Inversão total: o início

Conheci a Lúcia há um tempo não muito distante. Uma mulher de sorriso com covinhas nas bochechas em sua boca de lábios grandes com a mensagem de algo inocente e pervertido ao mesmo tempo, olhos espertos grandes de cor preta.

Lúcia tinha quase a mesma altura que eu: 1,72. Gostava muito de usar calça jeans e blusinha, raramente usava vestido, item que lhe transformava em uma mulher extremamente dócil e feminina. Tinha seios firmes médios, quadril largo, uma barriguinha bem miúda e um belo par de coxas, que lhe fazia visitar a academia rotineiramente pra ficar deliciosa. Seus cabelos eram pretos, bem brilhantes e levemente ondulado.

A conheci numa festinha de empresa. Foi como uma pretendente de um colega de serviço. Mas a coisa entre eles desandou logo porque Lúcia é aquela mulher de temperamento forte, que gosta de tudo do seu jeito, um pouco controladora, características que me atraem. E esse amigo tinha um perfil similar. Tanto que chegaram a discutir e eu fui o encarregado de amenizar as coisas. No final acabei conversando mais com ela, o que viabilizou nossa aproximação. Quanto ao colega, dias depois já estava com outra, o que não me gerou problema algum.

Nosso envolvimento foi bem normal. Logo notei que ela gostava muito de mim por eu permitir momentos em que ela desabafava e conversava horrores. Outra coisa que deu muito certo entre a gente é que ela meio que planejava a coisa que queria me dando as ordens e as instruções pra deixar do jeitinho que ela queria. Como sempre fui mais "operário" e "executor de tarefas" que "líder" ou "ter proatividade" a coisa funcionava perfeitamente bem.

Só que tinha um detalhe. Tudo dando certo, os méritos eram quase exclusivos dela. Dando errado, o culpado era eu. Aos poucos isso minava um pouco nossa relação e, após sete meses assim, ela passou a desejar que eu tivesse proatividade pra algumas coisas.

Uma das coisas era procura-la para o sexo. Eu sempre a procurava, mas ela precisava dar um sinal. Eu não conseguia criar todo o cenário ou ter a atitude para acender o fogo dela e quando conseguia, a impressão dela é que ela novamente quem procurava. Não que isso afetasse muito nossa relação, mas ficava sempre aquela coisa de eu não entender como, onde e quando conduzir. No ato, não havia nada fora do comum e tínhamos o momento de "domínio" de um com o outro nas posições como qualquer casal.

Outra coisa, que iniciou nossa inversão tinha mais a ver com "tarefas de homens" e "tarefas de mulher". Ela odiava lavar a casa, as louças, colocar a roupa na máquina entre outros afazeres domésticos. Mas quando se tratava de furar a parede, resolver algo no carro ou tarefas "masculinas", Lúcia ficava muito mais à vontade pra fazer.

Isso gerou algumas discussões entre a gente. Eu nunca me importei de fazer tarefas domésticas, tanto que fazia diariamente todas as que ela odiava. Lúcia se limitava a cozinhar, passar a roupa e às vezes lavar algumas poucas partes da casa - o que gerava muito trabalho pra ela, claro, mas eu tentava absorver ao máximo dessas coisas também.

Quando surgia as tarefas de "homem", eu me prontificava a fazer imediatamente. Porém ela se metia e às vezes me tirava da atividade doméstica para irmos montar um móvel, mas no final ela fazia isso sozinha comigo de auxiliar - e depois brigava por eu não ter feito e ainda sair da minha tarefa doméstica.

Isso fez com que, ao longo do tempo ela adotasse o que chamava de ser "a machinha" da relação. Claro que não me conformava e isso dava muita confusão. O que fez com que ela adotasse o termo muito mais vezes e jogasse na cara em cada oportunidade que surgia.

A gota d'água foi quando o carro que compartilhavamos teve um problema na suspensão. Ela deixou para que eu resolvesse, mas após eu passar em duas oficinas de confiança que estavam lotadas, avisei que resolveria no dia seguinte - o mesmo dia em que ela precisaria do carro.

Lúcia se irritou num primeiro momento e quando se certificou de que eu não iria arrumar um plano C ela mesma pegou o carro e foi resolver. Cerca de uma hora e meia depois, o carro estava todo arrumadinho. Detalhe: toda vez que precisávamos ir na mecânica, ela não gostava de ir só e quando a gente chegava, era ela que conversava com o mecânico, conhecia as peças e até notava quando estávamos sendo passados para trás no ato. Particularmente eu preferia ir sozinho porque sempre ficava com aquela cara de homem incompetente.

Enfim, nesse dia, ela retornou com o carro arrumado e falou:

- Eu não sou machinha dessa casa. Pelo visto eu sou é o macho mesmo. Como pode ter tanta dificuldade de arrumar algo fácil?

Ia tentar me explicar e ela:

- Não quero saber de suas justificativas. Quero um homem que resolve, não um que tenta e não consegue. Homem que é homem faz que nem fiz agora, vai lá e resolve. Já faz quase um ano que estamos juntos e é sempre eu que defino tudo.

- Mas...

- Cala a boca! A partir de hoje eu vou resolver o que precisar ser resolvido e você cuida da casa logo de uma vez.

- Mas eu...

- É melhor já entrarmos nesse acordo do que você tentar ser macho que resolve depois de tanto tempo. Eu tinha expectativa que fizesse isso, mas tô cansada. Ou é isso ou melhor eu procurar um outro macho.

- Arrumar um cara desses sem que você também mude vai te gerar outros problemas. Já pensou você discutindo com um cara o que fazer com duas opiniões distintas?

- Viu? Tá na cara que não é esse tipo de homem e não vai mudar. Então vamos tentar assim, eu resolvo coisas de homem e você faz as tarefas de mulher. Se não funcionar, aí a gente termina.

- Tá bom, mas não tem isso de tarefa de homem e de mulher, todo mundo faz qualquer coisa independentemente do gênero.

- Sim, todo mundo faz independente mesmo. Mas tem pessoas que estão configuradas pra determinadas funções. E você gosta de resolver coisa doméstica e eu de coisas de macho.

- Gosta de se sentir macho? Pra quê falar isso?

- Não gosto de me sentir macho, nem sou isso. Mas faço mais coisas de homem que você. Então entre nós dois eu comando e você só obedece feito mulher do século passado.

Sem ter muito o que falar a gente então foi fazer as coisas que tínhamos pra fazer. Fiquei magoado e ela chateada. Um com o outro. Dormimos mal, eu pensando em toda a humilhação que ela me fazia passar quando se irritava.

Mas a noite passou e no dia seguinte me coloquei a fazer as tarefas domésticas. Preparando café e tudo mais. Ela acordou um pouco mais tarde e apenas avisei sobre tentar, mas sem ela usar os termos de macho e essas bobeiras. Ela deu um sorriso misterioso e acenou que tudo bem.

Em menos de um mês já estávamos habituados. A conversa, embora tenha sido humilhante pra mim, surtiu efeito. Lúcia ficava mais satisfeita agora. Claro que uma ou outra coisa de homem ainda ficava pra eu fazer, mas sempre com ela ordenando e orientando e comprando as coisas pra agilizar tudo.

O segundo momento de transformação foi quando ela não me procurou sexualmente por duas semanas. Ao notar que eu agora nem mesmo tentava criar uma situação, Lúcia ficou cismada.

Primeiro perguntou se eu tinha outra pessoa, me ofendi com esse questionamento e ela mesma percebeu que eu era tão devotado e fazia todos os seus gostos que não tinha tempo de pular a cerca. Chegou até a pedir desculpas. Em meio àquela situação, ficamos excitados e então começamos a nos pegar.

Entre os beijos, ela sobre mim, comigo deitado. Ela colocou meu pau pra fora e ia me beijando e batendo punheta. Perguntou se eu fazia isso sozinho: bater uma. Respondi que não. Ela foi insistente e perguntou se não estaria mentindo, pegou no meu ponto fraco e então assumi dizendo que às vezes sim. Ela deu um sorriso malicioso, me chamou de danadinho e me chupou com gosto.

Lúcia chupava envolvendo seus lábios de uma forma bem firme, com uma sucção bem caprichada. Parecia tirar algo da alma, depois veio por cima cavalgar gostoso. Sua cara de devassa, olhar hipnotizante, me chamando de safado punheteiro. Depois que iria dar um jeito naquilo. E no meio de seu orgasmo falava que precisava dar um jeito na sua "mulherzinha". Foi uma putaria que me pegou de surpresa e nos fez gozar juntos. Depois não falamos nada, mas fizemos o de sempre, banho juntos e depois deitar novamente para ficar entre carícias.

No dia seguinte, Lúcia voltou com uma surpresa pra mim após chegar do trabalho. Era um cinto da castidade.

- Preciso dar um jeito na minha mulherzinha pra ela não ficar batendo punheta. Quero você 100% focado em me querer, me desejar, mesmo que não diga nada, mesmo que eu recuse sua procura. Agora eu controlo isso aí entre suas pernas.

Não me deixou argumentar, apenas me levou pro banho, me depilou na região do pau e ao notar que fiquei grande, me chupou encarando meus olhos, pedindo por leite, desejosa. Algo que lhe dei rapidamente. Ela tomou tudo e depois fez meu pau diminuir pra caber na gaiolinha.

- Pronto, só sai daí quando eu assim desejar. Acho bom me obedecer e fazer tudo que sua machinha aqui mandar, tá. E sem cara de ruivinha. Agora me chupa até gozar e depois vai cuidar da casa.

Se a gente vinha tendo mudanças na relação. Após esse episódio, nada seria como antes.

Continua...

Foto 1 do Conto erotico: Inversão total: o início


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Comentários


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coroa-putao- Comentou em 31/12/2025

Delicia de conto, aguardando ansioso os próximos passos dessa inversão...

foto perfil usuario engmen

engmen Comentou em 30/12/2025

Relações humanas sempre são complexas e surpreendentes... Interessante conto.




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Ficha do conto

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hsubsissy

Nome do conto:
Inversão total: o início

Codigo do conto:
250594

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
30/12/2025

Quant.de Votos:
6

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