Eu estava deitada, sentindo o lençol frio contra a pele, enquanto o som distante da porta da frente batendo anunciava que meu namorado tinha partido para a delegacia. A madrugada era um vazio que precisava ser preenchido. No quarto ao lado, apenas uma parede de drywall e uma porta entreaberta nos separavam. O "gostosinho", como eu o apelidara mentalmente durante dois anos de desejo reprimido, estava lá.
Eu não queria apenas a companhia dele; eu queria a urgência dele.
Comecei devagar. Meus dedos encontraram o caminho, deslizando pela minha intimidade já úmida. Não tentei ser discreta. Pelo contrário, arquiei as costas, deixando que cada gemido escapasse, alto, visceral, preenchendo o corredor. Eu queria que ele soubesse que eu estava me tocando, que eu estava desesperada por algo que não fosse a monotonia do meu namoro.
— Posso te ajudar? — A voz dele veio do quarto ao lado, rouca de sono, mas carregada de uma malícia imediada.
Eu não respondi com palavras. Levantei-me e caminhei até ele, a porta aberta sendo o convite final. No momento em que entrei no quarto dele, a tensão de dois anos explodiu. Nos enroscamos na cama de solteiro, um espaço apertado que tornava tudo mais urgente.
— Você não tem ideia do quanto eu queria fazer isso — ele sussurrou, a voz vibrando contra meu pescoço enquanto seus dedos encontravam minha bucetinha latejante.
— Ah, droga... faz logo, por favor! — eu implorei, sentindo a pressão dos dedos dele me abrindo.
Ele não perdeu tempo. A penetração foi rápida, quase instintiva. Fui comida passivamente no início, entregue ao prazer bruto de ser possuída por quem eu tanto desejava. Mas a passividade durou pouco. Eu precisava de controle. Com um movimento brusco, eu o joguei no colchão e montei nele, cavalgando com força, sentindo cada centímetro daquela carne deliciosa.
— Me diz... — eu arquejava, os seios balançando enquanto eu subia e descia. — Me diz as baixarias que você pensava quando me via na sala... fala no meu ouvido!
Ele agarrou meus quadris com força, enterrando o pau em mim.
— Eu pensava em como você ficaria gostosa assim, dando pro seu cunhado... Você gosta, safada? Gosta de dar pro meu irmão? Qual pica é mais gostosa, hein? Fala pra mim!
— As duas... as duas são deliciosas, mas a sua... ai, meu Deus, a sua me deixa louca! — gritei, sentindo meu clitóris disparar.
a provocação escalou. Levantei-me rapidamente, posicionando meu corpo de forma que minha intimidade ficasse owna cara dele. Fizemos um 69 frenético. Eu me lambuzei, mordisquei, suguei cada gota, sentindo o cheiro dele impregnar tudo. Mas eu queria mais. Queria a entrega total.
— Eu quero que você pegue meu cuzinho... — sussurrei, a voz trêmula. — Mas vai devagar, eu sou virgem por ali.
Ele sorriu, um olhar predatório e cuidadoso ao mesmo tempo.
— Relaxa, putinha. Eu vou te abrir com todo o carinho do mundo.
O vai e vem foi sutil, quase torturante de tão lento, até que ele encaixou completamente. Eu gritei, sentindo a plenitude daquela sensação, com a bucetinha sendo acariciada enquanto meu rabo era possuído.
Duas horas depois, eu estava de volta ao meu quarto, exausta e com o corpo vibrando. Mas a noite não tinha acabado.
Quando meu namorado chegou, o cheiro de delegacia e cansaço emanava dele, mas para mim, ele era apenas mais um prato principal. Assim que ele se deitou, eu arranquei sua cueca com a urgência de quem ainda tinha fome.
— Posso te dar um presente? — perguntei, baixando a cabeça.
Comecei com movimentos leves na glande, sentindo-o pulsar. Depois, suguei o mastro todo, sentindo a carne preencher minha boca carnuda. Quando ele estava rígido, insuportável, sentei devagar, deixando apenas a cabeça entrar, e comecei a rebolar com uma lentidão calculada, sentindo cada nervo do meu corpo ainda hipersensível pelo encontro anterior. O contraste era inebriante. Enquanto o cunhado tinha sido bruto e urgente, meu namorado tinha aquela pegada possessiva de quem acredita que eu sou apenas dele.
— Você está estranha hoje... — ele murmurou, a voz pesada, as mãos apertando meus glúteos enquanto eu cavalgava devagar, fazendo o clitóris roçar contra o seu púbis. — Está querendo o quê? Por que está tão... molhada?
Eu não respondi. Apenas fechei os olhos e imaginei a cena: a parede de drywall a poucos metros, o quarto ao lado onde o "gostosinho" provavelmente ainda sentia o meu cheiro nos lençóis, talvez ouvindo os gemidos abafados que eu soltava agora. A adrenalina de ter sido possuída por dois homens da mesma família na mesma noite transformou meu prazer em algo quase insuportável.
Eu comecei a acelerar. O ritmo tornou-se frenético, meus seios subindo e descendo, o suor colando nossa pele. Eu queria que ele sentisse que eu estava no limite, mas a verdade é que eu estava processando o eco do que tinha acontecido horas antes.
— Mais forte! — eu pedi, jogando a cabeça para trás. — Me aperta, me fode com força!
Ele obedeceu, agarrando minha cintura e me enterrando contra o colchão, as estocadas profundas me fazendo perder o fôlego. No auge do orgasmo, enquanto sentia o jato quente dele preencher meu ventre, minha mente viajou para o quarto vizinho. Eu sabia que o silêncio da casa voltaria a reinar em breve, mas aquele silêncio agora era cúmplice.
Quando terminamos, ele caiu exausto ao meu lado, respirando pesadamente. Eu me levantei devagar, sentindo a leve ardência no meu rabo e a saturação do prazer no corpo. Caminhei até a porta do quarto e a deixei apenas uma fresta aberta.
Lá fora, no corredor escuro, vi um vulto. Por um segundo, nossos olhos se encontraram — os dele, brilhando na penumbra, carregados de segredo e luxúria. Ele não disse nada, apenas levou o dedo aos lábios, pedindo silêncio, enquanto um sorriso malicioso brincava em seu rosto.
Eu voltei para a cama e me aninhei no peito do meu namorado, fechando os olhos com a certeza de que, na próxima vez que a porta da frente batesse, a espera de dez minutos seria curta demais.




