No plantão, o telegram notificou.
Léo: “Sua boca ficou boa ontem.”
Respondi “para”. Ele mandou um áudio curto. Não abri no hospital. Abri no carro, no estacionamento, e apaguei. A memória do sabor ainda voltava quando eu engolia a saliva.
Quinta o marido chegou cedo. Sexo de casal, não menos gostoso, mas mais curto, previsível. Eu gozei baixo e virei de lado. Não era o grosso. Não era a cadeira do escritório. Era o que se faz em casa, normalmente. Dormi com a mão entre as coxas e acordei com ela ainda lá.
Sexta ele viajou. Dvereia voltar no domingo. Eu fiquei sozinha no apartamento com a casa quieta. Abri o Telegram sem inventar desculpa. O Léo estava online. Depois dos “ois” iniciais, ele desafiou:
— Vem amanhã, no meu ap. Uma e meia. Só a gente. Sem secretária. Sem pressa. Quero você sentada em mim até eu não aguentar.
Sábado de manhã tomei banho, caprichado. Passei a mão na buceta e senti o fogo. Vesti um vestido cinza de malha, colado, fenda lateral alta. Chinelo. Cabelo solto. Discreta, eu achava.
Saí às treze. O sol de abril em Brasília queimava o volante. No sinal, o Léo mandou “já estou te esperando”. Respondi “tô indo”. A calcinha que eu não vesti ficou em casa. O tesão que eu levava não cabia nela.
# Parte 1 — a porta, o ladinho
Assim que eu entrei, Léo trancou a porta, e me encostou na parede da sala, como já havia feito outras vezes. O beijo veio com a língua, a mão já na fenda do vestido cinza, subindo a coxa nua.
— Sem calcinha, minha gostosa — ele falou na minha boca. — Safada.
— Pra quê? Só pra vc tirar?
O olhar dele travou: ele não tirou o vestido. Levantou até a cintura, me virou e me deitou no sofá de ladinho, uma perna dobrada, a outra esticada. Ajoelhou no chão, abriu a coxa de cima com a mão e enfiou a boca no meio. Língua lenta, fundo, sem pressa. Os polegares abrindo os lábios. Eu contraí na hora.
— Calma… — eu soltei, a voz presa no braço do sofá. — Tá sensível. Ohhh delícia!
— Tá, é? gostosa…. Vou devagar, pode deixar. Essa buceta cheirosa me enlouquece!
Chupou o clitóris em círculos curtos, depois a buceta inteira. Segurou meu quadril com uma mão para eu não fechar. Com a outra meteu dois dedos, curvos, e lambeu em volta. Eu gemia abafado e tremia as pernas.
— Abre mais. Quero sentir você gozar na minha língua.
— Não fala. Chupa.
E ele chupou, com gosto. A língua plana no clitóris, os dedos batendo no ponto de dentro da minha bueta. E eu gozei, subitamente, sem aviso, o corpo inteiro contraindo, o gemido preso no braço do sofá, a buceta puxando os dedos dele, até eu empurrar a cabeça dele para longe:
— Porra — ele falou, a boca brilhando, subindo para o meu ouvido. — Seu gozo escorrendo na minha língua é meu troféu.
— Sobe. Quero esse pau. Não vim só para ser chupada.
Ele riu baixo, a calça ainda fechada, o pau duro marcando. O vestido cinza continuava na cintura. A porta trancada. Uma e quarenta, e o sábado só tinha começado.
# Parte 2 — o sofá, a cavalgada
Ele não se fez de rogado, abriu a calça, tirou o pau — grosso, duro, a cabeça já molhada — e me puxou para o colo no sofá, de frente. Me ajeitei com uma perna de cada lado. O vestido cinza levantado. A glande encostou na buceta ainda inchada de tesão e ele empurrou para cima, forte, até a base bater.
— Senta. Senta tudo Tania… asssim….
Desci o que dava. O primeiro terço abriu. O resto veio com o peso e com a mão dele na minha bunda, puxando para baixo. Fundo. A pressão macia no ponto de dentro, aquele que inunda e dilata. Eu soltei o ar no pescoço dele.
— Porra…é muito grosso…
— Tá grosso e você vai rebolar. Olha pra mim. Não fecha o olho.
Segurei nos ombros dele e comecei a descer e subir, devagar no começo, depois mais fundo, até o clitóris roçar nele. Ele metia de baixo, curto, depois cravava, as mãos apertando a cintura até doer. Falava no meu ouvido, sujo, sem parar.
— Essa buceta engole pau. Aperta. Mostra como você goza sentada. Quero teu gozo escorrendo no meu pau…minha putinha safada…
— Então segura. Não tira.
Rebolei do jeito que dava. O segundo orgasmo veio devagar, o corpo relaxando no colo, a buceta puxando em pulso, um gemido baixo na boca dele. Ele não aguentou. Gemeu, cravou até o fim e gozou comigo, inundando meu canal com a porra quente e gostosa.
Ficou dentro, conforme amolecia um pouco, o sêmen começou a escorrer na base. Ele puxou meu cabelo para trás e mordeu o pescoço.
— Acho que ainda aguento. Vira. Fica de quatro pra mim Tania. Agora.
# Parte 3 — de quatro na poltrona
Ele me tirou do colo. O pau saiu escorrendo, com uma rigidez moderada. Me puxou pela cintura até a poltrona, tirou meu vestido e me debruçou, os cotovelos no assento, a bunda alta, o vestido cinza na cintura. Deu um tapa firme na nádega. O som estalou.
— Abre. Quero ver essa buceta cheia.
Abri as pernas, e ele enfiou de uma vez. Bem no fundo. A base bateu na minha bunda. Começou a meter forte, ritmado, o quadril batendo, a poltrona andando. Outro tapa. Puxão no cabelo, levantando meu tronco. A boca no meu ouvido.
— Toma. Toma esse pau. Sua buceta baba, Tania. Olha o que sai de você.
— Mais forte Leo. Mete. Me usa.
Ele puxou. O ângulo cravou no fundo. A glande saía quase fora e voltava inteira, escorregando na porra que ainda estava dentro de mim. Meu gemido tomava conta do ambiente, as pernas tremendo. Não tinha como segurar, e eu gozei de novo, dessa vez de forma intensa, um grito abafado no assento, a buceta travada, puxando o pau para dentro
— Isso. Goza no meu pau. Porra. Gostosa!
Ele não tirou. Continuou estocando em cima da contração, a mão no meu cabelo, a outra na cintura, até eu empurrar o quadril para trás pedindo arrego. Léo saiu devagar. O sêmen escorreu pela coxa. Eu ofegava com a testa na poltrona.
# Parte 4 — a parede
Ele saiu. Fiquei estirada na poltrona, usando todas minhas forças para vierar e encarar ele de frente. Ele sentou mais à frente, em cima da mesa de centro. O pau mais duro do que quando metia em mim. Me olhou mole, sabendo que tinha me despedaçado. ele queria mais, mas me deu um tempo. Ficamos assim uns 5 minutos. Até que ele me levantou pelo braço, me encostou na parede da sala, de costas para o frio, me levantou ao colo dele, de frente, as pernas em volta da cintura. Encostou o mastro na minha buceta, e o pau entrou de uma vez, grosso, escorregadio, fundo. Ele segurou minha bunda com as duas mãos e meteu de baixo, curto, depois mais longo, o quadril batendo na parede.
— Segura. Não cai. Porra, gostosa do caralho...
— Tô segurando. Mete.
Beijou o pescoço, mordeu, a língua na pele suada. Uma mão subiu e apertou o peito, torceu o mamilo. A outra ficou na bunda, que escorregava pra baixo a cada estocada. Os seios livres roçando no peito dele. Eu rebolava o que dava, o clitóris no osso, o pau inteiro dentro.
O quarto orgasmo veio profundo, úmido, o corpo inteiro relaxando e desfalecendo, a buceta puxando em pulso. Ele não gozou. Segurou, latejando, e riu no meu ouvido.
— Ainda não. Quero a sua boca. Ajoelha.
# Parte 6 — a boca, o final
O pau saiu, sentei no chão, depois ajoelhei entre as pernas dele, ele encostado na parede. Segurei a base. Passei a língua na glande, no gosto da minha buceta e da porra que ainda escorria, e enfiei devagar.
Desci o que coube. Recuei. Lambi a cabeça, o freio, a veia. Ele segurou meu queixo e meteu fundo, olho no olho.
— Chupa. Devagar. Olha pra mim. Quero gozar na sua língua.
A mão livre foi no clitóris. Esfreguei rápido, molhado, gemendo com a boca cheia. O som abafado no pau. Ele xingou baixo, o quadril saindo da parede.
— Goza. Goza chupando. Quero ver você se acabando com meu pau na boca.
O quinto orgasmo veio contido, o corpo curvado, o gemido preso na grossura, os dedos presos no clitóris. No mesmo instante ele, gemeu e gozou na língua — a segunda dele — quente, em jato, enchendo. Engoli o que deu. O resto escorreu no canto do lábio. Lambi até ele puxar, sensível.
— Porra, Tania. Não tem nada em você que eu não conheça melhor que você.
Levantei. O sábado ainda tinha tempo. Meu corpo não.
# Epílogo
A porta do apartamento dele se fechou às quatro e dezessete. Eu olhei o relógio porque o elevador demorou. O vestido cinza estava torto na fenda; puxei o tecido para baixo no corredor e senti o ar frio na coxa nua.
No estacionamento o carro estava quente. Sentei, liguei o ar no máximo e fiquei alguns segundos com as mãos no volante antes de dar a partida. O meio das pernas doía de um jeito específico: não o latejo genérico de sempre, o ponto onde a base tinha batido na poltrona e a parede tinha segurado as costas. Mexi o quadril. Escorreu. Abri o porta-luvas, peguei um lenço, limpei e joguei no lixo do carro. O resto ficou.
Dirigi pela Asa Norte com a janela aberta. O vento bagunçou o cabelo que ele tinha puxado. No semáforo da W3 um motoboy olhou o decote. Eu não olhei de volta. O rádio ficou desligado. O que tocava era o cheiro do perfume floral que tinha misturado com suor e com a porra que ainda estava em algum lugar entre as coxas.
Em casa, a chave girou e a casa estava do jeito que eu tinha deixado: copo na pia, a bolsa do plantão na cadeira, a janela entreaberta. Tirei o vestido na porta, fui direto para o banheiro, não para a cama. Abri o chuveiro, entrei, e fiquei debaixo da água com a testa no azulejo. Não passei a mão. Só deixei a água correr até a pele esfriar. Quando saí, o espelho estava embaçado. Sequei o cabelo com a toalha, vesti uma camiseta velha e sentei na beira da cama com as pernas abertas, olhando o chão.
O celular estava no criado-mudo. Uma notificação. Não era ele. Era o banco. Apaguei. Fiquei sentada até a coxa parar de tremer sozinha. Quatro e quarenta. O corpo não pedia mais. Só registrava: a língua no sofá, o colo, o tapa na poltrona, a parede, a língua de novo. Cinco. Três dele. Nada mais. Só o lenço no lixo do carro e a camiseta velha no corpo.



