Eu não respondi. Lavei o short no tanque. A água saiu turva. Minha irmã tinha deixado a caixa da mãe na mesa e perguntado se estava tudo bem, com um ar de desconfiança. Eu disse que sim, não procurei nenhuma justificativa. Era mais curto, e mais seguro..
Meu marido ligou às vinte horas, estava no hotel. “Cheguei bem.” Eu disse que também estava, mas na verdade ainda estava atordoada com o susto da tarde.
O resto da semana seguiu normal, terça, plantão, quarta marido voltou. Sexo matrimonail sem nada de mais, nem de menos. Sexta encontro com amigos, à noite, Sábado em família, pais, irmã, cunhado. nada que fugisse do convencional, e ali me convenci de que ela não tinha percebido nada. Final de tarde, abro o telegram, e lá estava nova mensagem do Léo: “Tania, teu marido viaja e vc está de folga até quarta, certo? Que tal algo diferente?”. Já senti aquele frio na barriga, e respondi “Diferente o quê?”.
Domingo ele ligou. O marido no quarto, gravata na mão.
— O Luis reservou um sítio em Alexânia. Sítio Cambuquira. Segunda. Um carro. Se alguém perguntar, diga que você vai para um retiro.
— O Luis.
— Ele vai. Nós três, o que acha?.
— Aquele dia aqui em casa foi foda, quase hein?.
— Por isso vamos… lá é discreto.
— Vou pensar, te digo depois.
O marido saiu sem saber que a segunda-feira ia começar na BR-060.
Aceitei. Final da tarde estava fazendo a mala.
# Parte 1 - O início
Segunda, 14 de abril. Saímos de Brasília cedo, contrafluxo no trânsito. Noventa e poucos quilômetros. Asfalto, estrada de chão. O Luis ia atrás, no banco, com o pin da reserva. Cabana Pau-Terra. Ponto mais alto da fazenda.
Passamos a portaria e subimos. A cabana estava no alto, rústica, madeira escura, a vista caindo no lago e na mata. Sem vizinho no alcance da voz. Uma trilha descia para o lago. Pátio de terra. Uma cadeira de lona no sol das onze.
Eram onze e quarenta. O Léo desligou o motor. Muito calor, suor, meu vestido grudou na minha bunda. O Luis foi primeiro à porta, chave da reserva. Desembarcamos as malas, porque precisavamos ocupar as mãos.
Lá dentro, o andar de baixo misturava sala e cama no mesmo ar: colchão firme, colcha clara, e a vista do lago entrava inteira enquanto a porta ficasse aberta. Acima, depois da escada, estava uma espécie de suíte. Simples, rústica, mas acolhedora.
O Luís foi direto para a pia, pôs água no fogo, deixou a mala no canto e ocupou as mãos sem me olhar direito. O Léo ficou atrás de mim sem falar nada. A palma da mão veio na barriga, por cima do vestido, e só depois subiu para a nuca e virou o meu rosto. O beijo chegou com gosto de poeira no lábio, sem língua no começo, só a pressão da boca, o nariz dele no meu, o grisalho arrepiado na testa.
— Ainda tenho aquela coisa — ele falou baixo, a boca quase encostada. — A que a gente não terminou. — e eu sabia do que ele falava, quando quase morri de susto com a campainha do meu apto, ainda entalada com os 22 cm dele interinho dentro de mim.
# Parte 2 - Nem deu tempo de ambientar.
Na segunda vez a boca abriu de verdade. A língua dele entrou devagar, o dente riscou meu lábio de baixo, e a mão subiu por baixo do vestido, achou a calcinha, forçou o elástico na virilha, e sentiu meu calor já acumulado no meio das pernas. Eu puxei a camisa para fora da calça; o cinto riscou o pulso. Da cozinha veio um gemido discreto, do Luís, típico de quem ficou com tesão e tremeu só de ver.
Léo me empurrou para trás até a cama, e me deitou de frente, a cabeça no travesseiro que apontava a porta aberta. Não tirou o vestido. Empurrou as alças pelos ombros até os seios ficarem livres. Ali ele beijou e chupou com gosto e safadeza, apertando o que estava livre com uma das mãos. A rasteira caiu sozinha enquanto eu me ajeitava na cama. A calcinha ele não baixou: puxou o elástico para o lado, deixou o tecido torto na virilha, e ajoelhou um instante entre as minhas pernas só para beijar a barriga, o osso do quadril, o começo da coxa. Depois subiu à boca de novo.
Fiquei deitada de costas, os joelhos abertos na largura do quadril dele, os pés no colchão, a lombar afundando no colchão mais duro que o da minha casa. Ele se encaixou em cima, e abriu a calça só o bastante para o pau calibre 22 sair pesado, grosso. A glande encostou na fenda já molhada, deslizou de cima a baixo lambuzando a cabeça no meio, parou na entrada e ficou ali, pulsando, sem entrar, o calor da estrada ainda no pescoço dele pingando num fio na minha clavícula.
— Entra. — eu pedia
O primeiro terço veio devagar, a espessura exigindo espaço, as paredes cedendo milímetro por milímetro. O resto veio com o peso do quadril: um empurrão só, fundo, a base batendo no meu corpo, a ocupação inteira, aquela pressão macia e ao mesmo tempo insuportável que preenche e empurra o fundo sem ponta dolorida. A janela aberta deixava entrar o ar quente do cerrado; a porta aberta deixava o lago no canto do olho, e nós, à disposição de quem quisesse ver. Eu soltei o ar no pescoço dele, alto demais para meio-dia, os dedos cravados no ombro, as pernas subindo e fechando na cintura dele por reflexo.
Ele parou lá dentro, inteiro, latejando contra meu cérvix.
— Fala se tá doendo.
— Tá grosso. Tá fundo. Mexe. – eu respondi, gemente.
As estocadas foram longas, quase preguiçosas de tão completas. Ele saía até a glande — eu sentia o vazio, o fio ligando a gente, a entrada latejando — e voltava até a raiz, o quadril encostando no meu, as bolas quentes batendo na minha bunda. Cada volta puxava o ar dos pulmões e fazia o vestido areia escorregar mais um pouco entre os nossos ventres. Uma mão ficou na minha anca, o polegar abrindo a nádega; a outra segurou por baixo do meu joelho e levantou a perna contra o peito dele, mudando o ângulo, fazendo o pau entrar mais de frente, mais fundo, o osso dele roçando o clitóris a cada descida.
O Luis veio do fogão e parou em frente, pano de prato na mão. Não falou. Não pediu vez. Olhou o Léo sair e voltar, o meu joelho no ar, a calcinha torta, o vestido na cintura. Eu o vi por cima do ombro do Léo, encostado na madeira, o olhar baixo e firme. Meu olhar grudou no dele, enquanto Léo me fodia, e vi ele sussurrar “cara de safadinha, linda”.
— Ah Tania, que delícia te foder — o Léo disse no meu ouvido, a respiração quente.
A mão que estava no joelho desceu por baixo, entre os nossos corpos, apertando minha nádega. O colchão reclamava. O som já era úmido, fundo, de quem não estava fazendo amor comportado. O primeiro orgasmo do dia veio cedo, de quem tinha sido cortada sete dias antes e agora não tinha interfone — o corpo curvou no colchão, a lombar subiu, as coxas tremeram no quadril dele, a buceta agarrou o pau em pulsos curtos e fortes, e o gemido saiu para a varanda, para o cerrado, para o lago que não respondia. O Léo segurou meu quadril com as duas mãos para eu não fechar a perna e ficou dentro, mais lento, sentindo cada contração, duro, sem gozar, a testa encostada na minha.
O Luis mudou o peso de um pé para o outro no batente. O Léo beijou minha boca ainda aberta, a língua lenta, o pau latejando fundo, e só então falou, sem sair:
— Ainda não vou gozar. A gente mal chegou.
# Parte 3— o sofá, vinte para a uma
Ele ficou dentro até as contrações afrouxarem, o pau ainda duro, o suor da estrada esfriando nas costas. Quase vinte passado de meio-dia — o relógio da cozinha atrasado como o resto da fazenda — ele saiu. O vazio veio quente pela coxa. A calcinha nude continuava deslocada; o vestido areia, um cinto de pano na cintura. O Luis virou as costas só o tempo de ir ao freezer e pegar uma cerveja gelada. Não ofereceu. Foi para uo canto da sala e plantou o ombro na parede, o lugar de quem assiste da primeira fila.
O Léo sentou no sofá curto de encosto baixo, virado para a porta aberta e para o pedaço de Corumbá, calça no meio da coxa, o pau pesado ainda lustroso do meu lambuza e me puxou pelo pulso até o chão de tábua. Ajoelhei. A altura servia: a boca alcançava a cabeça sem eu ter de me curvar muio
Ele não pediu pressa. Segurou a base e passou a glande no meu lábio de baixo, de um canto ao outro, deixando o gosto da minha própria buceta voltar para a boca. Depois bateu com o pau no meu rosto, e enfim voltou aos lábios. Eu abri. A espessura ocupou a língua de imediato, quente, salgada de pele e de sexo, e eu tive de acomodar a mandíbula para não morder. Desci o que coube, recuei, desci de novo, a saliva escorrendo pelo queixo. O quadril dele mal saía do sofá. Era eu quem fazia o caminho.
No canto, o Luis bebeu. De vez em quando a mão dele atravessava o espaço e só apartava o cabelo que me tapava o olho. Passavam na têmpora, prendiam o fio atrás da orelha, e voltavam para o copo. Eu sentia os dois no mesmo quadro: a grossura na boca, e à direita, um pouco atrás, o Luis parado, vendo o meu perfil, o joelho marcado no chão, a calcinha ainda no lugar errado.
Eu usei a mão no que a boca não alcançava, torcendo a base, e a outra pesou nas bolas. O vai-e-vem ficou mais fundo, mais molhado, o som quase alto demais para uma sala com porta aberta. O Léo avisou com o corpo antes da voz: o quadril travou, os dedos fecharam no meu cabelo, um gemido rouco preso no peito. Gozou na boca, quente, em jatos curtos que encheram e escorreram no canto do lábio. Engoli o que deu. O que escapou desceu pelo queixo. Passei a língua na glande ainda tremendo, limpei o que restava, e encostei a face na coxa dele porque o joelho já não queria saber de postura.
O Luis esvaziou a garrafa e não se aproximou. O Léo inclinou o tronco, pegou meu rosto com as duas mãos e beijou o gosto que eu ainda tinha na língua, lento, a respiração dele batendo na minha.
Lá fora o lago não se mexia. Na cozinha, o relógio já puxava o fio do almoço — e entre a minha boca e a barriga dele o pau ainda não tinha desistido de todo.
# Parte 4 — almoço, o vão, quinze e trinta
O beijo no sofá durou pouco. O Léo fechou a calça sem secar direito; eu puxei as alças do vestido de volta aos ombros e ajeitei a calcinha com a palma. Ambos olhávamos para o Luis com cara de quem tinha feito algo errado
— Você consegue andar? — ele perguntou, a voz ainda baixa.
— Claro que consigo. Estou com fome de verdade agora.
Eram mais ou menos doze e meia. O Luis abriu a geladeira da reserva e fez o que a cozinha permitia: pão, queijo, frios. Botou dois pratos na mesa da varanda e o terceiro um pouco à parte.
— Come — ele disse. — É o que deu pra fazer agora.
Comemos com a porta aberta. O Corumbá IV à tarde de abril é um espelho chato, claro demais. Eu sentia a boca marcada, o gosto do Léo voltando quando engolia o pão. O lanche não virou segunda foda. Virou fome, poeira saindo da pele, o corpo pedindo pausa. Uma ducha, e em seguida um cochilo na cama de baixo. Eu no meio, o Léo atrás, o braço na cintura.
— Se eu endurecer agora eu te como dormindo — ele murmurou no meu cabelo.
— Então não endurece. Quero descansar — eu respondi, sorrindo.
O Luis não deitou. Foi para a varanda com o notebook fechado no colo. Ouvi a tampa. Não ouvi tecla. Dormi como um anjo. Quando acordei, o sol tinha virado. A luz do quarto de cima estava mais amarela. Desci descalça até a pia. O relógio marcava quinze e pouco.
O Léo já estava de pé.
— Sobe — ele chamou, do andar de cima. — Eu quero que você veja a vista daqui (não que eu já não tivesse visto, mas, entendi perfeitamente)
# Parte 5 -
A escada da cabana reclamou em cada degrau. Lá em cima, a cama olha a mata de galeria e um recorte maior de água. Ele me virou de frente para o colchão, puxou o vestido até a cintura e me ajoelhou no meio, joelhos afastados, peito baixo, cotovelos no lençol, a bunda alta para a porta — que ele deixou aberta.
— Assim — falou, a palma abrindo a nádega. — Eu quero que ele veja quando eu entrar.
A calcinha desceu até o meio da coxa e parou. O pau encostou na fenda ainda inchada da manhã e entrou num movimento só, fundo, preenchendo mminha buceta inteira. Eu soltei o ar no travesseiro.
— Caralho, Léo…
— Fala. Fala o que está sentindo.
— Sinto vc me preencher… Grosso. Fundo. Porra, que merda de pau gostoso….
— hum, delicia… então segura.
As estocadas vieram longas, o quadril dele batendo no meu com um som úmido. Eram quinze e trinta. O Luis apareceu no vão alguns segundos depois, sem o notebook, e ajoelhou na frente, na altura da minha boca.
— Abre — ele pediu, baixo. Não era ordem de dono. Era pedido de quem tinha esperado o almoço inteiro. — Só um pouco.
O pau reto saiu da calça, dezoito centímetros que a boca reconheceu sem drama. Eu o chupei pela metade do tempo que o Léo me comia: a glande na língua, o vai-e-vem curto, o gosto mais limpo, mais tranquilo.
— Aí — o Luis soltou, a mão leve no meu cabelo. — Cuidado, não chupa demais porquê hoje tô sensível.
Na outra metade do empo eu encostei a face no lençol e deixei ele olhar o sócio me comendo. E como fodia…. Léo era um espetáculo, era foda ter um pau desses. Ele não parava.
— Está vendo? — perguntou, a voz presa, falando comigo e com o outro ao mesmo tempo. — Como ela aguenta tudo? Pequena do caralho.
— Estou vendo — o Luis respondeu. — Essa mulher é um espetáculo..
— Tania. A boca nele ou o travesseiro. Escolhe. Mas não fecha essa perna.
— Travesseiro — eu disse, ofegante. — Agora eu quero sentir só você. Depois eu chupo de novo.
O Luis saiu de perto da minha boca sem mágoa e ficou ajoelhado, o pau ainda fora, olhando o Léo entrar e sair
— Assim eu enxergo o lago e o seu rabo — o Léo falou no meu ombro. — Hummm, tua buceta tá piscando… Vai gozar né? Goza. Eu quero sentir.
O segundo orgasmo veio com os dois no quarto e só um dentro. Ele cravou até a base, a mão no quadril, e a buceta fechou em volta dele, as coxas escorregando, o gemido abafado no tecido.
— Isso — o Léo segurou meu quadril. — Eu senti. Não fecha.
— Espera… porra. Espera um segundo.
Ele diminuiu e não saiu, latejando, ainda sem gozar. O Luis passou o polegar no meu queixo, no canto da boca que ainda estava úmida dele.
— Depois — ele disse. — Não agora.
O Léo beijou meu ombro, o pau fundo, a respiração descompassada.
— Ainda é cedo. Não vou gozar agora, minha delícia….
Não vou negar que fiquei decepcionada. Queroa a porra dele. Mas, me sentia o foco do prazer deles.
# Parte 6 - o lago, as cinco e meia**
Ele saiu devagar. Eu desabei de lado no lençol da suíte, as pernas ainda abertas, a calcinha no meio da coxa. Quinze e quarenta, no máximo.
— A gente podia ir pro Lago, né? — o Léo repetiu, a palma na minha bunda, — Se a gente continuar agora eu gozo. E eu não quero gozar ainda.
— Então sai daqui — eu falei, a voz rouca. — Senão eu sento nesse pau gostoso e não saio mais.
O Luis já tinha descido. Ouvi a geladeira, o chiado de lata. Quando chegamos embaixo, havia três cervejas suadas na mesa da varanda e um pão partido no meio. Vesti meu bikini, preto, e uma saída de banho branca por cima.
A trilha até a água desce do ponto alto da fazenda. Tirei a saída de banho e entrei até a cintura. O frio subiu pelas coxas e apagou um pouco o fogo da cabana.
O Léo ficou atrás, o pau encostado em mim.
— Lééééóooo, pára… se você entrar agora eu não saio mais — eu disse, sem virar.
— Eu sei. Por isso não entro.
O Luis veio pela lateral, a água na altura da barriga. Rimos, baixo. A cerveja já estava um pouco morna no segundo gole, o sol virando. Ninguém falou de esposa, de marido.. Depois de um tempo, alguém perguntou:
— Que horas são?
— Cinco e pouco, foi a resposta.
O tempo escureceu, uma nuvem de chuva se aproximou. Subimos a trilha com a pele ainda molhada. Na cabana, tirei meu bikini, molhado. Ia tomar uma ducha, mas Léo não deixou. Me empurrou para a cama de baixo, deitou de costas, e me puxou para o colo.
— Vem amor, tô duro de novo.
Sentei. Segurei o pau com uma mão, ajeitei a glande e fiquei brincando um pouco com ele alí, esperando a buceta molhar um pouco mais. Não demorou. Sentindo lisa, encaixei e desci devagar. O ângulo era outro: mais fundo no ponto da frente, o peso do meu corpo fazendo o trabalho. Sentei até a base, parei, senti o pulso dele lá no fundo. O prazer foi instantâneo:
— Assim…ah caralho… se eu acelerar eu gozo agora — eu disse, no mesmo instante que uma chuva forte começou a cair.
— Então não acelera. Rebola.
O Luis entrou com o notebook, sentou na cadeira, abriu a tampa.
— Droga, trabalho. E-mail — murmurou.
Não digitou. A tela clareou o rosto dele e parou. Assistiu o meu quadril descer, a bunda nua, os seios livres, o Léo com as duas mãos nas minhas ancas.
— Fecha isso — o Léo falou, sem tirar os olhos de mim. — Ela já sabe que você está vendo.
O Luis fechou. O clique da tampa mudou alguma coisa no ar, mas ele não se levantou. Ficou na cadeira.
— Ele está vendo tudo — o Léo disse contra a minha boca. — Isso te excita, não é, putinha.
Não respondi, apenas rebolei lento, o som molhado, os restos da manhã fazendo o pau deslizar. Era a terceira vez que Léo me comia naquele dia. E quando acelerei o movimento, sentada nele, com o tronco ereto, o pau todo dentro e o quadril mexendo para frente e para trás, o terceiro orgasmo veio assim, de frente, empalda. O corpo tremeu no colo. Eu mordi o lábio para não gritar alto demais e gritei mesmo assim.
— Delícia — o Léo segurou meu quadril para eu não sair. — Fica. Ainda estou duro.
Ele me deitou de ladinho sem tirar. uma perna por cima da coxa dele, o pau grosso ainda dentro, as estocadas curtas, laterais. O Luis saiu da cadeira e deitou na frente, face a face comigo. Beijou minha boca com o gosto de cerveja A mão desceu e achou o clitóris, escorregadio, no mesmo compasso do outro.
O Léo gemeu no meu ombro e acelerou o suficiente. Cravou, travou, gozou fundo — a segunda vez no dia — quente, pulso por pulso, enchendo, escorrendo ao redor, enquanto a mão do Luis estava próxima, manipulando meu clitóris, que já doía de tão duro.
Ficamos assim até ele amolecer um pouco. Quando saiu, o vazio veio junto com a porra na coxa.
O Luis beijou o canto da minha boca e não pediu para entrar.
— E você, não vai me comer nunca mais? — eu perguntei, curiosa.
A resposta, foi um sorriso enigmático. Dezoito e quarenta. A chuva ainda caia, mais fraca agora. O dia já tinha sido intenso, mas algo me dizia que ainda não tinha terminado.
# Parte 7 — o banho, a DP
Levantei e fui tomar meu banho. Luis veio em seguida, entrou no box comigo. Lavou as costas, a areia do reservatório, o que tinha descido da cama. A boca dele veio entre as pernas um instante, só a língua no clitóris, e parou.
— Não — ele disse, a água na cara. — Não vai ser aqui que vou gastar o que eu guardei.
— Guardou o quê?
— O que a gente combinou…
O Léo ficou no vão da porta, toalha na cintura, olhando os dois sem entrar no box.
— Combina direito, Luis. Fala para ela.
— Depois eu te como com a boca. Depois eu entro atrás. Você sabe… Os dois.
Eu encostei a testa no azulejo.
— Ai credo… não foi suficiente ainda? Eu falei, provocativa
— Você sabe que não, princesa — foi a resposta dele.
Secamos mal. O cabelo ficou pingando nas costas. Subi a escada nua, o vestido esquecido numa cadeira. Na suíte de cima a luz já era amarela, aproximadamente vinte horas. O Luis me deitou e abriu as pernas.
A língua dele era outra: mais lenta, mais paciente, sem a pressa do Léo. Comeu devagar, o nariz no meio, os polegares abrindo, até a coxa tremer no ombro. Eu puxei o cabelo dele.
— Assim… não para ainda.
— Eu paro quando você pedir princesa…. buceta saborosa.. bem fodida, ainda saborosa.
Eu nunca resisti à língua dele. Meu quarto orgasmo veio nessa boca, um gozo baixo, duradouro, as costas arqueando no colchão, o lago sumido no escuro da janela. Ele beijou a virilha e virou meu quadril.
— De quatro. Devagar princesa….
O lubrificante já estava ao lado da cama, o clique da tampa no silêncio da suíte. Massageou. Um dedo. Parou. Outro. O pau reto encostou, dezoito centímetros pedindo passagem milímetro por milímetro. Eu enterrei a cara no lençol.
— Ar. Me dá ar.
— Calma Tania.. tâ quase... — ele falou, —. Respira. Deixa, relaxa
Entrou o suficiente para eu sentir a cabeça, depois um pouco mais, depois parou inteiro, latejando, sem socar. O Léo subiu na cama pela frente, ajoelhou, passou a glande na minha boca e depois escorregou por baixo de mim, abrindo espaço entre nossas pernas. O pauzão encostou na vagina. Entrou num empurrão só, grosso, ocupando o que já estava cheio atrás. Os dois dentro. O mundo estreitou.
— Porra…
— Fala — o Léo pediu, parado fundo. — Dói ou cabe.
— Dói… mas… não tira.. deixa… deixa me acostumar… Ahhh, cabe. Não mexe os dois juntos ainda. Me dá um segundo.
O Luis obedeceu. Ficou cravado no cu e deixou o Léo mandar o compasso: estocadas longas na buceta, o pau de trás só ocupando, pulsando, o lubrificante escorrendo levemente. Quando o ritmo assentou, o Luis começou a sair e voltar curto, alternando o ritmo com o Léo. Parecia ensaiado..
— Deixa o Léo — ele disse. — Eu só acompanho.
Senti meu corpo esquentar absurdamente. Eu era o recheio do sanduiche, apertada, espremida, usada. Fodida. E eu amava aquilo. Não demorou, o quinto orgasmo veio, mais feio, quase em choro, a boca aberta no ar, a mão atrás procurando qualquer um. Achei o quadril do Luis. Ele gozou assim, no cu — a primeira vez no dia —, quente, fundo, sem sair na hora, esperando o Léo latejar e não gozar.
O Léo segurou meu cabelo, a respiração descontrolada, mas não terminou.
— Ainda não, ainda não. — ele quase gritou.
O Luis beijou meu ombro e só então saiu, devagar, o vazio atrás diferente do da frente. Eu desabei de lado, cheia, tremendo, os dois ainda na cama.
O estômago já doia de fome. Ainda era cedo. O relógio da cozinha marcava vinte e uma.
# Parte 8 — às nove, a varanda, ás onze
Ficamos na suíte até o tremor passar. O Léo ainda duro contra a minha coxa; o Luis já mais quieto, a mão nas minhas costas. Nove horas. Alguém apagou as luzes — eu não vi quem. A cabana ficou só com a claridade fraca que vinha do lago e com o recorte da janela.
— Vem cá Tania— o Léo chamou, sentado na beira da cama. — Põe a boquinha aqui, vem.
Ajoelhei no escuro. Os paus na frente, um grosso duro, o outro higienizado com lenço umedecido, molenga. Revezei. Uma mão em cada base. A boca ia no Léo até a mandíbula doer e passava para o Luis, mais fácil de afundar, ganhando rigidez, e voltava. No escuro o que sobrava era o som, a saliva fiando, a respiração dos dois acima da minha cabeça.
— Assim — o Léo falou. — Chupa gostoso putinha safada.
— Vamos com calma Léo — o Luis pediu, quando a glande dele bateu no fundo. — Ela já levou pau o dia inteiro.
Eu tirei a boca só para falar, o fio ainda no lábio.
— Se vocês gozarem agora não teremos varanda né? Já que estamos aqui, porque não assumir o risco?.
Descer a escada nua, às nove e pouco, com os dois atrás, foi mais longo do que a trilha do lago. Na varanda só com a luz do Luar, que já se mostrava entra as nuvens da chuva que passara, Léo sentou na cadeira larga, me puxou de frente e me encaixou no colo. O pau entrou de uma vez, ainda duro, e eu sentei até a base, os pés no chão de tábua, as costas para o lago.
— Porra, gostosa — ele disse na minha boca, beijando.. — Só rebola. Eu quero gozar assim.
O Luis não entrou. Ficou de pé, mexendo no próprio pau, olhando o do sócio desaparecer em mim a cada descida
— Você não vem? — eu perguntei, já sem fôlego, estendendo a mão para ele.
— No fim — ele respondeu. — Agora eu quero ver de novo.
Eu já estava fraca, mas ainda assim gozei. O último orgasmo foi menor, mas inteiro: o clitóris roçando o osso dele. Eu gozei no colo, a testa na testa do Léo, um som baixo, quebrado.
— Eu senti — ele segurou minhas ancas. — Agora minha vez.
Cravou. Gozou dentro, a terceira vez, o gemido rouco no meu ombro, o quadril travado, me enchendo outra vez enquanto eu ainda pulsava em volta. Não saiu.
Foi aí que o Luis veio. Ajoelhou entre as nossas pernas abertas, o pau na mão, e gozou na minha bunda — quente. Senti a porra escorrer entre minhas nádegas e descer até meu cu e depois a buceta, com o pau do Léo ainda dentro, mole e grosso, sem ter saído. A segunda dele. A última do dia.
— Porra — ele soltou, sem nenhuma outra palavra.
Léo beijou minha boca e ficou dentro até amolecer de vez. Saiu, tomamos banho, um de cada vez, jantamos. Onze horas. Subi com ele para a cama de cima. O Luis ficou sozinho, arrumou a sala e ficou no andar de baixo.
Na suíte, o Léo já quase dormindo, a mão na minha barriga, o lago preto na janela. Brasília ficou longe. Ali só havia o peso do braço dele e, lá embaixo, o Luis virando de lado na cama, a espera de um novo dia.




