem saber.
Ela disse isso olhando diretamente para mim. O contato dela era direto, desafiador. Eu engoli em seco.
— E você, Ju? — perguntou Fernanda, virando a mesa. — Qual é o seu segredo? Qual é a fantasia que o Ricardo nem sonha que você tem?
Juliana deu uma risada, nervosa. Ela brincou com o guardanapo na mesa, evitando meus olhos.
— Eu? Ah, eu sou bem mais... comportada que a Nanda. Minhas fantasias são mais clássicas. Velas, banheira, talvez um lugar diferente... de preferência sem testemunhas.
Ela deu de ombros, como se fosse só isso. Mas eu a conhecia. Eu sabia que havia algo mais. Lembrei do que ela me sussurrara na noite anterior, sobre "ter pena que a gente não podia ver". O que aquilo significava? Seria apenas uma curiosidade passageira, ou um vislumbre de algo mais profundo?
— E você, Ricardo? — perguntou Bruno. — Fala pra gente. Qual é o seu pecado capital?
A pergunta me pegou desprevenido. Pensei em mentir, em dar uma resposta genérica. Mas a cerveja, o sol, a confissão de Fernanda... tudo me empurrou para a honestidade.
— Eu... eu gosto de ser mandado — confessei, baixinho.
A resposta caiu como uma bomba. A primeira reação foi de silêncio. Juliana me olhou com uma expressão de pura surpresa. Nunca tínhamos falado sobre isso.
— Como assim, "ser mandado"? — perguntou ela, a voz um pouco trêmula.
— Tipo... na cama. Eu gosto de perder o controle. De ser guiado, de não ter que decidir o próximo passo. É... um escape. Minha vida inteira é tomar decisões, no trabalho, em casa... e eu gosto de, às vezes, apenas... obedecer.
Eu falei olhando para a mesa, para o meu prato. Tinha vergonha. Medo do que eles iam pensar. Medo do que Juliana ia pensar. Quando enfim levantei o olhar, o que vi me deixou ainda mais confuso. Não vi julgamento. Vi... curiosidade. E nos olhos de Fernanda, vi um brilho de puro interesse. Um interesse que era quase... predador.
— Nossa... — disse ela, depois de um momento. — Isso é... incrivelmente poderoso saber, Ricardo.
E disse isso de uma forma que deixou claro que ela já estava imaginando cenas. Cenas em que ela manda.
— E você, Bruno? — perguntou Juliana, virando-se para ele. — Depois de expor todo mundo, qual é a sua?
Bruno riu, um som alto e confidente.
— A minha não é uma fantasia, é uma realidade que eu quero expandir — disse ele, passando o braço pelos ombros de Fernanda. — Eu imagino ver a Fernanda com outros homens.
Desta vez, o silêncio foi total. Eu juro que ouvi o som de uma folha caindo de uma árvore lá no fundo. Olhei para Fernanda, esperando ver choque, raiva. Mas o rosto dela era impassível, sereno. Ela até deu uma pequena piscada para mim.
— Calma, gente, não é o que vocês estão pensando — continuou Bruno. — Não é qualquer homem. É um homem que eu respeito, que eu confio. É sobre compartilhar. Sobre ver a pessoa que você ama sendo desejada, e saber que aquele desejo é controlado por você. É sobre o poder de dar.
Ele olhou diretamente para mim quando disse "homem que eu respeito, que eu confio". E eu entendi. Tudo. Os elogios, as brincadeiras, o tom de amizade fraternal. Tudo aquilo tinha uma camada que eu nunca tinha percebido. Eu era o homem. O candidato. E, olhando para a reação de Juliana, para a forma como ela se inclinava para frente, pendurada em cada palavra dele, eu percebi que talvez ela soubesse. Ou pelo menos, que ela não estava despreparada para a ideia.
A tarde foi gasta numa névoa. A gente flutuou na piscina, mas a mente de cada um de nós estava em outro lugar. As conversas casuais sobre filmes e trabalho foram substituídas por longos silêncios, por olhares carregados de significado. O sol parecia mais forte, a água mais gelada, a pele mais sensível. Havia uma tensão elétrica no ar, tão densa que dava para sentir na ponta da língua.
Eu não sabia o que fazer. Uma parte de mim queria pegar Juliana, enfiá-la no carro e sair dali em disparada, de volta para a segurança da nossa rotina. Mas outra parte, uma parte mais forte, mais curiosa, queria ficar. Queria ver o que aconteceria a seguir. Queria entender que tipo de homem eu era, e que tipo de mulher era minha esposa.
O jantar foi silencioso. Ninguém teve fome. Ninguém soube o que dizer. A cada garfo que erguíamos, sentíamos o peso daqueles segredos revelados. O chão tinha se aberto sob nossos pés, e estávamos todos flutuando num vácuo de possibilidades assustadoras e, ao mesmo tempo, tentadoras.
Depois de comer, ficamos sentados em volta da mesa, olhando as estrelas que começavam a pipocar no céu escuro. A única luz vinha da lâmpada amarelada da varanda.
Foi Fernanda que quebrou o silêncio. Ela se levantou, caminhou até a beira da piscina, e olhou para a água escura, refletindo o céu.
— Eu queria muito nadar agora — disse ela, com a voz suave.
Ela se virou para nós. Não estava usando nada além do biquíni que usara durante o dia. Com um movimento lento, deliberado, ela desatou o nó do topo por trás das costas. O tecido caiu, revelando as costas dela, lisas e brilhantes sob a luz da varanda. Em seguida, ela deslizou a parte de baixo pelas pernas, deixando-a cair na relva.
Ela estava nua. Sob o céu estrelado.
Bruno não se moveu. Ele apenas observou, com um leve sorriso nos lábios.
Fernanda olhou para nós, um convite silencioso nos olhos. Depois, ela mergulhou na piscina, com um suave respingar. Nada aconteceu por um longo, terrível momento. E depois, Bruno se levantou.
— Eu também estou com calor — disse ele, tirando a camisa. Ele se despiu lentamente, também ficando nu, e mergulhou atrás da esposa.
Eu e Juliana ficamos na mesa, paralisados. O coração batia contra minhas costelas com tanta força que eu sentia doer. Eu olhei para Juliana. Seus olhos estavam fixos na água escura onde nossos amigos flutuavam, nus. Sua respiração estava ofegante. Suas bochechas estavam coradas.
Ela me olhou. E no olhar dela, não havia medo. Havia decisão.
Ela se levantou, e sem dizer uma palavra, começou a andar em direção à beira da piscina.
Eu a via como se fosse a primeira vez. A luz da varanda esculpia o corpo dela de uma maneira que o sol do dia não permitia. Vi a curva dos seus quadris, o jeito como a barriga lisa encontrava o púbis, a sombra delicada entre suas coxas. Quando ela desceu o zíper do vestido de verão que usava, o tecido escorregou pelos seus ombros, e depois pelo seu corpo, poçando aos seus pés. Ela ficou apenas com a calcinha e o sutiã, um conjunto de renda preta que eu nunca tinha visto.
Olhei para a piscina. Na superfície calma, eu conseguia ver os contornos de Fernanda e Bruno. Ele estava de pé, e ela estava com os braços enroscados no seu pescoço, o corpo pressionado contra o dele. Não conseguia ver muito, mas a imaginação preenchia os vazios. Via o corpo esguio de Fernanda contra o torso mais robusto de Bruno. Pela primeira vez, me peguei comparando. O corpo dele era mais trabalhado, mais largo nos ombros. E seu pênis, mesmo naquele estado de relaxamento na água, parecia... maior que o meu. Mais grosso. Um pingo de insegurança gelada me percorreu, mas foi rapidamente substituído por outra emoção mais quente e mais complexa.
Juliana continuou seu despir lento. Desabotoou o sutiã, liberando seios perfeitos, que eu conhecia tão bem, mas que naquela luz pareciam novos, mais cheios, com os mamilos erectos, escuros contra a pele pálida. Por fim, deslizou a calcinha pelas pernas.
Ela estava nua. E era mais bonita do que eu jamais a tinha visto.
Ela caminhou até a beira da piscina, a confiança emanando de cada passo. Ela não me olhou. Seu olhar estava fixo em Fernanda e Bruno. Ela se sentou na borda, mergulhando as pernas na água fria, e depois, com um movimento suave, deslizou para dentro.
O som dela entrando na água me quebrou o feitiço. Eu fiquei sozinho na mesa, vestido, olhando para três pessoas nuas na piscina. A minha vida, como eu a conhecia, tinha acabado. E no seu lugar, havia este momento. Tenso, estranho, e eletrizante.
Eles não me convidaram para entrar. Eles simplesmente me ignoraram. Como se eu fosse o público, e eles, os atores no palco que Fernanda tanto desejava.
Juliana nadou até os outros dois. A conversa deles estava baixa, inaudível para mim. Vi Juliana sorrir, ouvir algo que Fernanda sussurrava em seu ouvido. O sussurro fez minha esposa rir, um som baixo e vibrante que eu amava. Vi a mão de Fernanda repousar no ombro de Juliana. Um gesto simples, de amizade. Mas ali, na nudez, sob a luz da lua, o gesto significava tudo.
Meu próprio corpo reagiu. Eu estava duro, dolorosamente duro, confinado dentro do meu shorts. Precisava me mexer, respirar. Me levantei, caminhei até a beira da piscina e entao eles me chamaram. Entrei na água, e o choque do frio me fez prender a respiração. O líquido me envolveu, escondendo minha excitação.
Nadei até eles. O círculo se fechou. Estávamos os quatro, flutuando, nus, no silêncio da noite.
— Ricardo — disse Fernanda, sua voz um sussurro próximo ao meu ouvido. — Você disse que gosta de ser mandado, não foi?
Eu assenti, incapaz de falar.
Ela se aproximou mais. Sua perna tocou a minha debaixo d'água. Era lisa, macia.
— Então... me obedeça — ela disse.
Ela pegou minha mão e a colocou no seu seio. A pele estava lisa, fria pela água, mas o mamilo estava quente, duro contra minha palma. Senti um tremor percorrer meu corpo. Era a primeira vez, em mais de dez anos de casamento, que eu tocava em outra mulher.
— Vamos para a parte rasa — disse Bruno, e sua voz soava como um comando.
Nadamos juntos, um bando estranho de corpos se movendo em uníssono, até a escada da piscina. A água estava na altura dos nossos quadris. Na parte rasa, não havia onde se esconder. Estávamos expostos, vulneráveis.
Bruno sentou-se no degrau de concreto da piscina. Fernanda se ajoelhou na água entre as pernas dele. Eles se olharam, e o mundo pareceu desaparecer. Ele beijou-a, um beijo profundo, possessivo. Eu vi a língua dele entrar na boca dela. Vi as mãos dele descerem pelas costas dela, segurando suas nádegas, puxando-a contra si.
Juliana ficou ao meu lado, a água lhe dando até a cintura. Ela me pegou pela mão. Seus dedos estavam frios.
— Você está bem? — ela sussurrou.
Eu me virei para ela. O rosto dela era uma máscara de emoções conflitantes: excitação, medo, curiosidade.
— Eu... não sei — eu disse, honestamente. — Mas eu não quero ir embora.
Ela sorriu, um alívio visível em seus olhos. Ela se aproximou e me beijou. O beijo dela era diferente. Não era o beijo de rotina da nossa vida. Era um beijo de descoberta. Suas mãos tocaram meu peito, minhas costas, e depois desceram, debaixo d'água, até encontrarem minha ereção. Ela a segurou com firmeza, acariciando-a lentamente.
Enquanto isso, ao nosso lado, Fernanda começou a massagear o pênis de Bruno. Ele estava duro, comprido, e a mão dela se movia com uma perícia que só vinha da intimidade. Eu olhava, hipnotizado. Juliana olhava também. Ela não virou o rosto de vergonha. Ela assistia.
— Quer assistir de perto? — perguntou Fernanda para nós, sem parar o movimento em Bruno.
A pergunta ficou pairando no ar. Era uma linha que, uma vez cruzada, não poderia ser descruzada. Olhei para Juliana. Ela me olhou de volta, e em seus olhos, vi a resposta. Ela deu um pequeno, quase imperceptível, aceno de cabeça.
Nadamos os poucos metros que nos separavam. Ficamos em pé, a água pela cintura, a poucos palmos deles. A vista era inesquecível. Via o corpo todo de Fernanda, gotejando, as curvas iluminadas pela luz fraca. Via o rosto de prazer de Bruno, os olhos fechados.
Juliana se sentou ao lado de Bruno, no mesmo degrau de concreto. Eu fiquei de pé na água, atrás dela. Não sabia o que fazer, onde colocar as mãos. Então, sentindo minha hesitação, Fernanda se virou para mim.
— Pode tocar, Ricardo. Se ela quiser.
Ela olhou para Juliana, que confirmou com outro aceno.
Minha mão tremia quando a coloquei no ombro de Juliana. A pele dela estava familiar, mas o contexto era completamente novo. Deslizei a mão pelas costas dela, sentindo a umidade, a textura da pele. Ela se inclinou para trás, contra mim, oferecendo-se. A confiança dela era o meu afrodisíaco.
Fernanda se abaixou e pegou o pênis de Bruno na boca. O som que ele fez foi um grunhido de puro prazer. Ela o lambeu, o chupou com uma voracidade que era fascinante de assistir. A cabeça dela subia e descia, seus cabelos molhados colados ao rosto. Via as bochechas dela afundarem a cada sucção.
— Põe a tua boca nela, Ric — disse Bruno, a voz rouca de desejo, os olhos ainda fechados. — Ela gosta.
E ele não estava falando de Fernanda. Estava falando de Juliana, da minha esposa. A ordem dele, dirigida a mim, sobre a minha própria esposa, me enviou uma onda de calor que quase me derrubou.
Eu me ajoelhei na água, entre as pernas de Juliana. A levantei um pouco, colocando as pernas dela sobre meus ombros. E então, pela primeira vez na frente de outra pessoa, eu a coloquei na minha boca. O gosto dela era familiar, mas a situação era exótica. Eu a ouvi gemer, um som baixo que me indicou que ela estava gostando. Enquanto eu a lambia, eu a ouvia chamando meu nome, e depois, para meu choque e excitação, o nome de Bruno.
— Bruno... — ela gemeu. — Isso... isso é incrível...
Bruno abriu os olhos e olhou para nós. Ele sorriu, um sorriso de poder, de cumplicidade.
— Bom menino, Ric — ele disse. — Continua assim.
E ele continuou a ser chupado por Fernanda, enquanto eu chupava minhaesposa. Era uma cena surreal, um pesadelo delicioso. A água escura ao nosso redor, os corpos nus, os sons de prazer misturados com o barulho da água batendo na borda da piscina.
Depois de alguns minutos, Fernanda parou. Ela se levantou, a água escorrendo pelo seu corpo.
— Agora eu quero ver — disse ela. — Quero ver ele entrando nela.
Bruno assentiu. Ele se levantou, e se sentou na beirada da piscina, as pernas penduradas para dentro. Seu pênis estava ereto, apontando para o céu. Fernanda se virou para Juliana.
— Senta aqui — disse ela, indicando o colo de Bruno.
Juliana hesitou por um fração de segundo. Ela olhou para mim, buscando permissão, ou talvez validação. Eu não sabia o que dizer, o que fazer. Então lembrei da minha própria confissão. Eu gostava de ser mandado. E aquilo, ali, era o ápice da fantasia. Alguém estava mandando na minha esposa, e por tabela, em mim.
Eu dei um aceno. Um pequeno aceno que mudaria tudo.
Juliana se levantou da água e se sentou no colo de Bruno, de costas para ele. Ela me olhou enquanto ele a penetrava. Vi o momento em que o pênis dele entrou nela, vi o rosto dela se contorcer de prazer, vi os olhos dela se fecharem. Era a imagem mais dolorosa e excitante que eu já tinha visto.
Bruno a pegou pelos quadris e começou a movê-la para cima e para baixo, lentamente. Fernanda se ajoelhou na frente deles e começou a lamber o clitóris de Juliana, enquanto Bruno a penetrava por trás.

Eu estava ali, na água, observando. A minha esposa, no colo do meu melhor amigo, sendo penetrada por ele enquanto a esposa dele a lambera. O mundo tinha perdido todo o sentido. As minhas referências haviam se dissolvido na água escura da piscina. Cada gemido de Juliana era um punhal e um afrodisíaco. Cada movimento de Bruno era uma afronta e uma fascinação.
Fernanda levantou o rosto, o queixo brilhando com os fluídos de Juliana.
— Sua vez, observador — disse ela, a voz um comando sedoso. — A gente não vai ter toda a diversão sozinhos.
Ela se esticou na água e me puxou para perto. Beijou-me, e o gosto dela era o gosto da minha esposa. Beijou-me com uma fome que me assustou e me excitou. Suas mãos encontraram meu pênis, ainda duro, e ela o guiou até a entrada dela, que estava molhada e quente mesmo na água fria.
— Entra — ela sussurrou no meu ouvido. — Entra e esquece tudo o resto. Por agora, você é meu.
Eu obedeci. Eu a penetrei. E o mundo que eu conhecia se desfez completamente. Era um novo corpo, uma nova textura, um novo conjunto de reacções. Era uma nova vida. E eu estava vivendo ela.
Enquanto eu movia dentro de Fernanda, eu olhava para Juliana. Ela me olhava de volta. Seus olhos estavam cheios de uma emoção que eu nunca tinha visto antes. Não era apenas prazer. Era... poder. Ela estava vendo o seu marido ser possuído por outra mulher, e ela gostava. Ela estava gostando de ver.
— Mais forte, Ric — gemeu Fernanda, as unhas cravadas nas minhas costas. — Me machuca. Mostra pra ela como você me fode.
A palavra dela foi um gatilho. Eu comecei a mover-me com mais força, mais brutalidade. Cada vez que eu entrava em Fernanda, eu olhava para Juliana, como se pedisse perdão, ou como se a estivesse punindo.
Ela estava no auge do prazer, com Bruno movendo-se dentro dela com um ritmo potente. Ele a virou para que ela ficasse de frente para ele. Agora eu via o rosto dela, os seios balançando a cada empurrão de Bruno. Ele pegou um seio dela na boca, mordiscando o mamilo. Ela gritou, um som que foi engolido pelo céu estrelado.
— Agora eu quero os dois — disse Juliana, a voz rouca, um pedido e uma ordem.
Bruno sorriu. Ele se deitou de costas na beirada da piscina, o corpo molhado brilhando. Juliana se ajoelhou sobre ele, guiando o pênis dele de volta para dentro de sua vagina. Ela se inclinou para frente, oferecendo suas costas, suas nádegas.
— Pega o óleo, Ric — disse Fernanda, se afastando de mim e indo para a beirada, perto de uma sacola. Ela tirou um frasco de óleo de massagem. — Pega e usa nela.
Meus tremiam quando peguei o frasco. Meus joelhos estavam bambos na água fria. Eu me ajoelhei atrás de Juliana. Derramei o óleo em minhas mãos, e depois, com cuidado, comecei a espalhá-lo em volta do ânus dela. Ela estremeceu sob meu toque.
— Faz isso — ela gemeu. — Entra em mim. Por trás.
Eu a posicionei, esfregando a cabeça do meu pênis na entrada do ânus dela. Ela estava tensa, mas relaxou quando comecei a empurrar, devagar. A resistência inicial deu lugar a um calor apertado que me envolveu. Eu estava dentro dela. E, ao mesmo tempo, Bruno também estava. Nós estávamos ambos dentro da minha esposa.
O movimento foi difícil no começo, um esforço de sincronização. Mas depois encontramos o ritmo. Enquanto eu empurrava, Bruno recuava. Eramos uma máquina, um só corpo, movendo-se com um propósito único: o prazer de Juliana. E o nosso.
Os sons eram incríveis. Os gemidos dela, os grunhidos dele, meus próprios suspiros ofegantes. O cheiro do sexo, do óleo, da água da piscina. Era uma sinfonia dos sentidos. Eu olhei para Fernanda, que estava sentada na beirada, observando-nos com um sorriso de satisfação pura. Ela estava se masturbando, os dedos se movendo em círculos rápidos em seu próprio clitóris.
— Isso... isso é... — Juliana não conseguiu terminar a frase. O corpo dela arqueou, e eu senti o músculo do ânus dela se contrair em torno do meu pênis em espasmos. Ela estava tendo um orgasmo. Um orgasmo que eu e Bruno estávamos lhe dando, juntos.

Quando o corpo dela finalmente relaxou, saí dela lentamente. Bruno também saiu. Juliana desabou sobre ele, ofegante, coberta de suor e óleo. Eu me senti vazio, mas também estranhamente completo.
Fernanda se levantou.
— Vocês dois — disse ela, olhando para mim e para Bruno. — Agora é minha vez.
Não houve discussão. Ela comandava, e nós obedecíamos. Saímos da piscina, a noite nos envolvendo. A relva estava úmida e fria sob meus pés. Fernanda se deitou no chao, as pernas abertas, um convite aberto. Ela olhou para Bruno.
— Você primeiro — disse ela. — Na minha boca.
Bruno não hesitou. Ele se ajoelhou ao lado da cabeça dela, e ela virou o rosto para pegá-lo na boca. Eu vi o pênis dele, grosso e longo, desaparecendo entre os lábios dela. Vi a bochecha dela se afundar. E enquanto ela o chupava, ela me olhou. E com um gesto da mão, me chamou.
— E você — disse ela, tirando a boca dele por um segundo. — Entra em mim. Entra forte. Sem doçura.
Ela se virou, se apoiando nos cotovelos e joelhos, as nádegas levantadas para mim. Era a imagem da submissão, mas eu sabia quem estava no controle. Ela estava no controle.
Me ajoelhei atrás dela. Sem óleo, sem preparação. Eu a entrei com um único empurrão forte. Ela gemeu, um som de prazer. Eu comecei a fodê-la, sem piedade, como ela havia pedido. Cada empurrão era um ressentimento, uma pergunta, uma descoberta. Cada empurrão era uma forma de dizer: "Você viu? Você viu o que você fez? Você viu o que nós fizemos?"
Bruno, ao lado da cabeça dela, pegava o cabelo dela, controlando o ritmo do boquete. "É isso, Nanda. Pega tudo. Mostra pra ele como você gosta."
A cena era depravada, bonita, assustadora. O chão úmido sob os meus joelhos, o cheiro da terra, da relva esmagada, o cheiro do sexo. Os quatro, nus, sob o céu, como criaturas primitivas, redescobrindo instintos que pensávamos ter perdido.
Depois de um tempo, Fernanda se soltou de Bruno. Ela se virou para mim, deitada de costas.
— Agora você — disse ela para Bruno. — Entra em mim. Enquanto ele me chupa.
Bruno se posicionou entre as pernas dela e a penetrou. Vi o momento em que ele entrou, vi o corpo dela se arquear. E então, eu me abaixei e a coloquei na minha boca. Ela sabia a mim, a ele, à noite. Era um coquetel de pecados. Eu a lamberia enquanto ele a fodia. E ela gostava. Ela gemeu alto, suas mãos no meu cabelo, me pressionando contra ela.
— Não pare — ela gemeu. — Não pare de me lamber. Não pare de me foder.
E nós não paramos. Nós a levamos para o limite, e além. Até que o corpo dela estremeceu em um orgasmo violento, que pareceu durar uma eternidade.
Quando ela se acalmou, nós paramos. Bruno e eu estávamos excitados, dolorosamente excitados. Nós tínhamos dado a elas prazer. Agora, o que aconteceria conosco?
Foi Juliana quem respondeu a essa pergunta não formulada. Ela tinha nos observado tudo, sentada na beira da piscina, os pés na água. Ela se levantou e veio até nós. Ela se ajoelhou na relva ao lado de Fernanda.
Ela se virou para mim. Ela me beijou, um beijo profundo, cheio do gosto de Fernanda. Depois, ela desceu pelo meu corpo, até pegar meu pênis na boca. E enquanto ela me chupava, ela olhava para mim, e nos seus olhos, eu via tudo. O amor, o perdão, a excitação, o poder. Eu via a minha esposa, e via uma estranha, e as duas eram a mesma pessoa.
Fernanda, se recuperando, se virou para Bruno e o beijou, e depois o pegou na boca também.
Estávamos os quatro, nus, no chão, a noite caindo sobre nós. Dois casais, trocando de parceiros, trocando de beijos, trocando de tudo. E era estranho, e era maravilhoso, e era terrível.
O momento em que a boca de Juliana me envolveu foi um cataclisma. Era o calor familiar, a textura que eu conhecia como a palma da minha mão, mas a intenção era completamente estranha. Havia uma fome ali, uma posse, que transformava aquele ato em algo novo. Ela olhava para mim de baixo para cima, seus olhos brilhando sob a luz fraca da varanda, enquanto sua cabeça subia e descia. Em vez de ciúmes, eu senti uma onda de puro, incondicional poder. Minha esposa estava me chupando enquanto meu melhor amigo era chupado pela esposa dele, a poucos centímetros de distância, na relva úmida de uma casa de campo.
Do meu lado, Bruno tinha se deitado, e Fernanda estava montada nele, na posição 69. A visão da bunda de Fernanda, se erguendo e descendo enquanto ela devorava o marido, era hipnótica. O som que ela fazia ao chupá-lo era úmido, guloso. Bruno respondia com grunhidos abafados, o rosto enterrado entre as pernas dela.
Juliana me soltou com um "pop" suculento. Uma linha de saliva brilhava conectando os lábios dela à ponta do meu pênis. Ela me olhou, com o peito ofegante.
— Agora eu quero vocês dois — disse ela, a voz um sussurro rouco. —
Meu sangue gelou e ferveu ao mesmo tempo. Eu olhei para Bruno, que se ergueu, com um sorriso de lobo nos lábios. Ele entendia. Sempre entendeu.
Juliana se deitou na relva, na mesma posição que Fernanda estava momentos antes. Ela abriu as pernas, um convite claro, um desafio.
— Você — disse ela, olhando para mim. — Na minha buceta. Aqui, onde você sempre esteve.
Ela então virou o rosto para Bruno.
— E você — ela continuou. — No meu cu. Eu quero sentir ambos, dentro de mim, ao mesmo tempo. Quero ser completamente preenchida por vocês denovo.
Foi a frase mais chocante e excitante que eu já ouvi na minha vida. Minha esposa, a mulher com quem eu compartilhava o café da manhã todos os dias, estava pedindo para ser duplamente penetrada por mim e pelo meu melhor amigo denovo.
Eu me deitei embaixo entre as pernas dela. O ar estava pesado de expectativa. Bruno pegou o frasco de óleo . Ele derramou um fio generoso no ânus de Juliana, e depois nos próprios dedos. Ele a preparou com cuidado, mas com uma autoridade que dizia que aquele lugar também era dele agora. Ela gemeu, arqueando as costas enquanto um dedo, depois dois, a alargavam.
Quando ela estava pronta, Bruno se posicionou atrás dela. Ele me olhou por cima do ombro dela.
— Depois de você, Ric. Entra nela primeiro.
Eu me inclinei e a penetrei. O calor, a umidade, a familiaridade apertada da vagina dela me envolveram como uma casa há muito perdida. Eu comecei a me mover, devagar, saboreando cada momento.
Foi então que senti a pressão. Bruno estava entrando no ânus dela. Eu senti o pênis dele através da fina parede que nos separava dentro dela. Era uma sensação estranha, incrivelmente íntima. Nós não estávamos apenas dentro da mesma mulher; nós estávamos nos tocando, indiretamente, dentro dela.
Ela gritou. Não um grito de pura sobrecarga sensorial.
— Meu Deus! — ela gritou. — Mais! Movam! Por favor, movam!
E nós movemos. Encontramos um ritmo tortuoso, difícil, mas eletrizante. Cada empurrão meu era encontrado por um empurrão dele. Éramos um pistão duplo, movendo-se dentro do corpo da minha esposa. Eu olhava para o rosto dela, contorcido em um êxtase que eu nunca lhe tinha dado, nunca poderia ter dado sozinho. As lágrimas escorriam pelas suas bochechas, misturadas ao suor.
— Isso é o que eu queria — ela chorou, rindo. — Isso é o que eu sempre quis, sem saber.
Fernanda, que observava tudo, agora interveio. Ela se ajoelhou ao lado da cabeça de Juliana.
— Eu quero ouvir tudo — disse ela, passando os dedos pelos cabelos de Juliana. — Eu quero ouvir você dizer como se sente. Diga para ele, Ric. Diga para o seu marido como é ser fodida por dois homens ao mesmo tempo.
— É... — Juliana gaguejou, entre gemidos. — É completo. É não ter buraco. É ser... tudo. É ser a putinha dos meus dois homens.
As palavras dela atingiram-me como um soco. "A putinha dos meus dois homens". A frase era depravada, bela, perfeita.
O tesão estava se tornando insustentável. Eu senti que não ia durar muito mais. Pelo ritmo ofegante de Bruno, ele também estava perto.
— Onde vocês querem? — gemeu Bruno, a voz tensa.
— Na minha boca — respondeu Juliana, instantaneamente. — Na minha boca, e na da Nanda. Queremos sentir o gosto de vocês.
Bruno saiu dela primeiro. Ele se ajoelhou ao lado do rosto dela, masturbando-se com vigor. Eu continuei por mais alguns segundos, saboreando a última sensação dela antes de também me retirar.
Eu me virei para Juliana. Ela se sentou, a boca aberta, a língua para fora. Eu me aproximei, e quando o primeiro jato de esperma atingiu a língua dela, ela gemeu. Ela engoliu avidamente, pegando o resto nas mãos e passando nos seios.
Bruno, ao mesmo tempo, gozou no rosto de Fernanda, que também o engoliu, depois se virou para lamber o que tinha sobrado nos lábios de Juliana. As duas se beijaram, trocando o nosso gosto, o nosso cheiro, a nossa essência.
Ficamos assim por um longo tempo, no chão, exaustos, sujos, satisfeitos. O silêncio voltou, mas era um silêncio diferente. Não era o silêncio do constrangimento, mas o silêncio do pós-batalha, o silêncio da reflexão.
Nos levantamos, lentamente, como velhos. Fomos para a piscina, mergulhando na água fria para lavar o suor, o óleo, o sexo. A água pareceu nos purificar, mas não nos limpar. As marcas daquela noite estavam gravadas em nós, mais fundo do que a pele.
Ninguém falou muito durante o resto da noite. Fomos para nossos quartos, não para dormir juntos, mas para casais separados. Eu e Juliana deitamos na cama, o silêncio entre nós tão alto quanto os grilos lá fora.
— Você odeia mim? — perguntou ela, a voz pequena.
Eu me virei para ela. No escuro, eu mal conseguia ver o rosto dela.
— Não — eu disse. —
— Eu não consigo explicar — ela disse. — Eu só sei que... quando a Fernanda disse aquilo sobre ser vigiada... e quando o Bruno falou sobre te ver comigo... algo se quebrou dentro de mim. Uma caixa que eu nem sabia que existia. E eu queria... precisava... abrir ela.
Eu fiquei em silêncio. Eu entendia. Porque a mesma coisa tinha acontecido comigo. A caixa da submissão, a caixa do voyeurismo. Aquele fim de semana tinha sido uma chave, e nós tínhamos usado essa chave para abrir partes de nós mesmos que não sabíamos que existiam.
***
Um som me acordou. Não era um grito, nem um gemido. Era o ranger do sofá da sala, lá embaixo. Meu coração disparou. A casa não estava dormindo.
Era uma da manhã. A lua entrava pela janela do quarto, iluminando o vazio ao lado de mim. Juliana não estava na cama. Senti um pânico gelado, seguido por uma onda de curiosidade quente. Eu me levantei, sem fazer barulho, e desci a escada.
A cena que vi na sala me derrubou.
Bruno estava sentado no sofá de couro, nu. Sua cabeça estava jogada para trás, os olhos fechados, um grunhido baixo escapando de seus lábios. E entre as pernas dele, de joelhos no tapete felpudo, estava Juliana. Ela estava toda concentrada, o cabelo caindo pelo rosto enquanto ela o chupava com uma devoção que eu nunca tinha visto. Via as bochechas dela afundando, a mão dela segurando a base do pênis dele, que parecia ainda maior sob a luz da lua.
Mas não era só isso.
Fernanda estava deitada atras de juliana chupando sua buceta. O rosto de Fernanda estava enterrado entre as nádegas de Juliana, sua língua trabalhando com uma lentidão torturante que fazia o corpo todo de Juliana tremer, mesmo com a boca ocupada com Bruno.
Eu fiquei parado no meio da escada, invisível na sombra. Meu pênis endureceu na mesma hora. Era depravado. Era magnífico. Minha mulher estava no centro de uma espiral de prazer, dando e recebendo, e eu era apenas um espectador.
Eles ainda não tinham me visto.
Juliana percebeu minha presença. Ela soltou o pênis de Bruno com um som molhado e me olhou, mas não se intimidou. Pelo contrário, um sorriso lento e predatório se espalhou pelo rosto dela.
— Olha só quem acordou — disse ela, a voz rouca. — O observador. Vem cá, Ric. Vem
O comando dela me tirou do estado de choque. Eu desci o resto da escada e caminhei até eles, meu corpo nú sob a luz fria da lua.
Juliana me olhou por cima do ombro, o rosto iluminado por um prazer que eu nunca tinha visto. Era a Mona Lisa da devassidão, um sorriso de conhecimento e poder. Ela não estava mais apenas participando; ela estava dirigindo.
— Foda meu cu, Ric — ela pediu, a voz um sussurro rouco que pareceu vibrar através do ar úmido. — Foda-me como se não houvesse amanhã. Foda-me enquanto Fernanda me chupa e eu chupo o pau do Bruno. Quero sentir todos, em todos os lugares.
A ordem foi um raio. Eu me ajoelhei atrás dela. Fernanda, vendo minha intenção, afastou o rosto por um instante, apenas o suficiente para cuspir no ânus de Juliana, um gesto bruto e íntimo que me fez estremecer. Ela então voltou à sua tarefa, a língua dançando sobre o clitóris inchado de Juliana.
Bruno, sentado no sofá, pegou o cabelo de Juliana com firmeza, guiando seu rosto de volta para seu pênis. — Continua, puta — ele rosnou. — Não termine.
Eu me alinhei. A cabeça do meu pênis, já lubrificada pelo suor e pela excitação, pressionei contra o anel apertado do ânus dela. Ela gemeu em volta do membro de Bruno, um som de dor e prazer misturados. Eu empurrei, lentamente, sentindo a resistência dar lugar a um calor infernal. Cada centímetro era uma revelação. A textura interna dela, mais áspera, mais apertada, agarrando-me, puxando-me para dentro.
Quando eu estava completamente dentro, parei. Fui tomado por uma onda de possessão e submissão. Era o corpo da minha esposa, um território que eu pensava conhecer de ponta a ponta, mas ali estava eu, explorando uma nova fronteira, uma fronteira que meu melhor amigo também conhecia.
Comecei a me mover. Lentamente no início, um ritmo de balanço que a fazia estremecer toda vez que eu entrava. Cada empurrão meu a forçava mais fundo contra a boca de Fernanda e contra o pênis de Bruno. Éramos uma cadeia de prazer, uma engrenagem perfeita de carne e desejo.
A sala se encheu com os sons da noite. O ranger ritmado do sofá de coure. Os gemidos abafados de Juliana. Os grunhidos baixos de Bruno. Os sons úmidos, viscosos, da boca de Fernanda. O meu próprio ofego.
Olhei para o corpo de Juliana, arqueado entre nós. A espinha dela formava uma curva perfeita sob a luz da lua. Via as contrações dos músculos das costas dela a cada empurrão. Via o rosto de Bruno, os olhos fechados, a mandíbula tensa, perdido no mundo que a boca de Juliana lhe dava.
Fernanda, com o rosto enterrado, fazia truques com a língua que eu só podia imaginar. Via os dedos dela, às vezes se juntando à língua, penetrando Juliana, enchendo-a ainda mais. Juliana estava cheia. Cheia de mim por trás, cheia dos dedos e da língua de Fernanda na frente, e com a boca e a garganta preenchidas por Bruno.
O ritmo acelerou. Meus empurrões ficaram mais fortes, mais profundos. Eu a estava fudendo. Não fazia amor. Não transava. Eu fodia o cu da minha esposa enquanto ela chupava meu melhor amigo e era comida por sua esposa. A palavra ecoava na minha cabeça: *foder*.
— Mais forte, Ric — gemeu Juliana, tirando a boca de Bruno por um segundo. — Soca em mim. Me arrebenta.
E eu obedeci. Minhas mãos agarraram seus quadris com tanta força que certamente deixaria marcas roxas. Eu a puxava contra mim, encontrando cada empurrão com uma força selvagem. O choque dos nossos corpos produzia um som de pancada que se misturava aos outros sons da sala.
Bruno também estava perdendo o controle. Ele segurava a cabeça de Juliana com as duas mãos, agora a fodendo na boca, sem mais cerimônia. — Toma tudo, sua vadia — ele rosnou. — Engole meu caralho.
A linguagem deles, tão brutal, era o combustível para o meu próprio fogo. Eu não era mais o Ricardo do dia a dia, o marido compreensivo, o parceiro. Eu era um animal, respondendo a chamadas primais.
— Eu... eu vou gozar — grunhi, sentindo a onda subir das minhas entranhas. — Ju... eu vou gozar no teu cu.
— Sim! — ela gritou, a voz embargada. — Goza dentro de mim! Enche meu cu de porra! Eu também... estou gozando!
Seu corpo se contorceu, um espasmo que começou nas pernas e subiu até a cabeça. Eu senti o ânus dela se contrair em torno do meu pênis em uma série de espasmos poderosos, massageando-me, sugando-me para dentro. Foi demais.
Eu gritei quando o primeiro jato de esperma saiu. Foi uma explosão, uma liberação de toda a tensão, de toda a dúvida, de todo o ciúme. Eu continuei a me mover, despejando tudo dentro dela, sentindo o calor do meu próprio sêmen me envolver enquanto eu ainda estava dentro dela.
Ninguém parou. Bruno continuou a fodê-la na boca. Fernanda continuou a lamber o clitóris pulsante dela.
E então, eu vi algo que me marcou para sempre.
Quando comecei a me recuar, o sêmen branco e espesso começou a vazar do ânus de Juliana, escorrendo pelo seu períneo e pingando no tapete. Mas antes que chegasse ao chão, a língua de Fernanda estava lá, para apanhá-lo. Ela se afastou da buceta de Juliana apenas o suficiente para colocar a boca sob o vazamento e beber tudo, engolindo com vontade, olhando para mim sobre o ombro de Juliana, os olhos brilhando de puro êxtase. Ela estava bebendo o meu leite, que saía do corpo da minha esposa.
Foi um ato de domínio tão absoluto, tão depravado, que meu pênis, que começara a murchar, endureceu de novo na mesma hora.
Juliana, sentindo a ausência de Fernanda, olhou para trás.
— Não pare — ela pediu a Fernanda. — Volta.
Mas Fernanda tinha outros planos. Ela se levantou, o rosto brilhando com os fluidos de Juliana e com o meu esperma. Ela me beijou, passando o gosto para mim. Era um gosto salgado, metálico, o gosto do meu prazer, do meu poder, da minha submissão.
— Agora é a minha vez — disse ela, virando-se para Bruno. — Eu quero sentir a mesma coisa que ela sentiu.
Bruno sorriu, um sorriso satisfeito e cansado. Ele se levantou do sofá, seu pênis ainda duro, gotejando com a saliva de Juliana.
— Deitado — ele ordenou.
— Foda meu cu, Bruno — ela pediu, a voz um sussurro rouco que pareceu vibrar através do ar úmido. — Foda-me como se não houvesse amanhã. Foda-me enquanto Juliana me chupa e eu chupo o pau do Ric. Quero sentir todos, em todos os lugares.
A cena se repetiu, mas com os papéis trocados. Fernanda se ajoelhou no sofá, os braços apoiados nas costas, as nádegas oferecidas. Juliana, com um olhar faminto, se deitou de costas no tapete, a cabeça sob Fernanda, pronta para devorá-la.
E eu? Eu fui para a frente do sofá. Eu peguei o rosto de Fernanda e a beijei, e depois guiei meu pênis para sua boca.
Bruno não teve paciência para preliminares. Ele entrou no ânus dela com um único empurrão forte, fazendo-a gritar em volta do meu pênis. Ele a estava fudendo com uma força brutal, seus quadris batendo contra as nádegas dela com sons de chicote.
Eu fodi a boca dela com a mesma intensidade. Eu a estava usando para descarregar a minha frustração, o meu desejo, a minha confusão.
E Juliana, lá embaixo, estava no paraíso. Ela tinha o cu de Fernanda balançando sobre seu rosto, sentindo o cheiro e o sabor da transa deles. Tinha a buceta de Fernanda ao seu alcance, e ela a devorava, comendo, bebendo, sugando tudo o que podia.
O ritmo era frenético. Não havia mais conversa. Apenas grunhidos, gemidos, sons de corpos se chocando.
Eu vi o rosto de Bruno se contorcer. Ele estava perto.
— Eu vou gozar, Nanda — ele rosnou. — Eu vou gozar no seu cu.
— Sim! — ela gritou, tirando a boca de mim por um segundo. — Enche meu cu! Enche como o Ric encheu o da Ju!
E ele gozou. Vi o corpo dele se endireitar, os músculos das costas se tensionarem. Ele se manteve dentro dela, despejando tudo.
E assim como antes, assim que ele começou a se retirar, o sêmen começou a vazar. E Juliana estava lá, para beber tudo. Ela lambia o ânus de Fernanda, sugando o líquido quente de Bruno, engolindo com um prazer que me assustava e me excitava.
A cena me quebrou. Eu me afastei de Fernanda, sem gozar de novo. Eu olhei para as quatro pessoas nuas na sala, para a bagunça de corpos e fluidos, e me senti completamente perdido. Ela se levantou, o rosto brilhando com os fluidos de Fernanda e com o esperma de bruno. Ela beijou ele, passando o gosto para ele.
A manhã não trouxe claridade, apenas uma névoa densa e suja que se colou às janelas. Ninguém dormiu. Nós rolamos na escuridão daquele fim de semana, trocando peles e histórias, até que o sol subiu e nos encontrou exaustos, mas insaciáveis. A casa, antes um refúgio, tornou-se um organismo vivo, pulsando com um desejo que não mais pertencia a indivíduos, mas ao grupo.
Não houve café da manhã. Havia apenas carne. Frutas. Queijo. Comíamos uns aos outros no tapete da sala, com os cheiros da noite passada ainda impregnados no ar. Ninguém se vestiu. A nudez se tornou nosso uniforme, nossa pele comum. Juliana, com o cabelo uma bagunça e o corpo marcado por mordiscos e beijos roxos, caminhava pela casa com uma nova confiança, seus seios balançando livremente, sem vergonha. Era a dona daquele caos.
A tarde chegou, quente e pegajosa. Fomos para o quintal. A luz do sol batia diretamente na relva, tornando o verde quase fluorescente. Fernanda se espreguiçou no chão, como uma gata. — Vamos nos sujar de novo — disse ela, com um sorriso preguiçoso.
Não houve discussão. Foi um pacto silencioso.
Começou com uma massagem. Juliana pegou óleo e começou a esfregar nas costas de Fernanda, que estava de bruços. Eu me juntei, passando óleo nas pernas de Fernanda, deslizando minhas mãos da parte de trás dos joelhos até a curva firme de suas nádegas. Em seguida, Bruno se juntou a nós, esfregando o óleo nos ombros de Fernanda, seus dedos fortes trabalhando os músculos tensos. O óleo fez a pele brilhar sob o sol, transformando-as em deusas bronzeadas.
As mãos de Juliana se tornaram ousadas. Elas deslizaram pelas costas de Fernanda e para baixo, entre as nádegas. Vi um dedo dela desaparecer, e Fernanda arqueou as costas, um gemido baixo e satisfeito escapando de seus lábios. — Mais — gemeu Fernanda. — Com a seus dedos, Ju. Entra na minha buceta.
Juliana obedeceu. Ela se ajoelhou e, com a mão coberta de óleo, começou a introduzir os dedos na vagina de Fernanda. Um, dois, três. As bochechas de Fernanda se afundaram, seu corpo se contorcendo sob aquele estímulo. — mais rapido — pediu Fernanda. —
Juliana a fodia com a mão, com um ritmo firme e constante, enquanto o resto de nós observava. O sol batia em nós, e o único som era o gemido de Fernanda e o barulho suave e molhado dos dedos de Juliana entrando e saindo.
Bruno se ajoelhou na frente de Fernanda e apresentou seu pênis à boca dela. Ela o pegou avidamente, a cabeça se erguendo e descendo, seus lábios firmes em volta dele. Eu fiquei para observando, meu próprio pênis duro, pulsando em antecipação. Eu vi o pênis de Bruno desaparecer na boca dela, vi as bochechas dela se afundarem. Era hipnótico.
Depois de alguns minutos, Fernanda parou. — Agora eu quero caralho dentro de mim — disse ela, a voz um comando suave. — Quero ser preenchida.
Juliana removeu os dedos e se afastou. Fernanda se virou e se ajoelhou na grama, as nádegas erguidas para mim. — Você, Ric — disse ela, olhando por sobre o ombro. — Entre na minha buceta.
Me ajoelhei atrás dela e a entrei com um único empurrão forte. Ela gemeu, um som de prazer puro. Eu comecei a me mover, e a cada empurrão, suas nádegas batiam contra mim com um som suave e delicioso.

Juliana não queria ficar de fora. Ela se deitou de costas na grama, e pediu para bruno fode-la. Bruno se ajoelhou entre as pernas dela e a penetrou com um empurrão poderoso. Juliana gritou, seu corpo se arqueando. — Mais forte, Buno — gemeu ela. — Fode-me.
Bruno a fodia com uma força bruta, seus quadris batendo contra os dela. Eu podia ver o pênis dele entrando e saindo da vagina de Juliana, coberto com a lubrificação dela. A visão era incrivelmente excitante.
— A gente precisa nos conectar mais — disse Fernanda, olhando para mim. — Eu quero sentir a Ju.
Ela se virou para Juliana, que estava sendo fodida por Bruno. — Vem cá, Ju — disse Fernanda. — Beija-me.
Juliana ergueu a cabeça e Fernanda se inclinou para beijá-la. Foi um beijo profundo, cheio de paixão e desejo. Eu continuei a fodê-la por trás, e Bruno continuou a foder Juliana. Éramos uma massa de corpos, uma espiral de prazer.
Ela se virou para mim, um sorriso desafiador nos láhos. — O cu dela, Ric — ela disse, indicando Juliana, que olhava para mim por cima do ombro, os olhos cheios de uma expectativa que eu nunca tinha visto. — Fode o cu meu cu Ric. Enche minha bunda.
Bruno se afastou, e eu me posicionei atrás de Fernanda. Eu peguei o óleo e o derramei no ânus dela, preparando-a com os dedos. Ela gemeu, seu corpo se contorcendo sob meu toque.
Quando ela estava pronta, eu a penetrei. Era apertado, quente, incrivelmente bom. Eu comecei a me mover, devagar no início, depois com mais força. A cada empurrão, ela gritava, um som de dor e prazer misturados.
— Mais — ela gemeu. — Soca em mim. Me arrebenta.
Eu fodi o cu dela com toda a força que eu tinha. Eu a estava fudendo, e ela estava gostando. Ela estava sendo fodida no cu por mim enquanto Juliana pedia a Bruno fazer o mesmo com ela. Nós estávamos todos perdidos no desejo, esquecendo tudo o que nos prendia a mundo real.
Depois de um tempo, eu senti que estava perto de gozar. — Onde você quer? — perguntei, a voz tensa.
— Dentro de mim — gemeu ela. — Goza dentro do meu cu.
Eu gritei quando o primeiro jato de esperma saiu. Foi uma explosão, uma liberação de toda a tensão. Eu continuei a me mover, despejando tudo dentro dela, sentindo o calor do meu sêmen me envolver enquanto eu ainda estava dentro dela. Eu me retirei lentamente, e ela se virou para me beijar.
— Agora é a sua vez, Bruno — disse ela. — Fode o cu dela.
Bruno se aproximou de Juliana, que o esperava de quatro, as nádegas erguidas. Ele a penetrou com um único empurrão forte, e ela gritou. Ele começou a se mover, e a cada emperra, ela gemia mais alto.
— Mais — ela gemeu. — Soca em mim. Me arrebenta.
Ele fodi o cu dela com toda a força que ele tinha. Ele a estava fudendo, e ela estava gostando. Ela estava sendo fodida no cu por ele enquanto eu observava. Eles estavam perdidos no desejo, esquecendo tudo o que os prendia a mundo real.
Depois de um tempo, ele sentiu que estava perto de gozar. — Onde você quer? — perguntou, a voz tensa.
— Dentro de mim — gemeu ela. — Goza dentro do meu cu.
Ele gritou quando o primeiro jato de esperma saiu. Foi uma explosão, uma liberação de toda a tensão. Ele continuou a se mover, despejando tudo dentro dela, sentindo o calor do seu sêmen me envolver enquanto ele ainda estava dentro dela. Ele se retirou lentamente, e ela se virou para beijá-lo.
Ficamos assim por um longo tempo, no chão, exaustos, sujos, satisfeitos. O silêncio voltou, mas era um silêncio diferente. Não era o silêncio do constrangimento, mas o silêncio do pós-batalha, o silêncio da reflexão.
O fim de semana estava acabando. A casa, que tinha sido um paraíso de pecado, agora parecia um lugar comum. Nós nos vestimos, um a um, como se estivéssemos colocando de volta as nossas armaduras para o mundo real.
A volta para casa, todos no mesmo carro, foi estranha. Ninguém falou. A música no rádio parecia alta demais. O ar estava denso com tudo o que tinha sido dito e feito, e tudo o que não tinha sido dito. Cada curva da estrada era uma lembrança de uma transa, cada túnel um espaço escuro para uma confissão que não vinha.
Quando chegamos em casa, Bruno e Fernanda ficaram no carro. — A gente se fala — disse Bruno, a voz sem emoção.
Entramos em nossa casa. O silêncio era ensurdecedor. Era o silêncio da nossa vida de antes, e agora soava falso, vazio.
— Eu vou tomar um banho — disse Juliana, sem me olhar.
Eu fiquei sozinho na sala. Olhei para o sofá onde tínhamos nos sentido na sexta à noite, para a parede onde o quadro torto ainda estava pendurado. Tudo era o mesmo, mas tudo era diferente.
Deitei na nossa cama. O cheiro dela ainda estava no travesseiro, mas agora era misturado com o cheiro do outro. O cheiro de Bruno.


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Ficha do conto

Foto Perfil maisqueumcurioso
maisqueumcurioso

Nome do conto:
O FIM DE SEMANA COM CASAL DE AMIGOS

Codigo do conto:
276444

Categoria:
Grupal e Orgias

Data da Publicação:
05/11/2026

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