Eu precisava sumir de casa por uns dias. Briga feia com minha mãe. Minha tia ofereceu o quarto e eu aceitei até que terminassem de reformar minha casa. Cheguei no meio da tarde. A esposa dela abriu a porta sorrindo e me mostrou o quarto. Minha tia beijou meu rosto, perguntou da viagem e me apresentou a casa. O restante do dia foi bem tranquilo. As duas me trataram super bem, mas eu ainda estava meio cabisbaixo por causa da discussão com a minha mãe. Elas perceberam e me deixaram um pouco sozinho, o que pra mim foi um alívio. Eu não queria passar a vibe de mal-educado logo no primeiro dia. Só estava sem cabeça pra conversar muito. À noite não dormi. Levantei pra beber água. A porta do quarto delas estava entreaberta. Ouvi a respiração e depois um gemido baixo. Olhei. As duas estavam de lado. Ela estava siriricando minha tia. Fiquei em choque, mas saí rápido com medo de ter sido visto. Na manhã seguinte ela ficou bem estranha, mas a esposa estava normal. Logo depois do café, a esposa da minha tia comentou que ia arrumar as roupas porque viajaria a trabalho. Eu não sabia de nada, então perguntei quanto tempo ela ficaria fora. Ela disse uma semana. Passou um tempo e ela terminou de arrumar as coisas. Antes de sair, se despediu de mim com um abraço. Depois beijou minha tia e foi embora. Confesso que fiquei um pouco chateado. Eu queria ter tido mais tempo pra conhecê-la melhor. Como a reforma estava nos estágios finais, talvez eu nem estaria lá quando ela voltasse. Isso me deixou um pouco mais aliviado. Achei que a estranheza da minha tia fosse porque a esposa ia viajar e ela estivesse sofrendo com isso. Até que, mais tarde, ela resolveu tirar o elefante da sala. Ficamos um tempo em silêncio, cada um olhando pra um canto da sala. — Você sabe do que eu quero conversar. Eu disse que não sabia. Ela soltou uma risada curta. — Sabe, sim. Continuei me fazendo de bobo. — Não faço ideia. Ela respirou fundo e balançou a cabeça. — Você me viu aquela noite. Eu disse que sim, mas foi acidental, e que eu não sou pervertido. Ela ficou em silêncio por alguns segundos. — Eu percebi na hora. Desde então, toda vez que olho pra você, lembro disso. Pedi desculpa e falei que não queria invadir a privacidade delas. — Eu sei. Só… não consigo fingir que aquilo não aconteceu. Naquele momento eu me sentia como se fosse um bicho, e que ela ia me olhar com nojo. Ela foi até a cozinha, voltou com água e ficou em pé. — Não fala nada pra ela. Eu olhei pra ela sem entender. — Como assim? O quê? Ficou quieta. Depois se sentou na poltrona, longe. — Eu nunca estive com homem. Nunca quis. Nunca senti falta. Eu não respondi. Ela mexia no copo. De vez em quando parecia que ia falar outra coisa e desistia. O silêncio ficou pesado. Ela se levantou, foi até a janela e ficou olhando pra rua. Quando se virou, ficou me olhando um tempo. O assunto morreu ali por alguns segundos. Ela parecia procurar alguma coisa pra dizer, como se quisesse aliviar o clima. Então, do nada, soltou: — Você anda muito sem camisa pela casa, né? Olhei pra ela, sem entender. Não tinha tom de reclamação. Parecia só uma tentativa meio desajeitada de mudar de assunto. Ela parecia que queria que eu ficasse ali, queria me contar alguma coisa, mas tava bastante constrangedor. Ficamos mais um tempo sem falar. Ela cruzava e descruzava as pernas, mexia na almofada. Em algum momento olhou pra mim e não desviou. — Nunca vi um homem nu de verdade. Só em filme. Falou baixo, quase pra si. Eu não me mexi. O comentário ficou no ar. Ela ficou quieta por mais um tempo. Depois voltou a olhar pra mim, dessa vez com uma expressão mais séria. — Já que você me viu naquela noite… achei que poderia te ver também. — Não precisa. Eu não queria ter visto. Foi sem querer. Desculpa. Ela respirou fundo e ficou em silêncio por alguns segundos, como se ainda estivesse tentando achar as palavras certas. Logo depois se levantou, fechou as cortinas e disse que queria me ver. Tava achando tudo meio paia, mas obedeci. Me levantei e tirei a camiseta. Depois o short e a cueca. Fiquei ali, pelado, sem me aproximar. Ela engoliu em seco e olhou. Demorou pra se mexer. Veio até mim. A mão tocou a barriga, hesitou, depois desceu e começou a alisar meu pau. Ficou passando os dedos devagar pela cabeça, como se estivesse contemplando. Eu me aproximei devagar. Quando nossos rostos ficaram próximos, ela não recuou. Acabamos nos beijando. Ela segurou minha mão e subimos pro quarto de hóspedes. Ela tirou a blusa. Eu soltei o sutiã. Beijei o pescoço dela e depois comecei a chupar os peitos. Ela puxou meu cabelo. Coloquei as mãos por baixo das calças e da calcinha dela (que bunda gostosa de se pegar). Depois de uns amassos, ela tirou as calças e a calcinha. Quando abriu as pernas, passei a língua. Ela puxou meu cabelo e gemeu baixo. Quando gozou, o corpo travou e as coxas apertaram minha cabeça. Chegou a hora da penetração. Me posicionei. Estava molhada, mas apertada. A cabeça entrou e ela prendeu a respiração. — Devagar. Entrei aos poucos. Ela parecia estar se contorcendo, mas disse: — Continua. Não para. Empurrei até o fundo. Ela soltou um gemido longo. Fiquei quieto dentro dela. Depois comecei a me mexer e fui aumentando a velocidade. Ela de olhos fechados no começo. Depois abriu e me olhou. O ritmo aumentou. Quando meti mais fundo ela gemeu e virou o rosto. Segurei o queixo e forcei ela a olhar. Ela xingou baixo e me beijou enquanto eu metia. Eu tava tão excitado que gemia junto com ela. Gozou de novo, e quando senti a buceta dela pulsar com meu pau dentro, eu gozei dentro dela. Ficamos ofegantes. Ela empurrou meu peito. Eu saí. O gozo escorreu. Ela olhou e virou de costas. — Isso não pode acontecer de novo. Eu não respondi. Ela ficou de costas um tempo. Depois disse: — Só essa. Depois para. E não parou. A segunda vez foi no dia seguinte, no fim da tarde. Ela passou o dia quase sem falar comigo. No fim da tarde entrou no quarto, trancou a porta e se aproximou sem dizer nada. Tirou a roupa e deitou. Ficou de quatro. Eu entrei por trás. Foi mais rápido. Quando gozei ela tremia. Depois se vestiu e saiu. Na terceira vez ela me pagou um boquete. Não gozei nessa. Ela tava desajeitada, mas foi bom. A quarta vez foi na manhã em que a esposa voltaria. Ela entrou, deitou de lado e me puxou por trás. Poucos movimentos. Quando gozei ela fechou os olhos com força. Depois foi pro banheiro e trancou a porta. A esposa chegou no fim da tarde. Beijou minha tia, perguntou da viagem, riu. Minha tia sorriu de volta, mas o corpo ficou rígido quando a esposa passou o braço na cintura dela. — Você tá estranha. Dormiu mal? — Tô só cansada. No jantar a esposa olhou pra ela mais de uma vez. Perguntou se tinha acontecido alguma coisa enquanto estava fora. Minha tia disse que não. A esposa ficou quieta, olhando de mim pra ela. Depois do jantar a esposa foi tomar banho. Minha tia ficou na cozinha. Eu entrei e disse que iria embora amanhã. Ela não respondeu. Continuou lavando o prato. No dia seguinte fui embora. Depois disso só conseguimos conversar por mensagem. Ela disse que aquele segredo morreria entre nós e seria guardado a sete chaves. Em nenhum momento demonstrou arrependimento pelo que aconteceu entre a gente. O que realmente a consumia era a culpa por ter traído a esposa.
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