Nome: Brenda Gondacki (7658)
Data e local de nascimento: 17/03/1980
Altura: 1,71
Quadril: 97
Cintura: 68
Busto: 93
Pés: 37
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Brenda já trabalhava naquela multinacional há mais de um ano; vencera o período de estágio e após muito esforço e dedicação, finalmente, conseguira o almejado cargo; sentia-se realizada profissionalmente e também pessoalmente. Apenas uma coisa a preocupava: o seu superior imediato; Dante era um homem de meia-idade, um tanto sisudo e arredio, cujo comportamento a deixava desconfortável em certas situações.
Para a maioria dos seus colegas, Dante era um enigma a ser decifrado; não era casado, e muito menos noivo; não tinha namorada e, vez por outra, recebia visitas femininas de mulheres mais novas que ele; mesmo sendo mulheres elegantes e charmosas, Brenda não sentia que havia um clima intimista entre eles, limitando-se a beijos na face a abraços com certa formalidade. Para ela, uma jovem de precoce beleza e pouca experiência de vida, Dante representava o deliciosamente proibido e o inebriante cobiçado.
Certa noite, ela se pegou mirando-se no espelho, e pensando se havia algo de errado com ela; algo que Dante desgostasse, ou algo que ele preferisse de outra maneira; por mais que olhasse para si através do reflexo, não conseguia ver nada de errado. Brenda era uma linda loira de cabelos cor de ouro, lisos e longos, que emolduravam um rosto perfeito, com lábios carnudos em uma boca convidativa; tinha seios de porte médio, cuja firmeza atraía a atenção dos homens por onde ela passasse; coxas e braços torneados, obtidos a custo de algumas horas diárias de academia, harmonizavam-se com nádegas roliças e cintura de anjo; enfim, Brenda era uma jovem muito atraente, e isso a deixava curiosa ao notar que seu chefe não observava seus atributos.
Nos dias seguintes, Brenda tomou a decisão de observar Dante com mais cuidado, não apenas no que se refere ao homem, mas também e principalmente ao seu comportamento; Dante era um homem muito atraente; moreno, alto de olhos azuis e porte altivo; um genuíno espécime de origem germânica; cabelos, barba sempre bem aparada, corpo atlético, sem os típicos excessos daqueles assíduos frequentadores de academias. Vestia-se com sobriedade, sempre com roupas feitas sob medida e acessórios meticulosamente escolhidos para uma combinação perfeita.
Dante não parecia ser um homem de excessos; gostava de beber uísque, mas jamais fora visto bêbado; apreciava charutos, mas não fumava com habitualidade; tinha um tom de voz grave, mas que, mesmo em ocasiões mais solenes, não manifestava agressividade ou ameaça. Pontual, não exigia isso daqueles que com ele trabalhavam, mas irritava-se com atrasos exagerados ou desnecessários.
Depois de “catalogar” seu chefe, Brenda deu início a uma ação orquestrada para que pudesse se aproximar dele; sem insinuações exageradas, ou voz melosa, ela procurava estar sempre próxima dele …, e embora ela achasse que isso não frutificava como o esperado, certa tarde, ele lhe fez um convite incomum; Dante aproximou-se de sua estação de trabalho, e depois de olhar com displicência um relatório na tela de seu terminal, ele se inclinou sobre o ombro dela e perguntou com voz suave se ela gostaria de tomar um vinho com ele; Brenda, imediatamente, sentiu o chão sumir e sua respiração ficar quase ofegante.
No horário marcado, Brenda desceu de elevador até o primeiro subsolo, e ao sair dele deu de cara com Dante; para sua surpresa ele estava um pouco mais informal; substituíra o paletó por uma jaqueta de couro marrom e tirara a gravata; Brenda o achou ainda mais charmoso e sensual; ele estava parado ao lado do carro com a porta aberta a sua espera; ela aproximou-se dele, e quando tencionou cumprimentá-lo, ele segurou-a pelo braço puxando-a para si, até que seus lábios encontrassem o rosto dela.
Foi um beijo suave, mas que deixou a moça imediatamente excitada. Entraram no carro e rumaram para um destino que apenas ele conhecia; pouco mais de meia hora depois, eles estavam em um suntuoso restaurante, onde as mesas, exclusivas, eram protegidas por sutis divisórias de madeira de lei, impedindo que seus ocupantes fossem vistos pelos demais. Dante pediu um vinho tinto e um antepasto.
Saborearam a bebida acompanhada de conversas amenas sobre a vida, sem tocar em qualquer assunto relacionado com o trabalho. Dante pediu um prato leve para ambos, acompanhado de um vinho branco. Brenda, que não estava acostumada ao sabor inebriante da bebida, sentiu um rubor quente no rosto e nas mãos, mas nada que pudesse lhe causar perturbações. Inadvertidamente, a conversa tomou um rumo mais intimista, com Dante querendo saber mais sobre a vida pessoal de sua convidada.
Passava das onze da noite quando o casal saiu do restaurante, e Dante fez questão de levar Brenda até seu apartamento. Parados na entrada social, riram sobre o efeito do vinho em seus humores e despediram-se com um beijo comedido. A jovem mal conseguiu dormir naquela noite, mesmo sob o efeito de duas, quase três garrafas de vinho. Dante conseguira cativá-la ainda mais, com seu jeito cavalheiro, sua conversa envolvente, mas, principalmente, com esse ar enigmático que rondavam homem tão bonito.
Em outro dia, numa festa dentro de um clube...
Num dos confortáveis sofás, eles se sentaram; Dante pediu uma bebida para os dois; bebericaram e conversaram animadamente, até que, sem aviso, Dante aproximou-se de sua parceira, segurou seu queixo e beijou-a com sofreguidão. Brenda sentiu-se dominada pela boca daquele homem másculo e sensual, entregando-se a ele sem restrições. O beijo foi quente e molhado e parecia não ter mais fim, e a deixava alucinada.
Com uma ousadia sutil, Dante abriu a jaqueta de Brenda, e penetrou a sua mão dentro da blusa, até encontrar o seio quente, aveludado e firme; ele brincou com o mamilo já intumescido, fazendo sua parceira tremelicar de tesão; ela estava sob o domínio do macho alfa que não a tratava como objeto, mas sim como ela merecia ser tratada.
O que se seguiu foi ainda mais insólito; Dante desceu a mão até a cintura de Brenda e abriu o zíper de sua calça, avançando na direção de sua virilha; empurrando o fino tecido da lingerie dela, ele encontrou a gruta suculenta, que estava úmida e quente; imediatamente, Dante passou a dedilhar a vagina de Brenda. A garota, excitada, mas também assustada, olhou para ele com olhos cheios de incredulidade e, em seguida, vasculhou o ambiente ao redor, temendo que outros olhos estivessem cobiçando o que estava acontecendo naquele sofá.
- Não precisa ter medo …, você é minha e vou te proteger de tudo e de todos – ele sussurrou no ouvido dela, deixando-a ainda mais excitada.
Brenda sentia uma inexplicável mistura de tesão, desejo e medo! Tudo isso percorrendo seu corpo, causando-lhe profundos arrepios, enquanto a mão abusada de seu parceiro cuidava para que ela experimentasse uma deliciosa sucessão de orgasmos que a deixavam beirando um êxtase quase inconsciente.
Beijos e carícias seguiram um curso sem destino, com Brenda gozando e controlando-se para não gemer alto, com pessoas passando ao seu redor, risos altos, comentários perdidos e a mão de seu parceiro sedutor dominando-a totalmente.
- Agora, quero que você vá até o banheiro, entre em um reservado e tire a roupa – ele ordenou ao pé do ouvido – Espere por mim …, logo estarei lá com você …, agora vá!
Com o tesão falando mais alto que a razão, Brenda levantou-se e foi para o banheiro; o local estava cheio, e ela teve certa dificuldade em conseguir um reservado; entrou e fechou a porta; com a respiração acelerada e o coração ainda mais, ela se despiu e esperou. O barulho do lado de fora era enorme, pois havia várias mulheres no recinto.
Repentinamente, tudo ficou silencioso; por baixo da porta uma sombra cresceu, denunciando que alguém se aproximava; Brenda pensou que morreria de tanto medo, principalmente quando bateram a porta; por um instante ela hesitou, mas, acabou girando a trava, liberando o acesso. Dante surgiu! Seu olhar cativante tinha um brilho cheio de intenções.
Ele a prensou contra a parede e beijou-a várias vezes, enquanto suas mãos passeavam pelo seu corpo; depois, ele deliciou-se com os mamilos durinhos, sugando-os um após o outro em sua boca ávida; ao mesmo tempo, sua mão desceu até a sua vagina, aplicando-lhe outro dedilhado magistral que não tardou em resultar em nova sequência de orgasmos que precisavam ser sufocados por mais beijos.
Descontrolado, Dante ajoelhou-se na frente de sua parceira, e depois de abrir um pouco mais suas pernas, puxou seu ventre na direção do rosto, afundando sua boca em sua vagina; as primeiras lambidas causaram um enorme impacto na moça, que, acariciando os cabelos de seu amante, levantou uma das pernas apoiando-a sobre o vaso, e sentindo o melhor orgasmo de toda a sua vida. E a ele seguiram-se outros, dentro daquele cubículo quase claustrofóbico que se transformara no jardim do paraíso dos prazeres carnais para ela.
Quando Dante terminou, Brenda mal conseguia manter-se de pé; ele e ajudou a vestir as roupas, e saiu do banheiro em sua companhia; na porta, ele cumprimentou um segurança, estendendo-lhe algumas cédulas de dinheiro. Não houve diálogo …, e no meio da madrugada, ele a deixou em sua casa.
***
OBS: do médico:
Em sua consulta comigo, seus relatos, fugia totalmente dos padrões das pacientes que pertencia a Dante.
Lhe fiz duas perguntas:
- DO QUE VOCE ESTAVA PRECISANDO?
. De conquistá-lo!
- ME MOSTRARIA SUA TATUAGEM?
. Eu não tenho nenhuma tatuagem!
O que mostrou que o que ela dizia, nunca havia ocorrido, ela estava sonhando, delirando ou tentando se autopromover...
***
Brenda atravessava aquele momento raro em que a vida parecia, enfim, coerente.
O crachá definitivo no pescoço não representava apenas um cargo — era a confirmação de que esforço, disciplina e paciência ainda funcionavam. Ela chegava cedo, saía tarde, dominava processos, aprendia rápido. Não precisava ser notada; os resultados falavam por ela.
Foi por isso que chamou a atenção.
Não de forma ruidosa, nem imediata.
Mas do tipo que só percebe quem observa padrões.
Dante teve acesso ao relatório interno quase por acaso. Jovem, sem apadrinhamento, desempenho acima da média, nenhuma reclamação, nenhuma falta. Nenhuma tentativa de se promover além do necessário. Rara.
Brenda não queria poder.
Queria estabilidade.
E isso, para Dante, era mais interessante do que ambição.
Quando ela foi chamada para uma reunião “interdepartamental”, não suspeitou de nada. Levou seu bloco de anotações, revisou dados, preparou-se tecnicamente. Era assim que sempre entrava em salas importantes: munida de competência, não de expectativa.
Ao sentar-se, percebeu que algo estava fora do padrão.
Poucas pessoas. Silêncio excessivo. Um olhar que não a avaliava como funcionária, mas como trajetória.
— Você sabe por que está aqui? — perguntou Dante, sem dureza.
Brenda pensou por um segundo antes de responder.
— Imagino que seja pelo meu desempenho.
Ele assentiu lentamente.
— Sim. Mas não apenas. Pessoas como você costumam ser promovidas… ou descartadas. Depende de quem as percebe primeiro.
Ela sentiu um leve desconforto, mas manteve a postura.
— E o que o senhor espera de mim?
Dante não respondeu de imediato.
Porque, naquele caso, não se tratava de testar limites, nem de impor condições.
Brenda não era alguém que precisava ser quebrada, resgatada ou moldada.
Era alguém que precisava ser protegida do sistema que costuma destruir quem acredita demais no mérito.
— Espero que você aprenda algo antes que seja tarde — disse ele, por fim. — Competência sem leitura política vira vulnerabilidade.
Brenda saiu daquela sala com a sensação estranha de quem não recebeu uma ameaça…
nem uma promessa.
Mas um aviso.
E, sem perceber, havia acabado de entrar em um jogo que nunca pediu para jogar — mas que, pela primeira vez, teria a chance de aprender antes de perder.
ERA O QUE ELA SONHAVA.
***
CONTINUA.....